Koiwazurai
11 Capítulo X
Notas iniciais
Tão cedo por aqui em uma tarde de segunda feira. Pois é meus amores, o ritmo está seguindo tranquilo agora. Estou mais calma e feliz...
E o ENEM? Tudo bem? Que tema de redação sem noção foi aqueele?
HAHA'
Enfim, MUITO obrigada como sempre por todos os reviews lindos de vocês, todos especiais e uma observação importante: eu não coloco nenhum tipo de droga viciante e nem nada do gênero aqui, ok? HAHA, não quero ser presa por acharem isso!
Ok, esperava uma recomendação, até pensei em dar um prêmio, mas isso seria compra, prefiro espontânea mesmo!
Minha lindas, espero que você apreciem, se sim ou se não deixem um review para eu saber, obrigada mais uma vez e aproveitem esse clima calmo antes de ele piorar!
Beijão. Boa leitura.
Estamos voltando para casa, Sasuke dirige calmamente, ora olhando a estrada, ora olhando discretamente para mim. Eu analisava a minha nova dieta rica em fibras, pensei irônica. Ele me obrigaria a comer até eu sair voando como um balão. Controlador estúpido.
- Vai me levar para casa?
- Agora você quer ir para casa? E a declaração amorosa de mais cedo? Acabou?
- Não diminua meus sentimentos Sasuke.
- Você é toda diminuta Sakura.
- Engraçado que você insiste em comer a diminuta aqui, né?
Ele não respondeu.
- Vou te levar em casa para pegar algumas coisas e voltamos ao meu apartamento, entendeu?
- Lá eu tenho certeza de que não vai fazer nenhuma besteira – falou mais para si mesmo do que para mim.
- Se eu entrar em casa, não vou mais sair!- Não me desafie Sakura.- Onde enfiou meus remédios?
- Nunca mais vai vê-los flor.
- Idiota!
- Posso parar na sua casa ou vai dar ataques?
- Medo de eu não voltar, Sasuke?
Ele riu com ironia.
- Você está em minhas mãos Sakura...Sabia daquilo.
- Repetindo o que disse: Posso parar na sua casa sem ataques?
- Sim droga, preciso de calcinhas!
- Ou não querida... – riu mais um pouco. Corei.
Sasuke parou no portão da minha casa.
- 10 minutos. Senão eu vou entrar e te pegar como estiver.
- Controlador idiota. – sussurrei para mim mesma.
Desço do carro, entro em casa correndo para meu quarto, abro meu guarda roupa e pego meu uniforme, todo meu material escolar e de trabalho, umas roupas íntimas, roupas, agasalhos, material de beleza e higiene. Enfio tudo na minha mochila laranja. Na pressa de sair, puxo minha mochila que esbarra no porta retrato da minha cabeceira e o leva direto ao chão. A foto da minha mãe agora jazia ao redor de cacos de vidro, as lágrimas saíram espontaneamente. Tudo bem, não era motivo para chorar, mas, ultimamente, estava sobre constantes provas emocionais e isso foi o grande estopim da situação, lágrimas viraram soluços desesperados rapidamente. Larguei-me no chão do quarto e fiquei, estilo foda-se o mundo.
Percebi a presença de Sasuke algum tempo depois, já havia cessado o choro, me restou soluços.
- Olha o que me fez fazer? – culpei-o.
Ele abaixa e pega a foto em meio aos vidros quebrados, me puxa para seu colo, enterro a cabeça em seu ombro, ele não diz nada, pega minha mochila da minha mão e a pendura em seu braço.
- Meu edredom, quero meu edredom! – havia virado uma criança.
Ele não discutiu, pegou meu edredom e o jogou por cima de mim e foi andando de volta para seu carro preto lustroso, me acomodou no banco carona com meu edredom de retalhos e jogou minha mochila no banco de trás.Continuou sem dizer nada, deu partida no carro e dirigiu tranquilamente pelas ruas relativamente agitadas de Tóquio, comum em uma tarde de segunda feira, observei fungando. Demorei a ver que não estávamos indo para o apartamento dele.
- Aonde você vai?
- Relaxar Sakura ou, pelo menos, tentar.
Duraram uns quarenta minutos para ver onde estávamos indo. Era a praia de Enoshima. Ah, linda como sempre. A primeira vez que fui ali foi com ele mesmo. Amava aquele lugar.
Suspirei. Saí do carro assim que ele estacionou, com meu edredom mesmo ao meu redor.Ele envolveu os braços ao na minha cintura.
- Está muito fofa com esse cobertor. – Corei. Ele sorriu.
– Vamos caminhar.
Abraçados descemos até a areia escura da praia e caminhamos, ainda abraçados, contra o vento, cabelos no rosto, roupas voando, libertador. Paramos no deque e sentamos, olhando o mar calmo.- Você podia dividir seu edredom comigo, hein...
Abri espaço no meu cobertor para ele que entrou de bom grado.
- Ele tem seu cheiro, bem doce, feminino.
- É meu desde que sou pequenininha. Seu nome é Cassi. Saya que costurou para mim.
Cada retalho tem sua história.
Ele olha para mim compenetrado. Não falamos mais nada por um bom tempo, o lugar fazia sua própria mágica, o silêncio era confortável, olhava de relance para Sasuke de vez em quando, seu perfil forte e lindo demostrava que ele atormentado, perdido até. Parecia que havíamos envelhecido uns cinco anos, aparentava estar muito longe à época em que jazíamos felizes por qualquer toque ou beijo ao invés de alguns meses.
Será que eu já não conhecia tão bem esse homem que é parte tão constante e permanente da minha vida?
- Bem- bateu em seus joelhos. — Vamos comer algo.
Levantei com ele e voltamos pelo mesmo caminho, abraçados ao redor do cobertor. Infelizmente chegamos rápido ao carro. Sorri quando ele abriu a porta para mim.
- Comida italiana? – perguntou quando deu partida no carro.
- Pode ser.
Ele dirigiu até um restaurante de família, calmo e aconchegante. Entramos e fomos direcionados para uma mesa de canto pelo metre. Sasuke pediu por nós dois. Spaghetti com leve molho marinara e pediu um bom vinho, como sempre. Quinta da Gricha Vintage.
- Não quis trazer seu cobertor? – comentou enquanto esperávamos a comida.
- Podiam me achar estranha. – ele riu.
- Você está com frio?
- Não, fome.
- Já deve estar chegando.
Mas um olhar frio em direção ao metre que indicava que a comida já havia demorado demais. O poder de um Uchiha e cinco minutos depois chegou nosso pedido que estava com uma aparência apetitosa. Sasuke serviu o vinho com elegância.
- Um brinde- propôs.
- À que?
— Ao bom estado de espírito. De acordo?
- De acordo.
Ergui a taça em direção à sua e titilamos os cristais. Comemos com calma e tranquilos, interrompidos apenas pelo som do celular dele que começou a vibrar.
- Posso escolher uma sobremesa? — perguntei apontando para vitrine de doces e ele assentiu levemente.
Levantei e caminhei tranquila até os doces, percebendo que, de fato, aquele vestido estava muito largo , só meu peito que não diminuia, sempre tive seios fartos, incomodava. Colei o nariz no vidro da vitrine e me senti uma boba por estar me sentindo bem, naquele lugar, com ele.
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