Kizuna

1 Kizuna


Era inverno mais uma vez. Fazia um ano que eu não o via. Ele já devia ter me esquecido... Existem muitas pessoas em Okinawa, bonitas... Ah, o que eu estou pensando? Ele disse que ia voltar... Ele prometeu!

Sinto saudade do seu sorriso, da sua pele pálida e suave, das conversas até de madrugada que nós tínhamos. Takuya, eu te amo tanto. Ele foi para Okinawa cuidar da mãe que estava doente, desde então o An Cafe tem se resumido a ensaios sem sentimento, sem ele não é a mesma coisa. Eu perdi a vontade de cantar quando ele foi embora.

Eu estava tão distraído que mal ouvi meu celular tocar. Corri apressado até a mesa de cabeceira da minha cama e atendi.

- Moshi? – minha voz ainda estava um pouco distante.

- Mi-chan! Acordei você? – era Yuuki, não tinha como eu confundir ele, era só ouvir aquela voz alegre e eufórica para saber que era ele.

- Ie... Nani? – que estranho, eram só dez da manhã, o que Yuuki queria uma hora dessas?

- Etto... O Non-chan e o Te-chan estão aqui também, agente tá no café Natsu, que tal se agente se encontrasse? – a voz dele não parecia tão confiante como antes, ele tava me escondendo alguma coisa.

- Agora? – perguntei um pouco assustado.

- Hai... Encontra com agente no estúdio tá? – antes mesmo que eu pudesse dizer algo ele desligou o telefone apressado.

Ai tem... Eles não iam simplesmente marcar no estúdio sem mais nem menos.

Olhei para mim e eu estava de pijama, meu pijama favorito para ser mais exato. E quando eu visto esse pijama normalmente eu fico em casa o dia todo. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Abri o armário e peguei a primeira roupa que apareceu na minha frente. Uma camisa rosa de bolinhas e um casaco preto. Coloquei uma faixa peluda na cabeça, estava frio la fora. Vesti uma calça preta, foi a primeira que eu achei.

Sai do meu apartamento e peguei um taxi. O caminho até o estúdio da minha casa era um pouco longe, mas era um caminho bonito, tanto no inverno quanto no verão. No verão era cheio de Sakuras e de flores de todas as cores o que deixava um ar alegre pelas ruas. No inverno as Sakuras eram cobertas pela neve, as flores quase nem apareciam soterradas de neve, o ambiente era calmo no inverno, as vezes enjoava toda aquela calma, mas as vezes era bom pra relaxar.

Cheguei ao estúdio e procurei por Yuuki, Teruki e Kanon, mas nenhum dos três estava lá. Só podia ser brincadeira, eles me fizeram vim pra cá pra nada?

Comecei a ouvir um leve som de guitarra. Eu estava ficando louco, Tsc. Estava tão louco que comecei a seguir aquele som, cada passo que eu dava o som aumentava ok, talvez eu não estivesse tão louco assim.

Quando o som já estava bastante perto eu observei uma sinueta. Cheguei mais perto. Era um garoto de costas. Ele usava uma camisa de mangas cumpridas de estampa xadrez e uma calça jeans justa. Seus cabelos longos e alaranjados me lembravam de Takuya... Queria tanto que ele estivesse aqui agora.

Tentei chegar mais perto, mas acabei tropeçando em um fio e cai no chão fazendo-o parar de tocar.

- Itai! – disse caído no chão. O garoto devia estar olhando para mim, ai que vergonha.

- Se machucou? – aquela voz grossa era familiar... Era a voz dele.

Olhei para cima e arregalei os olhos, aquele garoto não era um simples garoto... Era Takuya... Mas, como?

- Takuya... – minha voz saiu mais como um sussurro.

Ele se agachou e me ajudou a levantar. Senti como se estivesse tomando um choque com o toque dele. Fazia tanto tempo que eu não o via.

- Gomen... Eu demorei né? – mesmo com aquela voz grossa ele sempre era dócil.

- Você me deixou preocupado Takuya! Ficou sem dar noticias por um ano! Sabe o que eu passei? Faz idéia de como eu sofri? – eu não queria falar com ele daquele jeito, mas as palavras simplesmente saiam da minha boca.

Só me dei conta de que estava sendo egoísta de mais com aquelas palavras quando vi lágrimas saindo dos olhos dele. Droga, ta vendo o que você fez Miku? E agora o que eu faço?

- Takuya... Eu não... – ele me interrompeu.

- Minha mãe... Morreu. – disse entre soluços.

Merda! Eu só faço merda mesmo, agora ele ta chorando e tudo culpa minha. Eu não fazia idéia de que isso tivesse acontecido, mas... Não é motivo pra eu ter falando com ele daquele jeito.

- Sinto muito... – sinto muito? É o melhor que você pode dizer Miku? Ah vamos lá!

Eu cheguei mais perto dele e enxuguei suas lagrimas com a manga do meu casaco. Ele olhou para mim como se estivesse me pedindo algo e então me abraçou apertado. Como eu sentia falta daquele abraço, do cheiro dele.

- Fico feliz por você ter voltado – disse baixinho.

- Eu também.

Ficamos nos encarando por um bom tempo, agora eu entendo por que as mães gostam tanto de ficar olhando para seus filhos. Takuya não era meu filho, muito menos meu irmão. Nos tínhamos um caso já fazia tempo. E agora que ele voltou, eu só queria ficar olhando para ele o dia todo, pra não esquecer como ele é.

Olhar para ele tanto tempo assim só aumentou a minha vontade de sentir aqueles lábios novamente. Aproximei-me mais dele e ele fechou os olhos. Pressionei meus lábios contra dos dele e fechei meus olhos enquanto nossas línguas se encontraram suavemente e começaram a dançar uma dança sincronizada e perfeita. Acabei ficando sem fôlego e me separei dele selando um beijo leve nele.

- Aishiteru Takuya. – disse o abraçando.

- Aishiterumo Miku. – ele me abraçava forte como se estivesse impedindo que eu fugisse.

Mas nem se eu pudesse eu fugiria. Era ali que eu queria estar, nos braços dele para sempre. Unidos pelos laços de amor.

Fim.

Notas finais
Oi pessoas!

Essa é minha primeira fic An Cafe, mas me deu um surto de criatividade e eu precisei botar pra fora e acabou dando nisso, eu realmente espero que pelo menos alguém tenha gostado
Queria desejar parabéns pra Onigiri_xD que faz aniversario amanha! Por isso eu dedico essa fic pra ela, parabéns buh! Tudo de bom pra você!

Obrigada pela atenção e muito obrigada por lerem!

Kissu no kokoro.

Lokis.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!