Notas iniciais
Caríssimos leitores, Já faz um bom tempo desde que nos vimos pela última vez, e essa situação não é algo que eu, devido a fortes motivações pessoais, aprove. Pensando nisso, decidi que não faria mal algum fornecer a nossas escritoras a motivação necessária para removê-las de seu atual estado de ócio e inutilidade. Espero que todos nós possamos apreciar o fruto de meus esforços. - Lúcifer.

Algumas pessoas dizem que é possível sentir quando alguém está olhando para você. Lana Willa não era uma dessas pessoas, mas estava começando a mudar de ideia.

_Dá pra parar com isso? — queixou-se ela, virando em direção ao personagem que resolvera atormentá-la. — Eu estou tentando me concentrar aqui!

_Em uma outra fanfic. O que você acha que os leitores pensariam dessa traição?

_… Você não ousaria… — disse Lana, sem muita confiança em suas próprias palavras.

Lúcifer ergueu uma sobrancelha.

_Desde quando existe algo na face da Terra que eu não ousaria fazer?

A garota suspirou, bloqueando a tela do celular.

_Tá bom, tá bom! Eu vou voltar a escrever! Agora, temos que vê se a Haia está disponível…

_Se ela não estiver, eu faço com que ela fique.

A Willa olhou para ele desconfiada.

_… Não faça nada muito… dramático.

_Quem gosta de drama aqui são vocês. Eu gosto mais de acontecimentos como o do último capítulo. — disse Lúcifer com um sorriso malicioso – Aliás, isso foi uma indireta. Quantas mais cenas assim, melhor.

_É, o último capítulo foi legal… — disse Lana, olhando pro além com um sorriso no rosto. Passaram-se alguns minutos. Alguma coisa empurrou a cadeira na qual ela estava sentada.

_Ai! Pra quê essa violência?!

_Você estava começando a babar.

_Não estava não! — reclamou Lana, limpando o canto da boca com a manga da camisa – Enfim. A gente bem que podia dar um pulinho lá na Haia. Ela está com um bocado dos próximos capítulos. Você vai me dar carona, né Luci? — pediu a garota com um sorriso.

Lúcifer sorriu de volta.

_Não.

_… Filho duma… — Lana se interrompeu e respirou fundo – Tá, eu dou um jeito de ir sem sua ajuda. Agora, vê se aparece! Se formos precisar de persuasão, você é bem melhor nisso do que eu.

* * * * *

Dedos hábeis teclavam rapidamente no aparelho telefônico moderno, digitando palavras promiscuas e impuras, enquanto um sorriso maroto estampava-se sem nenhum pudor na face da “garota”, que permanecia quase deitada sobre a cama de um quarto escuro, cheiro de mofo e suor tomando conta do ambiente, já não se sabe ao certo quanto tempo a “moça” passara trancada ali, provavelmente nem mais reconheceria a luz do dia. Ela relia o que escrevera e estremecia com aquilo, quase que como se estivesse vivenciando tal cena.

_Kakashiiii! Kyaa! — pronunciava com um leve rubor queimando suas bochechas enquanto seus olhos acompanhavam atentos o restante do capítulo que acabara de escrever. — _Sério, ainda vou infartar com esse… pedaço de péssimo caminho. — lia em voz alta a fala, como se realmente participasse daquilo. Nem mesmo notou alguém lhe observando.

_… E eu achei que não tinha como piorar…

O rubor de Haia com certeza aumentou ao perceber ser pega em tal “ato” e por alguém que ela reconhecera muito bem, apenas pela voz.

_Não é o que v-você está pensando! — disse aquela frase clichê sem nem olhá-lo, suas maçãs queimando ainda mais.

_Espero que não. — replicou Lúcifer, franzindo a testa – Já basta uma.

Respirou algumas vezes antes de sentar na cama e lançar-lhe um olhar frio, antes de seus olhos percorrerem por toda extensão daquele corpo tão másculo, analisando-o. Voltou a olhá-lo nos olhos, uma certa dificuldade em manter o olhar frio de antes.

_A que devo a honra? — indagou cruzando uma perna sobre a outra e apoiando seu cotovelo na mesma, sua mão segurando o próprio rosto, como se nada do que ele falasse fosse lhe interessar.

_Sabe quanto tempo faz desde que vocês postaram o último capítulo de Kuroshitsuji III?

_ Kuroshitsuji… Kuroshitsuji…? Não me recordo. — sorria “inocentemente”.

_… Às vezes eu me pergunto se vocês fazem isso de propósito. Mas aí eu me lembro de quão… ‘normais’ vocês são. — disse Lúcifer, movendo as mãos como se estivesse se coçando para estrangular alguém.

_Nervoso Luci querido? — falava a garota, agora, com o sorriso maroto de antes.

_Você tem que controlar essa sua amiga. — queixou-se ele para a pessoa que estava ao seu lado.

O problema era que não havia ninguém ao seu lado.

_… Era só o que me faltava.

_ Falando sozinho? Esse tempo sem Sebastian realmente não lhe fez nada bem, Lucynho. — provocava-o.

_A Louca nº 1 deveria estar aqui. — explicou ele.

_Devia é?… Sei… Pobrezinho, cada vez mais insano.

Lançando um último olhar mortífero para a Louca nº 2, ele saiu do quarto, logo ouvindo os ruídos ligeiramente inumanos que vinham da cozinha.

_Saffi-Saffi~ — guinchava a garota de cabelos curtos ao apertar o pug em seus braços.

_Você vai acabar esmagando essa coisa aí. — alertou Lúcifer.

_Saffi-Saffi não é uma coisa! — protestou Lana – ela é uma garotinha linda e fofa e perfeita! Não é, Saffira?

_Achei que você tivesse alergia a cachorros.

_Eu tenho alergia a cachorros.

_… Essa afirmação não combina com suas ações.

_Não é como se eu fosse morrer por um minuto de indulgência… Não é, Saffi-Saffi~?

_Minuto encerrado. — disse Lúcifer, pegando a garota pelo colarinho e fazendo-a ficar de pé – A menos que você queira levar a cachorra. Por mim tanto faz.

_Por quê? — resmungou Lana.

_Você tem de convencer a Louca nº 2 a voltar a escrever, lembra?

_… Ah, é… eu me esqueci que ela não costuma te dar ouvidos… Devíamos ter chamado o Undy.

_Aí ela teria um ataque cardíaco.

_… Verdade.

Os dois voltaram para o quarto, Saffira ainda nos braços ligeiramente avermelhados de Lana.

_… Haia?

De imediato a atualmente loira reconheceu aquela voz familiar e amiga, levantando de súbito da cama, jogando seus braços ao redor do pescoço da outra, apertando-a.

_Lanaaaaaaa! — falou um pouco mais alto do que o desejado.

_Gyah! Meus ouvidos! — queixou-se Lana, abraçando a outra – Haiaaa, tenha pena do meu pescoço!

_ Ok, ok… — proferiu soltando-a e a analisando suas feições – Já sei, já sei… A Fic, não é? — suspirou sem interesse, voltando a sentar na cama.

_Exatamente. Apesar de ter meus… projetos paralelos… eu realmente quero que Luci pare de ficar puxando meu pé à noite!

_Tudo bem, pode vir puxar o meu Luci, não irei reclamar. — insinuou-se.

Lana olhou para a amiga com descrença.

_Você acha que EU estaria reclamando se ele viesse nessa forma e sem blusa? — disse ela, apontando para o demônio em questão – Você já viu a porcaria da ‘forma verdadeira’ desse aí?

_Uii… Deve ser… Nem sei. — fez-se estar pensando – Tenho saudades de escrever todas aquelas loucuras excitantes… Maaaaaas, preciso de… Inspiração.

_Inspiração? Sei… — suspirou Lana – Luci, tira blusa.

_Como é que é?

_Vai, vai… Tira. Sei que a Lana também precisa de inspiração. — incentivou a loira – Ou pode tirar a blusa e a calça também… não irei reclamar… Quanto mais inspiração, melhor. — piscou para o demônio, que as olhava incrédulo.

_… Só isso? Francamente, é só isso que vocês duas vão querer? Se tivessem dito logo eu não teria tido de passar por tudo isso. — queixou-se ele, já desabotoando a blusa.

_Yay~! — comemorou Lana.

_Devagar… devagarinho querido, para que possamos apreciar melhor… Depois vem “animar” a gente, já que acha que estamos pedindo tão pouco. — olhou-o de uma forma maliciosa, em seguida direcionando seu olhar para a amiga, aguardando.

_Se for pra ‘animar’, eu vou cobrar por fora. — alertou o demônio, chegando ao último botão e retirando a blusa. — A calça também, não é?

_Quanto seria por esse extra? — questionou Lana Willa.

Lúcifer sorriu, como se estivesse esperando que uma das duas perguntasse.

_Sabe… — começou ele, abrindo o botão da calça – Vocês tem uma lista de personagens que vão aparecer nos próximos capítulos, não é?

Nenhuma delas estava apta a responder no devido momento, centradas na calça do outro, que deslizava por suas pernas torneadas, chegando, por fim ao chão.

_Está quente, não é, Lana? — falava a loira já sem respirar, seus olhos passando por aquele corpo perfeito, analisando-o.

_… Vou tomar isso como um sim. — disse Lúcifer, dando um passo a frente na direção das duas – Devo admitir que um desses novos personagens chamou minha atenção. — ‘inocentemente’, ele alongou os braços, o que proporcionou um belo efeito em seus músculos – E seria bom se vocês fizessem alguma coisa em prol desse meu interesse.

_Tudo o que você quiser… Pode exigir, não ligo. — estendeu sua mão em busca daquele corpo, que desviou rapidamente, olhando para a Willa em busca de palavras favoráveis antes de deixá-las tocar-lhe.

_Véi… pode escolher qualquer personagem… Até dois, se quiser. Ou três…

_Isso, isso mesmo… Agora o nosso bônus. — falava apressadamente a loira avulsa.

Com um sorriso triunfante, Lúcifer sentou-se no pequeno espaço que havia entre as duas e passou seus braços pelos ombros delas.

_Aproveitem. — disse ele, apontando para o próprio corpo.

Lana absorveu todo o corpo do outro com seu olhar antes de estender cuidadosamente sua mão direita e deslizar o indicador sobre a clavícula do demônio. Depois, ela desceu sua mão pelo peito dele, sentindo a firmeza do músculo sob sua palma. Descendo mais um pouco, ela chegou ao abdome, seu rosto esquentando ao dar-se conta do que exatamente estava fazendo.

A poucos centímetros, Haia não parecia estar tendo o mesmo problema, apalpando praticamente cada centímetro que conseguia alcançar, uma de suas mãos deslizando pela coxa do demônio.

_… Vamos manter isso aqui da cintura pra cima, certo? — repreendeu Lúcifer, pegando a mão da garota e depositando nela um beijo.

Haia tentou protestar, mas foi distraída pela sensação dos lábios quentes e macios do demônio em sua pele.

_Podia ter avisado antes. — comentou Lana, sua mão esquerda descendo pelas costas dele com um pouco mais de audácia, embora seu rosto ainda estivesse corado. Lúcifer deu de ombros.

_Nunca é bom anunciar todas as cláusulas de um contrato. Ou aceitar um contrato sem conhecer todas as cláusulas. — riu ele, erguendo-se no exato momento em que a garota loira traçava com o dedo uma linha de seu umbigo até a borda de sua roupa de baixo.

_Ei! — queixou-se Haia, fazendo beicinho – Tava na melhor parte…

_Nenhuma das duas pensou em especificar o que exatamente seria esse ‘bônus’, ou em perguntar por mais detalhes sobre o que eu pediria em troca. — disse ele sorrindo, já colocando suas roupas de volta – Eu mantive meu lado do acordo, agora é a vez de vocês. Continuem a fic. Ou então terei de voltar para puxar alguns pés durante a noite.

Ainda sorrindo, ele desapareceu em um piscar de olhos.

_… Haia.

_O que foi, Lana?

_Nós vamos nos arrepender disso algum dia.

_Que seja. — ela deu de ombros – Nesse exato momento, eu não me importo.

_… Entendo o sentimento.

Notas finais
Como perceberam, queridos leitores (minha cara de pau lindíssima falando isso), nosso amiguinho do outro lado, assim como muitos de vocês, não ficou nada feliz com o nosso progresso, ou a falta dele, e nos inspirou a continuar. Contudo, creio que postaremos só uma ou duas vezes por semana, por conta de nossa situação acadêmica. Entretanto, já tenho alguns capítulos prontos e em minha posse, sendo assim, vou postá-los todos hoje ou no decorrer do final de semana. O próximo capítulo é a exata continuação do cap. 30: Passion and Lust, por tanto, para melhor entendimento terão de ler novamente o cap. anterior a este. Mil perdões são poucos, então ao invés disso irei compensar-lhes com a Fanfic, que aviso, está uma loucura. Kissus da Haia. *.**.**.* - Haia Sayakenna Undertaker.