Kurt, Interrompido

22 Blackbird, Fly.


Notas iniciais
Ca estou eu hehe, mais momentos Klaine pq klaine é vida e estou escrevendo uma fic brittana, pra quem gostar, o primeiro ep eu posto com o seguinte capitulo de Kurt, interrompido. Carinho enorme para este capitulo, entao espero que gostem.

Depois desse episodio. Blaine aceitou fugir com os Warblers, não porque ele tenha começado a odiar Dalton depois que o irmão veio, talvez seja porque as coisas estavam insuportáveis para ele.

6 horas antes de eu tentar me matar, eu não tinha chegado a pensar bem no assunto. Eu andava deprimido, mas eu sempre fui deprimido. Desde a morte da minha mãe e o bullying na escola e todas essas merdas de pedras no caminho. Mas na noite que tomei as aspirinas, eu simplesmente tomei a decisão de acabar com tudo no calor do momento, qualquer mudança faria as coisas melhorarem. Blaine devia achar que saindo de Dalton a dor dele ia passar, mas eu sabia que não ia, no fundo ele também sabia isso.

O prontuário dele ia de mal a pior, de esquizofrênico pra suicida e de suicida pra esquizofrênico. Nada doía mais do que ver que ele realmente estava deprimido, perdido e sofrendo.

Por um tempo achei que ele não me amasse mais, pois não falava comigo ou me beijava ou era intimo. Mas ai percebi que estava apenas sendo um total egoísta já que Blaine não estava ignorando apenas a mim, mas a todos os Warblers. Ele nos disse que aceitava fugir, mas sua atenção pouco foi as explicações de Hunter nas ultimas reuniões, ele quase não come, nem fala, nem nada.

As coisas aqui não andavam fáceis pra ninguém. Finn não voltou a me visitar, a Rachel dizia que ele estava se sentindo indisposto, mas com uma esposa dessas, ate eu.

Os Warblers querem fazer o Blaine se sentir melhor, eu principalmente. Estamos sentados na cafeteria quando Thad sugere;

“E se fizermos uma festa para ele?”

“Festas são para comemorar, Thad.”

“E de onde tiraríamos uma festa aqui? Não tem nem pão fresco.”

“Eu posso fazer um coquetel com remédios pra alucinações. Deixam felizes.” Diz David, com seus bolsos sempre cheios de pastinhas.

“Não quero dar a Blaine uma felicidade momentânea a base de medicamentos. Quero que ele fique feliz, tipo, feliz mesmo.” Digo com sinceridade, mas não é como se já não tivesse tentado chapá-lo com antidepressivos.

“Que tal darmos algo a ele que pode ser dado?” As palavras de Thad nunca fazem sentido, muito menos agora.

“Seu babaca.” Diz Sebastian.

“Thad não foi babaca. Entendi o que ele quis dizer.” Wes se põe em frente de Thad pra mostrar sua teoria, mas não sei o que esperar. “Sem coisas extravagantes nem nada, algo que consigamos dar sendo que estamos presos na Dalton?”

“Ta. Isso não ajuda em nada.”

“Ajuda. De fato, tenho uma ideia.” Digo, mas saio do refeitório correndo atrás de papel pra anotar.

Blaine se sentiu enjaulado a vida inteira, tendo que esconder a sexualidade da família. Ser reprimido na escola e quase morto quando fez algo que podia faze – ló feliz, como convidar um garoto pra dançar. E ter praticamente uma vida inteira neste lugar, completamente sozinho.

Eu estaria apavorado, aos 14 anos e depois de tudo que já passei chegar a um lugar onde ser gay não é pecado, mas sim uma doença. Blaine fica vendo através das janelas de seu quarto e imaginando como o mundo pode estar diferente, talvez pra ele continue igual de homo fóbico, e eu não ajudei muito para fazer ele mudar de opinião. Talvez porque o mundo continua igual, não acho que vá mudar.

E quando ele escapava daqui e ia fumar com pessoas debaixo da ponte ele achava que o mundo estava mais calmo, mas não estava. E quando foi tentar morar com Cooper percebeu isso e voltou direto pro bloco A. Entao ficamos juntos e ele acha que tem uma chance, porque nos dois somos interrompidos neste lugar.

Mas com tanta coisa acontecendo eu não sei mais se sou um interrompido ou apenas mais um lunático, me perco nessas variações e linhas tortas do dia ate a noite e não sei mais que sou, Blaine já não parece ter certeza de si próprio. E logo ele percebe que o mundo continua a mesma merda quando aparece seu irmão igual ao de antes, nada mudou, ninguém mudou.

Eu quero tirar Blaine daqui antes que seja tarde demais e ele fique longe de mim em seu próprio campo mental como tem sido nos últimos dias. Quando estivermos longe desta maldita jaula de canários podemos apenas nos amar e ter uma casa, com sorte.

Eu escrevo a maioria do tempo que estou aqui, escrevo sobre Blaine, sobre os Warblers ou sobre Becky mas nunca cheguei a uma metáfora tao precisa.

Warblers, canários, jaula, Dalton.

“Quem inventou essa iniciação dos Warblers?” Pergunto a Wes, o plano quase formado em minhas mãos, ele e os demais estão atrás de nos.

“Blaine. Mas ele queria que libertássemos os pássaros para voarem. Ai Hunter teve a ideia dele de despena-los e bem, é isso.”

“Libertar os canários para voarem.”

“Uhum. E fazer ninhos, quem sabe.” Ele esta perdido em seus devaneios pessoais e tenho que tira-lo dai.

“Eu sei o que fazer pro Blaine. Mas preciso da ajuda de vocês.”

Montamos um coro, nenhum deles consegue atingir uma nota decente mas eles acreditam que estão fazendo certo, então acredito também. Leva tempo (muito, muito tempo) para fazer que todos concordem com a ideia e consigamos os acordes iniciais. Hunter não gostou da minha musica escolhida para cantar pra Blaine e o fato de eu ser o cantor principal, mas vamos lá, sou eu quem mais ama Blaine e sabe cantar nesse lugar.

Além disso, quem não gostava de Beatles naquela época?

Blaine esta deitado na cama dele, olhando pro teto, entramos todos juntos no quarto ate ficar bem apertado e expulsamos os companheiros de quarto dele. Eu pego sua e digo que a musica é dedicada a ele, e então começamos;

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for the moment to be free

Blackbird, fly, blackbird, fly
Into the light of the dark black night

Blackbird, fly, blackbird, fly
Into the light of the dark black night

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise

Talvez o coro ficou um pouco bagunçado, mas é perfeito. Blaine não esta chorando de felicidade ou com um sorriso enorme como imaginei que seria, mas sua expressão é uma expressão que apenas vemos por alguém que nos ama, e nos ama muito.

Não é uma cura para a tristeza inteira de Blaine, me sinto frustrado por não poder mudar a situação dele como queria, mas Blaine não é uma maquina pra ser concertada, ele precisa de tempo. E haja o que houver, eu estou com ele.

Mas Blaine me beija com todo o carinho e amor sincero, não tem como estarmos mais tranquilos. Os warblers acham que a musica “Blackbird” é um trocadilho pelo nome do grupo mas so nos dois sabemos o significado real.

Estou acomodado nos ombros dele, lembro de tanta coisa que quero sempre dizer pra ele, mas nunca digo, como ele é o amor da minha vida e meu raio de sol. Mas não sei nunca como fazer isso sair, Blaine não tem o mesmo problema. Lembro de todas as coisas que ele me disse.

“Gostei de você.”

“Gosto muito de você.”

“Você mexe comigo.”

Se tem algo que vou dizer pra ele primeiro, neste tipo de momento, que chega mais próximo a tudo que sinto no mundo, tem que ser isto; encosto meus lábios na orelha dele e digo;

“Eu te amo, Blaine Warbler.”

Ele sorri, diz que também me ama. E neste momento que paro de narrar o que acontece porque precisamos de nossa privacidade.

Notas finais
Quem curtiu? Quem odiou? Quem quer que eu pare? Quem quer que eu continue? Bom ja que estou falando sozinha com a tela do PC so vou dizer q n vou parar de escrever mesmo estando ruim entao :p pra vcs