Kuromeido ( 黒メイド) II

4 O Submundo ( Liselotte & Will )


Notas iniciais
Yo minna! Sejam bem vindos ao quarto capítulo! Não, esse não tem pegação U_U
Espero que gostem ♥
Obs: Tomei como base para narrar a Sede, o OVA de Kuroshitsuji que mostra o Grell e o Will jovens, recolhendo sua primeira alma juntos. Okay?

Passaram-se vários dias desde que fui até a casa de Jully. Hoje pela manhã, um mensageiro da Sede veio até a loja e me avisou que já poderia retirar minha licença. Eu e Undertaker fechamos a loja após o almoço fomos para o Submundo.

Pouca coisa mudou. As lojas, as casas, as crianças correndo, os executivos correndo para chegar na hora. Isso não se diferencia muito do mundo dos humanos, com a diferença que todos aqui carregam grandes armas fatais, e em suma maioria são absurdamente altos, me fazendo sentir uma criança. Suspiro fundo, e Undertaker envolve o braço em minha cintura, me puxando mais para perto. Envolvo meu braço em seu tronco e continuamos a andar calmamente.

O sol do meio dia aquece minhas roupas pretas, e começo a respirar com certa dificuldade. Minhas pernas começam a falhar, e o cansaço me atinge aos poucos. Respiro fundo e percebo que a Sede está logo á nossa frente. Paramos em frente á grande entrada totalmente branca. Antes de entrarmos, tiro um pequeno lenço branco que sempre carrego comigo e seco algumas gotas de suor que escorrem pelo rosto de Undertaker. Lanço um sorriso de canto para ele, que retribui com um beijo leve em minha testa.

— Está pronta? – pergunta ele acariciando meu rosto.

— Não, nem um pouco. Vamos na sorte – digo adentrando o prédio.

Paro por um momento dentro do grande salão, e me lembro a última vez que entrei aqui. O prédio não mudou nada. As paredes brancas, os cartazes de teste de vista, os homens de terno com grandes foices da morte. Me sinto novamente em casa, mesmo que seja estranho ser a única garota deste lugar.

Parte narrada por Will

Cá estou eu novamente, guiando mais uma turma de iniciantes. Os conduzo por vários corredores, explicando-os cada setor da Sede, e o básico para se tornar um ceifador. Paro na metade do caminho e me viro para eles:

— Alguém aqui tem alguma dúvida?

— E...Eu – diz um garoto de cabelos azuis, que está no fundo da turma. – Ceifadores aprovados podem viver no mundo dos Humanos? Mesmo sendo ativos?

— É uma pergunta interessante meu caro. Bem... – quando ia começar a falar, vejo Liselotte e Undertaker andando perto de nós. – Liselotte! – quando exclamo seu nome, ela olha diretamente para mim, e se aproxima lentamente.

— Will! Liderando mais uma turma de pivetes? – diz ela – Que vida chata a sua – ela está parada ao meu lado, analisando cada iniciando.

— Vocês chegaram em uma hora adequada. – começo – Um deles perguntou se nós ceifadores podem morar no mundo dos humanos. Bem turma. Sim e não.

— C...Como assim? – indaga um garoto da frente com cabelos brancos.

— Apenas Shinigamis Lendários são autorizados a fazer tal façanha. – digo ajeitando os óculos

— S...Shinigamis Lendários? – indaga o mesmo garoto.

— Exatamente. São aqueles que ultrapassam as barreiras do poder de ceifar almas. Só existem dois Shinigamis Lendários até então. E eles estão diante de vocês.

— E...Esses dois?! – exclama um outro garoto de cabelos ruivos abismado

— Pivetes – diz Liselotte revirando os olhos

— Não seja tão má com eles – diz Undertaker – Já fomos assim, bobos.

— V...Vocês não parecem Shinigamis Lendários... – diz o garoto de cabelos brancos – Principalmente você – completa ele apontando para Liselotte

— Só porque sou garota? Ou porque sou baixinha?

— N...Não. Você é muito bonita para isso.

— Eu mereço – resmunga ela. – Bem, preciso ir. Quero sair deste lugar o mais rápido possível.

Ela sai em disparada dentre os corredores, com Undertaker logo atrás. Suspiro fundo e penso por uma fração de segundo.

Parte narrada por Liselotte

Saímos da Sede pouco depois das duas da tarde, um tempo recompensador, é claro. Um sorriso largo, acompanhado da minha nova foice da morte, meus óculos novos e uma licença recém feita. Tudo está as mil maravilhas. Mas ainda preciso visitar meus pais. Tomo coragem e aos poucos, vou me lembrando como se chega na casa deles. Paro na frente da mansão e a fito por um momento. Eu não me lembrava que era tão grande. Há um portão totalmente de ferro, e uma placa escrita com palavras douradas:

"Mansão Knight"

Essas simples palavras fazem me arrepiar até a espinha, a última vez que passei por esses portões, fiquei 16 anos sem ver a luz do sol. Tomo coragem e abro o portão com o molho de chaves que sempre carreguei comigo. Passamos dentre o grandioso jardim que minha mãe preserva. Um caminho de pedras nos levam até a porta principal. A porta é grande, de madeira nobre, cuidadosamente esculpida. Bato duas vezes, quando um servo alto, com roupas brancas abre a porta de entrada.

— Srta. Liselotte – diz ele – Finalmente retornou ao lar?

— Ainda trabalhando para a megera da minha mãe Frederick? – digo – Apenas vim dar um oi.

— Por favor entre. – eu e Undertaker entramos na mansão, que recebeu um toque medieval. – Me sigam

Nós dois seguimos Frederick pela mansão, que não mudou muita coisa. Tirando o fato que as pinturas de Levu que minha mãe tinha encomendado com tanto carinho se foram.

— F...Fred, o que aconteceu com as pinturas?

— Sua mãe me ordenou que as retirasse. Quando Sr. Levi deixou a mansão. E... Fazia tempo que ninguém alguém me chamava de Fred. – diz ele com uma pontada de felicidade.

Chegamos até a velha sala de chá. Minha mãe me pai estão sentados, virados de costas para a porta, conversando sobre um assunto que não me preocupo em prestar atenção.

— Sra. Antonieta? Você tem visitas. – diz Fred se aproximando de uma das poltronas.

Uma mulher alta, esbelta com cabelos morenos bem curtos se levanta com uma xícara na mão.

— Antonieta – ronso tentando me segurar para não dar uma voadora nela

— Liselotte! – diz ela com um tom amável forçado.

— Filha? – meu pai, que estava sentado na outra poltrona levanta rapidamente. Seus cabelos continuam dourados como ouro.

— Querida! Como estava com saudades de você – Antonieta parte para me abraçar, mas me esguio, deixando-a imóvel no ar.

— Querida. Vocês está bem? – diz meu pai se aproximando de mim.

— Claro. Eu fiquei 16 anos presa, e estou ótima! – digo ocm um tom sarcástico – O que vocês acham?

— Amor... – meu pai tenta me segurar em seus braços mais dou um passo para atrás – Nos perdoe. Não tínhamos a intenção de te machucar.

— Eu não devia ter vindo. – murmuro – O que achei? Que iríamos fazer as pazes e viver felizes? Vamos embora querido.

— Q...Querido? Filha, quem é este homem? – pergunta minha mãe irritada.

— Meu marido mãe! Quem se importou comigo e me tirou da cadeia! – rosno irritada.

— Você... Se casou com ele? – diz meu pai não acreditando no que está ouvindo.

— Pai, você se casou com essa megera. Não pode falar nada contra minha escolha.

— Retire o que disse! – grita minha mãe.

Um sorriso maldoso invade meu rosto, e começo a rir de maneira maldosa. Observo os dois, de queixos caídos, enquanto fitam Undertaker.

— Bem, é só isso. Precisamos voltar antes do anoitecer. Vamos indo Undertaker.

Fred nos guia até a saída, com um olhar apreensivo. Ele parece chateado pelas coisas que falei para minha mãe. Não sinto remorso por ela, mas sei que ele é extremamente devoto á ela.

— Sentirei saudades Fred. – digo – Se precisar, me procure – entrego á ele um cartão da loja.

— Obrigada Lis. – diz ele pegando o cartão.

Nos despedimos de Fred, e saímos dos limites da mansão. Me sinto um tanto aliviada. Só fui até lá para vê-lo. Sinto pena dele,mas ele se recusa a abandonar o emprego. Fred foi empregado da nossa família bem antes de eu e Levi nascermos, e me criou como sua própria filha.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O próximo capítulo sai amanhã!
Até lá ♥