Kylan

1 Capítulo 1


Meu nome é Kylan Slay, moro em Skandory, uma cidade protegida por magia que fica ao sul da Califórnia onde seres considerados fictícios pelos humanos normais vivem, sou um caçador de sombras, mato demônios. Fiquei cegamente apaixonado por uma garota chamada Taynan, ela veio de Lorien, filha de Sete e Oito, nasceu logo após o fim da guerra contra os mogadorianos e é três anos mais nova que eu.

Você pode estar aí pensando “Ele vive em um mundo mágico, não devia ter nada pra reclamar”, é totalmente o contrário. Tudo começou quando resolvi fazer essa maldita viagem para a Inglaterra, em busca de Esculápio, o deus da medicina e da cura, só ele teria o antídoto para curar Taynan, que havia sido atacada por Candor, o mesmo lobisomem que matou minha irmã, não podia deixar acontecer novamente, dei um jeito de deixá-la salva, ela está mal, mas pode ser curada.

Não imaginei que seria tão fácil achar o deus quando olhei para cima e vi a placa “Hospital Oipálucse”, realmente me disseram que seria o nome “Esculápio” ao contrário. Ao entrar no hospital, vi que a atendente era uma linda e pálida garota sentada em uma mesa com uma plaquinha escrita “Joann”, não achei estranho ter uma atendente no Hospital, o que achei estranho foi uma vampira estar trabalhando com um deus, geralmente Submundo e Olimpo não se misturam.

— Olá, preciso falar com Esculáp... — Algo me atingiu, droga, porque sempre me interrompem? Olhei pra cima e vi Joann em cima de mim, me olhando secamente com seus olhos castanhos, tão brilhantes quanto fogo.

— O que você quer com Esculápio? Quem te contou sobre ele? — disse a garota.

— Preciso falar com ele, somente Esculápio tem o antídoto que preciso e farei o que for preciso para conquista-lo, você queira ou não, vampira. — eu soltei.

— Era verdade, mas eu estava tremendo, porque estou com medo de uma vampira? Ela não iria me machucar, não tentaria pelo menos, ou tentaria?

— Você é um caçador de sombras, não é? Poderia te matar mais rápido do que você imagina Slay, tenho ordens severas de não deixar ninguém subir, principalmente você, caçador imundo. — ao soltar a última palavra, Joann me deu um soco, a raiva tomou conta de mim, fiquei em pé mais rápido que qualquer olho mundano poderia enxergar, tenho uma sorte bem grande de carregar sempre uma estaca de prata pra onde vou, enterrei-a no coração da criança da noite, fazendo-a gemer antes de morrer.

Subi às escadas para encontrar o não tão famoso deus da medicina, foi tão óbvio que pensei que o deus era meio burro. Entrei na sala com muita calma e olhei em volta, havia uma lâmpada com uma luz fraca no centro do teto, dois grandes sofás, uma estante de livros e uma mesa de escritório, Esculápio estava sentado em um dos sofás, olhando para um... Perdi meu ar, eu não podia acreditar no que estava vendo, aquilo era... Mas eu pensei que estavam extintos, aquilo era um...

— Mogadoriano. — Soltei sem querer em voz alta. Agora eu estava ferrado de vez, um deus e um mogadoriano me olhando. Estava pasmo, mas consegui saltar para o lado quando aquele bicho imenso corria pro meu lado, não sabia se isso daria certo, mas eu tentaria, sim, eu tentaria mata-lo com uma lâmina serafim.

— Shepherd — Gritei como toda força possível e ataquei o mogadoriano acima do joelho. Levou um segundo para ele se recuperar e me atacar no antebraço, sentia o sangue escorrendo, mas não parei pra olhar, ataquei-o na boca do estômago e dei uma leve olhada em Esculápio, que tinha um sorriso torto nos lábios, esse foi o momento de distração mais fatal de minha vida, o mogadoriano pulou em mim, me derrubando.

Eu estava caído no chão, tudo girava, estava perdido, como uma criança sem rumo, como um velho doente. O mundo estava nítido, sem cor. Havia chegado o dia da minha morte? O dia em que eu seria colocado dentro de um caixão, em um buraco, enquanto meus familiares e amigos choravam no meu túmulo? Havia chegado meu fim?

As cores voltaram ao normal, vi o mogadoriano em pé, olhando pra mim com olhos curiosos, não podia deixar tudo isso acabar assim, fiz por Taynan, fiz pelos meus pais, fiz por mim, ergui a lâmina serafim em seu momento de distração e a lancei, atingindo em cheio o coração do grandalhão bem na minha frente, fazendo-o cair morto.
Escutei um som grave, olhei para o deus, o único na sala, ele estava batendo palmas, palmas pra mim? Vendo meu olhar curioso, ele se manifestou.

— Você matou um mogadoriano, parabéns, não achei que seria capaz de algo tão grandioso, agora me diga o que precisa falar comigo, pequeno caçador de sombras?

— Você tem o antídoto que preciso, você é o único que o tem, preciso salvar Taynan, a filha da lendária Marina, a número sete, com o número Oito.

— Imagino que seja Kandhr, o antídoto que você precisa, correto? Eu posso te conseguir o antídoto, percebi que você não é tão fraco quanto eu pensava, afinal, matar um mogadoriano não é pra poucos, nem pra caçadores de sombras, eu havia um antídoto até um mês atrás, mas agora já não o tenho mais, se você quer tanto salvar sua amiga, a tal descendente de Lorien, você vai precisar pegar os ingredientes, que não estão nem um pouco fácil de serem encontrados.

— Taynan tem no máximo uma semana, por favor, não faça isso comigo, com ela.

— Não vou ajuda-lo, farei o antídoto se me trouxer os ingredientes.

— Tudo bem, me fale o que é.

Um papel que não estava ali antes apareceu na mão de Esculápio, ele entregou-me, li com atenção o bilhete.

“Cinco pérolas de Amanteu.”

“Uma língua de Chimaera.”

“10ml. de sangue de Hippalektrion.”

“7 pelos de Lobisomem negro da Zâmbia.”

“1 litro de água cristalina do Parque Nacional de Banff, Canadá.”
“E como presente por fazer o antídoto pra você, uma placa de bronze celestial.”

Isso era tudo o que eu precisava, vou conseguir os ingredientes, vou salvar Taynan, saí do Hospital atrás do ingredientes, eu tinha uma semana, mas eu conseguiria.