Sua tortura terminou e Kurt pode sair correndo pelos corredores do aeroporto.
Ele correu o máximo que pode, mas ainda não parecia o bastante. Pensamentos sobre uma vida sem seu Blaine começaram a passar pela sua cabeça, mas Kurt não queria ouvir. Perder o amor da sua vida, não era uma opção.

Sem folego, Kurt dá mais alguns passos em direção à árvore. Chegando mais perto ele pode ver alguma coisa no chão. Mas não era Blaine. Ao pé da árvore e ao lado do túmulo de Pavarotti havia uma imensa quantidade de sangue. A poça se espalhava, manchando toda a grama. Kurt poderia passar o resto do dia alí petrificado ao olhar aquela cena. Mas Blaine precisava de ajuda e agora Kurt nem sabia onde encontrá-lo.

Olhou em volta. Talvez alguém tivesse visto alguma coisa que pudesse ajudar. Mas nada.



Blaine... Seu corajoso herói... Perdido e sangrando em algum lugar... quem sabe até morto.
O menino caiu de joelhos na grama. E chorou.

– Blaine, eu sinto muito! Se você soubesse... Eu queria ter estado aqui com você, te dando apoio, atenção, carinho... Amor. E se você for embora... querido, eu não tenho nada... Nunca terei uma chance de consertar tudo isso... Blaine não me abandone, por favor... Eu te amo tanto...

O castanho tirou as mãos do rosto, abriu os olhos. Estava de frente para onde ele e Blaine tinham enterrado o pequeno Pav.



– Pavarotti, se estiver me ouvindo... Por favor me ajude... Só você sabe o quanto ele significa para mim...
Ótimo, estou falando com um túmulo de passarinho...
Ia se levantar, quando seu celular tocou. Candles. Era ele.

Ele procurou o aparelho rapidamente nos bolsos. E atendeu.
– Alô? BLAINE? BLAINE, ONDE VOCÊ ESTÁ? ESTÁ TUDO BEM??
– Alô... Sr. Hummel?
Aquela definitivamente não era a voz do seu namorado.
– Sim, sou eu. Quem é? Onde ele está??
– Eu sou o Dr. Criss e nós recebemos uma chamada sobre esse garoto sangrando e o trouxemos para o hospital o mais rápido possível. Você o conhece? Disse que o nome dele é Blaine, é isso? Sabe o sobrenome?
– Devon Anderson. Mas como vocês sabiam meu nome? E porque ligaram para mim, com tantos outros contatos no celular dele?
Não que Kurt não estivesse feliz por saber onde achar Blaine, mas aquilo lhe pareceu muito estranho.
– Temos motivos para crer que era a pessoa certa a ser avisada... O senhor tem como vir até aqui, imediatamente?
O Doutor passou todos os dados e o endereço, mas não respondeu o garoto aflito quando este perguntava sobre o estado de saúde de Blaine...
Antes de correr atrás de um táxi, Kurt olhou para o céu.



– Obrigado, Pav...

Lima não tinha tantos táxis quanto New York, mas era um dia calmo e não foi difícil encontrar um que o levasse.
– Para o Lima Memorial H.S.*! Rápido, por favor!!



Notas finais
Desculpa pelo "ter estado" no começo. Acho que não está errado, mas também não é bonito hahaha

* O Lima Memorial Health System existe, e pelo que eu entendi (haha) é um hospital super top lá de Lima *-* Apenas o melhor para o Sr. Anderson