Notas iniciais
Sem imagem nesse capítulo pois quem vos fala é Lana6willa, que não sabe escolher uma imagem que se encaixe como capa do capítulo :P

-Lana6willa(meio óbvio isso, mas... é a burocracia. Não, é só frescurite particular mesmo.)

Essa Lana... Nem para escolher uma capa, ou fazê-la! KKK'
Brink's, essa parte ficou comigo! *.*
Acabei de colocar a capa! ^^'
Gente aqui vai um aviso, não teremos muito tempo para desenhar a Lindsey e Ciel juntos, então, algumas capas virão com fotos da Lizzy(Elizabeth) junto do Ciel. Ok?!
Espero que gostem do capítulo!
Beiijos *.*.*.*.*.*
-Haia Sayakenna Undertaker.

Ciel olha aquela jovem pálida mas de beleza tão incrivelmente atraente e lembra-se de quando ainda humano, e da linda noiva que deixara para trás... Tal peça desconhecida em seu tabuleiro, causou-lhe um sentimento estranho, algo que nem como humano havia sentido antes, pela primeira vez desde que se tornou demônio, mostrou-se um cintilar diferente em seu olhar...

_Esta é a senhorita Mendy Lindsey, jovem mestre. Um demônio inferior subordinado a mim. — Sebastian fez questão de ressaltar tão fato – Ela ficará conosco por algum tempo... Se o jovem mestre permitir, obviamente. — terminou ele com um sorriso, sabendo que o conde não recusaria a presença da garota.

Lindsey estava perdida em seus pensamentos, quando ouviu Ciel falar...

_Demônio inferior? Subordinado a você? Que modos são esses Sebastian? Não sabe nem mesmo tratar uma dama?

“Dama?”, pensou Lindsey, “Mesmo sabendo que sou um demônio subordinado a outro, ele me considera uma dama? Ciel Phantomhive, você mudou meus...”, continuou pensando.

_Parando para averiguar, sua situação não é muito melhor que a dela, não é mesmo?! Afinal você é um demônio mordomo de um demônio... Para a eternidade!... — disse Ciel maldosamente com um sorriso nos lábios.

_Estou apenas usando os termos corretos para designar a condição dela, meu lorde. Ser um demônio inferior não a faz fraca, ao contrário, eu poderia dizer.

_Seu mestre é certamente cortês, Sebastian. O conde me permitiria prolongar minha estadia e desfrutar de sua companhia tão agradável? — questionou a garota com um sorriso, voltando seus olhos para o jovem Phantomhive.

Certamente me será uma honra tê-la como hóspede nessa mansão, gostaria de perguntar-lhe algumas coisas durante uma partida de xadrez, se possível é claro. — sorriu avidamente enquanto ainda de olhos fechados, parecendo estar apreciando o momento, quando na verdade preparava algo.

_Será um prazer, conde. — respondeu ela, aceitando a mão que Ciel lhe estendia e deixando-se guiar pela mansão.

Sebastian acompanhou aquela cena com deleite, satisfeito ao ver a situação se encaminhar assim como ele havia previsto, e então fez seu caminho até o quarto pequeno e simples que lhe era reservado para trocar suas roupas ensaguentadas antes de ir obedecer às ordens que havia recebido.

Lindsey acomodou-se em uma cadeira e pôs seus olhos sobre o tabuleiro, imaginando como seriam as habilidades de Phantomhive naquele jogo comparadas às suas próprias. Xadrez era algo com que estava bem familiarizada, e em sua mente já debatia consigo mesma sobre qual estratégia deveria utilizar. Sabendo que havia uma grande possibilidade de que Ciel a subestimasse, fez sua escolha e também sua primeira jogada.

Ciel olhou-a fixamente tentando reconhecer-lhe traços demoníacos, o que não vira com facilidade, enxergava apenas uma garota de linhagem familiar que lhe causava arrepios ao toque. Subestimou aquela figura “inocente” e já sem aparentar mais nenhum interesse nela, jogou impaciente porém atento.

Mendy sorria por dentro, movendo suas peças no tabuleiro de uma forma precisamente calculada para parecer inexperiente, perdendo peças propositalmente, mas mantendo outras em posições que lhe favoreceriam. Sacrificou uma dessas últimas em prol de eliminar qualquer suspeita que o garoto pudesse ter em suas ações.

Ciel estava satisfeito com a ideia de ganhar o jogo, e já que estava tão perto, decidiu começar suas perguntas, começando com a que lhe trazia mais curiosidade...

_Senhorita Lindsey, estou interessado em como conheceu o meu mordomo, o que lhe fez subordinada a ele, será que é mesmo tão fraca assim? — disse o Phantomhive com humor no olhar.

_Ah... isso?! — riu Lindsey descontraída – Nos conhecemos um pouco antes da pequena diversão da Peste Negra na Europa, foi um dos nossos maiores sucessos em dupla! — falou sorrindo de um canto a outro da face.

_Peste Negra? Está dizendo que vocês espalharam a epidemia que causou a morte de quase um terço da população europeia? — perguntou Ciel surpreso.

_Sim, sim! — afirmou Lindsey – Foi épico não foi?! Divertimo-nos bastante, mas foi quando deixei meu emocional falar mais alto e criei algo terrível, até hoje guardado em um dos nove círculos do inferno... — aproveitando para fazer uma ótima jogada.

Ciel ouvia atento cada palavra que saia da boca da garota, impressionando-se ao ouvir algo tão interessante. Ia iniciar uma nova pergunta quando aquele belo demônio começou a falar...

_Mas certamente não foi isso que perguntou. — falou a garota sorrindo de leve – Sebastian surpreendeu-se com minhas infames habilidades quando ainda era uma recém-criada, eu por já ter muito ouvido a respeito do mesmo e de sua “suposta invencibilidade”, implorei que ele me treinasse, o que ele aceitou muito rápido, porém com uma condição: que eu lhe fosse uma fiel subordinada e seria a única! — a garota aproveitou tal oportunidade e... — Xeque-mate, Ciel Phantomhive! — comemorou ela, derrubando o rei do conde com um movimento delicado de sua rainha... E pela primeira vez Mendy Lindsey mostrou seus verdadeiros olhos, eles eram vermelhos ávidos e brilhantes, a garota jogou seu olhar mais tentador ao jogar o tabuleiro para o lado e sentar-se sedutoramente sobre a pequena mesa. — E então, conde? Ainda pareço uma dama? — perguntou-lhe olhando-o tentadora.

Ciel estava completamente sem palavras, seu lado demoníaco falou mais alto que seus princípios de conde Phantomhive quando todo o seu corpo pôs-se a mover-se sozinho e sua personalidade foi se perdendo em seus olhos que agora cintilavam como nunca. Ele levantou-se rapidamente pondo as mãos sobre a mesa envolvendo lateralmente a senhorita chegando cada vez mais perto de seu olhar tentador agora mostrando-se verdadeiramente ingênuo, e sussurrou a poucos centímetros do rosto de Lindsey.

_Sim! A melhor das damas que já conheci, Mendy Lindsey. — falou Ciel ao tocar o rosto da garota. Aproximando-se, virou-lhe o rosto suavemente e com avidez beijou-lhe a maçã.

Lindsey tremeu, estava totalmente envolvida por aquele beijo suave de modo a não perceber a entrada do mordomo.

_O chá, meu lorde. — disse Sebastian polidamente, quase que indiferente aos outros dois demônios. Naquele meio tempo, voltara a seu estado de sempre, nenhuma gota de sangue em sua roupa e nenhum vestígio de emoção em seu rosto. O único sinal exterior de sua derrota mais cedo eram as marcas deixadas pelas unhas de Ciel em seu rosto, mas Michaelis não pensavaa mais no ferimento ao preparar o chá a ser servido. Pensava sim na competência de Lindsey, que mesmo relutante a princípio, começara a exercer bem o papel que lhe fora designado. Tê-la como subordinada se provava mais vantajoso com a passagem do tempo, e naquela ocasião em particular, sua presença se mostrara altamente conveniente.

Ao ouvir Sebastian falar, Lindsey acordou de seu sonho envolventemente delirante e olhou para Ciel, o mesmo já encontrava-se distante comparado a poucos momentos atrás e estava com a mão erguida em sua direção.

_Senhorita Lindsey?! Permita-me ajudá-la. — disse Ciel olhando-a com fervor.

_Sim, conde Phantomhive! — respondeu delicadamente ao estender-lhe a mão e apoiar-se em seus ombros agora fortes e robustos.

Ciel, com sua outra mão, agarrou-lhe a cintura com força, com o propósito maldoso que ela o visse como homem, o que já estava por ocorrer...

Outra vez envolvida pelos braços do jovem demônio, tocou-lhe o rosto em um movimento involuntário e disse – Por favor, me chame de Mendy conde, senhorita Lindsey é formal demais.

“Mendy?”, pensou Sebastian, estranhando “Mas isso é...”

_Pois bem, quebremos então a formalidade, me chame de Ciel. — disse o conde demônio.

_Claro Ciel, espero que possamos jogar mais vezes. — falou Mendy ao voltar a seus olhos originais de humana, um violeta revigorante.

Ciel sorriu. — Claro que sim Mendy, a sua vitória merece uma revanche. — disse enquanto seus olhos voltavam ao normal e se mostravam azuis.

_Sebastian, leve nossa convidada aos aposentos que preparou-lhe e deixe-a descansar. Bote o chá na mesa. — disse o garoto agora voltando-se para o mordomo.

_Sim, meu lorde. — respondeu o demônio mais velho, pousando o chá na mesa como lhe fora ordenado antes de gesticular para que a garota o seguisse. — Deixe-me conduzi-la a seus aposentos, senhorita.

Lindsey apressou-se em segui-lo com seus passos delicados, começando a falar assim que julgou-se longe o suficiente para que o conde não a escutasse.

_Terei o privilégio de saber por que motivo me pediu para realizar tal missão, Sebastian? Não que eu esteja reclamando... esse seu jovem mestre é bem interessante, e bonito! — ressaltou ela com um sorriso.

_Não é necessário que saiba o motivo agora, senhorita. Esse dia chegará, não se preocupe, com sua eficiência entenderá em breve sem que eu precise lhe explicar. Apenas continue o que está fazendo cautelosamente. O contrato que estabelecemos diz que não posso mentir para o conde, então se ele suspeitar de você e questionar-me, não terei outra alternativa senão revelar a verdade. E ele certamente foi um humano interessante e de aparência agradável, não é surpresa que mantenha tais características após sua transformação.

_Não gosto de ser mantida no escuro... Mas em tantos anos, aprendi que sempre há um bom motivo por trás de cada um de seus atos. Confiarei em você mais uma vez, Michaelis.

_Confiança é uma palavra muito forte. Peço-lhe apenas obediência. — O mordomo abriu a porta de um quarto espaçoso, de cuja janela era possível ver o jardim da frente, tristemente abandonado, já que fazia-se necessário que ninguém, especialmente os humanos que moravam próximos, soubesse que a velha mansão encontrava-se novamente habitada.

Mendy normalmente dedicaria alguns momentos a observar tal paisagem, havia algo na forma que a vegetação crescia quando não havia ninguém para conter-lhes que a fascinava. Um senso de liberdade a tomava, liberdade da qual ela abrira mão há muitos anos. Mesmo que Sebastian não lhe cobrasse muito, ela sabia que estava fadada a obedecer-lhe. Quando ele deixou-a só em seu aposento, no entanto, ao invés de debruçar-se na janela como faria normalmente, deixou que suas costas se apoiassem contra a porta e assim que sentiu estar verdadeiramente só, deixou um suspiro escapar por entre os lábios.

_Ciel Phantomhive... Se ao menos eu não houvesse aberto mão de minha liberdade... Mas talvez eu não o haveria conhecido se assim fosse...

Suas costas deslizaram pela madeira até ela se encontrar sentada no chão frio, perdida em pensamentos relativos ao jovem conde. Não era apenas a beleza física, embora aquele aspecto certamente fosse atrativo, havia algo a mais no olhar daquele garoto, na aura que o cercava. E existia também o instinto irracional que a empurrava em sua direção, a atração que guiava seu corpo e era incompreensível à sua mente. E pegou-se agradecida pela impossibilidade do demônio que fora seu tutor devorar aquela alma. Mas ele parecia ter um plano, e ela teria de ajudá-lo Contratos entre demônios costumavam se revelar uma faca de dois gumes, e Lindsey percebia isso agora, quando já era tarde demais.

Ciel já havia “tomado” o seu chá e estava sentado à cadeira pensativo. Vinha-lhe a mente aqueles olhos maravilhosamente sedutores daquele demônio, que mexeu com ele de uma forma tão brusca e avassalador ao ponto de fazer-lhe perder o controle de si... Seus olhos se banharam em um escarlate amedrontante de modo a ser o foco naquela sala tão escura, eram olhos que carregavam um desejo enorme, deixando-se escapar por seus lábios tal fonte:

_Prove estar à minha altura e vire minha mulher... Mendy Lindsey!

Notas finais
*não faça piada quanto a altura do Ciel, não faça piada quanto a altura do Ciel, não faça...*

"...estar à minha altura..."? Qualquer um é mais alto que o Ciel... Qualquer. Um.

...
*Que a Haia não me mate, que a Haia não me mate, que a Haia não me mate...*

-Lana6willa

Ahhhhhhh!!! Vim aqui só para lhe matar sua louca! Não fale mal do Ciel, ele é perfeito em sua própria perfeição! Rum rum!!! U.U
Rsrsrsrsrs... Te Adoro mesmo querendo te matar Lana! *.*
Beijos pessoas, espero que gostem do cap.!
^^'
- Haia Sayakenna Undertaker.