Kurutoga (くるとが)
2 Rachel, a sumida!
Notas iniciais
- Então começarei a procurar por ela, o senhor tem idéia de onde ela esteve quando foi vista pela última vez?
- A última notícia que tive de minha filha, foi que ela iria com seu namorado até o chalé da família dele no topo da montanha, mas quando liguei para ela, não respondeu á ligação, e quando fui ao chalé, não havia sinal de que ninguém havia passador por lá há anos.
- Muito obrigado pelas informações, gostaria de lhe desejar um bom dia, e que aguarde por uma ligação, pode ser que eu ache sua filha.
Então Sebastian começou a arrumar suas coisas, pegou o necessário no guarda-roupas, colocou dentro de uma mala de couro de jacaré, com fivelas foleadas á ouro e tamanho médio. Dentro colocou: Alguns pares de meias, 2 camisas sociais brancas, 2 calças jeans, 4 cuecas, 1 par de chinelos, e perfumaria.
Entrou no carro, seguiu para a montanha que o pai de Rachel havia apontado, encontrou o chalé, mas com algumas peculiaridades, o portão estava totalmente aberto, o que não condizia com o que o velho havia dito. Foi entrando, viu a porta aberta e resolveu entrar, de passinhos em passinhos, bem de fininho, Sebastian entrou discretamente.
Quando chegou na cozinha, notou que havia comida pronta por toda parte, não escutava nenhum barulho, viu alguns Temaki's numa forma quadrada, alguns mexidos e outros sem nenhum toque, olhou para o lado e viu uma garrafa de vinho francês suave, de 1942, devia estar uma delícia, notou também que haviam copos limpos e nenhum sinal de algo ou alguém.
Bebeu um pouco do vinho, estava surpreendentemente delicioso, comeu um Temaki, quando chegara ao meio do Temaki, escutou barulhos nas escadas, rapidamente se escondeu, e escutou a conversa:
- A Rachel vai ficar bem, vou cuidar dela como meu bebezinho, não se preocupe, não vou fazer nenhum mal á ela.
- Ok então, vou buscar mais algumas cervejas no bar do Jessie.
- Não demore muito!
Sebastian ouviu novamente barulhos na escada, desta vez, subindo.
Saiu de onde se escondera, subiu as escadas á passos de pena, viu um quarto com a porta aberta, quando chegou á olhar para dentro, viu Rachel nua deitada numa cama redonda amarrada com cordas pretas e vendada.
Viu também que o chuveiro estava em uso na suíte do quarto, que ficava separada por uma porta.
Sebastian cuidadosamente colocou um pano na mão direita, foi andando bem vagarosamente até Rachel, quando disse nos ouvidos dela:
- Rachel, sou eu, Sebastian, nos conhecemos na escola, vá se lembrando enquanto eu te tiro daqui.
Rache não respondeu nada, estava tão ofegante que não conseguiu falar, Sebastian não sabia o que havia acontecido antes de sua chegada.
Quando Rachel foi levantada da cama, começou a acompanhar Sebastian pelos ombros, pois ainda estava vendada e não enxergava nada além do grande pano preto que á vendava.
Quando terminaram de descer as escadas, Sebastian escutou o barulho do chuveiro sumir, então com um explosão imensa de adrenalina, pegou Rachel nos braços e correu para o carro o mais rápido que podia.
Enquanto Sebastian colocava Rachel no carro, a pessoa que estava no chuveiro começou a gritar por Rachel, e quem havia retirado ela da cama.
Quando o misterioso homem saiu á porta e começou descer as escadas, Sebastian pisou fundo no acelerador. Saiu pela entrada principal, quando pegou a estrada, viu de longe o carro que estava parado ali á pouco tempo, e então foi para o lado oposto do que viera.
Embora a pista não fosse muito boa e simples, ainda dava para correr um pouco nela, assim seria muito difícil alguém os alcançar.
No carro, Rachel começou a remover a venda, assim que conseguiu, olhou carinhosamente para Sebastian, disse algumas palavras de agradecimentos e em uma súbita explosão de sono, dormiu profundamente.
Oito horas depois, Rachel acordou, em um hotel barato, na cidade de Dover, procurou por Sebastian mas não o encontrou dentro do quarto, então viu um bilhete no criado-mudo:
- Fui comprar algumas coisas para comer, se acordar, me ligue, meu número é...
- Ah... Sebastian... Como pude ser tão burra de ficar com aqueles caras, e nem dar moral ao seu amor por mim quando tive oportunidades? Será mesmo que você me ama ou só está fazendo isso por que meu pai te falou de minha situação? De qualquer forma, vou te esperar aqui, para que possamos conversar um pouco sobre a vida...
Passaram-se 3 minutos e Sebastian apareceu abrindo a porta com um lindo buquê de rosas vermelhas nas mãos, além de uma caixa de chocolates em formato coração e alguns sacos de fritas.
- Sebastian!
- Rachel!
- O que eu estou fazendo aqui? Como vim parar aqui? Por que está me ajudando?
- Isso te respondo depois, agora gostaria de te presentear com estas coisas, e te confessar alguns segredos.
- Que ótimo, comece...
- Primeiro de tudo: Eu te amo de todo o meu coração! Nunca consegui esquecer seu rosto, nem seu jeito nem seu cheiro.
- Eu sabia disso, mas por alguma razão, eu não te quis!
- E será que podemos viver um amor agora?
- Está me pedindo para namorar com vocês?
- Se namorar for pouco, que tal nos casarmos?
- Pô cara! Acabamos de nos ver depois deste longo período e a primeira coisa que ouço da sua boca é um pedido de casamento? Me poupe!
- Esperava o quê? Que eu dissesse que queria foder contigo? Igual seu antigo namorado estava fazendo? Uma escrava do sexo? Isso que você quer ser?
- É, não tem jeito, você me pegou, só vou te pedir uma coisa...
- Pode dizer, estou pronto para o que der e vier...
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