Notas iniciais
OIINNN VOLTEEIII eu sei que vocês estão ai galera ENJOOOY =D

— Eu saio amanhã de manhã. — disse Albus finalmente.

Naquele momento os dois partilharam de outra sensação além de raiva e arrependimento, um aperto no peito.

Albus entrou no quarto de hóspedes e se encostou na porta. Ele sabia no que estava se metendo amando aquela garota teimosa que não media palavras, mas quando que aquelas palavras que compartilhavam pararam de ser sobre o amor e começaram a ser sobre as contas e o tempo? Quando elas começaram a ser gritos?

Ele se sentou no chão, sentindo o piso gelado. No fundo ele sabia que era inútil discutir, que aquilo só ia machuca-los mas o impulso de responder era mais rápido.

Suas famílias e amigos sempre diziam que eles eram similares demais. Os mesmos gostos, quase as mesmas atitudes, a diferença era que Lucy falava e Albus só pensava, o que o atrasava quando ele ia fazer as coisas, a mesma mania de esconder seus verdadeiros sentimentos. Ele a via como uma ameaça por muito tempo, antes de conhecer suas fragilidades e seus medos e ver como eles estavam no mesmo barco. E mesmo com esses problemas, essa igualdade, as brigas constantes, eles se amavam demais para deixar o outro ir , se importavam demais para apenas machucar o outro. Estavam perdidos procurando um abrigo no meio da tempestade.

“Albus gostava de seu trabalho.

Gostava de fiscalizar as leis para o mundo bruxo, ver como elas seriam vistas no mundo trouxa, observar como elas mudaram durante os anos. Mas ele odiava deixar Lucy sozinha numa situação daquelas.

A morena tinha conseguido uma reunião com uma editora bruxa sobre o seu livro finalmente terminado, aquilo a deixou ansiosa por semanas. Lucy não conseguia focar muito tempo em algo, sempre mexia as mãos, balançava a perna , roía as unhas, mas o pior era quando ela tentava apartara. A grifinória já não era a melhor nessa arte, ela mesmo admite, mas quando estava ansiosa ela não conseguia imaginar um lugar especifico e quase se estrunchava.

Albus não gostava de ver a esposa tão nervosa, mas tudo o que fizesse não a ajudava muito, em momentos como aquele ele era só uma distração para o cérebro barulhento da garota, mesmo assim ele tentava o seu melhor para alegrá-la. Caminhavam no parque, tomavam sorvete, tomavam chá da tarde no sofá, iam constantemente á Londres trouxa para imaginar como eles viviam sem magia.

O Potter olhou para o relógio em sua mesa, encarou a pilha de papéis em sua mesa.

— Eu consigo terminar a tempo. — disse para si mesmo como motivação. Ele precisava terminar antes que Lucy saísse da reunião ou ela entraria em pânico.

Nas próximas horas Albus arranjou um método novo de trabalhar e o usou com empenho o mais rápido que conseguiu, espiando o relógio de vez em quando, só desejando mentalmente que Lucy aguentasse firme. Eles não tinham se visto muito nessas últimas semanas o que fazia a saudade apertar seu peito o obrigando a trabalhar mais rápido.

Lucy já andava de um lado para o outro na sala de recepção do prédio, mordendo a unha do dedão e tentando não desmaiar. A reunião já tinha acabado, mas ela não conseguia pensar em como tinha se saído, só pensava em como precisava do Albus. Ele fazia tudo se ajeitar, ele a acalmava mesmo estando nervoso também. Ela estava quase chorando quando um barulho de aparatação a cercou fazendo um homem de olhos verdes aparecer. Ela correu. Ele correu. E no instante seguinte estavam em casa, Albus tinha aparatado com Lucy enroscada em seu corpo sem elaperceber.

— Senti sua falta. — murmurou ela contra o seu pescoço. Ele riu, seu coração saltou ao sua voz doce novamente. Albus inspirou sentindo o perfume floral da morena, sentindo a sua própria ansiedade e estresse saírem de seu corpo.

— Eu também Lu.

— Nunca mais vamos fazer isso.

— Concordo.

E Ficaram ali perto da porta de entrada se abraçando por um bom tempo.

— Isso aqui está tão bom que nem vou te perguntar sobre comida. — comentou Albus.

— Eu que ia falar isso. Obrigada por vir.

— Eu senti que você precisava.

— Eu sempre vou precisar de você.

Albus se separou encarando seus olhos azuis agora calmos.

— Casa comigo.

— O quê?

— Eu não tenho um anel nem nada, mas pensei muito sobre isso.

— Nós vamos nos casar?

— Só faltava a sua confirmação, mas eu acho que sim!

Lucy o abraçou de novo.

— Você é estranho, Potter.

— Você também, futura Potter."

Notas finais
esse foi menor mas eu gostei mesmo assim vou tentar postar amanhã de volta mas eai como vão vocês? BYYEE