Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
33 Capítulo 27 - Leonine girl
Notas iniciais
– Nagashi? – Gingamaru, boquiaberto.
A loira em questão se encontra a frente do vão no qual, há pouco, estava a porta, que agora está a certa distância, no chão. Seu punho direito, cerrado, é mantido erguido.
– O que você veio fazer no banheiro masculino? – indaga Kaoru, curioso.
– Tsubaki estava procurando o Daisuke. Vá atrás dela. – recomenda para ele, abaixando o braço, séria. – Imaginei que você estaria aprontando com o Yuong aqui. E, para a minha surpresa, os dois não estavam sozinhos na “brincadeirinha”, não é?
– Não estávamos brincando coisíssima nenhuma! – o loiro terceiranista se defende. – Foi a Sugaku que nos prendeu.
Ela se entrega aos risos. Logo fala:
– Quer dizer que a professora tarada domou os garotões, é isso mesmo?
– Não! Ninguém aqui foi domado!
– Então por que ficaram presos aqui? – insiste, colocando as mãos em sua cintura, com um ar de deboche. – Já sei: vocês foram presos, mas acabaram gostando da liberdade e da companhia uns dos outros, correto?
– Não foi isso não, Nagashi-san. Não fizemos nada demais... – fala Jimmy.
– Mas queriam? – alfineta com uma clara vontade de rir mais, colocando o indicador direito a frente dos lábios vermelhos, como se quisesse silenciar suas próprias risadas.
– Não e não! – exclama Kaoru. – Eu gosto de garotas, tá certo?
– Ah, você é o machão, é? Me responda então: por qual razão vocês sete, juntos, não conseguiram derrubar a porta?
O loiro perde as palavras. Assim como ele, nenhum dos garotos sabe o que dizer. Suspirando, como se estivesse em puro tédio, a loira se vira, ao articular:
– Vocês não estão com nada! São dignos de piedade... – e completa, ao lançar todos os seus belos fios para trás com as costas da palma esquerda. – Como diz o ditado, cão que ladra não morde.
– Nagashi, podemos nos falar mais tarde? – pergunta Senshi, tomando a iniciativa antes que ela se vá.
Sem dar nenhum passo, mas também sem lhe mostrar o rosto, ela responde:
– Estarei hoje à noite no jardim. Se quiser me procurar, pode ir até lá. Mas é melhor que esteja preparado...
Virando seu rosto para o grupo, Nagashi sorri e envia para ele um beijo, com sua mão direita. E conclui:
– Eu sou uma garota indomável!
E a loira se vai. Olhando para sua direção, todos não sabem bem o que devem falar, até que Gingamaru declara:
– Nossa, ela me dá tanto tesão.
Jayden, por sua vez, diz:
– Nossa, ela me dá tanto medo.
Nagashi, já distante do banheiro masculino, caminha com imponência, assim como sempre faz. Entretanto, o som dos saltos de alguém lhe incomoda. É o andar de alguém como ela: indomável.
– Nagashi Swords? – indaga alguém que a segue, fazendo com que a loira cesse seus passos e vire seu corpo.
– Sou eu. E você, quem é?
– Prazer. Meu nome é Sherry Fontaine. Acabei de chegar, sou novata por aqui.
– Interessante... – diz, sem muito interesse em conversar com a desconhecida. Não saberia falar por qual razão, mas não vai com a cara dela.
– Poderia me mostrar as dependências do colégio? Adoraria conhece-lo melhor...
– Sinto muito, mas eu recuso. Sou sincera e tenho que te falar que não gostei de você.
Sherry ri.
– Tudo bem, eu gosto de pessoas sinceras, até por que eu também sou. E é por isso que vou direto ao ponto.
– Direto ao ponto?
– Eu sei quem você é. Sei que é filha de Tsuyo e Saisey, ambos da família Swords. Sei até que você tem outra de si mesma ai dentro...
Nagashi fica perplexa. Quem ela é para saber tanto?
– Eu não vim para Kyodai à toa. Tenho objetivos e não pretendo deixa-los incompletos. – com um suspiro, a novata pausa, mas em seguida continua – E se depender de mim, Nagashi, você saberá de toda a verdade...
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Arredores do prédio central de Kyodai...
Uma jovem, de olhos fechados, toca sua flauta, demonstrando o seu talento e potencial musical. A melodia encanta, com todo o louvor, as suas duas ouvintes, assentadas à grama baixa: Samasha Seiya e Tsubaki Seijitsu.
Apenas as duas atuais companheiras da dona de Blue estão cientes do último sonho da mesma. Ela ainda não tivera a oportunidade de contar para todos. Por outro lado, está tentando aproveitar esse momento de paz, sabendo que ele não durará para sempre...
– Como sempre, você foi demais, Kishimoto-kun! – opina Tsubaki, assim que a flautista toca os segundos finais, encerrando sua bela apresentação e reabrindo os olhos, sorridente.
– Obrigada... – agradece Sayuri, assentada diante delas, a certos centímetros.
– E então? Onde está a Sophia-chan? – Samasha se apressa em tentar descobrir.
– Infelizmente, eu ainda não sei... – alega, desfalecendo em tristeza. – Perdoem-me...
– Não se preocupe, não é culpa sua. – declama Tsubaki. – Vamos encontra-la logo logo. Urushihara-kun e Rouvier-san já foram até o diretor descobrir mais coisas...
– Falando nisso, eles devem estar na sala dele nesse momento. – Samasha, mais uma vez. – Realmente precisamos ter fé: tudo irá se resolver e Sophia-chan, cedo ou tarde, voltará.
– Com certeza! – concorda a terceiranista.
Ao fazer tal comentário, Sayuri dirige seu olhar para o céu. Ainda pode ouvir as notas musicais de sua flauta ecoando na sua mente, tal como pode se lembrar da visão que a invadira enquanto tocava: a chegada de alguém que mudará Kyodai.
– Vocês ficaram sabendo que uma aluna nova chegou hoje? – pergunta Tsubaki, mudando de assunto. Por mais que se preocupe com sua amiga desaparecida, sabe que nada adiantará se martirizar com esse tema.
– Eu fiquei sim. Ela é do segundo ano e estavam falando que ela é muito bonita. – alega Samasha, fitando-a.
– Ela é sim, eu vi quando ela chegou...
Sayuri escuta o que as duas falam, mas não presta muito a atenção. Abaixando seu rosto, ela guia seu olhar para a entrada do colégio. Nela, um carro preto e de “belo porte” estaciona.
– Esses dois... Eles não deveriam chegar ao colégio hoje... Parece que o futuro não é mais como deveria ser, ele mudou... – pensa, um pouco preocupada. – Só espero que seja para melhor...
Uma das portas do carro se abre. Dele, um garoto, vestindo o uniforme de Kyodai, desce com uma mochila nas costas. Observando-o caminhar em direção ao prédio, a flautista continua pensando:
– Será que o desaparecimento da Sophia tem alguma ligação com isso? Significa então que não foi o tal Fênix que a capturou...
De repente, Sayuri sente um forte desejo de tocar outra vez. É como se uma sensação poderosa latejasse em seu coração, tentando lhe alertar sobre algo terrível prestes a acontecer. Diante disso, a artista reaproxima seu instrumento dos lábios, fechando os olhos. Uma nova melodia tem início.
– Tsubaki-chan, olha só... – Samasha a cutuca com o cotovelo, virando-se na direção do garoto que se aproxima.
Tsubaki também se vira. As duas passam a observar o mais novo estudante de Kyodai com atenção.
– Que gatinho! – exclama Samasha, boquiaberta.
Outras garotas e garotos estão ao redor, espalhados pelas redondezas do prédio. Quanto mais ele se aproxima, mais olhares atrai para si. Apesar disso, não se incomoda nem um pouco. Na verdade, pouco se importa. Já está mais do que acostumado com esse tipo de olhar.
O carro na entrada toma impulso, se movimenta e parte. Sayuri continua a tocar, de olhos fechados, enquanto o garoto chega cada vez mais perto, analisado pelos demais estudantes presentes na área.
– Achou ele mais bonito que o Urushihara-kun? – pergunta Tsubaki, segurando o riso.
– Bem... Saito-kun é... Ele é... – tenta dizer, desviando seu rosto para baixo, com vergonha de admitir que sente algo especial pelo colega de classe.
O novato passa pelo trio de garotas. Agora, alvo de todos os olhares, ele reduz a distância do prédio a zero, finalmente entrando nele.
– Oh, meu Deus! – grita Sayuri, interrompendo a música com seu desespero, assim que o garoto novo desaparece do foco do olhar das duas amigas.
– O que foi, Kishimoto-kun? – pergunta Tsubaki, preocupada.
A flautista abaixa seu instrumento, reservando-o em seu colo. O estranho suor escorre de seu rosto, enquanto ela respira com dificuldade. É como se tivesse acabado de ver uma assombração.
– O que aconteceu? – indaga Samasha. – Viu alguma coisa?
– Vi, eu vi sim... – afirma, tentando retomar o equilíbrio de sua respiração. – Algo terrível vai acontecer.
A artista se levanta de imediato. Está determinada a impedir o que sua doce melodia lhe mostrou. Sempre que toca, coisas sobrenaturais se manifestam para ela. Sayuri consegue ver o som se transformando em cores, como um magnífico show celeste. Através da aparição dessas cores, a adolescente é capaz de atrair uma pessoa com sua música apenas pensando nela, além de conseguir compreender os sentimentos de quem lhe ouve. Essas cores, por fim, desenham cenas de acontecimentos que, no passado, ela descobriu se tratar de revelações do futuro. Em outras palavras, com sua flauta em mãos, a bela e cobiçada garota alcança o nível de uma legítima musa enviada dos céus.
– Por favor, procurem a Nagashi. Ela também corre perigo.– pede Sayuri, aflita. – Eu irei atrás da outra pessoa em risco... – afirma, correndo em disparada para o interior do prédio de Kyodai.
Samasha e Tsubaki, sem palavras, observam o afastar da amiga. Acatando o pedido dela, já conscientes de que ela não está com brincadeira, ambas correm na mesma direção. Procurarão Nagashi.
– Eu não vou permitir que nada de mal lhe aconteça... – pensa a terceiranista, correndo com sua flauta na mão direita. – Eu farei de tudo para... Para... – os olhos umedecem, mas as lágrimas se recusam a cair – Para lhe mostrar o poder do meu amor!
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Sala da direção...
– Entendo. Então você, Sugaku-sensei e seu pai fazem parte de uma organização rival da Gênese, mas que tem o mesmo objetivo? – questiona Saito, assentado em sua cadeira.
– Exato. Não estamos tentando machucar ou fazer mal a vocês, nem usá-los de alguma maneira como estavam pensando. Tudo o que queremos é protegê-los. – alega Yuki Arima, vice-diretor.
– Não está cumprindo corretamente com o seu papel. Sophia foi levada. – Lucy se manifesta, calma, séria e com um olhar penetrante.
– Sim, eu sei. Mas não pretendo cometer outras falhas.
– Espero que nossa amiga esteja viva... – fala Saito, com um tom triste somente ao pensar que a colega de classe possa estar morta.
– Você disse que não estão nos usando, mas nós somos as iscas para atrair Fênix para uma armadilha. Não pense que sou tola.
– Quanto a isso, está certa. A Gênese age de maneira radical, matando, sequestrando e cometendo vários outros crimes. Nós da Carmesim não nos comportamos assim. Logo, preferimos manter vocês vivos e atrair Fênix para cá. Dessa maneira, eu mesmo cuidarei dele.
– Mas será que conseguirá? – o alfineta, cética das possibilidades de Yuki se sobrepor a Fênix, seja este quem for. – Segundo os sonhos pregonitivos de Samasha, Fênix vai atacar Sophia e passar por cima de você e de todos aqueles que estiverem em seu caminho, dizimando em seguida quase toda a população de Konton.
– Porém, nesses sonhos, Sophia foi pega por ele, certo? Aqui em Kyodai.
– Segundo o que a Samasha-kun disse, sim, é isso mesmo. – afirma Saito.
– Pois então essa é uma prova de que o futuro sofreu alterações. Sophia foi capturada pela Gênese e não por Fênix.
Saito e Lucy se mantem em silêncio por alguns segundos, refletindo sobre as palavras do vice-diretor, até se darem conta de que ele está com a razão.
– Podemos, com facilidade, mudar todo o futuro destruído e arruinado que Samasha viu naqueles sonhos.
– Foram sonhos induzidos, não é? Quem é o responsável? – pergunta a “cientista maluca”.
– Suspeito que seja alguém da Carmesim. Como eu falei, nós pretendemos impedir a profecia e, desde que não façamos mal a nenhuma pessoa, faremos o que estiver ao nosso alcance para isso, inclusive lhes mostrar o destino que deve ser mudado.
– Se vocês são os mocinhos da história, por qual razão Sugaku Megumi age de uma maneira tão ácida? – Saito, por sua vez.
– Ela é um caso à parte. Já foi parceira do meu pai anos atrás, antes da fundação deste internato. Está na organização assim como ele, mas também tem objetivos pessoais. – conta, mantendo a seriedade e coerência. – E, muitas vezes, os coloca em primeiro lugar.
– Que objetivos são esses? – o garoto tenta saber.
– Sinto muito, são coisas dela. Não pretendo agir como fofoqueiro. Tudo o que devem e precisam saber eu já lhes falei.
– Tudo bem. Agradecemos a sua colaboração. – afirma Lucy, levantando-se, chamando para si o olhar do adulto.
Yuki sorri.
– Não tem de quê. Meu dever é proteger todos vocês. Pelo bem de Kyodai, pelo bem de Konton, pelo bem do mundo...
– Sim, entendi. Agora dê um basta nesse altruísmo e foque nas suas atribuições. – impera Lucy, caminhando em direção à porta. – Você muito fala e pouco faz...
Saito vai em direção à garota. Sorrindo educadamente, vira seu rosto para o vice-diretor, lançando sua despedida:
– Obrigado por tudo. Até!
– Até! – corresponde, assim que os dois passam pela porta, fechando-a em seguida.
Yuki suspira, balançando levemente a sua cadeira, de um lado para o outro. Está preocupado. Muitas são as coisas que preenchem sua mente. E a prioridade agora é Sugaku Megumi.
– Sugaku, eu não falei com o meu pai para não alardeá-lo cedo demais... Mas me lembro de ouvi-la mentir para ele. – diz para si mesmo.
O filho de Raiabaru Yamagato está vigiando a professora há certo tempo. Ciente de que telepatia é uma das suas habilidades, ele manteve a mente vazia durante essas ocasiões. Foi quando, investigando-a, a viu mentir para o pai durante um telefonema. A mentira em questão é sobre a presença de Kaoru Tohara na sala da direção há certo tempo, omitindo o nome de Jayden Valentine.
– Por acaso você quer algo com aquele garoto? – se manifesta mais uma vez, como se pudesse conversar com ela agora.
Com mais um suspiro, Yuki se lembra de que sempre viu algo de estranho no olhar daquela mulher quando ainda era jovem. Uma vontade de conquistar algo, de atingir um objetivo maior do que a Carmesim almeja. É inegável que ela sempre se dedicou à organização, mas até hoje o filho do fundador de Kyodai se pergunta se tudo não passa de pura encenação.
– Não tente enganar o meu pai. – pensa, mais uma vez, em referência à professora. – Não vou permitir que você estrague os sonhos dele por razões egoístas. Ah, mas eu não vou mesmo!
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Em um dos vários corredores de Kyodai, um na ala masculina de quartos, dois garotos andam, lado a lado. À direita, Jayden Valentine. À esquerda, James Anthony Krum.
– Nagashi-san sabe mesmo como ser assustadora... – opina Jayden.
– É, com certeza...
– Jimmy-kun, você está tão estranho... – opina, fitando-o, enquanto andam.
– Impressão sua.
– Impressão nada, diz o que é!
James revira seus olhos, hesitante. Não é lá um problema contar que está apaixonado. Para ele, o problema é se apaixonar por outro cara. E pior: um que é hétero!
– Não é nada, acredite. – afirma, movendo o rosto positivamente.
– Você está gostando do Senshi-kun?
Jimmy para de andar, demonstrando uma expressão de perplexidade. Permanece encarando-o em silêncio, até que o mais velho acrescenta, ao parar de caminhar como ele:
– Tá óbvio isso. O jeito que você olha para ele e como fica triste sempre que o escuta falando da Nagashi-san...
– Tá muito na cara? – indaga, arqueando a sobrancelha direita, com uma expressão infantil.
– Sim. Se eu percebi, imagina ele. Não tenho dúvida nenhuma que o Senshi-kun já sabe. É o que faz ele ser especial, ne?
– É. Acho que foi esse jeito de sempre pensar nos outros, se preocupar com as outras pessoas, que me fez gostar dele.
Jayden ri. E replica:
– E o jeito de ser gostoso também.
– Cara, para com isso! – exige, envergonhado, dando um leve murro com o punho direito no respectivo ombro do amigo.
– Ué... Você sabe que eu sempre falo o que eu penso. Ele é gato e você bem que prestou atenção nisso... – brinca.
– Tá, eu admito. Mas do que adianta se nunca vai reparar em mim desse jeito? – reclama, com um tom triste e angustiado. – A Nagashi-san que é uma sortuda! Ou talvez não... Acho que garotas como ela, indomáveis, chamam mais atenção... Quem sou eu pra competir?
As duas mãos de Jayden pairam sobre os ombros do menor. Enquanto um navega no olhar do outro, o mais velho recomenda:
– Não perca a fé no amor. Se o Senshi-kun não te ama, logo você achará alguém que goste de você, que te mereça e que te faça se sentir especial. Eu acredito na mesma coisa para mim.
Jimmy sorri de novo. Ouvir algo reconfortante assim lhe faz querer esperar o melhor da vida, desejar acreditar que ainda é possível ser feliz, por mais que as coisas pareçam tão difíceis e por mais que seu passado tenha sido doloroso. Afinal de contas, viver é acreditar. Desse modo, corresponde:
– Obrigado. Você está certo.
Jayden fecha os olhos. Acaba pensando se James não estivesse apaixonado por outra pessoa. Mesmo que nunca tenha olhado para ele dessa maneira, quem sabe entre eles poderia existir algo a mais do que amizade... Por outro lado, não quer se arriscar a sofrer no amor outra vez. Não seria certo alimentar algo com alguém que está tentando esquecer quem ama... Mas, afinal, assuntos do coração sempre são tão complicados...
Os passos de alguém chamam a atenção da dupla. Um garoto, aparentemente novo por aqui, surge da ponta do corredor. Olhando para ele, Jayden mantem as mãos sobre os ombros do amigo diante de si, que também passa a fitar o que chega cada vez mais perto.
– Quem é ele? – se pergunta, quase babando.
– Acho que é você que tem que segurar a onda agora. – diz, rindo.
O novato passa por eles e segue até o fim do corredor. É acompanhado pela atenção da dupla. Segundos depois do desaparecer do desconhecido, James completa, entre mais risos:
– Jayden-kun, se olhar arrancasse pedaço...
– É, mas não tira! Agora vamos lá pra fora! Preciso tomar um ar! – pede, puxando o braço direito dele com sua respectiva mão.
– Então vamos.
Jimmy se diverte com a situação, não parando de rir em momento algum. É relaxante saber que não é o único com a carne fraca e o coração carente de verdadeiro amor...
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