Kissin U

4 Capítulo 1 - Desejos [parte 3]


Notas iniciais
Essa será picante. (; haha

– A pizza vai esfriar. – Soltei um ar abafado. Ele apenas beijou meu pescoço e desabotoou minha blusa xadrez. Ele logo se livrou da blusa.

– Esquece a droga da pizza, eu quero você! – Disse ele, insolente.

– Eu... – Tentei parar, lutava contra meus desejos. – Austin! – Empurrei bruscamente. Ele me olhou com um olhar de arrependido. Logo notei que seus lábios estavam vermelhos e chamando os meus. Quase fiquei tonta com a sua beleza. Seu corpo pedia para tirar cada pedaço de roupa que tinha. Pare, lutei contra meus pensamentos. Quando menos imaginava, já estava cara a cara com ele.

– Me desculpe, eu... – Esbarrei suas palavras com um beijo. Calando suas palavras e desculpando cada segundo que passava sem beijá-lo.

Eu não sabia muito bem, mas eu estava quase rasgando a blusa de Austin.

– Vamos fazer? Tipo, agora?

– E que hora seria? – Disse sorrindo. – Qual é, Claire, não é a nossa primeira vez. – Sorriu malicioso. – E afinal, você será famosa, esquecerá de mim. – Deu um sorriso triste. – Considere uma despedida.

– Não diga isso. – Disse eu, parando ele de tentar fazer qualquer outro movimento. Ele se afastou e me observou.

– E o que você quer que eu diga? Você vai embora! Vai deixar eu, Diana... – Esbravejou. O que ele quer dizer? Que eu não me importo com eles? Era isso que eu ouvi?! – Seu pai está tentando ao máximo tentar colocar seus livros ao público. Mas ele nem se quer perguntou o que queria!

– E você sabe o que eu quero? Hein? – Dessa vez, eu que esbravejei só que mais alto. – Eu também tenho que pensar em mim, Austin! Eu quero. Eu quero publicar meus livros. E sei que você me apóia, mas o sentimento de abandono está martelando aí dentro. – Eu olhei em seus olhos. Ele me olhava quase me comendo pelos olhos. Seus olhos estavam ávidos. Quase perfurando minha pele.

– Isso dói. Dói demais. – Caiu sua primeira lágrima. Meu coração despedaçou daquele momento. – Eu... Sinto muito, Claire. – Gaguejou ao dizer meu nome. – Eu só... Sinto sua falta. Eu vou sentir a sua falta todos os dias. Quando eu vir você toda linda e perfeita, mais do que já é. – Apontou pra mim. Sorri, sem graça. – Eu não vou conseguir. Não mesmo. Não terei a minha pequena pra conversar, ou a garota que tem o melhor beijo e, Deus, os lábios. – Rimos juntos. Ele era incrível. Deixava-me toda ruborizada.

– Eu sinto muito. Mas escrever é algo que me deixa calma. Algo que me ajuda a pensar. Diga-me você. O que te deixa calmo...?

– Você. – Disse ele em seguida. Ele me deixou queimada, estava com vergonha. Meu melhor amigo como?! Desviei o olhar, satisfeita.

Passou horas sem falar sobre o assunto, somente coisas engraçadas. Achava incrível meu pai, não ter chegado. Deve ter ficado no trabalho. Afinal, ele estava fazendo hora extra. Eu não gostava de falar sobre a minha mãe. No entanto, naquela noite, eu não permitiria que pensamentos tristes como esse, interferisse.

Quando o sono bateu, caímos na cama. A pizza havia sido devorada. Apenas restava o silêncio da noite e os cachorros vizinhos latindo. Mas nenhum de nós se importou com o barulho. Afinal, estávamos cansados e derrotados com a tal conversa. A conversa e o que tivera acontecido. Esquecer pra sempre. Se possível.

Notas finais
Ansiosos para o próximo? ><'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.