Kuroshitsuji III
20 Dream and Reality

Os olhos do shinigami cintilaram ainda mais vorazmente ao ver tais peças tão provocantes, ele a olhou de cima a baixo, gravando em sua mente cada detalhe daquelas formas à sua frente antes de puxá-la para seu colo, sua mão direita segurando a coxa da garota demônio enquanto a outra envolvia-lhe a cintura segurando-a firme.
_Soube que você é difícil de ser domada... — disse o funerário enquanto beijava-lhe o pescoço.
_Soube que você gosta de domesticar feras... — respondeu a garota arranhando novamente as costas do shinigami, que empurrou-a contra a cama e desceu até sua clavícula, deixando marcas roxas na pele macia. Ela então inverteu suas posições, deixando que sua intimidade roçasse de leve contra o membro já enrijecido de Undertaker. A mão esquerda dele envolveu a alça do sutiã da mais nova, puxando-a para baixo de modo a revelar um de seus seios. Inclinando-se para frente, deixou que sua língua percorresse o mamilo rosado, deliciando-se com o gemido vindo dos lábios de Mendy com aquele toque. O shinigami continuou a provocar aquele ponto, sua outra mão movendo-se para a outra alça e dando-lhe o mesmo tratamento, despindo a garota completamente da cintura para cima. Suas duas mãos desceram até os quadris de Lindsey, prontas para despir a metade inferior da mesma, mas ela empurrou-o contra a cama, um sorriso cheio de malícia em seu rosto.
As mãos dela imitaram as dele, alcançando as bordas das calças negras que o funerário vestia e deslizando-as para baixo, antes de curvar-se e com a ponta de sua língua percorrer-lhe toda a extensão de seu membro.
* * * * *
_Parece que está tendo bons sonhos, Undertaker...
O funerário abriu os olhos confuso, encontrando-se em seu caixão, o livro que estivera lendo caído a seu lado e um certo volume nada discreto entre suas pernas. Olhando em direção de quem falara – embora já tivesse reconhecido aquele timbre suave e de tom zombeteiro -, encontrou a figura alta e envolta em negro do mordomo da mansão.
_Um mordomo não deveria entrar no quarto dos outros sem bater na porta, não é mesmo?
_Eu bati. Várias vezes. Como não obtive resposta, achei melhor entrar para verificar se não havia nada de errado... Também não é nada próprio de um convidado ter sonhos de tal natureza com a noiva de seu anfitrião...
_Como...
_Você fala enquanto dorme. Bom, “falar” não descreve com exatidão o que estava fazendo... “Gemer” seria um termo mais correto. E não pude deixar de ouvir o nome de Mendy sair por entre seus lábios. Mais de uma vez.
_Ora, ora, que belo cão de guarda, protegendo a honra da noiva de seu mestre... Tenho de admitir que faz bem o seu trabalho, mordomo. — o demônio sorriu e se aproximou.
_Admito que, normalmente, reportaria isso ao jovem mestre. Mas vejo que está lidando com um certo... problema. — Michaelis deslizou um dedo pelo abdome forte do shinigami, chegando ao volume em suas calças – Como o mordomo dos Phantomhive, é meu dever garantir o conforto dos nossos convidados. Como um demônio, é parte de minha natureza fazer acordos para conseguir o que quero. E no momento, estou com um problema semelhante ao seu... Não há necessidade de que alguém mais saiba disso... — enquanto falava, o moreno subia lentamente no caixão, ficando por cima do mais velho. Deixou que seus quadris fossem de encontro aos do outro, comprovando suas palavras com a rigidez entre suas pernas.
_Você certamente conhece aquela velha piada, não é? “Como dizer se um demônio está mentindo?”
_“Seus lábios estão se mexendo.” — completou o mordomo com um sorriso.
_Nesse momento meu caro, desde que eles estejam no lugar certo, não vou reclamar. — disse o funerário, pousando uma mão no quadril do mais novo e pressionando-se contra ele, antes de deslizá-la pela lateral de Michaelis, que reagiu a aquilo deixando que seus lábios tocassem o pescoço do outro, a língua esticando-se para sentir sua pele pálida. Suas mãos baixaram avidamente as calças negras de Undertaker, expondo o resultado da união do sonho com os estímulos do demônio. Sebastian passou suas mãos pelas laterais do shinigami antes de levar sua boca ao “local certo”, provocando-o com toques leves e precisos. O mais velho fechou os olhos e emaranhou seus dedos nos cabelos negros do outro, puxando-os de leve. Aquela ação fez com que Sebastian ousasse mais em seus movimentos, uma de suas mãos descendo pela coxa esguia do funerário, a língua acariciando seu membro envolvido quase que por completo em sua boca.
_He, he, está fazendo um belo trabalho aí embaixo, mordomo...
Michaelis percorreu uma última vez toda a extensão do mais velho antes de voltar a sua posição anterior e pôr uma mão no ombro do outro, inclinando-se até que se encontrasse a milímetros de seu rosto.
_Eu tenho um nome, “Undy”. E é bom que o use quando estamos em tal situação. — sua mão livre abaixou suas próprias calças, antes de envolver-lhe o membro ereto e guiá-lo até sua entrada.
_Está bem ansioso, não é... mordomo?
O demônio sorriu.
_Necessitado seria um termo mais correto. E medidas serão tomadas quanto a sua desobediência, Undy... — o moreno moveu seus quadris contra a ereção do outro, deixando-se penetrar lentamente. Sua mão direita subiu até um dos mamilos do funerário, suas unhas negras tracejando a área ao seu redor antes de inclinar-se para tomá-lo em sua boca.
O shinigami moveu seus quadris de forma a adentrar ainda mais profundamente o mordomo, suas mãos segurando com força os quadris do outro e puxando-os contra os seus. Michaelis gemeu baixo. Já fazia um bom tempo desde que fora tomado de tal forma pela última vez, e toda a provocação por que passara recentemente fazia com que ele se excitasse mais rápido do que o normal, um calor quase que desconfortável em suas partes inferiores.
_S-Seb... — o funerário interrompeu-se, não querendo desistir ainda. Mas o demônio já sorria satisfeito e, pousando os lábios no pescoço do mais velho, próximo a seu ouvido, pôs-se a gemer, a mão percorrendo seu torso avidamente.
_Maldito demônio... — resmungou o funerário, penetrando-o com mais força e obtendo um gemido mais alto em resposta – Sebastian...
_Disse alguma coisa? Não ouvi direito... — disse Michaelis, uma expressão de inocência descaradamente falsa em seu rosto.
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