Koiwazurai
6 Capítulo V
Notas iniciais
Bem como já havia dito, minhas aulas começaram e a rotina complica, pois entro muito cedo e saio muito tarde, mas já peguei meu ritmo.
Outra coisa, gente, estou com muita vontade de fazer um capítulo POV Sasuke, mas não vou fazer isso agora, por que não é o tempo, não quero desfocar a história, mas queria esclarecer que Sasuke não é nenhum babaca manipulável, as provas são fortes e aposto que ele sofreu bastante também.
E minhas flores, muito obrigada mesmo pelos REVIEWS lindos de vocês, me deixam feliz, Ah e claro, a primeira Recomendação da minha fic me deixou extremamente feliz, sem palavras!
Boa leitura!
O caminho até minha casa dois silencioso, nenhum dos dois se prontificou, apenas continuávamos presos no casulo de nossos pensamentos e os meus estavam muito confusos, minha cabeça já latejava de tanto tentar entender tudo que aconteceu em pouco espaço de tempo.
A única coisa que eu tinha certeza é que a proporção do ato era gigantesca. O carro parou na frente da minha casa e Sasuke continuava com as feições estranhas, como se estivesse muito distante dali.
— Até logo Sakura – ele nem mesmo me olhou.
— Não se depender de mim. – ele olhou-me.
— Se você ainda não percebeu, essa história não é brincadeira.
— Lógico que não. É papo de maluco.
Ele segurou meu braço e apertou com força, seus olhos se fixaram nos meus e, sem eu perceber, a mão dele foi até minha intimidade, acariciando em círculos por cima do jeans, me sobressaltei, assustada e já excitada, remexendo os quadris e ele aprofundou a carícia.
- O- o que... O-o que é... Isso? – suspirei.
— Uma demonstração.
Ele solto meu braço e segurou meu seio, apertando o mamilo com força, gemi, já perdendo a linha do raciocínio e deixando minha cabeça cair em seu ombro.
— M-mais... – pedi.
— Agora não. – ele parou a carícias ousadas. – Viu como você é minha?
— Não sou sua – disse sem convicção, estava frustrada e com raiva da minha fraqueza, como meia dúzia de esforço da parte dele, eu ficava toda molhada.
— Vamos ver.
Saí do carro e bati a porta com força, não olhei para trás, minhas mãos tremiam quando peguei a chave da porta e depois de certo esforço, finalmente entrei e no hall da minha casa, encostada na porta, soltei todo o ar que estava prendendo sem perceber.
Ordenei meu movimento respiratório e fui para cozinha procurar algo para comer, peguei torradas e feijão enlatado. Comi em pé mesmo olhando para despensa que estava muito vazia, precisava comprar comida e precisava também de dinheiro e como se eu já não tivesse problemas suficientes, ainda apareceu Sasuke e suas acusações.
Eu também tinha que voltar ao trabalho logo, mas meu emprego era totalmente dependente. Era em um estúdio de fotografia e eu era auxiliar, ajudava quando alguém queria um book ou um evento festivo, mas se nada aparecesse, não tinha trabalho e muito menos salário. De qualquer forma eu tinha que ligar para Temari, minha chefa.
Primeiro fui até a caixa de correio ver se a previdência social já havia enviado o dinheiro e se tinha mais contas a pagar e graças aos céus o dinheiro estava lá, junto com a conta de telefone, eu também tinha que pagar a conta de luz para religarem a mesma.
Liguei para Temari e ela me disse que estávamos com sorte por que o número de eventos estava grande, ela me passou o endereço da casa dela para eu passar lá amanhã e pegar a agenda de festas. Agora faltava pagar as contas, peguei tudo que precisava e saí de casa.
Eram quatro quarteirões até a agência de luz e mais três até o telefone e eu ia andando mesmo. Paguei tudo e no caminho de volta esbarrei em uma pessoa que eu não esperava encontrar.
- Sakura- chan!
Era Naruto, um loiro com olhos muito azuis, ele era muito bonito por sinal, mas principalmente muito amigo de Sasuke, amigo de verdade.
- Oi Naruto, tudo certo?
— Tudo certo e você?
— Tudo indo.
— Você e Sasuke, hein? Que chato... Pensei que fossem casar e tudo mais sabe? Se bem que ele é meio carrancudo, difícil de aguentar, mas eu mando nele sabe tipo dono e cachorrinho.
Ok, isso não era verdade e Naruto era muito indiscreto.
- Não era para ser...
— Mas eu não tenho certeza de quê acabou sabe? Acho que ele ainda gosta de você e você dele.
Eu não iria contestar aquilo, da minha parte era verdade, mas sei que de Sasuke só havia rancor e não queria entrar em uma conversa com Naruto sobre meus sentimentos.
— Eu tenho que ir Naruto-kun, preciso fazer umas comprinhas.
A expressão de Naruto mudou um pouco e eu não entendi. Ele sempre foi um doce comigo, carinhoso, engraçado e humilde apesar de ser rico.
— Ah, ok, tá bom então. Tchau Sakura. – cadê o chan?
Andei mais um pouco até o mercado, tentando não pensar na mudança de humor de Naruto, podia ser algo da minha cabeça. Comprei tudo que precisava e voltei rápido para casa, guardei as compras e fui para o meu quarto, me joguei na cama e fiquei olhando o teto. Já havia escurecido e eu nem me dei conta da passagem do tempo, o dia foi cheio.
Eu estava preocupada com essa situação toda relacionada ao meu ex-namorado. Eu definitivamente não faria o que ele quer, ele teria de me apresentar provas concretas e eu tinha certeza que elas não existiam, pois eu era inocente.
Regulei o despertador para mais cedo, queria passar na casa de Temari antes da escola, pois depois ela não estaria mais em casa. Troquei o uniforme por roupas mais confortáveis e deitei na cama de novo, me enroscando no edredom. Fechei os olhos e só acordei com o som estridente do meu alarme.
Sentei na cama me preparando para o banho frio, o dia estava muito frio. Fiz tudo rápido para não me atrasar, peguei meu casaco velho e depois de pronta, peguei minha bolsa e uma maçã para ir comendo no ônibus, a casa de Temari era longe. Acabei soltando no ponto errado e andando demais.
Cara, achei que estava perdida, quando finalmente vi a rua dela, só tinha que atravessar a rua, só que com meu azar, passou um carro em alta velocidade em cima de uma poça de água lamacenta e espirrou tudo em mim, deu vontade de sentar no chão e chorar, me sujei toda, calça, casaco, sapato, só não sujei o uniforme, pois o casaco estava fechado.
Que raiva, isso só acontecia comigo, como ia para escola agora?
Procurei um telefone público, enfiei umas moedas e depois da quarta chamada, Temari atendeu.
- Temari? – minha voz estava chorosa.
— Sakura? Aconteceu algo?
— Ah, um imprevisto, estou toda suja de lama e... E... Não sei, ah...
— Onde você está?
— Perto da sua casa.
— Vêm para cá, te empresto uma roupa, não tem problema.
— Não queria incomodar.
— Vem logo e deixa de palhaçada, mais do quê empregada e chefe, somos amigas.
Desliguei o telefone e fui andando até a rua dela, era uma rua calma e nobre, com árvores de copa grande e mansões e a dela não era diferente, enorme e linda, não sabia que tinha tão boas condições financeiras. Toquei o interfone e tentei arrumar minhas roupas sujas.
— Residência Sabaku no, o que deseja?
— A senhorita Temari, por favor.
— Identifique.
— Haruno Sakura.
— Um minuto senhorita Haruno.
Depois de alguns segundos os portões abriram. Temari me esperava em frente à porta de carvalho da entrada. Ela era uma mulher muito bonita, tinha olhos de um verde muito escuro, cabelos cor de mel e um corpo muito esbelto. Tinha 25 anos.
- Querida! – veio me abraçar, mas parou. – Troca primeiro de a roupa e depois te abraço.
.........................................
Ela me deu uma calça branca e um casaco dourado, muito chamativo e evidentemente caro. Limpei-me no banheiro e vesti as roupas emprestadas.
Saí do banheiro limpando minha bolsa com papel.
Só a suíte do quarto dela era linda, com azulejos brancos de ornamentos azul celeste, uma banheira enorme e uma ducha que prometia uma massagem com a força da água, mas o quarto dela em si era mais lindo ainda. Era todo branco, mas os detalhes eram dourados, a cortina, colcha, moldura de quadros e do espelho. A cama dela era muito grande e closet também.
- Sakura, não sou louca por moda, mas é sacanagem colocar minha jaqueta Gucci com essa mochila laranja e suja.
Fiquei quieta. Ela esculachou minha mochila.
— Aqui, essa bolsa Dior fica perfeita.
— Hããm, Temari? Será que não está muito chamativo para escola?
— Claro que não, estilo é estilo!
— Ok, agora tenho que ir.
Peguei a agenda com ela e fui para escola, estava atrasada, mas com estilo, certo?
........................
Quando cheguei à IEC o sinal já havia batido, corri até minha sala e o professor me encarou com cara de poucos amigos e todo mundo da sala olhou para mim com a cara surpresa, talvez seja a jaqueta dourada.
As aulas passaram rápido e no intervalo eu preferi ficar na sala adiantando exercício e lutando com minha mente para se concentrar no que eu queria e não na conversa que eu pretendia ter com Sasuke no final das aulas.
........................
O sinal de saída tocou e eu peguei a bolsa de Temari e corri para o pátio, acho que fui a primeira a sair de sala. Procurei Sasuke com os olhos e o encontrei conversando com Naruto perto do portão. Corri até lá.
— Sasuke! – ele me olhou de cima a baixo. Aquela calça branca era muito colada. – Quero falar com você.
Ele se despediu de Naruto.
- No meu apartamento.
— Pode ser aqui mesmo.
— Eu já disse que no meu apartamento.
Ele saiu andando em direção ao estacionamento e sem alternativas, segui ele.
...................................
Entramos no apartamento dele e eu comecei a falar.
— Não vou fazer nada do quê você quer! Cadê as provas de que roubei você? Hein?
— Como é?
— Quero provas de que fui eu que roubei seu dinheiro. Provas! Fatos!
— Ah, é isso? – ele sorriu com escárnio. – Espera aqui então.
Ele saiu e depois voltou com duas pastas na mão.
— Cópia do CD com suas conversas com Suigetsu,com meu pai também, fotos sua, extratos da sua conta bancária, vídeo... O que mais quer?
Analisei as coisas. A voz da conversa, supostamente minha, as fotos e nossa. Tudo ali era eu, mas eu sabia que não era, mas até mesmo a mim conseguia enganar. Pelo amor de Deus, quem fez isso comigo? Quem teve o prazer de desgraçar minha vida a esse ponto?
Notas finais
Beijos, até o próximo.
Fale com o autor