Konoha
14 リベルダーデ
Notas iniciais
Desculpem-nos a demora queridos, estamos muito envolvidas com outras escritas, das quais compartilharemos em breve! Mas já estamos editando os próximos capítulos de Konoha *--*
Boa Leitura!
Capítulo 14
リベルダーデ
Liberdade
Mais um tilintar de garfos e Sakura explodiria, naquele silêncio.
Queria muito perguntar a ele sobre a tal missão que Naruto faria indo até Orochimaru, mas estava receosa demais, embora atenta caso a oportunidade se apresentasse.
Sasuke considerava o almoço, jantar ou qualquer outra refeição, realmente a hora de comer e não conversar. Por isso, não se incomodava ou dava chiliques na cadeira como percebera a kunoichi a sua frente fazer.
— Diga de uma vez... — disse monótono ao encarar Sakura que ficou boba com a facilidade que o Uchiha teve para saber que precisava falar. Acaso leu sua mente?
— Aquele ninja no riacho...
— Naruto. Meu precedente... Representa-me quando não posso estar.
— Mandou ele ir até Orochimaru?— perguntou tremendo com a repulsa que sentia de mencionar o nome.
— Sim. Está indo levar um aviso meu. Creio que não irá contestar... Caso contrário irei eu mesmo, sem levar ofertas de paz comigo. — disse num tom tão frio que a fez imaginá-lo decepando a cabeça de Orochimaru, como ele mesmo havia dito que faria. Arrepiou-se. Chega de sangue! Pensava consigo.
— Não quero causar nenhum contrito em suas terras, Sasuke...
— Considere-se moradora permanente de Konoha e acredite quando empenho a palavra, não há quem me contradiga. — afirmou emanando seu forte extinto de proteção, como encobrindo-a num manto de estabilidade.
Moradora permanente...
Ouvir a garantia daquele sonho saindo dos lábios de Sasuke, derretia todos os seus tormentos, sentia o coração bater rapidamente.
Lembrou-se do beijo e toques molhados no riacho e sentira-se estremecer, desta vez não era de medo ou repulsa e temeu que Sasuke pudesse saber no que pensava neste momento também.
— Terminou?— perguntou Sasuke olhando sua comida quase intocada enquanto o próprio prato estava completamente vazio.
— Sim. Tenho que ir até Tsunade... Muitos prontuários me esperam.
Sasuke concordou com um mínimo gesto de cabeça, que seria imperceptível se Sakura não estivesse sempre tão atenta a gravar cada detalhe de suas expressões. Sentia-se meio paranóica por sua obsessão contida com aquele homem que ocupava seus pensamentos.
Ao chegarem ao hospital de Konoha, Tsunade veio ao encontro dos dois observando com a cautela de seus olhos experientes, a maneira como os dois pareciam ligados, e com a mesma perspicácia disfarçou pra que ambos não percebessem a pulguinha que lhe saltava a orelha.
— Sakura, vista seu avental, os prontuários estão em minha mesa, dê prioridade às crianças que não passam bem em seguida os ninjas. Sasuke, vista-se, pegue suas armas e vá de uma vez preparar seu esquadrão, não sei que espécie de almoço tão demorado que é este seu... Acaso esqueceu-se das obrigações?— perguntou como um sargento ao ditar as ordens para os dois.
Sasuke odiava receber ordens, mas odiava mais ainda ser golpeado pela verdade que saíra dos lábios daquela mulher... Sasuke estava atrasado, isso jamais acontecia! Ele era sempre o primeiro a dar um severo sermão àqueles que não chegavam no horário estabelecido por ele, e agora estava ali... Sem argumentos plausíveis... Diria o quê?
Que se atrasou porque precisava esperar sua jovem médica se embrenhar no mato e banhar-se num riacho como uma criança feliz? Ou a parte em que ele preocupado atirou-se água adentro para salvá-la de uma simulação de afogamento enquanto ela respingava-lhe água na cara? Talvez a parte em que ele não teve controle sobre o próprio corpo e agarrou-a como um animal faminto sendo pego por seu parceiro de equipe?
Droga! Sentia-se idiota... Desde quando se dera o luxo de ficar papeando durante a refeição? Dando explicações de quaisquer tipo. Desde quando dispensa vinte de seus melhores homens para fazer a segurança ao longe de uma mulher?
Pois era exatamente isso. E embora sentisse falta de quando seus pensamentos não eram povoados por cabelos róseos, simplesmente gostava de proteger aquela mulher, gostava de ver o alívio que se apossava daqueles olhos verdes quando ele se aproximava. Pensava no quanto Sakura já sofrera na vida, sendo ameaçada perseguida, fugindo de cidade em cidade procurando por paz...
Não tinha como se arrepender do que fazia, porque simplesmente gostava. Satisfazia-lhe a alma e trazia a paz interna que não conseguia nem mesmo ao cuidar de Konoha.
— Vai sair em missão?— perguntou Sakura ao inconscientemente abraçar os próprios braços, como se de repente sentisse frio em pleno sol escaldante.
— Poucos dias. Logo estarei de volta. — assegurou-lhe, e trocou um olhar cúmplice com Tsunade, que entendera bem de que significava muitos ninjas capazes cercando o hospital neste exato momento.
Sasuke sairia em missão e por isso teve de mandar Naruto ir até Orochimaru.
Poderia haver muitos ninjas guardando-a, mas era impossível afastar a perturbação no peito enquanto Sasuke saia em missão, e Sakura sabia que não o acompanharia, pelo menos não por enquanto, e quanto mais os dias se passavam mais temia pela vida. Não só a própria como pela do líder da ANBU.
Enquanto tratava dos doentes, e mexia com formulações de medicamentos, tentava imaginar como curaria o próprio coração. Sim, porque se achava indigna daquele homem pelo qual palpitava-lhe as emoções. Sasuke merecia alguém de seu próprio povo, alguém que não estivesse fugida, sendo ameaçada, perseguida... Alguém que não lhe desse o trabalho que ela o dava, alguém que lhe pudesse fazer feliz e assim, por mais que doesse também estaria feliz.
Sasuke passara dois dias a mais fora de Konoha do que havia sido previsto, e o fato dele ter ido a esta missão significava que era de nível bastante elevado, por isso a jovem médica não acertava nem mesmo guardar os fracos de remédios em seus devidos lugares, isso quando não atrapalhava-se e levava todos ao chão. Teria acontecido algo com ele?
Não!
O coração protestava enquanto tentava organizar sua mesa dentro do próprio consultório, quando novamente ia derrubando algo que foi prontamente impedido de cair.
Quando se virou a fim de dizer qualquer coisa sentiu-se fortemente abraçada. Ah... Como sentia falta dele, queria apalpá-lo a fim de fazer uma busca por qualquer tipo de ferimento, mas se deteve naquele olhar. Sasuke havia segurado seu rosto com ambas as mãos. Sentiu um calor derreter-lhe por dentro, enquanto o corpo de Sasuke lhe fazia derreter por fora também.
Sem titubear seus lábios ferozes pressionaram os de Sakura. Pareciam partilhar das mesmas sensações enquanto beijavam-se. A língua dele em sua boca, numa caricia ávida era como se tivesse fome e desespero, lhe levava a outra dimensão.
Perseguição, perigo, fuga... Todo o resto simplesmente deixava de existir pelo simples fato dele estar ali, abraçando seu corpo, beijando sua boca e fazendo seu coração bater ainda mais forte, algo que pensava não ser possível de acontecer.
Ofegante, acariciou com ternura o rosto de Sasuke que a olhava profundamente.
— Interrompo?— perguntou Tsunade encarando os dois com um semblante apático. O que não combinava em nada com a sensação entusiasta dentro de si por flagrar os dois naquela cena. Fora o sentimento de vitória por confirmar suas suspeitas... Estes dois se apaixonaram bem debaixo de suas fuças!
Sakura sem jeito empurrou o peitoral de Sasuke e ajeitou seu jaleco, passando uma das mãos pelo cabelo que estava preso em um rabo de cavalo. Chegou a abrir a boca, mas não tinha ou simplesmente não conseguia dizer uma mísera palavra. O que diria a sua mentora?
Que era uma medicazinha de quinta que não consegue ser profissional? Que se atira nos braços do líder da ANBU dentro de seu consultório? Ou que além de se refugiar em Konoha e perturbar a paz, ainda quer para si o homem que a protege por bondade?
— Com licença... — Chamou Naruto aparecendo à porta com suas vestes civis. Os três lhe olharam esperando pelo que tinha a dizer, mas ele apenas olhou dentro dos olhos de Sakura em seguida passando sua visão para Sasuke que ficou impaciente com a demora.
— E então?— perguntou Sasuke.
— Podemos falar a sós?— perguntou Naruto à ele.
— E então?— Tsunade repetiu a pergunta de Sasuke, como uma ordem expressa de que o que tivesse de ser dito, seria feito ali mesmo. — Não vejo motivo para particularidades, somos os principais interessados, Naruto. — completou a Hokage.
Naruto respirou profundamente, ainda hesitante e concordou em falar.
— Estive com Orochimaru, levei tua mensagem.
— E? — perguntou Sasuke mais uma vez irritado.
— E ele entendeu bem o recado, aqui está o documento que a deixa livre de qualquer obrigação de serviços para com Suna. — disse Naruto entregando o documento ao Sasuke.
— Não! — interveio Sakura. — Eu ainda preciso cuidar do povo, preciso prestar serviços médicos a eles. — Sakura explicou com crescente desespero.
— Não é possível. Você foi liberta do domínio daquele governo, então não têm mais quaisquer direito de contestar as leis daquele lugar...
— Está brincando? Não posso ser negligente enquanto as pessoas morrem!
— As pessoas estão bem senhorita Haruno, após sua fuga, Orochimaru fez com que a indústria farmacêutica distribuísse o tratamento à todos, até mesmo aos menos favorecidos. — Naruto explicou com um contido tom de implicância. Sakura piscou algumas vezes sem acreditar no que estava ouvindo.
— Quem... Quem lhe garantiu isto? Não pode ter simplesmente acreditado em Orochimaru!— contestou.
— Gaara Sabaku me garantiu isto. — o loiro respondeu firmemente.
Sakura prendeu a respiração. Não pode disfarçar a surpresa daquela declaração.
— Ga-Gaara? — perguntou tentando certificar-se que não estava ficando completamente louca.
— Sim. Ele voltou a governar Suna, garantiu que o vírus cessou e que está livre de seus domínios.
Sakura não esperava por isso. Gaara era um homem bom, mas há muito havia sido influenciado por Orochimaru, certa vez ele o salvara a vida e por isso tornou-se seu homem de confiança. Se Orochimaru era contra ela, então Gaara também era! Mas este documento nas mãos de Sasuke significava sua liberdade...
— Ótimo. — concluiu Sasuke. — Está liberado Naruto, seus homens também podem se recolher. — disse ao dobrar o documento e guardando consigo.
Naruto assentiu e se retirou. Tsunade olhou para aqueles dois... Não era de dar mole pra ninguém, mas estava feliz por Sakura finalmente se ver livre das perseguições de Suna, oficialmente. E ainda mais feliz pelo evidente casal que estava se formando, então decidiu bancar a boazinha uma vez na vida...
— Foi bom ter voltado Uchiha, Sakura não acertava mais um antibiótico! Por hoje está liberada... Eu assumo daqui... — disse bem séria. A rosada percebeu que era um consentimento para matar a saudades do Uchiha e uma alegria lhe inundou, correu em direção a Hokage dando-lhe um beijo estalado na bochecha. — E trate de ir logo antes que eu mude de idéia! — disse ao sair do consultório.
Assim que a porta se fechou, Sasuke se viu abraçado pela rosada que chorava em seu peito.
— Obrigada, Sasuke... Por tudo, obrigada... — dizia ela com a voz embargada de emoção. Sasuke agarrou-lhe o rosto passando o polegar em sua bochecha a fim de afastar as lágrimas que caiam daqueles olhos brilhantes, e sem nenhuma palavra segurou sua mão saindo de uma vez daquele hospital.
Notas finais
Deixem um review *--*
Bjs***
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