Kisses and Shots

8 Não estou tomando nada, estou conquistando tudo. - Donatella.


Notas iniciais
Oi :D

Harley corre para o quarto e volta com algemas. A se eu soubesse ele que tinha algemas. Ele prende Regi e o coloca nas costas. Logo Regi está bem acomodado no porta malas do carro.

— Não fica aí parada vai fazer as malas. Temos meia hora. — é tudo que ele me diz. Passo a próxima meia hora arrumando minhas coisas. Coloco uma arma nas costas, botas de combate para o caso de encontrarmos algum contra tempo. Quando entramos no carro eu só recebo silencio. Achei que ele iria me questionar, perguntar como matei tantos homens, mas ele só olha para frente sem reconhecer a minha presença.

Sinto que ele desgosta mais ainda de mim agora.

Como se eu me intimidasse com isso.

Chegamos ao pequeno aeroporto onde o jato está. Lá há homens, ou melhor soldados nos esperando. Posicionados militarmente. Harley sai do carro.

—Nosso amigo está no porta mala. — ele diz quando um dos homens se aproxima e depois sai andando como se estivesse passando pelo tapete vermelho. Eu sigo. Por que não há o que fazer.

Então nos acomodamos nas confortáveis poltronas do jato. E somente quando decolamos Harley se vira para mim.

—Onde porra você aprendeu a atirar? E que porra você achou que estava fazendo? — ah então ele tem perguntas? Dou um sorrisinho cínico.

—Você marido é tão previsível como achei que fosse.

—Não me provoca agora Donatella, eu estou com um fio de controle e você é a pessoa certa para rompe-lo. — eu rio. — Responda minhas perguntas.

—Meu pai contratou uma moça a alguns anos atrás. Ela tinha ótimas recomendações como professora de aula de etiqueta, mas acontece que não é apenas isso que ela é. Nádia é perita em treinamento militar. Me ensinou tudo que sei.

—Seu pai sabe disso?

—Obviamente que não, mas se soubesse eu não me importaria já que a partir de agora nós é que vamos pagar a Nadia.

—Nós?

—Sim, nós.

—Você só pode estar louca se acha que vou incentivar você nessa loucura! — Harley fica ligeiramente vermelho. Eu sinto raiva fluir em mim.

—Você prefere que eu seja um saco de batatas quando as coisas ficam ruins? Que eu fique agarrada nas suas calças? Você é que está louco!

—Então o que? Você acha que é a viúva negra? Está vendo filmes demais.

—Filmes? Filmes? Por acaso essa merda que acabou de aconteceu faz parte de algum filme marido? Hum? Você preferia que nós estivéssemos mortos? — Ele ri. Extremamente irônico. -Você acha que meia dúzia de gente incompetente poderia me matar? Por favor Donatella, não me faça rir. Acho que você não sabe com quem se casou mulher. Eu não sou um homem bom, mas eu sou o melhor em ser ruim. — eu rio para ele. Nossa, acho que Harley não sabe onde fui criada, nem que vi muitas coisas. Ele não sabe pelo que passei, e ele nem está disposto a dar uma chance de me conhecer. E tudo bem.

— Acho que você é que não entendeu bem com quem se casou marido, e quer saber, eu não vou me dar ao trabalho de me apresentar para você. Nádia chega na segunda e é bom que você a pague. — digo indo para o quarto no final do jato.

Uma das minhas melhores qualidades? É dormir em qualquer lugar. Então simplesmente adormeço.

O apartamento de Harley está localizado abaixo do apartamento do Matriarca, ou como ele prefere ser chamado Dante. Está no topo de um prédio e as janelas compridas de vidro permitem olhar toda a cidade. Eu acho que é um ótimo lugar para uma escalada. E isso vai acontecer em breve.

—Escolha um quarto. — Harley diz como disse quando chegamos na praia. Escolho a suíte com uma bela vista. Tomo um banho longo, coloco uma lingerie vermelha para combinar com meu cabelo. O modelo é sexy e transparente e vem um hobbie para acompanhar. Na minha mesa está o jantar, provavelmente um dos empregados deixou. Ligo para cozinha e peço uma garrafa de vinho que é servida minutos depois. Pego a garrafa e me dirijo ao quarto do meu marido. Eu sei qual é. A suíte principal no final do corredor. Não é por acaso que escolhi o quarto ao lado.

—É um belo quarto você tem aqui. — digo entrando sem bater. — ele está de toalha saindo do banheiro. Sirvo duas taças e o ofereço. Ele aperta os olhos para minha roupa, ou um pouco de falta dela.

—Olha Donatella, eu sei o que veio fazer aqui e a resposta é... — eu sou mais rápida quando tiro sua toalha. Ah sim, ele sustenta uma ereção enorme. — Porra. — ele diz me olhando feio.

—Sabe marido... — digo quando agarro seu membro na minha mão. Beijo seu peito por que é onde alcanço e ele é alto demais. Ele geme baixo contido. — Eu nasci na máfia. E aqui temos o defeito de pegar o que queremos. Puxo seu membro levemente para ele me seguir até a cama e ele vem. Quando ele cai na cama eu o beijo. Porque se eu deixá-lo falar ele vai falar merda. Grande defeito dos homens, não é? Suas mãos agarram minha cintura. Sento em seu colo. Agarro seu cabelo por que seu beijo é demais, forte demais, o gosto do gole de vinho que ele tomou está em sua língua e é demais. Me movo em seu colo e ele geme e me aperta. Suas mãos rasgam as rendas que me cobrem, meus seios saltam e ele beija todo o caminho até eles. Desço sobre seu membro, eu tinha esquecido como era, como era me sentir cheia. Mas, é bom. Mais que bom é o céu.

—Você não significa nada para mim. — ele diz quando me movimento. Suas palavras perdem a força por que ele geme. Eu rio.

—Está convencendo a mim ou a você? — digo. Ele me gira. Está poderosamente em cima de mim. E eu estremeço toda. Estou tão perto. Muito perto.

—Você acha que pode brincar comigo. Não pode porra. Isso...- ele estoca forte em mim. — É só sexo. Não me importa. Eu faria com qualquer outra.

—Assim como eu faria com qualquer outro marido, mas é só você que eu chamo de marido. — eu digo quando beijo seu pescoço. Harley não me machuca, mas não é delicado nem carinho. Estamos só fodendo. Só isso. Mas, eu não nutro sentimentos por ele além de tesão, então tudo bem.

—Você acha que vai poder encontrar homens por aí como fez na praia? Está enganada porra! — ele faz mais forte, mais rápido.

—Harley, mais por favor... — imploro.

—Você implorou assim para ele Dona? — ele diz com raiva.

—Só pra você marido. — Eu pretendia dizer que só fiz com ele. Mas, eu estava muito longe da racionalidade.

— Porra! Você me faz perder a cabeça! — ele diz, ele grunhiu algo mais, mas eu estou longe. Porra, o homem sabe fazer.

Estamos ofegantes. E eu durmo. Só para irritar ele.