Kuroshitsuji III
18 Motivation... Lust x Ire
Notas iniciais

_Atrapalho? – Lindsey perguntou aos demônios ali presentes. Ciel aproximou-se dela e suas mãos pousaram sobre a cintura da garota.
_Precisamos apressar o casamento. – ele disse. Lindsey abriu um largo sorriso contente com o que ouviu.
_Eu sei, mas vindo de você... Devo desconfiar de algo? – ela perguntou analisando a reação dos dois demônios ali presentes. Eles se olharam e sorriram um para o outro, o conde voltou a olhá-la e sorriu malicioso, trazendo-a para bem perto de sim, quase que colando seus corpos.
_Digamos que você tem algo que eu desejo muito... E que só posso ter após o casamento. – ele sussurrou sensualmente no ouvido dela. Os braços da garota envolveram o pescoço do conde e uma de suas mãos passou a acariciar os fios da nuca de seu noivo.
_E o que seria? – sussurrou em resposta ao ouvido dele.
_A sua virtude... – ele falou contra o ouvido dela antes de morder-lhe o lóbulo da orelha, fazendo-a arrepiar-se por completo.
_Virtude inexistente? – zombou Sebastian parando antes de sair do cômodo.
_Não aquela que eu quase lhe “tirei”... Uma outra que eu soube que existe... – Ciel defendeu sua noiva jogando contra o mordomo.
_Como assim “quase tirou”? – questionou Lindsey sem entender o que seu noivo dissera.
_Longa história... – respondeu ele tentando fugir do assunto — _Espere, desejo lhe perguntar algo. – Ciel disse olhando para Sebastian.
_Vou me engalfinhetar com Grell, lhes deixarei a sós. – Mendy disse beijando carinhosamente Ciel e sorriu, logo retirou-se da sala.
_Sebastian...
_Sim, meu lorde? – ele olhou para o mais novo com curiosidade no olhar.
_Você disse para mim esquecer por um momento o que tenho entre as pernas, pois depender disso para dar prazer a minha mulher é um grande erro e um dos piores... Explique-me melhor isso.
_Ora, achei que fosse autoexplicativo. Qualquer um pode fazer isso, até mesmo, digamos, cachorros. A função básica de tal ato é a reprodução, e essa não é a motivação de um demônio. Nós buscamos não uma prole, mas o prazer, e tudo que possa ser feito para intensificá-lo. Obter prazer de uma forma tão simples... é repugnante.
_Entendo... Outra coisa... – o garoto fitou sério o mordomo — _Quero fazer com que Mendy me confesse algo.
_Algo?
_Quero fazê-la dizer o que realmente sente por mim... Preciso de tal resposta... E antes do casamento. – ele falava tão convicto que demonstrava força no que queria. O demônio mais velho sorriu com tais palavras.
_Sinto muito jovem mestre, mas não posso ajudá-lo com isso. Quanto a tais sentimentos, prefiro apenas evitá-los.
_Dos sentimentos cuido eu... Quero que cuide dos artifícios. – ele olhou para o mordomo e sorriu maldoso com um olhar pulsante em escarlate. — _Até onde acha que deverei ir para conseguir o que quero?
Michaelis sorriu de volta.
_Bom, as pessoas tendem a falar mais honestamente quando não estão pensando direito. Acha que consegue deixá-la assim?
_Vejo que compreendeu onde quero chegar... O fato é que tem uma dita de uma abstinência me impedindo, pois honestamente, não sei se conseguiria fazer o “trabalho” pela metade. Comportar-se perto dela é difícil, resistir á ela confiando somente em meu “controle”, não é a melhor alternativa. Então... Se eu conseguir fazê-la falar... Se ela realmente me disser o que quero ouvir... Como faço para parar? – ele corou ao perguntar aquilo.
_Eu não costumo parar em momentos tão críticos, mas baseando-se em experiências passadas, manter sua mente focada em algo que o desestimule pode ajudar...
_Acredite... Tem que ser algo realmente desestimulante... – disse o conde reconhecendo que sua noiva era uma de sua maiores “fraquezas”.
_Tenho certeza de que achará algo que lhe sirva. É claro que dado a minha idade já vi muita coisa que serviria em tais situações. Mas mesmo sendo jovem, sei que já viu o suficiente para ter a motivação necessária.
_Motivação... – ele tentou pensar em algo e acabou por prender-se a pensamentos pecaminosos com sua adorável noiva... Via suas curvas bem detalhadas, a água a escorrer-lhe do corpo após um banho... Ele sorriu maliciosamente para o vazio e em seus olhos o desejo cintilou. Sebastian suspirou com aquilo... Parece que era ainda pior do que o jovem amo lhe falara. Ele não tinha a motivação necessária para recuar, mas estava mais que provado que não lhe faltava motivos para ir em frente.
_Vou atrás de Mendy enquanto estou... motivado. – o seu sorriso continha uma maliciosidade incrível, como se tudo a sua volta o excitasse.
_Foco, jovem mestre. Francamente... Precisará de uma motivação bem forte... Lembra-se do Barão Kelvin? – observou Sebastian com um sorriso.
_Estou foc... Barão Kelvin... Porque lembrar-me desse maldito verme tão repugnante? – o olhar do conde passou da luxúria ao ódio, seu olhar era pesado e provavelmente seria capaz de matar alguém naquelas circunstâncias.
Ele fechou os punhos com força, mas aquela raiva parecia incontrolável.
_Eu não disse que acharíamos algo? – disse Michaelis com um sorriso convencido.
_É... Tenho que admitir que estou bastante motivado. – ele encarava o chão sério enquanto cerrava os dentes.
Fale com o autor