Konoha
21 レッスン
Notas iniciais
Capítulo 21
レッスン
Lição
Soltando uma forte respiração, jogou o documento que lia sobre a mesa repleta de papéis. Embora estivesse completamente ocupado, Gaara não podia ignorá-la — ainda que tentasse.
Olhou para a criatura mais linda e geniosa que já conheceu, reparando nos cabelos que outrora sempre estava preso numa trança, agora, caia pela cintura em camadas douradas.
Havia um brilho desafiador nos olhos azuis e o fato dela estar dentro de um vestido bastante feminino, só podia dizer uma coisa: — Ino queria alguma coisa.
Dito e feito.
Começou a andar em sua direção, movimentando os quadris com graciosidade e sentou-se em seu colo, passando as mãos por volta de seu pescoço.
— Quando vai deixar de trabalhar e dar alguma atenção à mim, heim?
— Acho que faço parecer que governar uma cidade, seja algo fácil. — respondeu com sarcasmo. Não podia entrar no mundinho de amor que Ino construía em sua mente voada, tinha responsabilidades demais para ficar a toa.
— Gaara... Sei muito bem que tudo isso ficou uma bagunça enquanto esteve ausente por conta da doença. Mas quando estava de cama, fiquei ao seu lado o tempo todo e ranquei dos teus lábios uma promessa que venho cobrar... — disse intimando-o, o que era no mínimo, muito engraçado. Os mais fortes e bem treinados ninjas de Suna, não se atreviam a tratar-lhe com tamanha empáfia.
— Promessa? — Fez-se de desentendido, apertando-a em seu colo. — Devia estar delirando. Tive muita febre...
— Não, não e não Gaara Sabaku! Você prometeu que se saísse daquela maldita cama, colocaria um anel bem aqui! — disse mostrando o dedo anelar. E Gaara rindo roucamente, tomou-lhe a mão para beijar os dedos das mãos delicadas.
— Cumprirei minha promessa Yamanaka... Pretendo ter crianças com estes olhos. — disse beijando-lhe as pálpebras de cílios espessos.
— Mesmo? — perguntou entusiasmada.
— Mesmo. — concordou.
— Ai Gaara. Serei a melhor esposa que imaginaria um dia ter! — disse pulando de seu colo e colocando-se de pé num instante. — tenho de escolher a decoração, o vestido, as comidas... Convencerá sua irmã a vir assistir o casamento, não? — perguntou quase sem caber dentro do próprio corpo.
Ao mencionar a irmã, Temari, o fez lembrar-se do quanto a amava — sua única família.
Não demoraria muito e ela já estaria casada com um ótimo ninja de Konoha, tal como ele estaria casado com Ino.
Cada um tomaria o próprio rumo, ainda assim, pretendia manter sempre o contato. Fazia tempo que não lhe via, e definiu que a pontada no peito pudesse sugerir saudade.
— Sim, poderá ser madrinha junto ao noivo. — disse mecanicamente enquanto Ino dava pulinhos pelo escritório e batia palmas.
— Perfeito! Ai meu amor... É perfeito!— disse ela indo eufórica lhe dar um beijo de alegria, que não demorou muito ao ser interrompido pelas batidas apressadas na porta.
— O que é? — perguntou Gaara impaciente, enquanto Ino se endireitava- recompondo-se.
— Senhor, tem alguém querendo lhe ver...
— Não. Estou muito ocupado agora. — disse sem ao menos deixar o servo lhe dizer do que se tratava.
— Mas senhor...
— Já disse que não. Agora acompanhe minha esposa, ela pretende comprar tecido para o vestido. — disse olhando-a.
Tinha um sorriso lindo e saber que era a causa dele o deixava com o ego inflado.
Ino correu alegre até a saída, virando-se para dar um ultimo olhar agradecido à seu amado, e permitiu-se ser levada junto ao homem que não voltou a questioná-lo.
Assim que ficou sozinho, permitiu-se sorrir. Tinha que admitir, não via a hora de casar-se com Ino, nenhuma outra seria tão qualificada em encarar o seu gênio forte e convencê-lo a fazer coisas que se quer passava por sua cabeça, lembrou-se ao vagar os pensamentos por um piquenique que fizeram no dia anterior.
Mas um bater insistente na porta.
Sua paciência tinha um limite curto.
Antes que pudesse dizer alguma grosseria à seja la quem fosse que perturbava sua concentração nos negócios, a porta foi chutada.
Era Ino novamente. Desta vez com uma lâmina afiada no pescoço e Sasuke Uchiha conduzindo-a.
Fúria. Era o que sentia.
Deu um passo a frente e parou, percebendo que Sasuke Uchiha não estava de brincadeira, e tinha uma fúria à altura da sua nos olhos.
— Devolva a Sakura. Já! — ordenou.
— Não sei do que está falando Uchiha, e é melhor tirar suas mãos dela, antes que eu ranque as tuas quando por as minhas em você! — ameaçou, mas Sasuke apenas deu uma risada debochada e fria.
— É melhor tratar de saber do que estou falando, antes que eu ranque a cabeça dessa moça...
— Ela é minha noiva... Melhor medir suas ameaças...
— Melhor ainda... Assim você deve saber, o que se passa, uma vez que está com a minha noiva também.
— Não estou! Já dei a seu homem a carta de libertação de Sakura. A última coisa que quero é declarar guerra contra Konoha. Tenho uma irmã que vive lá, não faria tal afronta contra sua cidade. — explicou Gaara com toda sinceridade, mas Sasuke não acreditou em uma só palavra... Puxou um pouco mais os cabelos de Ino que gemeu e antes que Gaara perdesse o controle indo atacá-lo um de seus homens entrou apavorado pela porta.
— Senhor... É verdade o que este homem diz. Uma das moradoras viu quando Sakura Haruno entrou no instituto, e com medo que ela fosse matar outra pessoa, veio correndo nos avisar.
Sasuke e Garra trocaram um olhar gélido e significativo.
O Uchiha não entregou Ino, nem mesmo a um de seus ninjas. Queria ter a certeza de que sairia de lá com Sakura, caso contrário Gaara também ficaria sem sua Ino.
Naquela noite haveria o festival anual de Suna, e todos os trabalhadores, inclusive os médicos foram liberados. Mas ao adentrarem o instituto de medicina perceberam que havia pessoas ali.
Gaara entrou primeiro, sem antes deixar de dar mais uma boa olhada em sua Yamanaka e em seguida um olhar de advertência à Sasuke, pra que não cometesse nada do que certamente se arrependeria depois. Pois ele o faria se arrepender, se fizesse algum mal a ela.
Seguiu em frente, indo até o laboratório principal, onde Orochimaru costumava ficar. E la estava ele, aparentemente só. Mas quando adentrou a sala abruptamente, tomou conhecimento de que a Haruno estava realmente lá.
Amordaçada e amarrada com cordas, aos prantos.
Escutou um rosnado atrás de si e então soube que as coisas ficariam perigosas.
...
Deu três toques suaves na porta.
— Entre.
— Mandou me chamar? — perguntou Naruto.
— Sim, por favor, sente-se. — disse Tsunade indicando-lhe a cadeira à sua frente, enquanto girava um frasco em suas mãos. — Sabe Naruto... Um bom ninja, vive aprendendo lições. Muitas vezes o que vemos, não é bem o que de fato o é.
— Sei aonde quer chegar. — disse zangado.
— Que bom querido, assim me poupa o trabalho. Sasuke saiu hoje daqui muito aborrecido, mas me orgulho dele... Porque o real motivo de ter ido, foi para buscar a verdade que está dentro do coração dele. E passou aqui para deixar em minhas mãos este frasco...
— O veneno que ela deixou cair... — completou Naruto.
— Errado. Isto não é um veneno, como bem pude concluir ao perceber a composição química. Sakura queria se estabilizar em Konoha para criar novamente esta fórmula. Criar a cura para o vírus que atingiu Suna. E ela conseguiu. Ela deixou a cura com Sasuke. — explicou incisivamente de forma que Naruto não conseguia contestar... Estava chocado com esta revelação. — Sim meu filho... Você se enganou, e a sua lição de hoje, é que um bom ninja, sabe reconhecer o erro e consertar as coisas.
Não foi mais necessária nenhuma palavra. Naruto levantou-se dali, disposto a fazer o que era certo.
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