Konoha High School
6 "Sentimentos confusos" Um beijo no Onibus
Notas iniciais
O tempo havia praticamente parado para mim, e senti como se todos os meus sentimentos estivessem sendo esmagados contra meu peito, ficamos nós três parados, o silencio era tão profundo que em certo momento não pude escutar o som de minha própria respiração, até mesmo os pássaros a nossa volta pareciam ter perdido o canto.
–-Naruto-kun, Hinata-chan---
O silencio fora quebrado por Kyubi, que saia do banco traseiro do porsche prateado, ela agitava a mão e logo em seguida começava correr para onde nós três estávamos.
–--Sasuke-kun queria saber onde vocês estavam, ele parecia preocupado com você Hinata...---
Eu a ignorei.
–-Então Naruto? Você pode por favor parar de abraçar a minha noiva—Respondeu Sasuke friamente.
–-Sua... su...a noiva... Hinata... e sua noiva?---
Senti Hinata se afastando de mim, ela tinha lagrimas nos olhos, estava emocionalmente fragilizada, e naquele momento eu sentia como se estivesse segurando um frágil e fino objeto de porcelana.
–--È... verdade... Hinata? Você... estava me enganando todo esse tempo?---
–-Naruto... o que eu tinha para contar... é que isso... é....---
–--Hinata, sua irmã e minha mãe estão nos esperando para almoçar, sera que já se esqueceu delas duas?---
Hinata tremeu, Sasuke apenas olhou para ela com indignação, e eu, comecei a perceber o que estava acontecendo.
–--Entendo... agora compreendi tudo... você estava apenas se divertindo com meus sentimentos--- falei de forma arrastada, podia sentir o nó se formar em minha garganta seca.
–--Naruto...eu...Naruto... eu...---
Ela virou os olhos cheios de lagrimas, e fechou as mãos sobre si, porem Sasuke a puxou para perto dele, e olhou para mim com um sorriso cínico.
–--Entendeu agora Naruto, Hinata pertence a mim, não é Hinata Hyuuga----
Eu esperei sua resposta, queria ouvir de seus lábios a verdade, porem o que recebi em troca foi apenas o silencio que devastou minha alma e minha mente, já não aguentando mais aquilo comecei a me afastar passo a passo dela, até que virei minhas costas, não ouvi o que Sasuke conversou com ela, e sinceramente, não queria saber, apenas ouvi quando o motor do porshe prateado acelerou e escutei o som dos pneus do carro patinarem sobre o asfalto e desaparecer por uma das esquinas.
Na segunda feira, minha mãe não precisou me despertar, não havia conseguido pregar o sono a noite toda, e apenas fiquei esperando que minha mãe me chamasse para tomar o café da manha, que infelizmente naquele momento não tinha sabor de absolutamente nada, estava triste e magoado com que havia acontecido, mas não podia fazer nada, havia me decidido que o melhor caminho era me afastar de Hinata e pedir a Deus que o fizesse ela desaparecer de meu coração.
Peguei minha maleta escolar, e apenas sai de casa sem dizer qualquer palavra, por sorte, meus pais não haviam feito perguntas sobre o que acontecera, mesmo sabendo que os dois já sabiam o que estava acontecendo, pareceu um milagre inexplicável, o ônibus estava praticamente vazio, Hinata não havia aparecido, talvez porque agora estava andando de porshe para a escola com seu maldito noivinho, o ônibus parou em mais um dos pontos, foi quando vi lentamente a jovem de cabelos laranjas subindo para dentro do ônibus era Kyubi.
–--Bom dia---- Sorriu ela.
–-Vá para o inferno...--- respondi para ela enquanto revirei meus olhos a procura de alguma coisa útil para se ver pela janela, qualquer coisa que pudesse me livrar da tentação de socar a cara daquela garota, realmente não era um bom dia para me atormentar e me sentiria muito mal se meus pais fossem forçados a ir para a delegacia me buscar ao saber que eu espanquei uma garota e a enviei para a U.T.I (unidade de tratamento intensivo) ,bem, se eu fizesse isso, minha mãe iria me enviar para o inferno, maldito orgulho feminino, eu não podia brigar com garotas, mas elas podiam me atormentar até a morte.
–-Ei calma ai rapaz, não sou eu que fiz você se apaixonar pela Hinata não, por favor, não jogue a culpa de seus problemas em cima de mim, além disso, vamos ser sinceros, entre você e o ricaço do Sasuke quem você escolheria?---
Eu tremi minha mão sobre o banco velho, mneu orgulho estava ferido, e minha raiva aumentando.
–-Nunca tive tanta vontade de bater em uma mulher quanto tenho de bater em você kiube—respondi vorazmente.
–--humm, você ta realmente nervosinho não é? Mas a culpa não é minha, eu disse para você se preparar de quisesse permanecer ao lado dela.---
–---COMO VOCÊ ACHA QUE EU ME PREPARARIA PARA AQUILO? ---- havia perdido a pouca paciência que tinha, me levantei e olhei para ela em fúria.
–--Você acha mesmo que descontando sua fúria em mim ira se sentir melhor? Se quiser pode começar a descontar, sabia que eu posso ser uma masoquista?--- disse ela em tom irônico apesar de parecer haver certa verdade por de tras de suas palavras o que me deixou de certa forma confuso com suas palavras.
–--Kyubi, porque você gosta de infernizar minha vida mesmo quando ela já esta um perfeito inferno?--- Perguntei.
Ela se aproximou como um felino, apesar de tudo ela era linda, fazia jus ao apelido de deusa do verão, ou pelo menos era dessa forma que os caras de minha escola a chamava, ela caminhou e eu recuei até o ponto dela me forçar a sentar, e a me olhar com aqueles olhos cheios de maldades, porem, me senti preso, não consegui me mover ela se aproximou de meu rosto e me beijou de forma sensual, o ônibus fez mais uma parada, e escutei o som de passos subindo os degraus ela estava ofegante tudo estava acontecendo simultaneamente.
–-Naruto-kun eu precisa...va... conversar... com vo...cê.--- Hinata estava pálida e seus olhos cheios de lagrimas, então sem dizer mais uma palavra ela se virou e sentou-se no banco da frente, sabia que ela estava chorando.
–--Porque... eu quero fazer da sua vida um inferno... N-a-r-u-t-o.-.k-u-n.--- Ela sorriu e se distanciou de forma calma e silenciosa até Hinata, sentando-se ao seu lado de Hinata e voltando a tagarelar feito uma matraca velha, apesar de saber que Hinata não estava dando qualquer atenção para o que ela dizia, e infelizmente, eu simplesmente voltei meu olhar pela janela do onibus, kiube era uma garota estranha, e havia acabado de perceber o quanto ela me detestava, então outras perguntas surgiram em minha mente, porque ela queria fazer da minha vida um inferno?
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