Notas iniciais
Não demorei dessa vez o/ Capítulo especial para a aniversariante do dia.... Carol aka Chris Llhama e Alexandra Zwiernik. Happy BDay, girl. :3

18

– Como é aquele ditado mesmo, quem é vivo sempre aparece. – Disse encarando o fantasma a minha frente. – Mas no meu caso sempre é QUEM É MORTO SEMPRE APARECE.

Em um segundo a felicidade de ver Blaine se tornou raiva. Eu lembrei do porque de ele voltar todo querido. Ele tinha que vir me chamando daquele jeito, mas se ele acha que vou ficar tranquilo, ele está muito, muito enganado.

Ma belle, me escuta, eu... – Lhe interrompi.

– NÃO. ME. CHAMA. ASSIM. – Peguei a escova de cabelo de Rachel, que estava em cima da cama, e joguei nele.

Obviamente a escova passou por ele sem nenhum dano. Isso era o ruim de ter um namorado fantasma, quando ele termina com você, você sequer pode bater nele.

– Veio buscar suas coisas? – Cruzei os braços.

– Eu não tenho nada pra levar, Kurt. – Ele disse como se não fosse óbvio.

– Isso se chama ironia, Blaine. – Ele estava com aquela carinha de cachorro perdido.

– Você não entende, não é? — Ele riu. – Isso não é certo, Kurt. Não é certo com você.

– Ah, é certo fazer com que eu me apaixone por você e depois ir embora? – Ele me encarou por um tempo, olhou fundo nos meus olhos.

– V-Você se apaixonou por mim? – Ele me olhava incrédulo.

– Eu não iria até outra dimensão por qualquer um, Blaine. – A raiva estava começando a deixar meu corpo.

– Sinto muito. – Sua voz estava rouca.

– Você sente muito? – Comecei a caminhar em sua direção.

– Kurt, isso não pode continuar, você não vai ter uma vida normal. – Parei a poucos passos dele.

– E quem disse que eu quero uma vida normal, Blaine? – Minha voz saiu mais rouca do que eu imaginava.

As lagrimas estavam vindo, eu podia sentir o nó na garganta. Esse era o fim, certo? Também o que você esperava, Kurt Hummel? Se apaixonar por um fantasma e formar uma família com ele? Isso nunca vai acontecer. Mas eu estava disposto a abrir mão disso só pra tê-lo por perto.

– Kurt não... – As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto e os soluços tomaram conta. Eu não conseguia manter a cabeça erguida e tudo que eu encarava agora era o chão. – Eu também estou apaixonado por você, ma belle.

Blaine colocou a mão no meu queixo, fazendo com que eu lhe olhasse. Ele tinha um sorriso no rosto, um brilho inexplicável nos olhos. Ele me beijou de leve e eu quis me matar por ter lembrado dos lábios de Sebastian.

Não me entenda mal. Eu tenho certeza que amo Blaine, sim, mas beijar alguém vivo é muito melhor. Blaine não me da o calor que Sebastian dá. Mas não vai ser um calorzinho que me fará mudar de ideia, ainda mais agora que sei que Blaine não irá me abandonar.

– Eu ainda vou morar com Sue, — Ele passou as mãos pela minha cintura. – é mais seguro. De qualquer forma aqui não teríamos tempo. – Ele olhou para as duas camas extras no meu quarto.

– Tudo bem. – Assenti e lhe dei outro beijo.

– Quando elas não estiverem aqui, apenas pense em mim que eu virei, tudo bem? – Ele beijou minha testa.

– Eu te chamo, é melhor. – Sorri.

– É já que você passa o dia pensando em mim. – Ele sorriu.

– Idiota. – Lhe beijei mais uma vez.

Eu estava mais uma vez nos braços dele e não podia me sentir melhor. Mas também não conseguia tirar a lembrança de Sebastian de minha cabeça. Eu precisava esquecer aquele garoto. Durante o beijo tive uma ideia, sobre uma das coisas que Sebastian me disse aqui. Sobre a Quarta Dimensão.

– Kurt? – Uma voz feminina e baixa me tirou de meus devaneios.

– Hora de ir. – Blaine me um beijo rápido. – Até depois.

O ar tremeluziu e ele sumiu. Ariel choramingou ao ver o dono sumir. Sorri e me dirigi a porta, estava prestes a abri-la quando.

– Ah, esqueci uma coisa. – Virei e me deparei com Blaine. – Você pode levar Ariel para a casa de Sue amanhã?

– O cachorro sempre leva a melhor. – Ele sorriu fazendo carinho em Ariel e sumiu mais uma vez.

Abri a porta e encontrei uma Quinn curiosa. Ela entrou no quarto e olhou para os lados.

– O caubói já foi? – Ela perguntou indo até a janela.

– Já. – Sorri como um bobo.

– Pelo visto as coisas estavam boas. – Quinn sorriu maliciosa.

– É, e você estragou tudo, Fabray. – Lhe dei um tapa no braço e desci para o jantar.

No dia seguinte nos atrasamos para a escola porque uma certa ruiva não acordava. Rachel me ajudou nisso. Ela parou ao lado de Quinn, se ajoelhou e se aproximou do ouvido da ruiva.

– Quinn... – Ela sussurrou. – Acorda.

– Não. – Quinn puxou Rachel que acabou deitando ao seu lado. A risada de Rachel fez Quinn acordar.

A ruiva deu um pulo e ficou encarando uma Rachel risonha no chão. Ela me olhou séria e foi para o banheiro. Rachel não parava de rir, lágrimas escorriam pelo canto dos olhos.

– Posso gravar sua risada para usar como toque do despertador? – Disse rindo enquanto saia do quarto.

– Claro. – Ela respondeu ofegante.

Eu desci as escadas e fui até a cozinha. Rachel veio atrás de mim ainda rindo, com o celular próximo a boca. Ela realmente estava gravando sua risada. Ela parou quando entrou na cozinha e sentou ao lado de Girafa.

– O que você está fazendo? – Ele arqueou uma sobrancelha.

– Gravando a minha risada, não é óbvio? – Ela cruzou as pernas e balançou o celular na cara dele.

– Pode me passar, por favor? – Ele sorriu.

Ai Deus, Girafa estava flertando com Rachel e pelo sorrisinho dela, ela também estava, qual é, isso é nojento. Coloquei-me entre os dois para pegar uma maça, virei para ele e disse.

– Pare.

Rachel também pegou uma maça e saiu da cozinha. Ela pegou sua bolsa e foi até a varanda. Ela parou próxima ao carro cantarolando alguma música.

– Sabe, e se eu me mudasse para cá? – Ela estava olhando para o horizonte, sem um ponto fixo.

– Rachel? – Arqueei uma sobrancelha.

– É só uma ideia, sabe. – Ela sorriu e entrou no carro.

Ela iria fazer compras no centro da cidade já que seu braço parou de latejar. Eu acho que ele estava curado já que ela não reclamou quando Quinn a puxou. Rachel não era das mais amadas em NY e eu entendo a razão de ela querer ficar. Aqui ela tem duas pessoas que a querem.

Quando fomos liberados para seguir para as nossas salas tive de ir até meu armário, e lá estava uma figura de blazer, calça social, cabelo castanho e sorriso irônico.

– O que você quer? – Lhe empurrei para poder abrir o armário.

– Me desculpar. – Ela ficou sério. – Desculpe por ontem, Kurt, mas você é o culpado. – Lhe encarei. – Ninguém mandou ser tão sexy a ponto de eu perder o controle.

– Aprenda a ter controle. – Fechei o armário e lhe encarei.

– Vou aprender. – Ele sorriu. – Então, minha casa hoje de novo? Não tivemos a chance de aprender nada.

– Hoje não vai dar. Tenho um compromisso. – Sorri.

– Com o Gasparzinho? – Ela cruzou os braços rindo. – Eu sou muito melhor pra você, Kurt, e você sabe disso.

– Eu sei o que eu quero. – Sorri e me aproximei de Sebastian, ele fechou os olhos. – E não é você.

Saí e me dirigi até a minha sala, aula de cálculos, ótimo jeito de começar o dia.

Notas finais
ma belle... NÃO.ME.CHAMA.ASSIM... uuh Scary Kurt. KAPOSKOAKPOSK Enfim, gostaram? Espero que sim :D Deixem reviews, recomendem, marquem a história como sua favorita para saber quando tem capítulo novo e acompanhem. xoxo :3