Notas iniciais
Este cap. é quase uma continuação do anterior, pois ocorre no mesmo dia horas mais tarde. Aproveitem. ^^' Beiiijos *.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.* - Haia Sayakenna Undertaker.

*Ao anoitecer*

Aquele quarto não era muito diferente de seu antigo quarto na mansão Phantomhive, apenas ligeiramente menor. Assim que abriu a porta, o mordomo foi recebido por um miado preguiçoso. O gato de pelagem negra ergueu-se, alongando-se antes de caminhar até suas pernas, empurrando-o de leve com a cabeça. Logo em seguida voltou seu olhar para o segundo demônio, desconfiado.

Sebastian sorriu com as ações do felino, mesmo que não fossem diferentes da forma que ele normalmente agia. Mesmo quando se comportavam de forma previsível, sempre havia algum tipo de surpresa quando se tratava de gatos. Humanos podiam ser interessantes, mas nenhum o surpreendera tanto quanto gatos – e felinos em geral – o surpreendiam.
_Ele está me avaliando, não é? — disse Lúcifer ainda na porta, deixando que o gato lhe cheirasse os tornozelos.
_Provavelmente. Faz um certo tempo que eles – o demônio mais novo indicou os outros gatos espalhados pelo quarto – não veem ninguém além de mim. Jovem mestre não gosta deles. Tinha alergia quando era humano. — Enquanto falava, começou a tirar as roupas casualmente, sentindo o olhar do outro sobre si.
_É bom que se acostumem comigo, já que daqui pra frente vou passar um bom tempo aqui...
O mais velho sentou-se na cama sem desviar o olhar do moreno, que aproximou-se e sentou em seu colo, pondo uma mão em seu ombro e curvando-se até que seus rostos estivessem a poucos centímetros de distância.
_Vai conseguir se comportar? — questionou Michaelis com um sorriso. A mão do outro agarrou-lhe o quadril e empurrou-o contra o colchão, o corpo pressionado sobre o seu.
_Posso tentar... Mas sempre acabo falhando nisso quando se trata de você...


* Flashback on*
POV Lúcifer ON

Minha não vagou quase inconscientemente, pousando em seu ombro. Sua pele estava queimando. Afastando os lençóis, examinei o ferimento em seu flanco, vendo que a Luz na qual a espada daquele arcanjo estivera embebida ainda percorria seu corpo. Um corpo perigosamente atraente. Meus olhos começaram a percorrer suas formas, do rosto perfeitamente esculpido até os delicados pelos negros que se estendiam até... essa era uma parte do seu corpo em que eu tentava não pensar. Não parecia estar funcionando. Mesmo se estivesse coberto da cabeça aos pés ele ainda seria uma grande tentação. Mas não era hora de se estar pensando nisso.
_Raum. — Inclinei-me mais para perto, apertando-lhe o ombro de leve para acordá-lo da forma mais gentil possível. Lentamente, ele abriu os olhos, aqueles profundos olhos vermelhos.
_Lúcifer...? — Sua voz estava rouca, mas ainda era perceptível a sonoridade suave e cadenciada que nela se estendia.
_Preciso que você se sente. Pode fazer isso sozinho?
O demônio recém-transformado usou sua mão direita para tentar se erguer, falhando nisso.
_N-não acho que consiga...
_Já que é assim... — em um movimento rápido porém cauteloso, ergui-o e sentei atrás dele, suas costas apoiadas contra meu peito e uma de minhas mãos ao redor de sua cintura. Aquilo era bom. Muito bom.
_Aqui. — Fiz um pequeno corte em meu pulso e levei-o até sua boca. Meu sangue haveria de ajudar com aquela febre – Beba.
Ele hesitou um pouco, mas logo obedeceu, deixando o fluido vermelho cair em sua garganta. Cuidadosamente a princípio, mas então o gosto invadiu sua boca e sua língua dardejou por entre seus lábios, começando a lamber o sangue. Aquele movimento teve alguns efeitos em minhas regiões baixas e eu quase – quase – rezei para que ele não percebesse.
Foi então que me lembrei de quem eu era. Do que nós éramos.
Eu... não devia estar sentindo essas coisas. Estava chegando a um ponto em que luxúria não era suficiente para explicar, beirando a obsessão, e... Eu sou Lúcifer. O rebelde. O caído. Um líder. Eu deveria ser mais forte que isso. Como eu poderia deixar este jovem demônio ter tanto poder sobre mim? Era perigoso. E...
Eu não me importava mais tanto assim com isso. Aquilo era um pouco... estranho.
Mas talvez... Só uma prova... Não faria tão mal assim...
Minha mão em sua cintura desceu até seu quadril, acariciando aquela pele macia e puxando-o mais para perto. Inclinei-me até que meus lábios estivessem pairando sobre sua orelha.
_Bom trabalho. — Eu podia jurar que sentira o garoto estremecer um pouco, e minha confiança estava alta o suficiente para acreditar que não era devido a febre – Sente-se melhor?
_S-sim. Só... com um pouco de frio...
_Frio? Posso dar um jeito nisso... — minha mão então subiu pelo seu torso, deslizando até seu mamilo direito, provocando-o e fazendo o mais novo arquejar.
_S-senpai! — sua cabeça buscou apoio em meu ombro, suas costas arqueando-se ligeiramente. Ele certamente tinha potencial. Se fosse... instruído propriamente... os resultados seriam incríveis. Minha outra mão gentilmente pegou-lhe o queixo, aproximando seu rosto do meu.
_Mais quente agora?
_Sim... — Eu podia sentir seu hálito contra minha boca. Aquilo era demais. Aproximei-me ainda mais, até finalmente sentir seus lábios contra os meus. O gosto de sangue ainda estava ali, misturado ao sabor doce e inebriante da boca de Raum. Não pude evitar que minha língua deslizasse sobre seu lábio inferior, agora minhas duas mãos percorrendo seu corpo, uma delas começando a se esgueirar por sua coxa. Eu tinha de lembrar a mim mesmo de que o adorável garoto em meus braços estava em processo de cura, e eu estava bem certo de que ele ainda era virgem. Levar as coisas adiante não era uma opção. Bem, não uma boa opção. Então me forcei a interromper o beijo, e a não segurá-lo tão próximo a mim.
_Ótimo. Agora seja um bom garoto e descanse.
_Eu... já descansei o suficiente. — Raum corou um pouco após dizer aquilo, evitando olhar-me nos olhos. Comecei a suspeitar de que ele não estava tão desperto quanto eu pensara. A febre estava diminuindo, mas talvez ainda o estivesse afetando. Normalmente ele não diria tão abertamente algo que pudesse ser interpretado da forma que eu estava interpretando. Não sem ficar completamente vermelho. E gaguejar. Era definitivamente hora de parar.
_Eu também preciso descansar. Não vai se juntar a mim? — Dei meu melhor sorriso, acariciando seu rosto e fazendo com que ele se deitasse, pondo-me ao lado dele. — Não terá recompensa se não se comportar. — Antes que eu pudesse me parar, nossos lábios foram unidos novamente e pus seu braço sobre minha cintura. — Pode ter mais depois. Só precisa pedir.
Caso ele se lembrasse. Eu não sabia o que seria pior – ou melhor -, ele lembrar ou não. Então simplesmente o segurei junto a mim, sentindo o calor de seu corpo contra o meu, ouvindo sua respiração tomar um ritmo estável à medida em que ele adormecia, sentindo a maciez de sua pele. Seria tão ruim assim permitir que isso continuasse? Provavelmente não. Valeria a pena? Naquele momento, “sim” parecia ser a resposta perfeita. Mas as horas passaram, e minha parte mais cautelosa decidiu acordar. Importar-me com qualquer um além de mim mesmo... era uma fraqueza. Poderia me trazer complicações. E, o que até mesmo meu lado cauteloso não conseguia negar ser pior, poderia colocar Raum em perigo.

POV Lúcifer OFF
*Flashback off*

CONTINUA...

Notas finais
Espero que estejam gostando. ^^ Prometo que depois coloco a capa nos capítulos que estão sem. Beiiijiiinhos *.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.* - Haia Sayakenna Undertaker.