Kuroshitsuji III
13 Serenity

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_Cieeelll!
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_Argth... Ahhhhhhhhhh... — ouviu-se os gritos de dor do demônio mais novo por toda a mansão.
_Pronto!... Está feito! — o funerário saiu de cima do conde e sorriu sinistro para Mendy, que rapidamente soltou-se dos braços que enlaçavam sua cintura e correu até a cama. O mordomo ia mover-se para pegá-la novamente mas foi impedido pela mão de Undertaker em seu peito.
_Tudo bem, deixe-a! — ordenou o funerário.
_Ciel?... Ciel fala comigo!... — a garota abraçava-o ainda deitado e afagava-lhe os fios negro azulados, enquanto derramava-se em lágrimas.
_Tem certeza que ela é mesmo um demônio? He, he... É bem... sentimental, para ser um. — sorriu sinistro dirigindo-se a Sebastian.
_Sim... O que ocorre é que temo que eles estejam criando laços mais fortes e diferentes que o normal... Verdadeiros laços de...
_Afeto. — Undertaker interrompeu Sebastian concluindo por ele, o mesmo apenas assentiu com a cabeça concordando.
_Deixemos-lhes a sós! Agora com esse selo, o risco de perda de controle é bem menor... — o funerário virou-se e saiu, logo em seguida o mordomo fez o mesmo.
Lindsey continuou ajoelhada sobre a cama, trazendo Ciel para si ainda desacordado, apertava-o e chorava. Quando... sente mãos enlaçarem suas costas e cintura, apertando-a de volta.
_Mendy? Não chore! Estou bem... — Ciel apertava intensamente.
Ela se afasta e o olha com as lágrimas ainda a escorrer, ele leva uma de suas mãos ao rosto dela, limpa as lágrimas e afaga-lhe a face suavemente, fazendo-a se encolher ao toque. Ela se joga em cima dele, com uma mão atrás de sua cabeça e outra em suas costas, juntando-lhe os corpos.
_Graças ao Inferno! Você está bem, que bom!
Ciel ri.
_“Graças ao Inferno”? Essa é nova... — sorriu olhando-a.
_Não queria que eu agradecesse aos céus, não é? — ela riu, sendo pega de surpresa pelo beijo que Ciel lhe deu. Um beijo carinhoso e amoroso, diferente de todos os outros, esse não continha desejo, mas sim afeto.
_Você realmente me ama, não é?! — a garota corou intensamente com aquela pergunta quase que exclamativa. Ao ver isso, o conde sorriu convencido.
_Rum! Seu convencido! — deu-lhe um tapinha no ombro, logo em seguida cruzando os braços.
_Então eu realmente estou certo, não é boneca?
_Do que está falando? Só pode estar louco... E por que boneca? Rum! Por acaso pareço frágil e indefesa? — embirrava a garota.
_ Boneca sim! — sorriu inocente — _Que culpa eu tenho de você parecer uma boneca de porcelana? E ainda sendo assim, tão baixinha. — riu olhando-a se irritar.
_Boneca de ….. Espera aí... BAIXINHA???? EU?! Quem é você para falar?! Eu sou da sua altura! Rum! U.U
_Mas meu corpo tem 13 anos, ainda iria crescer muito! O seu tem quase 16, já era para ser bem mais alta que eu. Então sim, você é B-A-I-X-I-N-H-A!
_Argh, seu...
Ciel rapidamente segura os pulsos dela e sorri.
_Sabia que você fica ainda mais linda irritada? — ele sorri e a puxa para um beijo, que no início ela hesitou, mais logo seus lábios abriram passagem para que o beijo se intensificasse. Ele lhe solta os pulsos e desce com as mãos pelos braços dela que lhe enlaçaram o pescoço, enquanto, uma das mãos dele pôs-se na nuca e a outra nas costas da garota. Lindsey gemeu um pouco de dor e tirou um de seus braços do corpo de Ciel.
_Te machuquei? — ele pergunta preoculpado.
_Não, não, meu ombro está...
_Droga, o que eu fiz?! — interrompeu-a — _Deixe-me ver isso.
_Hm... — mostrou-lhe o braço.
Ciel rasgou um pedaço da cocha de cama e enfaixou muito bem o braço da grarota.
_Onde aprendeu isso? — perguntou surpresa.
_Sebastian. Um mordomo demônio é mais eficiente do que se possa imaginar! — Brincou o garoto com um sorriso maroto nos lábios.
_Ah.... — compreendeu a garota.
_Pronto, daqui a alguns instantes peço para que ele cuide melhor deste ferimento.
_Anhãm... Agora, senhorito... Não irá se desculpar comigo?
_Não! — respondeu o garoto orgulhoso e cheio de si.
_ Como? — perguntou ainda sem acreditar na resposta que recebera.
_Isso mesmo! Rum!
_Grosso!
_Louca!
_Mimado!
_Oferecida!
_Depravado!
_Pervertida!
_Idiota!
_LINDA!
Lindsey corou instintivamente com aquela palavra tão doce em meio a tantas insensíveis. Ciel a puxou para si, virou-a, deitando-lhe na cama e ficando por cima.
_Me perdoe boneca! Seu ser... é... Você me excita e me provoca tanto que... até me surpreende que eu consiga ficar assim com você. Como eu poderia ter me controlado? Me perdoe, tenho que treinar mais o autocontrole! — sorriu olhando-a por a mão em sua nuca.
_Tudo bem, tentação! — sorriu e puxou-o para um longo beijo.
_Tentação? — perguntou sorrindo maldoso.
Ela riu – Sim. Já que meu desejo por você é tão fora do normal e no momento não posso te ter, sim, você é uma terrível tentação para mim.
_Que bom! — sorriu malicioso e a beijou intensamente, o beijo foi se tornando mais quente e Ciel agarrou os travesseiros, apertando-os.
_É lindo te ver assim. — Ela sorriu vendo os olhos dele em tom escarlate e percebendo ele arfar por tentar lutar contra si mesmo.
_Não faz ideia de como é difícil e triste, ter de me controlar, conter-me perto de não é uma tarefa nada fácil...
Ela sorriu ingênua.
_... Mas eu vou conseguir! — ele respira fundo e o azul volta a tomar conta de seus olhos, agora ainda mais bonitos pois estavam cor de safira.
Ele sorriu e ela o puxou novamente para um beijo, agora calmo e apaixonado.
_Vamos, precisamos cuidar de seus ferimentos.
_Não são ferimentos! É apenas um! E já está cicatrizando! Fica aqui comigo... — falou manhosa.
_Não faz muito tempo que eu quase lhe devorei uma parte de seu corpo e você já me pede para ficar assim contigo?! Não tem medo de mim? — perguntou olhando-a fixamente.
_Hmmm... — olhou para cima de modo a pensar – Não, não tenho medo de você! Eu te... A-adoro...
_Por mais que eu esteja feliz em ouvir isso, algo me diz que você ia dizer que me ama. — ele caiu para o lado de costas no colchão da cama.
Lindsey foi para cima dele, com uma mão agarrou-lhe a nuca e a outra passava por todo o peitoral do rapaz, começou a lhe beijar e brincar com a língua, finalizando com uma mordida em seus lábios.
_Pois algo me diz que você é convencido demais, conde Phantomhive! — ela sorri e deita sobre o peito de seu noivo.
_Assim você me mata Lind’s... — ele fitou o teto do quarto e sorriu. Seu interior estava em festa, comemorando a “vitória”.
“Ela nem mesmo negou!...”, pensou satisfeito.
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