Notas iniciais
Passando pra deixar um feliz natal atrasado XD. Que o papai do céu esteja com tds vcs XD!!

Sugaku Megumi. Ela, integrante do corpo docente de Kyodai, caminha com imponência pelas dependências do colégio. Com um ar controlado, permite que as lembranças do seu passado se repassem, passo a passo, em sua mente. Tal como os fatos, há pouco vividos, junto de seu filho Jayden Valentine.

– Preciso de chocolateeeee!!! – ecoa a voz de Yuko Kurama, enquanto ele surge de uma ponta do corredor, vindo correndo na direção da mulher.

Com pressa, – e desespero – o estudante passa pelo lado direito da professora, sendo que ela sequer se importa com tal fato. Na verdade, mal o percebe e continua andando, perdida em seus pensamentos. Logo, o jovem dobra a esquina do corredor, em epifania plena, à procura de chocolate – ou qualquer guloseima doce que supra sua “necessidade” por açúcar.

– Está tentando descobrir, por si só, o que deve fazer agora, não estou certa? – questiona Sherry Fontaine, ao surgir bem diante da professora, espantando-a.

Sugaku para. Tal como não notara a presença de Yuko Kurama, também não percebera a chegada da loira. Um pouco surpresa, passa a encará-la, mas sem proferir uma palavra sequer. Apenas interage com a companheira de organização com seu olhar firme, mas de certo modo, desolado.

– Você também é humana, precisa aceitar isso.

– Nunca disse que não queria aceitar minha humanidade. – afirma a maior, cruzando então os seus braços.

– Inconscientemente, é provável que tenha sido isso o que tenha feito. – argumenta, concisa. – Sejamos objetivas: lutar em conjunto é mais eficaz e inteligente do que lutar sozinha.

– Sou eu a telepata, portanto eu quem descubro o que nem mesmo as pessoas sabem sobre si mesmas. Além disso, cabe a mim decidir como enfrentarei meus obstáculos.

– Chega, Sugaku. Chega. – pede a mais jovem. – Não envenene mais os seus sentimentos. Você não está confrontando apenas os seus desafios próprios, como também os de todos!

De repente, um sorriso torto domina a face da professora. Ainda assim, não há motivos para afirmar que o que ela sente agora é alegria ou felicidade. Pelo contrário, é uma tormenta sem igual. E, ao desviar seu olhar para o ponto de onde Sherry veio ao seu encontro, percebe a passagem paralela – e rápida – de Jayden Valentine e Daniel Strauss. Os dois estudantes parecem conversar animadamente, como se fosse amigos há anos.

– Cara, você é muito engraçado! – exclama Daniel, enquanto o fita, andando lado a lado com ele.

– Eu? Que nada! – desmente, com seu rosto levemente corado. – Você que é!

Virando-se para trás por alguns segundos, Sherry Fontaine entende o motivo da distração de Sugaku. Contudo, assim que a dupla passa ao longe, ela retorna seu olhar para a maior.

– Olhe pra mim. – pede, e a professora obedece. – Chega disso. Dê um basta!

– Não. O mundo ainda...

– Não é você quem tem que passar por tantos sacrifícios. – articula. – Não é você quem tem que se arrebentar por dentro e usar essa máscara para distorcer a realidade que os outros veem.

– Não preciso de conselhos, sei bem o que devo fazer. – afirma, assim que seus passos tentam renascer. – Eu já sabia antes mesmo de você vir ao mundo, portanto ponha-se no seu lugar!

Sugaku, desse modo, decide voltar a caminhar e se afastar da mais nova. Contudo, Sherry se mantem perante ela, impedindo-a de passar.

– Saia. – exige a professora. – Quem está ordenando isso não é a professora de Kyodai, mas a Sub-general da Carmesim! Me obedeça!

A filha de Pierre Fontaine demonstra o interesse de querer reagir de alguma maneira. Entretanto, antes disso, algo deixa ambas perplexas: um forte barulho de movimentação de águas turbulentas, como em uma cachoeira. Juntas, Sugaku e a recém-transferida olham para a outra ponta do corredor – para onde foi Yuko Kurama há pouco – e quase desabam de tanto espanto.

– Yu-Yu... – a profissional tenta falar, mas não consegue.

A onda de água – apesar de ser suficiente para, apenas, atingir os pés das duas – surge, chega e passa por elas. Todo o processo, acompanhado pelos olhares aflitos, em meros instantes. Ainda assim, é o suficiente para fazer a mulher estremecer. Por outro lado, a expressão da outra figura feminina no lugar retorna ao natural.

– Yukino foi liberta.

– Sim. Eu já esperava que isso, cedo ou tarde, aconteceria. E agora você sabe o que ela irá fazer.

– Sei. – confirma a maior, aterrissando seu olhar vago no chão. – Buscará vingança.

– Mesmo assim, vai prosseguir com tudo? – questiona a de cabelos louros, se referindo a um assunto particular sobre Sugaku, que apenas ambas têm conhecimento. – Mesmo sabendo que, em breve, você será uma das vítimas da ira dela?

– Meu caminho foi determinado há anos. – declama, voltando-se por completo para sua subordinada na organização da Carmesim. – Entenda: enquanto aquela criatura não se mostrar, não me desfarei dessa máscara.

– E o que acontecerá contigo depois? – pergunta Sherry, erguendo a sobrancelha esquerda.

O silêncio ecoa como soberano, na tirania da desolação. Com um profundo suspiro, a ex-cafetina fecha suas pálpebras. E apenas segundos depois, ao reabri-las, decide responder o questionamento da garota:

– Para mim, não existe um “depois”. Então pensar sobre isso é uma preocupação descartável.

– Isso significa que... – desta vez, é Sherry quem mostra uma expressão de perplexidade extrema. – Você sempre esteve preparada para a...

– Sugaku-sensei! – grita outro alguém.

Uma jovem, às pressas, vem na direção das duas. É Saori Tohara que, por alguma razão, tem o desejo ardente de falar com a mulher em questão.

– Você seria... – inicia Sugaku, assim que a jovem se posiciona ao seu lado direito, após alguns momentos de aproximação.

– Saori Tohara!

– E o que quer comigo? – indaga, descruzando os braços, levando o direito para o apoio de sua cintura.

De repente, lágrimas brotam dos olhos da irmã gêmea de Kaoru, o que causa certa curiosidade tanto em Sherry quanto na Sub-general da Carmesim.

– Audição... Visão... Tato... Olfato... Paladar... Tudo se misturou! – exclama a nova companheira de quarto de Sayuri Kishimoto e Lucy Rouvier, mantendo os braços inquietos a frente de seu corpo.

– Como é que é? – a melhor amiga de Akemi Pégasus tenta entender, confusa.

Saori olha para Sherry por alguns segundos, mas volta a dar total atenção ao rosto enigmático da mãe biológica de Jayden Valentine. E quando Sugaku abre seus lábios para dizer algo, recebe o que menos esperaria receber de alguém que mal conhece: um abraço, e bem apertado.

– O que pensa que está fazendo? – interroga, sem entender absolutamente nada.

– Tudo se misturou! – Saori repete, mantendo o seu abraço, com seus olhos fechados. – Foi a Sayuri-kun quem me mostrou, com os dons que ela possui.

– Sayuri? O que ela te mostrou? Por que está agindo assim comigo se mal me conhece?

– Eu não posso deixar você passar por tudo isso sozinha! – Saori, desta vez, grita.

– Me solta, garota! Você está louca!

– Não vou te soltar! – grita outra vez, deixando que suas lágrimas rolem por sua face, molhando-a sem nenhum pudor. – Eu já sei de tudo!

Sem esperar mais, Sugaku usa seus braços para afastar a menina de si. Irritada, a encara, falando:

– Saia de perto de mim!

– Todos pensam que a senhora é louca, um monstro sem coração que mal sabe discernir o bem do mal. – a irmã de Kaoru apresenta suas palavras, sem nenhum temor de retaliação. – Mas não há nesse colégio alguém que sentiu e guardou o sofrimento mais profundamente do que você. – se expressa, com dificuldade. O choro e a comoção da jovem são tamanhos que vê como difícil, e muito, a tarefa de dialogar agora. – Perdeu tudo, lançou suas alegrias e seus sentimentos ao lixo: e sem esperar nada em troca. Se passou por má, atuando como a pior das víboras. Mas no fundo, o seu coração chorava e ainda se encontra em prantos.

A professora, ouvindo tudo isso, não sabe o que falar. Apenas se mantem em silêncio, tal como a outra integrante da Carmesim, aqui, presente. Saori, sem esperar mais nada, prossegue:

– Tudo para quê? Por todas essas pessoas que não sabem nada do que você passa! Tudo para salvá-las, tudo para dar a elas a felicidade que não pode ter!

– Eu... Eu não sei do que está dizendo.

– Não! Eu não vou deixar você continuar se destruindo tanto sozinha! – exclama a estudante, com uma certeza admiravelmente forte e determinada. – Ninguém merece tanta dor!

– O que aquela flautista mostrou para essa garota? Como algo assim pode estar acontecendo? – Sherry, assistindo toda a cena, se pergunta mentalmente, atordoada com toda a situação. – Será que...

Repentinamente, Saori cai de joelhos ao chão. Sem interromper seu choro, ainda continua, mas desta vez erguendo seu olhar para bem alto:

– Deus... Ela não merece, meu Deus... Me deixe estar com ela, compartilhando dessa dor. Agora que sei de tudo, não posso me manter à parte. Eu preciso...

– Garota, eu sempre soube o que me espera no fim desse caminho. – argumenta Sugaku, acalmando-se, sem tentar mais negar as coisas. – Nunca pedi a Deus conforto, então...

– Saber da sua história despertou em mim o que eu havia sepultado há tempos. – a doce estudante a interrompe, levantando-se e fitando-a, na sequência. – Meus olhos foram abertos e percebi o quanto as pessoas desistem de suas metas ao enfrentarem tribulações. Contudo, você é a rara exceção de quem não se queixa e vai até o fim, mesmo com a carne rasgada pelos espinhos da dor e o coração envenenado pela proeminência da solidão.

Escutando cada palavra da adolescente, a mãe de sangue de Jayden suspira. Mesmo mantendo a sua máscara, já não lhe resta outras armas para confrontar as palavras da jovem da família Tohara. Sendo assim, deixa de lado os seus discursos eloquentes e seus olhares de falsa ira. Após tantos anos, permite a manifestação dos seus verdadeiros sentimentos perante outras pessoas.

E, desse modo, substituindo a expressão sofrida por um sorriso radiante, a adorável Saori determina:

– A partir de hoje, Sugaku-sensei, você não está mais sozinha.

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Biblioteca...

Dois alunos do colégio procuram, na seção dos romances, bons livros, para que possam passar o tempo de maneira devida. Afinal de contas, cada segundo que vivem alimentando a aflição, – sendo essa, relativa a todos os recentes acontecimentos – os corações dele e dela se apertam ainda mais. Porém, mesmo se preocupando ao máximo, tudo o que está ao alcance de Daisuke Saruma e Sayuri Kishimoto é clamar pelo sucesso da missão de seus amigos.

– O Verão das Rosas, de Luanne Rice. O que acha desse, Sayuri-kun? – questiona o garoto, ao encontrar tal livro em uma das prateleiras, de costas para a artista.

– Já li. É muito bom. – opina, simplesmente, enquanto também procura alguma boa obra na sua respectiva “estante-alvo”.

– Um Mundo Brilhante, de T. Greenwood... Bom também? – pergunta, assim que vê esse ao lado do livro anterior.

Sayuri retira uma das obras literárias da área onde procura. Colocando-a em mãos, – e folheando-a – responde:

– Já ouvi falar dele, mas nunca li. Dizem que é bom.

Repentinamente, Daisuke se vira para ela. A jovem não percebe, mantendo-se dedicada à tarefa de descobrir se o que está em suas mãos é merecedor do seu tempo.

– Não vai me dizer que você é fã de Crepúsculo?

Como resposta, a música vira seu rosto para ele, fazendo uma certa expressão de nojo, colocando sua língua para for, por breves instantes. E, então, articula:

– Se for para escolher uma série, Harry Potter é muuuuuuuuuuuuito melhor!

– Eu discordo. – diz alguém, ao surgir entre eles.

É Eric White, de braços cruzados, adentrando o corredor da extensa biblioteca. Chamando para si o olhar da dupla, decide completar:

– Cinquenta Tons de Cinza supera qualquer um desses lixinhos.

– Nem sabia que você gostava de ler. – afirma Daisuke, um pouco surpreso.

– Nem sabia que você SABIA ler. – debocha a companheira do melhor amigo de Tsubaki Seijitsu, mantendo-se séria, apesar disso.

– He, eu sei ler, e muito bem, linda. – declara o maior dos presentes, se aproximando mais até se posicionar a pouco menos de um metro dos dois.

– Tem algo de interessante que o fez nos procurar? – pergunta a garota.

– Como sabe que eu não vim aqui para ler um bom livro? – a provoca, sorrindo desdenhosamente.

De imediato, a flautista lhe vira as costas, permitindo que suas sedosas madeixas se dispersem no ar. E, então, declara:

– Sou do tipo de pessoa que raramente é surpreendida.

– As suas sensações se misturam para lhe dizer a verdade, correto? – questiona Eric. – É um sentido amplo, proveniente da união de todos os primários.

– Sinestesia... – pensa Daisuke, que se mantem em silêncio, como espectador da situação.

– Entenda como bom quiser, Eric. – declara a garota, mantendo-se de costas para ele.

De repente, o esportista abandona seu sorriso e fica sério. O motivo por ter vindo procurá-la o exige. Afinal, parece que dentre todas as pessoas envolvidas com a lenda de Alfarion e os mistérios dos humanos avançados, – que, ainda, lhe deixa cheio de dúvidas – Sayuri Kishimoto é a mais indicada para clarear seus pensamentos.

– Eu vim mesmo procurar você.

– Eu já sabia. – alega ela, voltando-se de uma só vez para ele, mas ainda sim, séria. – Lembre-se: raramente sou surpreendida.

Sem esperar mais nenhuma outra palavra do maior, a flautista decide contar tudo o que sabe: tendo, como início, a história épica entre o imperador Alfarion e Sophia, a Sábia. E, assim que os três procuram uma área menos acessada da biblioteca, se assentam em cadeiras – em círculo – e conversam por longos minutos.

– Entendeu? – questiona Sayuri, após o término de seus dizeres.

– Sim. – afirma ele.

– A tal Sherry Fontaine não deveria ter esclarecido tudo para você e para o Yuko-kun? – pergunta Daisuke, fitando a expressão neutra do atleta de Kyodai.

– Sei lá... – responde, dando de ombros.

– Onde ele está?

– Quem? – rebate a pergunta do companheiro de quarto de Jayden Valentine e Yuong Tsukyomi com outra pergunta, elevando sua sobrancelha direita.

– Yuko-kun, oras...

– Deve estar em qualquer canto do colégio, procurando por doces.

Repentinamente, um barulho chama a atenção do trio. Assim que escutam tal coisa, os estudantes guiam seus olhares para um dos vários corredores, compostos pelas grandes estantes de livros, da biblioteca.

– Akemi? – Sayuri a chama, observando-a ao longe, mas com fidelidade.

A amiga de Sherry, ao escutar seu próprio nome proferido pela voz da artista, para de procurar livros na estante diante de si. Ao olhar para o grupo, vira-se para tal, cruzando os braços em sequência.

– O que foi? – se manifesta.

– Sabe onde Sherry está agora? – articula a jovem que, para sempre, amará o falecido Gingamaru Pride.

– Deve estar “em reunião” com a professora da Carmesim.

– Sabia que a Saori-kun está nessa reunião também?

– Como assim? – Akemi tenta entender, um pouco surpresa.

Sayuri suspira levemente. Enquanto isso, é Daisuke quem decide falar:

– Já passou da hora de todos lançarem essas máscaras ao lixo.

– Máscaras? – repete a recém-chegada, ainda mais confusa, observando o rosto de Daisuke por alguns instantes.

– Você está infiltrada na Gênese através de uma ilusão, não estou certa? – Sayuri, outra vez. – Misty Akemi, se não me engano...

– E se for? Qual o problema em aproveitar a morte de uma deles para enganá-los?

– Nenhum, desde que a sua intenção seja mesmo fazer o bem. – o melhor amigo de Tsubaki, novamente. – Por que, caso contrário...

– O que está acontecendo aqui, posso saber? – Eric, alternando o seu olhar entre os demais presentes, mais perdido que cego em tiroteio.

Sem aguardar mais nada, Akemi se vira de modo brusco, com a intenção de deixá-los bem ali, tendo como argumento:

– Não devo satisfação a vocês.

E a integrante da família Pégasus, séria, passa a andar, se afastando dos seus observadores fieis. Ao passar sua mão direita por uma das estantes, puxa da mesma um livro aleatório. E, desse modo, se retira do corredor em questão e se aproxima do bibliotecário – que se encontra bem perto da entrada do local, assentado atrás de sua mesa.

– Luka, quero esse aqui. – declara ela, jogando com força a obra literária sobre a mesa do funcionário do colégio.

Luka Trancy Gold. Ele, que estava digitando algo no computador do ambiente, retira seus olhos da tela do mesmo, dirigindo-os para a estudante. Com uma expressão indiferente, articula:

– Uma certa loira deveria te ensinar a controlar o mau humor.

– Fala da Sherry? – indaga, com uma forte vontade de rir. – Me poupe... Aquela ali só parece paciente e tranquila. Na verdade, tem uma personalidade bem mais explosiva do que eu!

– Nunca disse o contrário. – alega ele, encarando-a. – Eu, como companheiro de organização dela, a conheço bem até demais. E por isso acho que ela deveria te ensinar a controlar o mau humor. Afinal, explosiva Sherry é, mas sabe domar esse lado que possui.

– Chega. Estou indisposta para diálogos amistosos hoje.

– Odeio receber ordens, Akemi. – diz, desviando seu olhar para a tela do computador, de novo.

A garota nada mais diz. Enquanto as mãos de Luka se entregam à missão de catalogar o livro na ficha – encontrada no sistema da biblioteca – da estudante, uma doce melodia começa a ecoar pelo local.

– Sayuri Kishimoto... – pensa a amiga de Sherry Fontaine. – Você está começando a me irritar!

Pouco a pouco, de uma maneira inexplicável, a jovem se sente atraída pela sinfonia da flauta da artista. O som que envolve toda a biblioteca se assemelha à voz inebriante de uma sereia fatal. Porém, é algo que transcende um possível “chamado da morte”. Está em um nível superior... Como um chamado celestial!

E, quando se dá conta, Akemi está assentada, em uma roda: o mesmo ponto em que, há pouco, Eric, Daisuke e a flautista estavam. Presentes estão, além da jovem Pégasus, respectivamente: Daniel Strauss, Sherry Fontaine, Jayden Valentine, Yuki Arima, Yuko Kurama, Eric White, Luka Trancy Gold, Daisuke Saruma, Saori Tohara e Sayuri Kishimoto.

– O que você fez, sua bruxa!? – Akemi, indignada.

Sayuri, em resposta, dá um basta na sua melodia. Reabrindo seus olhos e repousando seu instrumento em seu colo, passa a observar o rosto furioso da amiga da, também presente, Sherry Fontaine. E, com um encantador sorriso, deixa claro:

– Estamos todos nós aqui, reunidos, em prol de um grande objetivo.

– Qual objetivo? – questiona Daniel, sério. – Se é algo tão importante, deveria ter nos convocado formalmente, se é que me entende.

– Não temos tempo. – afirma a talentosa garota, passando a observá-lo com respeito e atenção.

– Então fale logo o que quer! – exclama Sherry, imponente, penteando seus fios loiros com os dedos de sua mão direita. – Não costumo apreciar apresentações líricas.

Os demais permanecem em silêncio. E, por isso, depois de olhar para cada um e para cada uma, a “vidente musical”, por fim, diz:

– O grande objetivo é: revelar, de uma vez por todas, as verdadeiras facetas ocultas sob máscaras de cristal...