Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
34 Capítulo 28 - Advanced
Notas iniciais
Duas belas jovens, duas imponentes figuras. Uma diante da outra, elas se encaram, sem demonstrar nenhum temor ou receio. É inquestionável: são indomáveis.
– Saberei de toda a verdade? – indaga Nagashi, tentando confirmar o que acabara de ouvir da garota bem diante de si.
– Revelá-la para você é a minha missão. – alega Sherry, com firmeza.
A neta de Madallena Swords permanece observando-a por longos instantes. Com um longo suspiro, questiona:
– Quem é você, como me conhece?
– Já lhe disse quem sou: Sherry Fontaine. Minha família é, de longa data, conhecida dos Swords. E mesmo que hoje apenas você, como Swords, vive, os Fontaine não se esqueceram dos duradouros anos de amizade.
– Seja mais clara. – pede.
– Meu pai, Pierre Fontaine, era amigo dos seus pais. – define.
– Amigo?
– Sim. Você conhece o nome Kimiko Swords?
– Não.
– Pois ela, Kimiko, era sua tia e sofria o mesmo dilema que você: transtorno dissociativo de identidade.
Nagashi fica pálida, espantada ao ouvir tal comentário. Mesmo assim, permite que a outra prossiga:
– Eles, Syrius e Alice Valentine, Yukino Arima, o diretor de Kyodai Raiabaru Yamagato, Sugaku Megumi, Uria Yumeda, Phoebe Gênesis e Marin Schneider, eram todos amigos. E também eram especiais, humanos avançados.
Nagashi se impressiona. Nunca imaginou que, como ela e seus amigos, seus pais e outros no passado também se uniram, criando laços entre si.
– Mesmo sendo amigos, a ambição e a sede de poder de alguns fragmentou o grupo. Alguns deles estão mortos, enquanto outros hoje fazem parte de duas distintas organizações: a Gênese e a Carmesim.
– Por qual razão está me falando sobre tudo isso?
– Você precisa conhecer o passado para, com sabedoria, entender o presente e trilhar o futuro. – determina, séria. – Kimiko Swords também possuía uma personalidade alternativa. Contudo, assim como é o seu caso, o transtorno dela era resultado do seu dom especial.
– Dom especial? Eu não estou entendendo...
– Não precisa disfarçar. Nós duas sabemos de que espécie de dom especial estou falando. Sua tia, mesmo sofrendo com as múltiplas personalidades, foi capaz de se impor para as outras faces que foram surgindo ao longo dos anos. Ela se tornou poderosa, poderosa até demais. O mesmo pode acontecer com você, mas para isso, sua outra metade precisa ser controlada com perfeição.
– Então você conhece pessoas com habilidades especiais?
– Exato. Nagashi, você é a mais poderosa de todas elas. – afirma, com certeza.
A ouvinte fica ainda mais espantada. Ser a mais poderosa era algo que ela jamais esperaria.
– Creio eu que habilidades como regeneração celular espontânea e superforça já se manifestaram, correto?
– Sim. – responde, retomando a sua expressão de naturalidade.
– Nenhuma delas é originalmente sua. A sua verdadeira capacidade é a de absorver todos os dons dos outros humanos avançados.
– Absorver? Significa que eu...
– Você pode ter todas as habilidades, sem nenhuma restrição. – a interrompe. – Em outras palavras, como Kimiko Swords foi um dia, você é a pessoa mais poderosa e com o maior potencial do mundo. Para que nada, nem ninguém possa fazer lhe fazer frente, basta adquirir controle sobre os seus poderes.
– Eu possuo controle sobre eles.
– Não, não possui. Caso contrário, Arashi não lhe dominaria.
– Como sabe dela? – indaga, cada vez mais boba com tudo o que a recém-conhecida demonstra saber.
– Sei de muitas coisas. – desvia da pergunta. – Assim como sei que sua outra metade é uma consequência da sua verdadeira habilidade.
– Uma consequência? – questiona, sem entender o termo.
– Cada habilidade absorvida leva para você um fragmento da personalidade do seu legítimo usuário, que foram se unindo em seu interior e dando forma a outra pessoa. Quanto mais dons especiais entrarem em contato contigo, mais esse seu lado alternativo se torna sólido e independente. Em outras palavras, sua habilidade é uma faca de dois gumes: enquanto aquele que a possui pode se tornar imbatível, pode também se tornar um outro alguém.
Nagashi reflete sobre o que acabara de ouvir. Jamais imaginou que seria essa a verdadeira origem de Arashi. Por muito tempo, pensou que as estranhas manifestações nos espelhos eram apenas indícios de que estava perdendo a sanidade. Hoje, já sabe que a história não era bem assim...
– Porém, há muito mais por trás da sua outra face. – Sherry acrescenta.
Com um leve suspiro, a novata observa a loira alguns centímetros mais alta. Instantes em seguida, declara:
– Você perdeu mais do que sua mãe, seu pai, seu irmão e sua avó.
– Do que está falando? – se apressa, desejando saber de tudo o quanto antes.
– De sua irmã gêmea, Nagashi.
Desta vez, como nunca antes, o impacto que a estudante do segundo ano de Kyodai sente é aterrador. Uma irmã gêmea? Como poderia ter uma irmã gêmea se nunca a conheceu, nem ao menos ouviu falar sobre ela?
– Eu nunca tive...
– Sim, teve. – a intercepta outra vez. – Sua mãe ficou grávida de gêmeas, mas apenas uma delas veio ao mundo. A outra morreu em seu útero.
– Está querendo dizer que...
– Exatamente isso que está pensando. Arashi é a sua irmã que morreu anos atrás.
– Não pode ser! – exclama, se recusando a acreditar. – Como eu nunca soube que tive uma irmã? E como uma pessoa que sequer conheceu a vida pode voltar dos mortos e possuir o corpo de alguém entre os vivos?
– Seus pais não lhe contaram porque sabiam que o mesmo que hoje acontece com você já havia ocorrido na família. Kimiko também foi atormentada por uma outra face que se autointitulava pelo nome da falecida irmã gêmea. Para lhe proteger, evitaram lhe contar sobre Arashi.
– Mas isso não explica como ela voltou!
– Muitos pensam que os dons especiais dos humanos avançados são meras evoluções genéticas na raça humana. Contudo, eu penso diferente... – alega, sem deixar de olhar diretamente para os olhos de Nagashi. – Para mim, esses são dádivas divinas.
– Você pensa que foi Deus quem nos deu essas habilidades?
– Não tenho dúvidas.
Repentinamente, a lembrança de sua avó Madallena toma posse de seus pensamentos. “Deus estará contigo”: era essa uma das últimas frases dita por ela antes de sua partida. A atriz sempre acreditou na figura divina e sempre tentou levar essa mesma fé para a neta, mesmo que em vão. Ouvindo, então, esse tipo de coisa de Sherry, Nagashi não consegue evitar a nostalgia.
– Pense bem. – pede Sherry. – Qual era o desejo mais intenso do seu coração durante a sua infância?
A colega de classe de Senshi Yujo não consegue entender o motivo da pergunta, mas acaba fazendo o que a garota pede, relembrando então suas memórias antigas, lançando-se a elas com todo o fervor. É quando, ao finalmente encontrar em sua mente o que procurara, seus olhos se arregalam, comprovando o tamanho absurdo de sua perplexidade.
– Tudo o que você queria era não estar sozinha, não é mesmo? – pergunta a representante da família Fontaine.
Nagashi abaixa seu rosto, passando a observar o chão sob os pés de Sherry, ao dar por encerrado o contato visual com a mesma. No fundo, sabe que ela está certa. Pois, após perder todos que amava, Nagashi passou a repudiar a si mesma, afastando-se de todos por temer levar algum mal a eles. Entretanto, seu coração doía e sofria amargamente. A garota não queria, por mais que se flagelasse, estar sozinha. Desejava, com todas as suas forças, amar e ser amada mais uma vez, proteger da mesma maneira que ser protegida.
– Seu maior desejo se tornou realidade. Arashi lhe defenderá até o fim, não importando o que tenha de fazer para isso. Roubar, destroçar, matar... Nada será empecilho. Ainda assim, você não pode deixar que ela faça o que bem entende, pois já é capaz de proteger a si mesma.
Talvez Sherry esteja certa. Essa é a mentalidade de Nagashi, compreendendo as palavras da garota. Tudo o que Arashi fez até hoje foi defendê-la. Se um dia os métodos por ela escolhidos foram maus, a responsabilidade se encontra na incapacidade da “metade original e oficial” de se autoproteger.
– No fundo, tudo foi mesmo a minha culpa. – pensa.
– Tome o controle total da situação. – aconselha. – Você pode trazer a salvação ou a destruição deste mundo. Está em suas mãos escolher o caminho que irá trilhar.
A novata lhe dá as costas, sem nada mais a declarar. Nagashi ergue seu rosto, passando a observar o afastar da recém-conhecida. Talvez devesse entender mais sobre tudo o que ela disse, mas não por hora. Por enquanto, tudo o que precisa fazer é se refugiar em seu quarto, para que possa se preparar para, de uma vez por todas, encarar sua própria realidade.
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Uma garota corre, e com toda a sua força, para se aproximar de uma das piscinas de Kyodai. Há pouco, sua própria melodia lhe concedera uma terrível visão. Sayuri Kishimoto vira sangue...
– Gingamaru... – pensa ela, enquanto vê, ao longe, a maior das piscinas do internato.
A terceiranista já se encontra ofegante. Sua velocidade foi sendo reduzida gradativamente, desde o início de sua “corrida desesperada”. Mesmo assim, sabe que não pode desistir. Fazê-lo seria como entregar a vida do seu grande amor para a lâmina da foice da morte.
– Gingamaru, onde está você? – se pergunta, em baixo tom, deixando que sua velocidade sofra uma queda drástica, passando então a caminhar com calma e atenção, olhando para todos os lados, sem a intenção de permitir que o mínimo detalhe escape.
Os metros que a separa da piscina, vazia, vão sendo eliminados. Com serenidade, e certo receio, Sayuri se aproxima. Entretanto, aterrorizada, seus olhos confirmam o que a adolescente menos queria: seus esforços foram em vão.
– Não!!! – grita, descontrolada, ao parar a centímetros da borda da piscina.
A garota cai de joelhos ao chão. Suas lágrimas escorrem como ágeis águas de uma dolorosa cachoeira. O corpo que agora se encontra boiando é a prova de seu fracasso.
– Gingamaru... – fala, aos prantos, observando o corpo do garoto sobre as águas da piscina.
Sayuri sente-se destruída. Vê-lo de costas para o céu e sem vida é algo inimaginavelmente agonizante. Pois ela o ama, e com tudo o que tem. Mesmo que sua presença nunca tenha sido requisitada ou desejada com fortes evidências por ele, o amava. Adorava ver seu sorriso, mesmo que de longe. Até mesmo as confusões que o garoto causava eram grandes espetáculos para seus olhos. Gingamaru era, é e sempre será a sua melodia da felicidade...
– Não morra, por favor. – pede, olhando-o, como se sua voz ainda pudesse ser ouvida por ele. – Eu te amo como nunca amei ninguém, mas não pude fazer nada.
As lágrimas ganham ainda mais velocidade, molhando todo o rosto da garota. Entre alguns leves soluços, ela prossegue:
– Não morra, eu te suplico. Me dê mais uma chance, lhe imploro. Farei diferente! Por você e pelo que sinto. Estarei disposta a dar a minha vida para que sobreviva. Mas, por favor, não me deixe...
– Não seja tola, garota. – uma sinistra voz se manifesta, fazendo com que os olhos de Sayuri se arregalem de pavor.
Ela sente o desejo de se virar para trás, mas não é capaz de atendê-lo, pois antes que o faça, sente algo atravessando o centro de sua barriga. Dirigindo seus olhos, imersos em desespero e terror, para tal direção, a estudante constata que há uma adaga prateada fixa em seu corpo.
– Ele já está morto e logo você também estará. – conclui a silhueta, centímetros atrás da jovem.
Com um forte impacto, ela cai ao lado esquerdo do corpo já sem vida de Gingamaru. A água é impulsionada para os lados, devido à força com que a adolescente é lançada para a piscina. Enquanto Sayuri se esforça para direcionar seu rosto para o amado, o líquido vermelho vai tingindo o que está ao seu redor.
Certo de que, em breve, ela morrerá, o assassino se vira, dando as costas para os dois. Com alguns passos, o desconhecido decide então ir para o verdadeiro alvo de sua caçada. Afinal de contas, já não há mais tempo a perder...
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Tsubaki Seijitsu e Samasha Seiya. Ambas, uma ao lado da outra, correm pelos corredores de Kyodai. O que buscam? Encontrar Nagashi Swords.
– O que será que está acontecendo, Tsubaki-chan? – a dona da pequena Blue pergunta, olhando para frente, enquanto continuam correndo.
– Não sei, Seiya-kun. Mas é algo preocupante, sem dúvida alguma.
– Será que é o Fênix? – sugere Samasha, assustada com tal possibilidade.
– Tenho pavor só de pensar nisso. – alega, engolindo seco.
– Eu também tenho.
Repentinamente, duas figuras surgem na outra ponta do corredor. Percebendo quem são, a primeiranista clama por eles:
– Daisuke-kun, Yuong-kun!
A dupla, que caminhava paralelamente ao corredor em que Samasha e Tsubaki agora correm, cessa seus passos. Os dois garotos dirigem seus olhares para as duas que se aproximam com tanta pressa.
– Samasha-kun, Tsu-chan... – constata Daisuke, um pouco surpreso. – Por que estão com tanta pressa?
Em poucos instantes, as duas integrantes do clube dos gatos se colocam a centímetros diante deles. Demasiadamente ofegante, Tsubaki se manifesta:
– Swords-san corre perigo. Precisamos encontra-la!
– A Nagashi? Mas que perigo ela corre? – Yuong tenta saber, olhando para o rosto aflito da amante das flores.
– Foi a Kishimoto-kun quem nos falou isso. Ela teve uma visão enquanto tocava a flauta agora há pouco. – ela adiciona.
– Não sabemos ao certo o que está acontecendo, mas sabemos que a Nagashi-san está precisando da nossa ajuda. – Samasha, por sua vez. – Por favor, se a encontrarem, não saiam do lado dela!
Yuong e Daisuke compreendem, então. Sérios e comprometidos com a missão de ajudar a amiga, o mais velho dos dois declara:
– Pode deixar!
Dessa forma, as duas duplas se dedicam a tal objetivo: encontrar e, de alguma forma, proteger Nagashi. Aconteça o que acontecer, Yuong ao lado de Daisuke e Tsubaki ao lado de Samasha estarão dispostos a fazer o que for preciso para ajudar uma amiga.
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Na sala da direção, se encontram agora duas pessoas. Yuki Arima e Sugaku Megumi, frente a frente. A conversa entre eles é de extrema importância.
– Marin Schneider, os irmãos Mendez, Grade Lark, Misty Akemi, o já falecido e sub-general Minos Tsuyoshi e o Grande General Phoebe Gênesis. – retruca ele, lendo os nomes na lista que se encontra em suas mãos. – São esses os mais importantes nomes dos atuais integrantes da Gênese...
– Sim. – confirma ela, séria como o patrão, com seus óculos sobre seus olhos.
– Admito que você é mesmo competente. Não é surpreendente vê-la como sub-general da Carmesim.
– Agradeço a consideração, Yuki-sama. – diz, com um leve sorriso, que logo morre com o comentário seguinte do filho de Raiabaru Yamagato.
– Apesar de fazer parte desse grupo, os únicos integrantes que conheço além de mim são meu pai e você. Quem são os outros? – pergunta, passando a encarar a professora sem temor ou hesitação.
– Raiabaru-sama me proibiu de lhe dar essa informação.
– Por quê?
– Pergunte diretamente a ele. Não pretendo desacatar as ordens do meu superior.
– Será mesmo? – indaga, com um tom sugestivo, arqueando levemente a sobrancelha direita, ao apoiar seus cotovelos sobre sua mesa e aproximar seu rosto do dela um pouco mais.
– O que está insinuando?
– Eu sei que mentiu para meu pai quando Jayden Valentine, Nagashi Swords, Tsubaki Seijitsu e Daisuke Saruma estiveram nesta sala. Você substitui o nome do primeiro pelo de Kaoru Tohara. Por qual razão?
Sugaku sente-se ameaçada, mas ainda assim não se abala. E também não responde.
– É ele o garoto que estava procurando?
– Meus assuntos pessoais não lhe dizem respeito.
– Desde que eles não interfiram com os objetivos da organização, sim, não dizem. Entretanto, infelizmente, eles estão interferindo. – alega, em um tom de lamento forçado.
– Sou eu a telepata por aqui. Logo, eu quem manipulo as pessoas, não você.
– Não preciso das suas habilidades para manipular aqueles ao meu redor, Sugaku... – afirma, esboçando um sorriso desafiador. – Você está perdendo o jeito. É melhor tomar cuidado.
– Obrigada pelo conselho. Eu tomarei.
– Então, se é assim, responda a minha primeira pergunta: quem são os outros membros da Carmesim?
– Não posso falar. – se recusa a dizer a verdade, fitando-o sem perder o foco.
– Desse modo, terei que revelar ao meu pai a sua traição.
– Eu não o traí, apenas omiti um nome.
– Isso já é o suficiente para trazer a ruína para nós, Sugaku. Deveria saber, melhor do que ninguém, que o mínimo deslize pode destruir tudo.
– Sim, eu sei. Mas o detalhe que manipulei não é algo suficientemente importante para acarretar algo assim.
– Como pode ter tanta certeza? Pelo que eu me lembre, você não é nenhuma vidente. Ou está tendo sonhos induzidos como Samasha Seiya?
Repentinamente, a professora se levanta de sua cadeira. Está farta desse atrito com o filho do diretor. Já não vê mais razões para estender a discussão.
– Yuki-sama, creio que estamos passando do limite.
– A pessoa que está possibilitando os sonhos pregonitivos de Samasha está entre nós, Soldados da Carmesim, correto?
Sugaku se vira, dando as costas para ele. Decidida a se retirar do local, a mulher caminha em direção à porta. Seu interesse em proferir palavras, agora, se encontra na estaca zero.
– Fique alerta, Sugaku. – aconselha, assim que a mulher estende sua palma direita, colando-a a maçaneta. – A partir de hoje, seu maior inimigo sou eu.
Ela nada diz. Apenas gira a maçaneta e, sem olhar para o vice-diretor, se retira da sala. Yuki, sério, olha para a porta, enquanto a integrante do corpo docente de Kyodai mantem suas costas recostadas sobre ela, mas agora do lado de fora do local. Lágrimas silenciosas escorrem dos seus olhos.
– Você jamais me entenderá, Yuki... – pensa, com seu olhar perdido. – Mas não posso ter a Carmesim como prioridade em minha vida. Afinal de contas...
Sugaku reassume uma posição ereta, descolando seu dorso da porta. Virando-se e iniciando seus passos tranquilos pelo corredor, ela respira fundo, enquanto algumas de suas lágrimas caem pelo caminho.
– Chegou o momento de corrigir alguns erros do meu passado.
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