Kyodai - The Awakening Of Chaos (Interativa)
74 64 - Creation
Oito figuras femininas caminham, lado a lado, pelo centro da cidade de Konton. Firmes e imponentes, elas chamam para si a atenção dos cidadãos, agora distantes e amedrontados. Para muitos, a decisão da líder do grupo é algo inadequado, mas para outros – e “escassos outros” –, poderia ser considerada uma alternativa válida.
– Arashi, tem certeza de que o que estamos fazendo não será prejudicial para os humanos avançados? – pergunta uma das sete duplicatas de Nagashi Swords lideradas por Arashi, a principal. – Há um risco grande das pessoas normais se voltarem contra nós.
– Sei o que estou fazendo. – afirma ela, séria, olhando firme para o que surge em seu caminho.
Ao longe, um grupo de repórteres de uma emissora de TV fazem uma reportagem especial – mantendo uma distância segura – sobre o momento. E, para rede nacional, o evento no qual as duplicatas de Nagashi impactam a cidade é divulgado para todo o país. Ou melhor, para todo o mundo.
– Agora não há mais volta. – determina Arashi. – O mundo já nos conhece. As coisas velhas devem morrer e ressurgir em prol de uma revolução...
Com isso, elas vão se aproximando de um grande monumento qual fica exatamente no ponto central de Konton: uma belíssima estátua de pedra de uma mulher segurando uma bandeira – a qual é de verdade e não de pedra – que simboliza a liberdade. Enquanto as sete lideradas por Arashi param bem próximas, a primeira “figura alternativa” que surgira um dia na mente de Nagashi Swords sobe em uma espécie de plataforma de pedra que sustenta a estátua. Chamando para si a atenção de todos, ela começa a falar:
– Revolução! É isso o que buscamos!
Todas as pessoas que, ao longe, observam, são atraídas pela voz de Arashi, tal como os repórteres que estão fazendo a reportagem e divulgado o evento para todo o globo.
– Ela está usando as habilidades de Senshi Yujo em um grau extremamente avançado para manipular as sensações e os sentimentos de todos. Dessa forma, está atraindo-os para nós. – imagina outra das duplicatas de Nagashi, observando a expressão da líder. – Está mesmo dedicada à essa manifestação...
– Existem pessoas pelo mundo que possuem habilidades especiais como nós. – determina Arashi, em alto e bom som. – Pessoas que se mantem escondidas, pessoas que são caçadas por serem temidas, pessoas que sofrem por habilidades que deveriam somente trazer alegria e felicidade. É hora de mudar esse quadro!!
Ela pausa por alguns segundos, olhando para todas as pessoas. Não há ninguém por aqui que consiga mais evitar as palavras da loira. Por isso, se aproximam cada vez mais, deixando de lado o medo – sentimento qual está sendo “administrado” pela própria Arashi.
– É momento de criar algo novo! Momento de criar um mundo novo no qual todas as pessoas possam viver em plena harmonia, no qual não existam mais guerras e confrontos! Com ou sem poderes, todos são seres humanos! – argumenta Arashi. – Ninguém deve se manter escondido e à margem da sociedade, muito menos ocultar suas diferenças, somente por temer a recepção dos outros. Não somente as divergências entre os chamados “normais” e os especiais, como também as divergências étnicas, raciais, culturais, sociais, sexuais... Ninguém é melhor do que ninguém! É por isso que todos têm que viver em harmonia, todos precisam se aceitar! – suspirando, prossegue: – Vamos criar uma sociedade igualitária na qual a verdadeira liberdade exista! Vamos criar uma humanidade que se aceite da forma que é! Vamos criar um sistema que aceite todos independentemente de suas peculiaridades! Essa é a legítima justiça!
Enquanto o aglomerado de pessoas presta bastante atenção nos dizeres de Arashi, bem distante um outro sujeito a observa. Encapuzado e de face oculta, tal pessoa – que, pelo corpo, parece ser um homem – ergue seu rosto. Os raios do Sol, levemente, revelam seus traços: Raphael, o futuro – e único – aliado de Lucy Rouvier. Considerando isso, é claro, com base na realidade da qual veio Reiko Ushiromiya. Quieto, tudo o que ele faz é observar.
– Vamos criar o mundo ideal! – exclama ela, erguendo seu punho direito cerrado ao alto. – Sem preconceito, mas com respeito! Sem opressão, mas com liberdade! Sem tolas igualdades, mas com puras diferenças! Sem guerras, mas com paz! Sem ódio, mas com o amor!
Todos começam a exaltar a voz em concordância com os dizeres de Arashi. E nem utilizara seus poderes para curvá-los às suas palavras, somente os usara para atrair a atenção deles. E, com excelência, atingiu seu objetivo.
– Interessante... – fala Raphael, para si mesmo, dando meia volta.
O sujeito começa a se afastar dali. E, sorrindo, imagina:
– Fico me perguntando se, mesmo após nascerem, as pessoas são capazes de ressurgir ainda em vida... – e suspira. – Quem sabe, de agora em diante, as circunstâncias me mostrem a verdade?
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Enquanto isso, longe dali, no Congresso Nacional da cidade de Kurotsu...
Edward Strauss, assentado em sua cadeira, ladeado por sua secretária, assiste à reportagem ao vivo mostrada pela televisão. Sorrindo de braços cruzados, ele suspira levemente. Está satisfeito com o que vê.
– Tudo está correndo de maneira perfeita para com os meus planos, tal como você previu.
– Fico lisonjeada, Edward-sama. – articula a mulher, abraçada com uma prancheta negra, tendo em seus olhos um par de óculos. – Faço tudo conforme o necessário.
– Ainda assim, fiquei preocupado com você. – fala ele, voltando-se para a mulher. – Afinal, você é uma peça importante deste jogo... Grade Lark.
A mulher, antes séria, exibe um sorriso maquiavélico. Voltando sua face para seu patrão, desenlaça seus braços e deixa a prancheta sobre a mesa. Desse modo, articula:
– Yukino Arima era mesmo uma ameaça bem pior do que imaginei, mas como sabe, ela não tinha o que era preciso para arrancar a minha vida. Por outro lado, minha retirada estratégica foi essencial para prosseguir com nossos planos.
– É claro. – ele concorda. – A Carmesim e os membros restantes da Gênese, além dos jovens estudantes de Kyodai, viam você como uma ameaça. Contudo, com sua falsa morte, foi deixada de lado e isso abriu espaço para nossas estratégias.
– Exatamente, Edward-sama. – Grade determina, trajando vestes sociais, utilizando um penteado “típico” de uma secretária. – Mal sabem que foram todos usados.
Sorridente, Edward volta sua face para a prancheta. Nela, está uma folha, ou melhor, uma lista. Conciso, lê nome por nome:
– Nagashi Swords, Senshi Yujo, Tsubaki Seijitsu, Gingamaru Pride, Lucy Rouvier, Kaoru e Saori Tohara, Sherry Fontaine, Daniel Strauss, Yuki e Yukino Arima, Sayuri Kishimoto, Yuong Tsukyomi, Daisuke Saruma, Eric White, Akemi Pégasus, Jimmy Anthony Krum, Kenny McGiven, Luka Trancy Gold, Lygis Pégasus, Pierre Fontaine, Sanford Mendez, Marin Schneider, Anthony Christhurt, Christopher John Huxley, Amaya Ome, Julie Gray e Arin Cowne Style. – pausa por instantes. – São os sacrifícios necessários para o nosso novo mundo. É preciso carregar em nossas costas determinados tributos para a criação da emergente era.
– Conte comigo hoje e sempre para isso. – declara ela, mantendo seu sorriso tenebroso. – Pois é pela nova era que vivo.
– Bem, de qualquer forma, vamos nos preparar para as consequências desse manifesto de Arashi Swords. – sugere ele, ficando sério, fitando sua secretária. – Vá até a sala de comunicados e declara uma reunião pelo meu nome.
– Pode deixar, Edward-sama. – fala ela, tornando-se séria também, curvando-se para ele.
Na sequência, a mulher dá meia volta e começa a andar em direção à porta do escritório do senador Strauss. Quando passa por ela e sai, volta a sorrir. Caminhando com firmeza e beleza, Grade pensa:
– Yukino... Os estudantes de Kyodai... A Gênese... A Carmesim... Todos foram manipulados por nós. Cada peça foi como uma marionete que fizera seu papel singular neste espetáculo. Entretanto, até mesmo os melhores espetáculos chegam ao fim em algum momento. – e sorri ainda mais. – E o fim deste já chegou! O último ato está prestes, e inevitavelmente, pra acontecer!
Satisfeita com o andamento dos seus e dos planos do senador Strauss, a mulher segue seu rumo. E diz para si mesma:
– Que o mundo seja agraciado com a criação da nossa nova era!
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Na cidade de Yakaratsu...
Sayuri, Kenny, Yukino, Sanford, Marin. Todos esses, agora, reunidos aqui.
– Precisamos ir agora mesmo. – sugere Sayuri, para Yukino, referindo-se à ideia de irem para Kyodai para ajudar Gingamaru.
– Sim. – aceita a mais velha, tornando-se séria.
Ambas se colocam de pé. Na sequência, tomando sua flauta com suas mãos, a música determina:
– Antes disso, sinto como se eu precisasse tocar mais uma melodia.
– Por quê? – Yukino tenta entender, enquanto Kenny, Sanford e Marin somente observam as duas.
– As minhas habilidades são ativadas enquanto toco. – conta a garota. – Através da minha música, posso saber como devemos agir de agora em diante. E por estarmos em uma situação tão complexa, não pretendo atuar de maneira imprudente.
– Compreendo. – corresponde Yukino.
Sanford, por sua vez, observando-as, suspira profundamente. E pensa:
– O que está acontecendo? Elas estão falando de um dos filhos de Yukino, o que meu irmão, teoricamente, matou?! Ela pode salvá-lo de alguma forma?
Sayuri fecha seus olhos. Em seguida, começa a tocar sua flauta. É no primeiro instante que várias imagens invadem a mente de todos os presentes: figuras confusas, misturando momentos futuros em fluxos controversos. Em outras palavras, a habilidade da flautista mostra todos os possíveis futuros que podem ser desencadeados de agora em diante.
– Mas o que é isso!? – questiona Yukino, olhando para todos os lados, visualizando várias imagens ao mesmo tempo.
Enquanto Sayuri mantem suas pálpebras fechadas, conectada mentalmente com as imagens dos possíveis futuros, os demais presentes caem em confusão. Kenny, por sua vez, articula:
– Pelo visto, alguma alteração no espaço-tempo fez com que as possibilidades dos futuros se multiplicassem!
Sanford e Marin olham para o braço direito de Yuki Arima. Com isso, o irmão do falecido Rick Mendez decide questionar:
– Isso quer dizer que tudo pode acontecer daqui para frente?
– O futuro nada mais é que um indefinido intervalo de tempo formado após o presente. – fala Sayuri, reabrindo seus olhos e chamando para si a atenção dos demais, deixando de tocar sua melodia. – O que minhas habilidades fazem é revelar o futuro mais provável que possa acontecer de acordo com nosso presente. Porém, sempre existem inúmeras possibilidades que, geralmente, são descartadas por serem menos prováveis. A questão é que algo mudou no passado, ou até mesmo no presente, fazendo com que nem mesmo meus dons possam identificar o futuro mais provável. Resumindo: sim, tudo pode acontecer de agora em diante.
Entre algumas das imagens, uma em especial se destaca. Todos, nela, se concentram. É a imagem de uma bomba na cidade de Konton.
– Céus! – exclama Marin, perplexa com o que vê.
Na imagem, a bomba explode. E toda a cidade vai pelos ares, arruinada pelo poder destrutivo do artefato. Nessa possibilidade de futuro, a esperança é a primeira que morre...
– De todas as possibilidades criadas pelo espaço-tempo, esta é a mais terrível. – determina Sayuri, referindo-se à bomba na cidade de Konton.
Aos poucos, as imagens vão perdendo o foco e desaparecendo. Antes disso, a flautista completa seus dizeres:
– A destruição de Konton é somente o primeiro passo rumo ao fim do mundo.
– Precisamos fazer algo a respeito! – exclama Kenny, exaltando-se. – Vamos retornar para Kyodai imediatamente!
– Sim, é o que precisamos fazer! – concorda Sayuri, guardando sua flauta.
As imagens desaparecem por completo. Em silêncio, Yukino pensa:
– Jamais teria imaginado que as coisas tomariam um rumo assim. O que é certo, o que é errado em meu caminho a partir de agora?
– Não se perca, Yukino-san. – pede Sayuri, voltando seu olhar para a mulher, surpreendendo-a.
A estudante de Kyodai sorri docemente. E, com um gentil olhar em sincronia com seu sorriso, fala:
– Você é a mãe que carrega em seu poder a oportunidade de escolha. É sua decisão que definirá muita coisa, com toda a certeza.
– Não há mais nenhuma decisão a ser tomada. – argumenta ela, séria. – Eu já escolhi a redenção, escolhi salvar meu filho. Nenhuma mãe faria o contrário.
– Então é hora de ir. – determina Kenny, dando meia volta.
Sayuri olha para Sanford e Marin enquanto ela se coloca ao lado direito de Kenny e Yukino ao outro lado: os três encaram a dupla de ex-integrantes da Gênese.
– Virão conosco? – pergunta a estudante de Kyodai.
– Não. – nega Sanford. – Mas desejamos boa sorte a vocês.
– Obrigada. – agradece Sayuri.
Os três dão as mãos. Ativando sua habilidade especial, Kenny parte daqui com as duas, desaparecendo do campo de visão da dupla que fica. Suspirando, Marin volta sua face para seu companheiro. E indaga:
– O que nós dois faremos?
Sanford suspira profundamente. E, fechando seus olhos, corresponde:
– Ainda não sei. Preciso criar um novo caminho para que eu possa prosseguir...
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Nagashi Swords, Senshi Yujo, Tsubaki Seijitsu, Daisuke Saruma, Lucy Rouvier, Daniel Strauss, Akemi Pégasus, Sherry Fontaine, Kaoru Tohara, Anthony Christhurt, Luka Trancy Gold, Amaya Ome, Saori Tohara, Yuong Tsukyomi, Julie Gray, Arin Cowne Style, Christopher John Huxley, Eric White e James Anthony Krum: há pouco, todos se reuniram aqui.
– Então é isso... – completa Nagashi, no meio de todos.
Ao se encontrarem, todos eles trocaram todas as informações necessárias. E, no momento, estão em uma das salas de aula do terceiro ano, assistindo à reportagem televisiva na qual a manifestação das duplicatas de Nagashi está sendo divulgada.
– Uma revolução... – recita Senshi, de braços cruzados. – Isso significa que tudo está para mudar drasticamente.
– Justamente. – concorda Luka. – A questão é como devemos seguir.
– Vamos criar o nosso próprio caminho. – determina Nagashi.
Daniel, Sherry, Lucy e Kaoru, que também haviam desaparecido tal como Nagashi, Senshi e Tsubaki, disseram que não presenciaram nada em especial. Segundo eles, foram apenas redirecionados para locais distintos de Kyodai – ou seja, foram levados pelo espaço e não pelo tempo.
– Como eu disse, descobri que temos um inimigo maior a vencer. – fala Senshi, chamando para si todos os olhares. – Fênix, Grade Lark ou Yukino Arima não são nossos verdadeiros adversários.
– Além disso, Andrômeda, que no caso é uma aliada, virá quando a última batalha estiver por vir. – Nagashi, por sua vez.
– Durante tudo isso, precisamos nos manter unidos, tendo fé uns nos outros. – declara Tsubaki. – Somente dessa maneira poderemos vencer e salvar a todos do mal que se aproxima.
Repentinamente, diante deles, surgem três pessoas: Sayuri Kishimoto, Kenny McGiven e Yukino Arima. Todos ficam surpresos.
– Já sabemos de tudo. – afirma a flautista, alternando seu olhar entre todos.
– Essa é a Yukino deste tempo? – pergunta Luka, voltando sua face para Kenny logo após observar a dita cuja por alguns momentos.
– Sim, mas ela não é uma inimiga. – determina o teletransportador. – Na verdade, Yukino-sama é a chave para o caminho da vitória.
– Como assim? – Anthony, sem entender, arqueando sua sobrancelha esquerda.
– Gingamaru está vivo. – revela Sayuri, surpreendendo a todos que aqui estavam antes de sua chegada. – Ele também fará parte disto quando Yukino-san salvá-lo.
– Ela pode salvá-lo?! – questiona Tsubaki, perplexa. – Como?!
– Vamos até a área das piscinas. – recomenda a flautista, voltando seu olhar para Yukino, sendo então correspondida. – É lá que ele está.
– Esperem. – pede Senshi.
Todos olham para o garoto. Com isso, Nagashi pergunta:
– O que houve?
– Estou sentindo algo. – fala ele, ficando bem mais sério do que estava há pouco. – Preciso que algumas pessoas me acompanhem.
– Quais pessoas? – indaga a loira, fitando-o.
Senshi olha profundamente para sua amada. Sorrindo levemente, fala:
– Você, Tsubaki, Kaoru, Lucy, Daniel e Sherry.
– Então façamos assim. – fala Sayuri, olhando para Senshi. – O restante irá até Gin-kun, tudo bem?
– Tudo. – aceitam, em coro, Anthony e Jimmy.
Dando meia volta, Senshi pede:
– Aqueles que chamei: venham comigo.
Com isso, o garoto começa a correr, retirando-se da sala. Nagashi, Tsubaki, Lucy, Kaoru, Daniel e Sherry o seguem. Os demais são liderados por Sayuri e seguem um rumo diferente, indo até a área das piscinas.
– O que você está sentindo exatamente? – pergunta Daniel, correndo junto dos outros seis.
Nagashi, ao conectar-se com os sentimentos de Senshi através das habilidades que adquirira com ele próprio, fica espantada. Voltando sua face para o anjo, pergunta:
– É isso?
– Sim. – corresponde o garoto.
– O que foi, gente? – pergunta Sherry. – Vocês estão me deixando ansiosa e isso não é nada bom para a minha pele!
– Senshi sentiu duas presenças inusitadas no colégio. – declara a loira. – As habilidades dele se desenvolveram ao ponto dele conseguir sentir a presença de uma pessoa através dos sentimentos da mesma.
– Presenças inusitadas? – pergunta Kaoru, tão curioso quanto Sherry e Daniel.
– Sim. – corresponde Senshi, ainda na liderança do grupo.
Nagashi, apressando seu passo, se coloca ao lado direito dele. Tsubaki faz o mesmo e se coloca ao lado esquerdo. Dessa forma, ele determina:
– Estamos perto. É melhor vocês verem com seus próprios olhos do que ouviram algo da minha boca. Afinal de contas, é tão surreal que até mesmo eu estou duvidando do que estou sentindo.
– O que poderia ser? – pensa Daniel, bem curioso. – Presenças inusitadas que fazem Senshi-kun duvidar dos seus próprios poderes? Se é mesmo assim, significa que pouca coisa não é...
Senshi, Nagashi e Tsubaki dobram o corredor em que estavam correndo. Com isso, ambos cessam seus passos. Dos três, somente Tsubaki se espanta. Em seguida, Daniel, Kaoru, Lucy e Sherry se posicionam devidamente, ficando todos surpresos também.
– Não pode ser! – exclama Lucy, atordoada. – Como pode?!
Duas figuras femininas estão caídas ao chão, metros de distância do grupo. Uma delas é Reiko Ushiromiya, mas a outra é alguém que jamais esperariam rever nesta vida. Ao menos, não de maneira “normal”...
É quando Nagashi suspira profundamente, articulando:
– As coisas realmente serão diferentes de agora em diante...
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