Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
48 Capítulo 42 - Metonymy
Notas iniciais
Da esquerda para a direita, se alinham Lucy Rouvier, Saito Urushihara, Kenny McGiven, Nagashi Swords, Senshi Yujo, James Anthony Krum, Yuong Tsukyomi, Tsubaki Seijitsu e Kaoru Tohara: todos diante do lendário deus dragão. Apesar de sentirem, no fundo, medo por encararem agora um desafio tão grande, nenhum dos jovens estremece. A missão é salvar Sophia Cianno e eles não desistirão disso nem que tenham que arriscar suas vidas no percurso.
– Menina insolente... – ecoa a voz da grande criatura, tomando todo o local. – Jamais conheci um ser humano tão atrevido e desrespeitoso como você. Não teme a fúria divina?
– Temo mais permitir que pessoas morram diante de mim. – afirma a loira. – Temo que meus entes queridos sofram sem que eu nada possa fazer. Mas, agora, nada disso vai acontecer!
– Parece que não sabem com quem estão falando. – opina o autoproclamado deus dragão. – Isso chega a ser irônico.
– De fato, não sabemos muito mesmo. – admite Tsubaki, séria. – Mas, claro, isso não é preciso.
– Tudo o que é necessário agora é força de vontade para lutarmos juntos e salvar nossa amiga! – exclama Senshi, tão focado quanto as duas anteriores.
– Ridículos. Como os seres humanos podem se tornar tão ridículos, ao ponto de desafiarem um deus.
– Desista. – Yuong, desta vez. – Se está tentando nos amedrontar, é melhor perder as esperanças. Juntos, não vamos cair!!
– Será? – a fera os provoca, alternando o seu imponente olhar entre eles.
Nagashi abaixa seu rosto, levando sua atenção, exclusivamente, para a prisioneira do local. Olhando, com atenção, para um ponto atrás da pedra de sacrifício no qual ela está presa, nota que há uma espécie de amuleto de coloração verde sobre um baú dourado. Tal baú se encontra sobre uma pilastra de pouco mais de um metro de altura. Entrefechando suas pálpebras, a loira nota uma fraca luz – da mesma cor que a joia estranha – saindo do dorso de Sophia e sendo absorvida pelo amuleto.
– Já entendi... – conclui ela, virando seu rosto para Senshi. – Você percebeu também, não é?
– Sim. – responde ele, fitando-a e movimentando seu rosto positivamente. – Pessoal, o nosso foco é aquele baú! – afirma, usando seu indicador direito para apontar para o objeto em questão.
Kenny e os estudantes de Kyodai olham para onde Senshi aponta. O assistente de Yuki Arima, de repente, se surpreende ao se lembrar de uma certa história que ouvira de Raiabaru Fênix. E, então, decide passar isso para os demais:
– Eu me lembrei de algo! – exclama.
Nagashi, Senshi e o restante desviam seus olhares para o mais velho. Enquanto Ryu, passivamente, apenas os observa, Kenny aproveita para falar:
– Há algum tempo, ouvi a lenda do deus maligno da destruição e da renovação. Segundo a história, uma antiga divindade, posterior ao confronto entre a Sábia e Alfarion, perseguia os humanos por acreditar que eles mereciam ser castigados. Ele dizimou muitos reinos e impérios, espalhando o caos. Porém, temendo o fim do mundo, um grupo de humanos avançados se organizou para detê-lo e selá-lo. Como o poder dele era tremendo e gigantesco, o grupo teve de utilizar outros métodos para transformá-lo em um dragão e, em seguida, trancafiá-lo em um baú dourado, como aquele. – ele pausa por alguns instantes, mas prossegue em seguida: – Pelo que escutei, apenas um sacrifício de grande relevância poderia redespertá-lo. E, se isso viesse a ocorrer, apenas os escolhidos por Ryu, como o deus passou a ser conhecido após se transformar em dragão, seriam salvos. Os demais humanos na Terra seriam exterminados!
– Então foi para isso que os Soldados da Gênese capturaram a Cianno-kun. – comenta Tsubaki, após ouvir todas as palavras do maior, analisando o rosto aflito dele.
– Exato. – confirma Kenny, que continua a ver, de longe, o dragão lendário. – Nessa era, provavelmente, não há nenhum candidato melhor para esse sacrifício do que a descendente da Sábia.
– Significa então que, se falharmos, o mundo será destruído? – questiona Saito.
– Ele será renovado, garoto tarado. – diz Lucy, cruzando seus braços e fechando seus olhos.
– Até nestas horas, você me chama disso? – indaga, revoltado.
A “cientista maluca”, apesar da reclamação do garoto, não se incomoda. Reabrindo suas pálpebras, – e focando suas pupilas no ser que ameaça a vida na Terra – ela pensa:
– Entretanto, seria essa uma espécie de renovação bem injusta. É inadmissível, portanto não estou disposta a cooperar com algo assim.
– Bem... Se toda essa lenda for mesmo verdadeira, basta destruirmos o baú para acabar com tudo de uma vez, correto? – Jimmy se manifesta, procurando a resposta de algum dos seus amigos.
– Pode ser. – diz Kenny. – Mas é preciso fazer isso antes que ele desperte por completo.
– Caso contrário, sua alma escapará para sempre daquele objeto e não teremos como detê-lo. – Nagashi acrescenta.
– Então devemos agir! – exclama Senshi, erguendo seu punho direito cerrado para cima. – Nagashi, Lucy-san, Kaoru-kun... Se não for pedir demais, poderiam ir à frente e distraí-lo?
– Claro! – corresponde Kaoru. – Afinal, nós três somos os melhores no quesito sobrevivência por aqui...
Sem esperar mais nada, o trio cogitado se reúne e passa a correr em direção ao dragão. Enquanto isso, virando-se para os demais, Senshi abre seus braços e revela seu plano:
– Os três ali ficarão na linha de frente para distrair aquela coisa. Enquanto isso, eu, Yuong-kun e Saito-kun ficarão na linha de reforço e usaremos nossas habilidades para afetá-lo diretamente! Já Tsubaki-chan, Kenny-kun e Jimmy-kun ficarão responsáveis por salvar a Sophia-kun e destruir o baú!
– Boa estratégia! Vamos segui-la com trabalho em equipe! – exclama Yuong.
– Isso! – sorrindo, o amado de Nagashi corresponde.
E todos se espalham pelo local, acompanhando o planejamento feito por Senshi. Começando a se irritar, a criatura mítica abre sua boca, rugindo ferozmente. Apesar disso, ninguém se abala, sendo que todos continuam avançando. E, sem nenhum problema, Nagashi salta para cima da cabeça da fera, cerrando seu punho direito e se preparando para acertá-lo nele. Porém, com um empurrão de sua cauda, Ryu a atira para longe. O corpo da loira é impulsionado para longe, se chocando e destruindo três pilares da área.
– Nagashi-san! – Kaoru clama por ela, parando bem perto da criatura e voltando sua face em direção à Swords.
– Não se preocupe, Nagashi está bem. – afirma Lucy, ao lado direito dele. – Não iria ceder com algo assim.
Os dois estudantes, sérios, passam a fitar a face do dragão, cada vez mais irado. Assim como fez com a filha dos falecidos Tsuyo e Saisey Swords, ele tenta acertar ambos com um golpe de sua cauda. Porém, no momento que a palma direita de Kaoru toca o ombro esquerdo de Lucy, a cauda da fera apenas os atravessa e se choca com o chão, erguendo enormes muralhas de pedra, além de uma intensa cortina de poeira.
– Malditos humanos... – pensa Ryu, observando-os segundos após o abaixar da poeira.
Repentinamente, com Tsubaki segura em seu braço direito e Jimmy em seu braço esquerdo, Kenny surge perante o baú dourado no qual estava selada a alma do ser que, agora, todos enfrentam. Sem esperar nada mais, James estende sua palma esquerda – mantendo o direito em contato com o tele transportador – para tomar para si o objeto, mas acaba sendo interceptado pela investida da grande cauda do dragão contra seu dorso. O garoto grita e é jogado, com tanta brutalidade quanto foi Nagashi, para a parede – que, há pouco, estava a quatro metros de si. Ela não é totalmente destruída, mas grande parte da mesma se despedaça, enquanto o estudante em questão cai desacordado, em meio aos destroços.
– Krum-kun! – Tsubaki chama por ele.
Manipulando sua cauda, Ryu tenta atacar ela e Kenny desta vez. Porém, o mais velho se teletransporte para próximo de Jimmy e, pegando-o em seu braço livre, tenta se afastar o máximo possível. Contudo, quando tenta, o dragão arranca do chão sob si uma grande pedra – de cerca de cinco metros de comprimento – e atira contra eles.
– Não vai dar tempo! – pensa o assistente de Yuki, ao olhar rapidamente para trás e, vendo a aproximação acelerada da pedra, perceber que será impossível escapar agora.
Contudo, contrariando as expectativas negativas, os três acabam sendo salvos. É Nagashi, que se materializa a frente deles e, com seu punho esquerdo, atinge a pedra, desfragmentando-a.
– Que rápida! – pensa Kenny, espantado. – Isso foi teletransporte? Não... Ela já estava bem perto de nós, apenas conseguiu avançar o suficiente para nos salvar.
– Vamos! – pede a loira, de costas para os dois. – Peguem o baú!
Kenny, com Tsubaki e Jimmy, se teletransporte para o ponto de entrada do local. Curvando-se e colocando James de costas para o chão, ele se levanta logo depois e olha para a integrante do clube dos gatos, pedindo então:
– Cure-o. Os demais te darão cobertura.
– Sim! – exclama Tsubaki, balançando sua face positivamente, tão séria quanto ele.
Ryu, por sua vez, ruge de novo. Encarando Nagashi, diante de si, percebe o estrago que fizera em suas roupas, mas não encontra sequer um arranhão.
– Como pôde ter saído ilesa do meu ataque? – indaga.
– Posso me regenerar. – afirma ela, sem medo de encará-lo.
De imediato, Senshi, Yuong e Saito se aproximam e se colocam a frente dela. Surpresa, a loira pergunta:
– O que estão fazendo?
– Vamos te dar cobertura! – exclama Saito, mantendo-se de costas para a bela. – Tente se aproximar do baú e da Sophia-kun!
Sem dizer nada mais, a adolescente executa um magnífico salto ao ar. Sabe bem que todos aqui estão arriscando suas vidas. E, quando nota que Kenny se teletransporte, no mesmo segundo, para bem próximo do baú dourado, Nagashi entende a importância que Ryu está dando para o mesmo. Deixando de lado a garota superforte e o trio que tentara ajudá-la, o dragão abre sua boca e ataca o assistente de Yuki Arima – que, no momento, está pouco a frente dele, logo atrás da pedra de sacrifício. Tentando abocanhá-lo, a fera não consegue pegá-lo, pois Kenny escapa milésimos de segundo antes disso. Por outro lado, o ponto no qual os dentes da criatura atingem é destruído com extrema brutalidade.
– Está complicado me aproximar. – pensa Kenny, retornando para o lado direito de Tsubaki, que agora se encontra ajoelhada no chão, curando seu amigo Jimmy com suas palmas. – Nem dá para acreditar que essa coisa pode ficar ainda mais forte. Se isso acontecer...
Ryu levanta, com rapidez, a sua cabeça do chão. Pouco a pouco, a poeira vai abaixando, mas quando a fera se dá conta, um ágil vulto se aproxima do baú dourado.
– Não posso deixar que destruam-no! – imagina a criatura, preocupada. – Não enquanto minha alma ser completamente liberta!!
O dragão estende, ao máximo, suas brilhantes asas. E, com frenéticos movimentos delas, libera poderosas bolsas de ar, que dissipam a poeira e param os passos do vulto. Os olhos irados de Ryu, então, se deparam com a figura de Saito Urushihara, protegendo sua face com seus braços.
– Tolo! – grita o monstro.
Kaoru Tohara, de imediato, se coloca ao lado direito do amigo. Tocando o seu ombro com uma de suas mãos, o loiro declara:
– Posso me tornar intangível, assim como tudo e todos que eu tocar!
– Não cairei nas mesmas armadilhas asquerosas de vocês, moleques! – grita, aumentando a velocidade das batidas de suas asas e, consequentemente, elevando a potência dos seus ventos. – Já sei o que devo fazer para combater suas habilidades irritantes!
As bolsas de ar se tornam turbilhões e, em seguida, um terrível vendaval, que retira os dois garotos do chão. Yuong e Senshi, mais atrás, acabam sendo pegos pela tempestade também. Os quatro são envolvidos pelos fortes ventos e lançados para o alto, enquanto gritam desesperados.
– Deixe-os em paz agora! – grita Tsubaki, curando Jimmy no mesmo lugar de antes.
Ryu, sem cessar seus ventos contra os estudantes, vira parte do seu grotesco rosto na direção da curandeira. Encarando-a, fala:
– Quem é você para me desafiar?
O longo corpo de serpente dele se movimenta. A sua cauda, qual já usara ofensivamente por várias vezes, vai contra ela, reduzindo os longos metros de distância a quase zero: isso em segundos. Contudo, quando os olhos de Tsubaki se arregalam, já ciente de que será morta sem escapatória, Nagashi e Lucy se colocam à frente da amiga. Ao gritarem, as duas são jogadas para o alto com muita força e, depois, caem perante a curandeira do grupo, rachando o chão e deixando sobre ele duas impressionantes poças de sangue.
– Swords-san, Rouvier-san! – a menina, aterrorizada, clama por elas.
As asas do dragão cessam seus movimentos e o vendaval que estava atacando Yuong, Senshi, Kaoru e Saito se dá por encerrado. Quando seus corpos vão indo em direção ao chão, Kenny pega um por um no ar, através do seu teletransporte, colocando-os em seguida em um determinado ponto do local. Recolhe, de modo respectivo, Senshi, Kaoru, Saito e por último, Yuong.
– Como são irritantes. – afirma Ryu, alternando seu olhar entre o teletransportador e a curandeira.
Sobre o chão, Nagashi e Lucy se esforçam para se levantar. Com alguns dos seus ossos quebrados, elas usam suas mãos para acertarem os “inconvenientes” em seus corpos. Banhadas em sangue, as duas se colocam em posição ereta, protegendo Tsubaki e Jimmy. Dessa forma, o garoto que permanecera inconsciente até o momento acorda e o processo de cura – feito pela amante das flores para ele – se dá por encerrado. Em seguida, os dois também se levantam, mantendo-se atrás das outras duas estudantes de Kyodai.
– Sinto que meu poder está retornando para mim. – pensa o dragão, olhando para o quarteto em questão. – Em breve, terei força o suficiente para transformar este lugar em pó, exterminando tudo e todos que estiverem dentro dele!! Mas por enquanto... Preciso proteger aquele maldito baú!
Quando vira seu rosto para o objeto que manteve sua alma lacrada por tantas décadas, nota que Kenny já está com ele em mãos. E, por isso, grita:
– Solte isso imediatamente, humano desprezível!
– Nem pensar! – grita o mais velho dos humanos presentes, voltando seu olhar para o dragão. – Viemos aqui salvar a Sophia e não desistiremos disso!
– É o que veremos...
Impaciente, o homem ergue seus braços para o alto. Logo depois, joga o objeto com toda a sua força para o chão. Porém, ele não sofre um arranhão sequer, para seu espanto.
– Alguém como você não pode representar ameaça alguma para esse recipiente. – e, ao comentar tal coisa, ele mantem sua boca aberta em direção ao jovem Kenny.
O teletransportador, aflito, tenta ativar sua habilidade. Mas não consegue, aliás, não consegue nem mesmo mover os dedos de sua mão: está, agora, completamente paralisado.
– O que aconteceu? – Nagashi grita, tentando entender o que está ocorrendo com ele.
– Não consigo me mover! – responde, fazendo de tudo para se movimentar, mas não atingindo nenhum resultado.
– Isso é o que acontece quando se enfrenta um deus. – afirma o ser que, por tanto tempo, permanecera selado.
– Posso sentir... O poder dele está crescendo avassaladoramente a cada segundo. – pensa Senshi, deitado de bruços sobre o chão, com uma expressão de dor, já que todos os músculos do seu corpo agora se contorcem, devido ao vendaval que o atacara antes. – Em breve, ele terá o suficiente para destruir a todos nós sem esforço!
– Tudo o que os humanos devem fazer é aceitar suas posições abaixo de seres como eu e esperarem a punição celeste. – Ryu prossegue com seu discurso. – Enfrentar os deuses é o pior crime que alguém pode cometer: é uma afronta contra a casta santidade! Imperdoável!
– Cale-se! – exclama Senshi, se levantando do ponto onde Kenny lhe deixara há pouco. – Você não é um deus!
– É claro que sou, verme insignificante. Não me irrite, pois caso contrário, morrerá primeiro. – alega, dirigindo seu olhar para o empático.
Sem temor, o garoto estende seu braço direito a ele. Com seu indicador, aponta para a criatura, deixando claro:
– Conheço apenas um único Deus e Ele, com certeza, não é você!
Nagashi, Tsubaki, Lucy, Jimmy, Kenny e os outros três que ainda estão caídos no chão – Kaoru, Saito e Yuong – se espantam. Inclusive o próprio inimigo do grupo se espanta. Por sua vez, Senshi continua:
– Você não passa de um ser nojento querendo se passar por Deus! O que é na verdade é um farsante!
– E como pode afirmar algo assim? Quer que eu lhe prove do que meu poder divino é capaz? – indaga Ryu, furioso como nunca antes.
– Eu posso sentir! Se você fosse mesmo um deus, seria capaz de esconder seus sentimentos de mim sem esforço. Mas, pelo contrário, consigo captar tudo no seu interior! E o sentimento mais perceptível no seu coração é o ódio!
– Claro! Tenho ódio por esses humanos petulantes que desafiam os deuses! – declara.
– Chega de mentiras! Eu posso perceber quando fala ou não a verdade! – o garoto revela, sendo observado pelos outros de Kyodai. – E sempre que você se autodenomina como deus, percebo que é pura blasfémia!
– Basta!! – grita o dragão, liberando grandes tormentas de vento com sua ira, fazendo com que todos, exceto Senshi, se defendam com seus braços. – Essa brincadeirinha já foi longe demais!!
Ryu eleva, ao máximo, a sua cauda, fazendo-a tocar o teto. Todos observam a cena, enquanto os fortes ventos envolvem todo o local. E, extremamente irritado, o “falso deus” no conceito de Senshi Yujo permite que a extremidade do seu corpo libere uma intensa luz branca. Em seguida, a choca contra o chão, acertando todos os humanos do local com seu poder. Nagashi e os outros gritam em desespero pleno, em meio a densa poeira que se levanta.
– Patéticos...
Quando a situação se acalma, o dragão olha para todos os lados. Só há pedra sobre pedra pois, com exceção das paredes, do teto e da pedra de sacrifício, – no qual Sophia ainda está presa – tudo foi destruído. Em meio ao caos, ele não consegue encontrar os corpos das suas vítimas. Um sorriso maquiavélico domina sua face quando a certeza dessa vitória lhe domina. Então, diz:
– Falta pouco para meu poder chegar à plenitude. E, com isso, nada nem ninguém poderá evitar. O fim deste mundo está para chegar!
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Em um local além do templo de sacrifício, no último salão do Palácio da Gênese...
– O que foi isso? – uma figura masculina se pergunta, caminhando em meio ao sangue.
O corpo de um homem, de bruços ao chão, se encontra na poça vermelha. É Phoebe Gênesis, líder da organização que planejara o reviver do lendário deus dragão. Está morto...
– Então era isso? Esses idiotas estavam planejando trazer uma lenda dramática de volta à vida? – o homem misterioso, cruzando seus braços, pergunta para si mesmo. – Que deprimente...
Ele acabara de ouvir o aterrador estrondo proveniente do salão – nem tão distante daqui – no qual Ryu enfrenta os jovens de Kyodai. Isso logo após matar, a sangue frio, o antigo e velho amigo de Raiabaru Yamagato. Com um sorriso estampado em sua face, o sujeito em questão se vira. Voltando a caminhar, sujando as solas dos seus sapatos sociais no tapete de líquido avermelhado, vai falando:
– Esses imbecis deveriam ter dado prioridade a mim. Afinal, sou uma ameaça muito pior do que aquele tal deus. E, com o meu poder, o verdadeiro caos vai despertar!
Sem esperar mais nada, o estranho acessa um corredor secreto. Seu destino: o renomado colégio Kyodai. E será lá o palco de sua obra-prima: o inesquecível espetáculo de horror, morte e – legítima – destruição.
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