Konoha High School

1 Capítulo 1 Quase um beijo


Aquele sonho novamente, já havia passado cerca de duas semanas desde que tinha escutado aquela misteriosa cantora no pátio da minha escola, porem, infelizmente nunca havia conseguido descobrir de quem era, mas aquela voz ficou tão marcada em minha mente, que não consegui parar de pensar e imaginar na probabilidade de encontrar a garota que cantava aquela canção doce, porem triste.

–-Naruto, levante-se, você esta atrasado para ir para a escola--- Gritou sua mãe Kushina do andar de baixo.

–-Já vou---

Droga minha mãe deve ter algum problema, quem é que levanta seu filho às cinco e meia da manha para se arrumar as aulas aqui Konoha no Gakuen eram bem simples e tranquilas, e eu sabia que se se acorda às seis e meia poderia facilmente subir pela colina até o ponto de ônibus e chegar à escola sem qualquer dificuldade, porem, não era isso que minha mãe pensava, para ela, eu era um rapaz que precisava despertar cedo para chegar à sala de aula “vivo” para prestar atenção no que os professores diziam.

--Naruto, se você não se levantar, eu vou subir até ai... E você não quer saber o que ira acontecer com você se eu precisar ir até ai--- falou Kushina ameaçadoramente.

Sem qualquer animo, eu me levantei dos cobertores, estava bastante frio, podia ver a neve descer pela janela e se acumular na janela de meu quarto, apesar de ser inverno, aquele dia estava realmente frio, e tremi ao sentir o frio gelado do quarto invadir o meu corpo e fazer minhas bochechas corar.

–--Vamos lá dattebayo, mais um dia para enfrentar. ----

Mesmo assim, foi realmente difícil ver que a cama estava tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de mim, e me sentia cada vez mais triste ao perceber que sem notar havia pegado meu uniforme e me trocado.

–--Naruto, já esta pronto... Se você não chegar a cinco minutos aqui em baixo eu vou subir... E você vai saber por que me chamavam de... ---

Um frio subiu por minha espinha, sabia muito bem o que minha mãe podia fazer caso não se desce, e, portanto, imediatamente, pus a correr pelo corredor até chegar à escada de madeira perder o equilíbrio, a única coisa em que pensei, foi em fechar os olhos e esperar a queda iminente, mas nesse momento senti meu braço sendo segurado por alguém após finalmente manter o equilíbrio sobre as pernas, abri os olhos, e lá estava meu pai, vestido com seu típico terno preto, uma maleta com as insígnias do seu nome e um sorriso nos lábios.

–-Calma filho, de esse jeito você ira morrer antes mesmo de sua mãe te matar---.

–--Não dirá isso de forma tão calma... --- Murmurou Naruto desanimadamente para seu pai.

–--E então, já vai para a escola? Ainda esta cedo não acha?---

–--Fale isso para sua esposa... Todos os dias acordando antes do sol nascer, e ainda ser ameaçado de morte a cada instante... Ela realmente é assustadora, me diga pai, como o senhor decidiu se casar com ela?----

–--A isso, é como posso dizer... --- ele parou por alguns instantes e coçou o queixo. ---Não existe resposta, apenas me apaixonei pela pimenta ardente da cidade...--- murmurou ele.

–-Naruto e Minato... O café da manha esta na mesa... E... Já... Esta... Esfriando---

Eu me virei assustado, minha mãe parece ter simplesmente surgido do nada, para mim, ela estava bem de pé a minha frente, com um olhar ameaçador, naquele momento, tenho certeza que não só eu mais meu pai se sentiu como uma presa diante de algum insano e faminto, nessas ocasiões, sempre tive a leve impressão de que ela nos atacaria e colocaria nossa carne na sopa.

–-Desculpe amor, mais hoje tenho que me apressar... Devo fazer uma viagem ao lado para uma reunião com o outro prefeito da cidade ao lado, e não posso me atrasar---.

O ar se tornou cada vez mais tenso, ao redor, tive a impressão de que meus medos se tornariam reais, minha mãe abaixou a mão, e foi ai que percebi o baita cutelo que ela segura, dei alguns passos para trás, porem meu pai permanecia parado diante dela com aquele seu usual sorriso gentil.

–--Tudo bem, pode ir amor, de o melhor de você. ---

Eu soltei um suspiro de alivio, apesar de já estar acostumado, aquilo sempre me trazia certo medo, pois de todas as mulheres dessa cidade, minha mãe com certeza era a mais instável.

Depois disso eu desci a escada, junto com meus pais indo diretamente para a cozinha, onde descobri o motivo do cutelo na mão de minha mãe, em cima do balcão da cozinha havia um enorme pedaço de pernil de porco, que ainda não estava completamente cortado, mas não tinha muito tempo para ficar notando essas coisas, eu queria logo sair dali, então, sem qualquer hesitação pequei a torrada que estava em cima da mesa e corri para porta.

–-Até mais tarde mãe—

Antes que ouvisse os gritos de minha mãe exigindo que eu come-se o café da manha como todo adolescente normal fechei a porta e corri até que virasse a esquina para desviar qualquer possibilidade de perseguição de minha mãe.

Ainda estava cedo, e o ar congelante cortava minha respiração como uma faca afiada sobre meus pulmões, depois de andar por cerca de quinze minutos eu cheguei ao ponto de ônibus, mas não estava só, havia uma garota, de longos cabelos laranja amarrado em nove e belas tranças, usava o típico uniforme acinzentado de minha escola com um belo cachecol alaranjado estava com uma caderneta ou diário em suas mãos, porem seus olhos cor de mel não pareciam estar interessados no que estava escrito, ela com certeza tinha a minha idade, já que possuía os colarinhos da camiseta vermelho um típico sinal que representava em que grau o aluno se encontrava.

Desviei meu olhar, não era educado ficar olhando para uma desconhecida, mas senti meu rosto corar, ela era realmente uma moça bastante atraente.

---Porque você não esperou... ---

Conhecia a voz atrás de minhas costas, com certeza era a de Hinata, a filha mais velha dos Hyuugas uma família cercada de mistérios e que estranhamente nasciam com os olhos tão claros que mal se via suas pupilas, porem aquilo não a deixava estranha, ela era um ano mais nova que eu, vivemos na mesma rua desde criança, então posso dizer que somos amigos de infância.

–--Oi Hinata-chan, como você vai---.

–--Naruto-kun... ---Ela corou as bochechas como sempre tímida--- bom dia...----

Franzi o cenho, após perceber que ela olhava seria para a misteriosa garota que mantinha os olhos na leitura.

–--Isso... Isso... ----

A menina sorriu com o canto dos lábios e depois jogou para Hinata, que estava tão corada que poderia facilmente confundi-la com o fundo vermelho do muro em suas costas.

–--è seu diário sim Hinata estava entediada, e ele estava no seu quarto, pedindo para ser lido... Então esse é o naruto... Hum... ----

---Você... Não tem o direito de ler as minhas coisas... ---

Espantei-me, era a primeira vez que via Hinata falar daquela forma, mas compreendia os motivos, segundo minha mãe, o diário de uma garota e como seu coração... Apesar de não compreender bem o que aquelas palavras diziam, mas sabia que algo como um diário era pessoal de mais para ser lido.

–-O que isso, se esta escrito é porque é para ser lido--- murmurou a garota.

–--Não sem minha permissão--- respondeu Hinata.

–-Calma priminha, eu parei na parte em que você sonhou com certo loirinho dos olhos azuis---.

O que? Hinata havia sonhado com algum rapaz? Ele era loiro, tinha que descobrir não que eu fosse curioso, mas, era a Hinata e aquilo era uma surpresa até para mim e mesmo começando a odiar a menina de tranças eu queria que ela contasse logo quem era esse cara.

Hinata apertou as mãos e meneou a cabeça, ela parecia querer desmaiar, porem, antes que caísse ela tomou forças e voltou a fitar a jovem.

–-Ei você... Eu não sei quem é, mas acho que você deve pedir desculpas para Hinata-chan... ---

O que eu estava fazendo? Nem eu mesmo sabia, mas havia percebido que se não fizesse algo teria que levar Hinata até a sua casa, já que ela parecia cada vez mais fraca e a ponto de quase desmaiar, nunca suportei que fizessem mal a ela.

–-Hum. Quem é você?--- perguntou a jovem enquanto brincava com os cabelos trançados.

–--Meu nome é Uzumaki Naruto?---

Eu percebi que em seu rosto surgiu um sorriso de escarnio.

–--Então você é o Uzumaki que tanto ouvi falar... --- Ela novamente fitou Hinata.

–--Então que tal ser educada e me dizer seu nome?---

–-Hum... ---

O som do ônibus se aproximando fez com que a tensão fosse quebrada, e quando dei por mim a misteriosa garota estava subindo sobre suas escadas, sem dizer qualquer palavra.

Hinata tocou levemente em meu ombro, ela permanecia ruborizada, e suas mãos tremiam.

–-Naruto-kun, deixa para lá, estou acostumada com as brincadeiras de minha prima... ---

Eu fiquei um instante atordoado, era uma surpresa da qual, não esperava, aquela garota era prima de Hinata? Eram tão diferentes que não se não fosse Hinata contando eu tenho certeza de que não acreditaria.

Subi alguns degraus e segurei Hinata pela mão já que a mesma quase havia caído no degrau escorregadio, a puxei para perto de mim, o ônibus apesar da hora estava cheio, e, portanto mal dava para se movimentar, ficamos assim um de frente com o outro a poucos centímetros de seu rosto, o que me fez corar, podia sentir o cheiro de flores sobre sua pele, era com certeza o perfume de Hinata, eu senti meu peito bater acelerado, algo não estava certo, Hinata era uma amiga de infância, mas o que era aquele sentimento estranho que começou a fazer meu coração acelerar percebi que ela também estava sentindo a mesma coisa, pois a cada segundo nós nos aproximávamos cada vez mais até que eu percebi que algo inevitável estava para acontecer, ela fechou os olhos, e eu fiz a mesma coisa, aquele clima parecia nos acorrentar e fazer nossos lábios se moverem sozinhos.

“Poft”

Por Deus, o que foi aquilo, senti que meu corpo foi empurrado para longe do de Hinata, algo havia entrado entre nós dois bem no momento em que eu iria...

–--O me desculpe Uzumaki, é que percebi que seu rosto estava vermelho e achei que você estava passando mal---.

Era aquela maldita garota, ela estava se divertindo com tudo aquilo seus olhos diziam isso.


–---A não foi nada, o ônibus esta cheio e acho que acabei ficando um pouco tonto---.


–-- Olha, não é que a Hinata parece da mesma forma---.

Hinata estava tão com vergonha, sabia disso porque o rubor em seu rosto me dizia, e antes que pudesse perceber ela desviou o rosto e ignorou completamente qualquer assunto que aquela garota irritante trouxe, e antes que pudesse dizer algo à porta do ônibus se abriu em frente à escola, onde Hinata simplesmente desapareceu seguida da misteriosa garota de cabelos laranja amarradas em nove tranças longas.