Kisses and Shots

12 Não tenha medo de ser você.


Notas iniciais
Boa taaaarde! Galera! Tão gostando?

Acordo com um toque alto de celular, é a primeira vez que acordo com Harley ainda na cama. Ele pega o celular com pressa.

—Harley. — ele diz assim. Como se o nome dele dissesse tudo. Ele é arrogante até quando levanta nu da cama. Eu espreguiço. Estou dolorida em vários lugares, Harley fez questão de me manter acordada até um par de horas atrás, e eu não reclamei claro.

—Como é...? Aquele filha da puta. — Ele diz se dirigindo para o closet. -Mas que merda é essa...? — ouço ele xingar um momento antes de voltar ao quarto apertando os olhos para mim. Ele me olha com raiva, suas bochechas estão vermelhas. Acho que o mood operandi dele para mim sempre vai esse. -Não, não é com você.... — Ele continua a me encarar. — Sei... Vamos caçá-lo. Ele não vai muito longe. Certo. Te vejo em 15 minutos. — ele desliga. Envolvo os lençóis ao meu redor. -Você pode me explicar por que diabos você invadiu a porra do meu armário?

—Baseado no princípio de que somos casados, eu não vejo problema em compartilhar. — digo calmamente, já que minha calma parece irritá-lo ainda mais.

—Baseado no principio... — ele bufa. — Eu não quero você no meu quarto Donnatella!

—Você não teve problemas com isso ontem. — ele aperta a junção dos olhos com o nariz e respira fundo.

—Eu não posso lidar com você agora! Mas, nós vamos conversar depois.

—Oh, não esqueça marido, somos anfitriões de um jantar hoje a noite.

—Merda!

Quando Harley sai, o que é 10 minutos depois, e o que incluiu ele tomar um banho e vestir um terno, eu mesma tomo um banho e me coloco em jeans e camiseta, não é minha praia me vestir igual uma perua rica o tempo todo, é apenas quando tenho que fingir.

Os empregados de Harley são tão silenciosos que eu mal os sinto. Na cozinha Afonso está preparando alguma coisa no fogão.

—Bom dia Afonso. — digo sorrindo.

—Senhora... Donnatella... Bom dia. Posso servir seu café da manhã na sala de jantar...

—O que? Não! Prefiro comer aqui e nós podemos conversar um pouco. — ele arregala os olhos.

—Isso é...

—O que é isso que você está fazendo? — ele pisca atordoado.

—Ah, isso... uma omelete. Eu não tinha certeza do que a senh... você gostava e...

—Omelete está perfeito.

—Tem certeza? Tem bolo, tapioca...

—Acalme-se Afonso. — eu rio. — Eu não sou exigente. Eu gosto de pessoas leais e verdadeiras, se você puder ser assim, não precisa se preocupar com qualquer outra coisa. — digo. Novamente ele pisca confuso.

—Ok.

—Perfeito. Agora, vamos conversar. A noite receberemos convidados, para o jantar. Dante, Lorenzo e suas esposas.

—Sim, senho..

—E eu pretendo cozinhar. — sua boca se abre em choque.

—Minha comida é ruim?

—O que? Não! — eu rio. — É só que eu gosto de cozinhar quando recebo visitas.

—Tudo bem.

—Perfeito. Vou precisar de algumas coisas você pode providenciar?

—Claro, se você fizer uma lista eu vou logo. — comi o omelete, que por sinal estava fabuloso, fiz a lista e segui a procura de um lugar tranquilo em que eu pudesse ligar para Nádia. Achei um escritório imenso, a eu não tive tempo de explorar a casa, mas já estava adorando o que estava vendo.

—Nádia?

—Hey Donna.

—Quais são as novidades?

—James soltou as informações a algumas horas atrás.

—Oh, sim, Harley saiu daqui correndo.

—Sim, o safado não é nenhum inocente, tem uma trilha de conspirações com o antigo matriarca, e está desviando alguns lotes, já que está responsável por algumas entregas.

—Perfeito. — digo. As coisas estavam se movimentando. -Nádia, você pode vir em casa a partir de amanhã para treinarmos, hoje eu preciso preparar um jantar.

—Combinado. Te vejo amanhã.

—Com licença D-donatella. — Afonso me chama na porta. Ele gagueja meu nome como se tivesse medo de pronuncia-lo. — Você tem visitas.

Na sala, encontro Amélia, irmã de Harley, ela é incrivelmente bonita como ele é, e tem as mesmas características dele, é impressionante. Ela veste uma calça de alfaiataria preta, uma camisa cinza de botões e parece a própria realeza na sala. Em seus braços está um menino lindo, de poucos meses, seus cabelos são castanhos e os olhos, no entanto, um belo tom de azul, o mesmo azul da mãe. Mas, além dos olhos, o menino não se parece com ela em tudo, mas é a cara do pai. Ao seu lado, está a esposa do novo matriarca. Ela veste uma calça jeans, uma camiseta preta solta, e mary janes nos pés, bem ao estilo que eu mesma prefiro vestir e assim, ela parece jovem. Seu cabelo está preso, deixando seu rosto delicado a mostra e ela parece acima de tudo gentil.

—Bem, olá. — digo sorrindo para elas.

—Você não me conheceu oficialmente. — ela diz se aproximando. — Sou Alexandra. — sorri e pega na minha mão. Eu conheci a mulher do antigo matriarca, e quase tivemos que nós curvar para mostrar respeito para ela.

—Donnatella. — digo devolvendo seu sorriso.

—Sei que você teve muitas mudanças por isso não viemos antes. — ela diz.

—Sim, quero dizer, sabemos que um casamento arranjado é complicado, como você está? — Amélia pergunta e eu me surpreendo. Por que, em tudo isso ela é a primeira que se importou em perguntar. Sigo para os sofás confortáveis e elas me seguem.

—É como você disse, é uma grande mudança. Mas, acho que estou me adaptando. — por que é verdade, mas isso pode ser por que eu poderia ser uma camaleoa se eu fosse nascer um bicho, eu me adaptava até nos terrenos mais difíceis.

—Eu não era desse mundo quando conheci Amélia e os meninos – Alexandra os chamando de meninos? Isso sim era engraçado. — e eu não sei o que eu faria se tivesse que casar com um estranho.

—Bem, meu pai iria me dar pelo maior lance uma hora ou outra, não faz mal que Harley seja bom de olhar. — Amélia ri alto, o que faz seu filho resmungar.

—Gosto do modo como você vê as coisas.

—Ele não é fácil de lidar, mas...

—Ele não era assim. — Alexandra diz com uma expressão triste no rosto.

—Não é culpa sua Alexandra.

—Eu percebi que ele tem sentimentos por você. — digo. Ela arregala os olhos. — Sou uma boa observadora. Eu não estou chateada com isso, quero dizer, eu não amo o Harley e ele não me ama, e eu estou tentando me aproximar para que possamos pelo menos ser amigos, mas, eu não acho que ele vai dar uma chance. — digo por que a verdade é que por mais que eu e Harley estamos nos divertindo na cama ( se você chama de divertir eu provocá-lo e nós transarmos até o esquecimento.) eu não vou me permitir me apaixonar por Harley, primeiro por que ele não merece, segundo por que eu estaria vulnerável para ele. E esse é um luxo do qual eu não posso me dar.

—Eles tiveram muitas mudanças nesses últimos meses, sabe... Harley só não ganhava de Lorenzo no bom humor. Ele é uma boa pessoa, sempre foi um irmão incrível para mim... é só que...

—Eu entendo. Mas, Harley precisa sair dessa casca, ele precisa ser desafiado.

—Oh, exatamente! Esses homens gostam de um desafio. — ela ri. — Acho que vamos ser boas amigas Donnatella.

—Eu espero que sim! Temos um jantar hoje a noite e eu pensei em cozinhar.

—Você cozinha?

—Sim!

—Oh, Alexandra também e ela faz uma comida espetacular.

—Que bom! Se você não tiver ocupada pode me ajudar.

—Seria um prazer. — e eu descubro que talvez eu tenha conseguido duas amigas, mas uma das coisas que eu achei que na máfia não existia. Amigos, são preciosidades que não se pode comprar e que nenhum dinheiro no mundo compraria.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.