Konoha: O Recomeço
5 Um novo amor?
Ignorei totalmente as palavras de minha mãe e fui subindo as escadas. Parei no meio dos degraus e olhei para trás. Ela me encarava. Não estava nenhum pouco emotiva. Que estranho, será que....? Não. Não, meu pai não seria tão 'escroto' ao ponto de se passar por ela. Tanto faz. Me dirigi até meu quarto e me joguei na cama. Adormeci rapidamente, tinha que estar bem descansado para o treinamento com Kakashi-sensei.
A manhã chegou. O sol foi meu despertador. Que bom.
Me dirigi até o banheiro e fiz as higienes matinais. Tomei um banho refrescante.
Ao terminar, amarrei a toalha na linha da minha cintura e fui até meu quarto. Nunca abria o guarda roupa, eu usava a mesma roupa repetidamente. Por sorte, o que me livrava do odor horrível era um jutsu especial.
Abrindo o guarda-roupa, percebi uma roupa preta com o símbolo do clã. Até que velha por sinal. Desamarrei a toalha e vesti aquela roupa.
Desci as escadas e fui até minha cozinha. Comi algo bem rápido e ia até a porta. Fui parado pelo meu pai. Mas que droga, uma briga logo pela manhã? Ele tem o dom de brigar comigo?
— Não... não irei brigar com você. — ele também lê pensamentos? — você deve se perguntar toda vez. Por que te trato assim? Por que sua irmã e não você? Isso é um fato simples...
— Um fato simples e obvio! Ela é sua queridinha, apenas por três minutos de diferença. Mas... isso não vem ao caso, eu tenho que ir. Acho que o exame chunnin começara a alguns dias.
— Rody. Ela é uma menina. Minha menininha. Você... é o meu filho. Algo bem diferente.
— Como diferente? Ok... tudo bem. Ela é do outro sexo, mas idaí?
— Apenas entenda que ela tem um tratamento diferente.... eu não posso te revelar no momento... não por enquanto. — me virei e fui até a porta. Ele me parou segurando no meu ombro. — saiba que eu te amo.
Retirei a mão dele de meu ombro e finalmente pude abrir a porta. Sem mais delongas fui até Kakashi-sensei. A breve discussão, eu acho que foi uma discussão, por fim.... aquela "discussão" com meu pai, me fez mentalizar e focar mais ainda no treinamento. Ele iria ver o exame o tempo todo. Devia esperar algo da parte dele. Não me importa mais. Ele era apenas... um Uchiha. Assim como eu.
Chegando na casa do sensei, ele já estava na porta, ele movimentou seu braço e apontou para o alto. Sem falar uma só palavra eu e ele fomos até um local desconhecido. O que diabos ele estaria aprontando?
Era uma floresta. Uma floresta com um riacho ali do lado. Ele se colocou em uma ponta e eu fui para a outra.
— Então você já deve saber...
— Saber do que?
— Himawari não te contou?
— Não... o que tem ela?
— Eu pedi para ela te contar que... sou seu novo sensei. Estranho... ela parecia tão determinada a te falar isso. Bem... não importa. Que tipo de jutsus pretende aprender?
— Dos elementos: Raiton e Katon!
— Hm... imagino o porque.
— Me diga, porque então sensei.
— Fogo derrota Vento, porém Vento derrota Trovão. Praticamente você controlaria a luta. Muito.... estratégico. Bem... vamos começar!
O treinamento foi longo. Muito longo, porém valeu a pena. Eu já dominava praticamente jutsus até que poderosos do elemento katon.
— Estou... impressionado! — disse meu sensei enquanto me ajudava a levantar.
— Obri... obrigado. — eu recuperava o folego. Aquilo foi gastante.
— Não sei como, mas seu chackra ainda está... em algo que posso chamar de médio. Incrível.
— Sensei... o que vamos.... — dei uma pausa para a respiração profunda. Mas profunda mesmo — o que vamos fazer agora?
— O que?! Você ainda quer continuar?! Tem certeza que não quer deixar para mais tarde? Eu sei que o exame é daqui dois dias mas... não é pra tanto...
— Tenho que treinar o sharingan, sensei.... isso será mais essencial!
— Você tem razão... mas antes, se recupere.
Me joguei no chão e comecei a olhar para o céu. Recuperava o folego e concentrava o chackra lentamente...
Me lembrei dos jutsus que tinha aprendido. Eram todos até o rank C. Menos dois jutsus, que eram do Raiton. Rank S. Não sei como não perdi tanto chackra.
Enfim, voltei ao treinamento e consegui ativar o sharingan nível 2. Como? Graças a tudo que meu pai tinha feito. Hehe. Acho que estava entendendo o lado dele. Acho...
— Chega! — disse meu sensei que defendia de um dos meus chutes deitado- Eu estou cansado demais para continuar. Temos que comer, Rody-kun... comer!
— Você está velho, sensei. Eu te ajudo! — segurei no braço dele e o levantei. Claro que ele fez uma forcinha.
Retornamos para Konoha e nos deparamos com uma enorme quantidade de ninjas. Eram de outras vilas talvez.
— Gaara! — disse meu sensei estampando um possível sorriso no rosto. Era possível saber, devido o movimento de suas sobrancelhas.
Gaara... esse nome não me é estranho. Era do kazekage!
— Kakashi! — o kazekage se revelou no meio de seus shinobis. Ele veio andando lentamente com um sorriso no canto dos lábios até Kakashi. Acompanhado dele uma linda menina. Da minha idade. Aí sim, kazekage. — A quanto tempo! — eles se cumprimentaram. Se é que aquilo pode ser chamado de cumprimento.
— E quem é essa linda garotinha? — o sensei se abaixou na altura dela e tocou em sua cabeça.
— Minha filha.
— Olá garotinha. Qual o seu nome?
— Daiki Amadori... — ela falou corando as bochechas.
— Amadori... hm... não era daquela moça refugiada, kazekage? — perguntou o sensei, curioso.
— Sim... ela mesmo. Infelizmente, ela teve que ficar. — ele sorriu e tocou o ombro de sua filha. — E quem é esse jovem? — droga, ele estava falando de mim.
— Esse é filho de um dos seus grandes amigos. — riu — Rody Uchiha, filho de Sasuke Uchiha e de Sakura.
O kazekage arregalou os olhos e depois sorriu olhando para mim.
— Pequeno Uchiha... espero que você seja tão bom quanto seu pai... não decepcione Konoha. — ele depois virou as costas e foi andando até a torre do hokage, acompanhado de seus shinobis. A filha ficou.
— Rody-chan! — droga, era Sarada. Olhei para o lado e ela veio até mim, acompanhada de Boruto e daquele esquisito do Mitsuki.
— O que você quer? — revirei os olhos e encarei Boruto, ele olhava para Daiki. Que mané.
— Quem é essa?
— Filha do Kazekage. Não ousem chegar perto dela!
— Qual são seus interesses com ela? — Boruto se aproximou de mim parecendo que ia me beijar. Que cara chato... apenas pisei no seu pé fazendo se afastar.
— Nunca mais... chegue assim tão perto de mim.
— Eu acho que já vou... — Daiki falou se virando e saindo de perto.
— Espera! — fui até ela. Não queria perder uma possível aliada... sim aliada, vai que... ela podia me ajudar no exame chunnin,... né?
— Hãm? Rody-kun? O que deseja?
— Falar com você! — dei um sorriso para ela — Vamos até um restaurante. Você deve estar com fome, imagino...
— Sim...
— Venha! — peguei na mão dela e fomos correndo até um restaurante de ramen. Chegando lá, preparei uma cadeira para ela. Grande coisa.
— Obrigada... — ela se sentou.
O atendente veio até nós, pedi dois ramens.
Ficamos conversando até nossos pedidos chegarem. No momento, dois ninjas da vila da nuvem ficavam nos observando. Acho que precisamente, me observando. Será que só da homem me olhando nessa vila?
Finalmente os pratos chegaram. Eu comia calmamente, queria ver o que aqueles dois retardados iriam fazer. Ela comia e puxava algum assunto. Eu apenas concordava.
Quando os ramens acabaram, eu já estava sem paciência. Aqueles dois retardados ainda me olhavam. Já chega.
— EI VOCÊS! — todos me olharam. Daiki já sabia do que se tratava. Que menina observadora. — QUAL É A DE VOCÊS?
Eles começaram a rir e sacaram suas kunais. Puft. Amadores. Me dirigi lentamente até eles.
— Rody-kun... espere
— Acalme-se Daiki... isso não irá durar apenas um segundo... — fechei meus olhos e depois arregalei eles encarando a ambos. Estava com o sharingan. Nível 2.
Fiz os sinais com as mãos e criei três clones da sombra. Os dois avançaram e combatarem aquelas dois fracassados.
O primeiro clone, apelou para o taijutsu e lançou o shinobi da nuvem literalmente para as nuvens com um enorme chute no queixo. Quando o corpo daquele pobre coitado voltou, se impactou contra o solo. Meu clone se desfez.
O segundo clone, estava apanhando. Hm... aquele outro prometia ser difícil. Aquele clone estava dando conta. Olhei para o primeiro e ele veio ao meu lado. O terceiro também. Estiquei meus palmos para a frente e o clone se desfez.
O shinobi da nuvem não entendeu nada. Assim, concentraram uma grande quantidade de chackra nas minhas mãos os clones. Era o Chidori. Avancei contra aquele maldito e mirava na barriga dele.
Porém, Daiki utilizou de sua areia como barreira. O Chidori se desfez.
O primeiro e terceiro clone avançaram contra ela. Mas... eu não tinha dado a ordem. Eu olhei para os lados e não via ninguém, somente a população boquiaberta.
> Droga! O que farei?! Aaaah... sim!
— KAGE BUNSHIN! — ao falar isso, foram feito mais dois clones, só que diferente dos demais eram apenas clones com relâmpago em volta. Eles atacaram o primeiro e terceiro clone, que não estava mais sobre meu comando. Foram rapidamente detonados. Assim, os clones de raio se desfizeram. E a barreira, foi paralisada.
Desfiz meu Chidori e recuperava o folego e o chackra. Que droga! O que havia acontecido em tão pouco espaço?!
— Rody-kun... você nunca aprende não é mesmo? — era meu pai. — Estou impressionado com suas novas habilidades.
Ele olhou para o ninja da nuvem que respirava feito um porco para o abate. Depois, olhou para Daiki. Droga... o que ele queria com ela?
— Você deve ser a filha do Gaara... e você, Jikino, acho que.... aprendiz do Killer B. — ele sorriu e disse: Sejam bem vindos.
— Obrigada.... Sasuke-sama.
— ... — o outro ninja ainda estava paralisado. Abaixou sua cabeça e agradaçou a Daiki.
— Tudo bem... — ela respondeu para ele, que maldito. Ele não tem coragem de falar alto não? — Adeus, Rody-kun... — ela saiu acompanhada ao lado dele
— Então você está tentando impressionar a filha do Gaara? Que peninha, meu garotão. — ele começou a rir acompanhado de toda a população.
Kakashi-sensei apareceu no meio da multidão, veio até onde eu estava e me pegou pelo braço. Sem falar nada a eles, saltou comigo e me guiou até um local qualquer. No meio do percurso ele diz:
— Acho que entendi tudo! O jeito que seu pai te trata! Tudo! Rody-kun, você será alguém renovado. Eu lhe prometo.
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