Notas iniciais
XD!!!

Saito Urushihara, Lucy Rouvier e Kaoru Tohara. Lado a lado, os estudantes caminham, enquanto conversam sobre o diálogo que os dois primeiros mantiveram, há pouco, com o vice-diretor do internato.

– De um lado, temos a Gênese, que pretende nos matar. Do outro, a Carmesim, que quer nos salvar. É isso mesmo?

– Sim. E foi a Gênese que raptou Sophia. Infelizmente, ela já pode estar morta agora. – lamenta Saito, com um tom triste.

– Por outro lado, segundo os argumentos do vice-diretor, o futuro que Samasha viu mudou, logo ela ainda pode estar viva. – afirma a única garota presente, que anda entre os outros dois adolescentes.

– Espero que sim. Sophia-kun não merecia um fim desses. – opina o loiro, à direita de Lucy.

– Pensando bem, talvez tenha sido mesmo a Sugaku que deixou aquela fotografia estranha para mim. – Saito, outra vez.

– Você acha que ela estava tentando ajudar? – indaga seu melhor amigo, fitando-o.

– Eu, particularmente, não duvido dessa possibilidade. Ela faz parte da Carmesim, mas mesmo assim, não pode ser classificada como “boazinha”, se é que me entendem... – intervém a estudante do segundo ano.

– É mesmo. Sugaku-sensei tem seus próprios objetivos, sejam lá quais forem... – afirma o primeiranista.

– Bem... Vou ficando por aqui. – diz a garota, ao parar em certo trecho do corredor, enquanto alterna seu olhar entre os dois.

– Beleza! – exclama Saito, ao cessar seus passos como ela e virar seu corpo em sua direção. Kaoru faz o mesmo. – Depois contamos as novidades para o restante do pessoal.

– Até mais, Lucy-san! – o loiro se despede, sorrindo, retomando a sua caminhada.

– Se cuida. – diz o seu amigo, ao fazer o mesmo.

Enquanto a dupla se afasta, a “cientista maluca” observa tal fato, fixa no mesmo ponto. Com um profundo suspiro, pensa:

– Sinceramente, espero de verdade que Sophia esteja viva. Por outro lado, se o futuro de fato mudou, as consequências disso, além de tudo o que estar por vir, estão mais incalculáveis do que nunca...

A garota pensa sobre todos os “atos e fatos” relacionados às descobertas que teve, desde antes até após a sua chegada em Kyodai. Por outro lado, assim que Saito e Kaoru dobram o corredor e somem do seu campo de visão, ela escuta algo:

– Rouvier-san!! – exclama Tsubaki, ao surgir vindo em direção a Lucy.

Um pouco surpresa, Lucy vira seu corpo para quem se aproxima. Seus olhos constatam que, ao lado de Tsubaki, também se aproxima de si Samasha Seiya.

– Oi. Algum problema?

– Sim, e grave! – exclama a dona de Blue, sem cessar sua corrida, como a amiga ao seu lado.

Assim que a dupla, cansada, chega perto o suficiente de Lucy, as duas param. Ofegantes, tentam restabelecer suas respirações. Segundos depois, Tsubaki fala, com certa dificuldade:

– Kishimoto-kun teve uma visão e disse que Swords-san está correndo perigo!

– Fênix está aqui? – questiona a superdotada, boquiaberta.

– Ainda não sabemos, mas é melhor que todos nós busquemos por ela! – afirma Samasha.

– Sim, claro! – concorda Lucy. – Seus sonhos foram bem claros, certo? Nagashi não pode cair nas mãos do Fênix!

– Isso mesmo! – concorda a dona de Blue, movimentando sua face positivamente.

– Então continuem procurando! Vou atrás do Saito e do Kaoru para avisá-los e pedir a ajuda deles!

– Certo! – as outras duas falam juntas, em concordância com o dizer da filha de um dos geneticistas mais famosos e renomados da atualidade.

Lucy dá suas costas para as duas garotas. Contudo, antes que possa dar mais um passo sequer, uma flecha é atirada contra ela. Por pouquíssimo, a tal flecha não a atinge, fixando-se então na parede ao lado direito da adolescente. A garota fica pálida.

– Acho que vocês poderão me ajudar, já que estão procurando a mesma pessoa que eu... – fala a silhueta de um homem, que ao longe, se aproxima das três garotas.

O estranho vem do ponto qual Saito e Kaoru se direcionaram há pouco. Com o rosto pouco visível, o desconhecido chega perto do trio cada vez mais.

– Vamos correr! – grita Lucy, dando as costas para o homem sem sequer ousar em tentar identifica-lo.

Atendendo ao conselho dela, Samasha e Tsubaki também se viram para o outro lado. Todas desejam se afastar do homem estranho, e o mais depressa possível. Entretanto, poucos são os passos que elas executam. Afinal de contas, algo prende os tornozelos das três, que acabam caindo ao chão e gritam, devido ao susto.

– O que é isso? – a dona de Blue, aterrorizada e de bruços ao chão, nota que algo está prendendo seu calcanhar direito.

– São correntes! – afirma Lucy, tentando se libertar da corrente em seu tornozelo esquerdo com ambas as mãos.

Tsubaki e Samasha, desesperadas, tentam fazer o mesmo que ela. Porém, é em vão. O homem, então, se aproxima cada vez mais, o que faz com que o medo de cada uma das garotas aumente de forma intensa, segundo por segundo. Com um ligeiro sorriso, o estranho declama:

– Vocês não vão fugir de mim. – entre risos perversos, prossegue – É melhor colaborarem comigo... Ou irão se arrepender.

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Jayden Valentine e James Anthony Krum, lado a lado, caminham juntos. Conversando sobre assuntos aleatórios, que vão desde os seus resultados das provas mais recentes até a ameaça de destruição de Kyodai e toda a cidade de Konton, os dois se aproximam da maior das piscinas do internato.

– Estranho... Não tem ninguém por aqui. – conclui Jayden, olhando para todos os lados.

– Tem sim. Olhe ali. Tem uma menina perto da piscina. – afirma Jimmy, usando seu indicador esquerdo para apontar para uma ruiva, ao longe, que anda em direção a tal piscina.

– É mesmo. Parece que é a...

A garota, que caminhava a metros de distância, para, o que interrompe as palavras do desenhista. Apesar disso, os dois amigos continuam a andar, se aproximando dela pouco a pouco. Segundos depois, o agudo e desesperado grito da garota os assusta. Sem pensar duas vezes, eles aceleram seus passos para acudi-la. Porém, antes disso, a ruiva se vira para os dois e, com toda a pressa, corre, sem deixar de berrar, aterrorizada.

– Juli-san, o que está acontecendo? – questiona Jimmy, se aproximando dela, juntamente com Jayden.

– Estão mortos! – exclama a primeiranista, reduzindo os metros que os separa a cada segundo.

Assim que a ruiva chega perto o suficiente, para. Em seus olhos, os dois garotos encontram o impressionante semblante de horror e pavor. Preocupado com toda a situação, o melhor amigo de Yuong pergunta:

– Quem está morto? Do que você está falando?

– Os dois estão ali. – aponta para a piscina, com seu trêmulo indicador direito. – Estão mortos! Mortos!

James se posiciona bem diante da garota. Colocando, com leveza, suas mãos sobre os pulsos de Juli, as manipula com calma, mas ao mesmo tempo, com firmeza. Olho no olho com ela, pede:

– Por favor, se acalma. Não podemos entender nada se fosse ficar assim, tão alterada...

A colega de classe de Saito Urushihara, Samasha Seiya e Sophia Cianno respira fundo, fechando seus olhos por alguns segundos. É de fato difícil se tranquilizar em um momento como este, mas por outro lado, é preciso. Em sequência, mais controlada, articula:

– O Gingamaru e a Sayuri estão mortos!

Os ouvintes da garota ficam pálidos devido ao impacto da resposta. De imediato, a mesma ideia toma posse de suas mentes: “Fênix está aqui”! Libertando Juli, Jimmy corre para a borda da piscina. Jayden, momentos depois, faz o mesmo. A ruiva, sem esperar mais nada, volta a correr para a mesma direção que havia optado há pouco, pois não quer mais ver tanto sangue em nenhum instante de sua vida. Aterrada, deseja, com todas as suas forças, fugir desta experiência. É então que, ao se aproximarem o suficiente, os dois amigos ficam perplexos, já que seus olhos encontram o que as palavras da garota haviam transmitido: os corpos, inertes, de Gingamaru Pride e Sayuri Kishimoto.

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Uma jovem caminha pela ala feminina de quartos. Com seus pensamentos conturbados, não consegue parar de pensar em tudo o que ouviu de Sherry Fontaine. Pouco a pouco, sua vida está se transformando em algo que jamais poderia imaginar. Tudo mudara tanto desde que chegara a Kyodai...

Assim que cessa seus passos, parando diante da porta do quarto que divide com Tsubaki Seijitsu e Samasha Seiya, Nagashi abre e entra. Logo depois, fecha e se joga de costas para sua cama.

– O que foi tudo isso? – se pergunta, olhando para o teto. – Por que está acontecendo tanta coisa? Será que minha vida foi uma mentira?

A loira reflete por alguns segundos e, erguendo seu corpo, se senta na cama, olhando em direção à janela do local.

– Você saberia me responder, vovó?

Olhando de modo fixo para fora do quarto, a humana avançada percebe algo vindo em sua direção. Um martelo, que quebra a janela completamente e por pouco não atinge o seu rosto, já que ela desvia por pouco. Os estilhaços da janela voam e o martelo, se prende na parede, bem distante da estudante.

– Quem é você? – pergunta ela, séria, ao se levantar da cama e se posicionar, sem medo, enquanto fita a figura desconhecida.

O homem pula para dentro do quarto e olha para a garota. Alto, forte, atlético, de pele parda e cabelos lisos e negros, o indivíduo de olhos castanhos escuros a fita. Sério como ela, diz:

– Meu nome é Rick Mendez. Vim aqui para matá-la.

– Me matar? – repete, pasma. – Por qual motivo? Você, por acaso, é o Fênix?

– Não é da sua conta, afinal... – Ricardo coloca sua mão na espada presa em sua perna direita, com um tom ameaçador. – É desnecessário gastar palavras com quem já morreu.

Ela, em silêncio, mantem a mesma postura. Mesmo sendo ameaçada de morte, não sente medo diante do sujeito.

– Apesar de que... – desta vez, ele articula suas palavras com um timbre sarcástico. – Seu corpo é muito perfeito para ser danificado. Pena que esses belos pei...

Nagashi, que se mantinha a alguns metros distante dele, avança com agilidade e atinge um soco no rosto do homem. Contudo, a cabeça de Rick se desfaz em dezenas de agulhas que voam contra a loira, surpreendendo-a. Ela, por sua vez, desvia de todas. As agulhas se prendem em alguns trechos do chão e das paredes.

– Como ele fez isso? – se pergunta mentalmente, perplexa com o que acabara de ver.

As agulhas retornam e a cabeça é refeita. Diante dele, a loira está pasma.

– Eu também sou um humano evoluído. Sou capaz de transformar qualquer parte do meu corpo no objeto que eu imaginar. Em outras palavras, ataques abertos e diretos como esse não funcionam comigo. Resumindo: sua força é inútil e você, incapaz de me fazer mal.

O olhar do sujeito é tomado por um ar malévolo e, ao mesmo tempo, lascivo.

– Os dela são maiores do que os daquela maldita Misty... Hehe... Algo raro de se achar. – pensa Rick, analisando o corpo da mais jovem.

Nagashi dá um passo para trás.

– Não tenha medo. Se você quiser, poderá se tornar minha mulher e te darei muitas alegrias, se é que me...

Novamente, a garota parte para cima dele. Lhe acerta vários socos e chutes. Porém, os locais que deveriam ser lesionados se desfazem em facas, agulhas, navalhas, adagas e martelos, para depois se refazerem rapidamente. Rick, então, pega a menina pelo pescoço, com sua mão direita, e a levanta ao alto, que desesperadamente tenta se livrar dele.

– Bem, parece que vou ter mesmo que te matar. Mas antes disso, que tal nos divertirmos um pouco? Já que não é todo dia que encontro uma garota turbinada como você...

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Enquanto isso, na base secreta dos Soldados da Gênese, em uma região desconhecida... Três indivíduos, assentados em suas respectivas cadeiras, cada um diante de uma ponta de uma grande mesa branca. Conversam solenemente entre si, discutindo então sobre os assuntos mais importantes para a organização. O primeiro é Sanford Mendez, um homem alto e relativamente magro, de pele clara, cabelos castanhos curtos e espetados e dono de uma personalidade analítica e extremamente persuasiva. A segunda é Misty Akemi, uma bela mulher de olhos negros provocantes, corpo escultural e seios fartos, cabelos lisos até a cintura e castanhos como a atraente cor de sua pele. A terceira, mas não menos importante, é Grade Lark. Essa possui uma pigmentação em sua pele levemente mais clara que a de Misty, cabelos lisos e verdes até a nuca, olhos da mesma coloração de suas madeixas e, em seu corpo, seus queridos trajes de luto.

– O momento se aproxima cada vez mais. – afirma Misty, alternando seu olhar entre os outros dois. – Espero que possamos vencer.

– Venceremos. Os Carmesim não são páreo para nós e, muito menos, aqueles tolos estudantes de Kyodai. – afirma Grade, que foi a responsável por capturar Sophia Cianno. – Não perdem por esperar...

– Não podemos subestimar nossos oponentes. – aconselha Sanford, fitando Grade. – Cobras só atacam quando acuadas...

– Não estou subestimando, apenas considerando a realidade. Vejam como foi fácil capturar a garota do ritual. – diz, referindo-se à Sophia. – Me lembro de como ela tentou fugir, e de modo tão desesperado, pobrezinha... Obviamente, foi em vão.

– Clariciência e comunicação animal não são lá dons direcionados para o combate. Logo, é fácil entender que para alguém como você, a tal Sophia tenha sido uma presa bem simples. – replica ele. – Entretanto, não é esse o caso geral.

– Sanford está certo. – Misty concorda. – Alguns daqueles estudantes, como Saito Urushihara, que possui o dom da destreza aprimorada, ou Jimmy, que pode anular as habilidades dos outros humanos avançados... Exemplos como esses dois podem atrapalhar nossos planos ao se tornarem empecilhos consideráveis.

– Vocês dois estão preocupados demais para o meu gosto. É só por que foi o Rick quem foi enviado pelo Phoebe-sama?

Sanford, de fato preocupado, observa “a mulher do luto” por alguns instantes, tentando perceber o sentimento "atual" da mesma. Sabe o quanto as atitudes do irmão podem ser impensadas. Logo depois, decide responder:

– Já perdemos o Minos, quando ele foi enviado com a mesma missão, e ele era um sub-general. Logo não vejo coerência em cometer tal ato pela segunda vez, e confiando em uma pessoa impulsiva como meu irmão. Isso é um erro que pode colocar tudo a perder.

– Meu querido, o problema foi que Minos subestimou a personalidade alternativa daquela garota, ao tentar tortura-la com espelhos. Seu irmão não tem a capacidade intelectual para sequer arquitetar um plano como aquele, convenhamos. – opina, com um leve sorriso em sua face. – Querendo você ou não, no caso, a força é mais importante que a estratégia. Logo, pode ficar tranquilo.

– Mas ele será mesmo capaz de vencer aquela garota? – pergunta, duvidando se o irmão caçula é mesmo poderoso a tal ponto. – Caso ela consiga adquirir controle sobre seus poderes, se tornará um verdadeiro monstro. Subestimá-la é perigoso demais.

– Por isso acho que pelo menos outros dois de nós deveriam ter sido enviados para ajuda-lo. – Misty, expondo o que pensa. – Isso, é claro, desconsiderando a possível intervenção de outro desses estudantes.

– É essa a questão! – exclama, exaltando um pouco de sua voz. – Apenas a personalidade alternativa da garota tem controle sobre suas capacidades. Porém, Rick a matará tão depressa que ela mal terá tempo para se manifestar. Não duvidem do poder e da sede de sangue dele. – argumenta Grade, certa do que fala. – Seja qual inimigo for, quando ele fica sério, seu oponente cai derrotado. É o Rick quem não deve ser subestimado aqui.

Sanford fica em silêncio, assim como Misty. O irmão mais velho do enviado para assassinar Nagashi Swords, erguendo parte de seu rosto para observar o teto, suspira fundo. Preocupado, não para de pensar sobre as últimas decisões de Phoebe Gênesis, líder da organização. Dessa maneira, repete em sua mente a mesma ideia:

– Meu irmão... Você é tão forte assim?