Notas iniciais
Eu encontro em músicas um sentimento que o autor/compositor quer passar. E com isso sinto vontade transformar musica em história, como essa aqui mesmo, foi fruto de um dia de manhã escutando 'Você Não Me Ensinou a Te Esquecer'. Tão linda a música, tão linda a letra, sem contar na história que cada estrofe conta. Uma história de alguém que perdeu o amor, mas continua amando. E realmente é um sentimento tão forte, amar alguém e ter que lutar todo dia para deixar de amar. Como que eu achei isso interessante? Bem, pense em Emma como Dark Swan e Regina como ela mesma, Mayor Mills. Se tudo tivesse dado errado em Camelot, Hook morre porque Emma não salva ele e de vez ela se entrega à escuridão. Basta um beijo do amor verdadeiro para ela voltar ao normal.
É bem curtinha mas estava rodando na minha cabeça por muitos dias já. E decidi postar hoje por um motivo especial: aniversário do meu amorzinho dona Vitoria Rotondo. Como você ama tudo que eu escrevo e a forma que escrevo, aqui está para você um presente direto da minha mente.
EMMA'S POV
O silêncio dessa gruta me incomoda demais. A solidão marcada nas cores dessas paredes escuras, nojentas, aterrorizantes, cada vez mais presente.
Hello darkness my best friend. Abrace-me e envolva-me em sua alma maligna. Traga todos os efeitos dessa escolha. Deixe que isso me cause todo o sofrimento, que eu escolhi ficar. Arranque meu coração vermelho e só devolva quando estiver preto de ódio.
Olhos grudados ao espelho, encarando aquele rosto que já não reconheço mais. Os cabelos antes loiros, agora brancos, platinados... a pele brilhosa com a escama da nova face, porém muito mais branca e pálida do que já era.
Entregar-me para a escuridão foi a única saída de uma vida torturante e sem fim. Só o pensamento de vê-la com aquele homem todos os dias, apenas me faz cada vez mais certa da minha escolha.
Por lhe salvar que eu estou aqui e me deixe levar pela escuridão e todo seu poder. Preferi sua felicidade à minha. Preferi a ver deixar-me ir do que ficar comigo.
Acreditava que poderia ser feliz ao lado do pirata, mas cada segundo ao seu lado me mostrava ainda mais o quanto eu queria estar ao lado dela.
Ela que não vejo há tanto tempo.
Quando salvei a vida de Hood e beijei Hook, ali tive a certeza de que nosso amor não era verdadeiro, ao sentir a escuridão crescer dentro do meu coração, passeando por minhas veias, chegando a me dominar.
Mesmo tento escolhido este lado, a vontade de estar com ela cresce mais e mais. A vontade de sentir aquele olhar tão poderoso sobre mim, e apreciar cada centímetro de seu rosto perfeito. Ganhar seus abraços, seus sorrisos, seu beijos... Não consigo nem mentir.
Não consigo nem me convencer de que a escuridão era a melhor opção, porque não era. Ficar com ela seria. Infelizmente não parece possível.
Sinto certo desespero, pois a única coisa que ainda tenho em meu peito é um coração batendo descompensado por um amor proibido.
“Mostre ela!” Ordeno ao espelho e em menos de cinco segundos sua face domina todo o espaço do objeto. Ela está sozinha no Grannie’s, tomando uma xícara de café. Seus olhos cansados. Regina estava pálida.
Por que Regina está pálida?
Quero desaparecer daqui e aparecer ao seu lado. Porém não posso. Não posso...
“Mostre o embuste.” Ordeno mais uma vez e o espelho mostra Robin Hood brincando com seu filho na floresta e junto deles o meu filho.
Filho de Regina.
Nosso filho.
“Regina...” Digo seu nome em um sussurro, suficiente para o espelho mostrar ela novamente, que limpava os olhos com um papel no mesmo momento.
Por que ela estava chorando? O que está acontecendo com ela?
Ao mesmo tempo que busco não me importar, era inevitável não me preocupar com ela. Afinal, por salvar Regina que eu estou nessa posição. E não me arrependo de ter feito. Sua felicidade é o que mais me importa. Porém Regina não parecia feliz.
Queria ser capaz de confortar suas dores.
Com um aceno de mão, o espelho volta a mostrar meu reflexo. Torturante demais ter que à assistir e não fazer nada. Apesar de todos os dias observar de longe àqueles que amo, principalmente ela, e sempre estar atenta a qualquer tipo de perigo.
O melhor que eu fazia era ficar longe mesmo. A vida de todos parece estar melhor sem minha desagradável presença.
Ao cair da noite, quando todos estão em suas casas e as ruas esvazias, é o único momento que deixo minha face encontrar com a luz do luar e apreciar a escuridão. O único momento que sei que não irei causar mal nenhum à ninguém. Quando todos estão em seus respectivos lares, é a hora da Senhora das Trevas ir caminhar pelas ruas e observar de longe quem tanto ama.
Caminhando por todos os lados, observando as portas fechadas, luzes apagadas, nenhuma movimentação.
Paro na frente da casa de meus pais e respiro fundo. Eles não têm culpa do meu destino, mas se culpavam todos os dias por não terem sido bons suficientes.
Deixo um bilhete em baixo da porta, avisando-os que passei por aqui, como faço todas as noites. Era um jeito de me comunicar, principalmente com minha mãe, que sentia mais do que todos a dor de ver sua filha partir.
~apareça Senhora das Trevas~
Escuto repetitivamente alguém me chamar, mas não reconheço quem. E ao surgir no ambiente tão familiar da prefeitura, os olhos, que me esperavam, não eram tão receptivos como um lar, como foram um dia.
“Reg-“
Não sou capaz de completar. Seus olhos penetravam os meus, capazes de ver até minha alma com a raiva que sento vindo deles.
Ela não diz nada. Olha por todo meu corpo, para cada detalhe das minhas vestes, para o brilho de minhas escamas nas mãos e rosto, e não diz nada.
Em sua mão direita minha adaga. A mão esquerda Regina leva até o rosto com a surpresa em me ver tão diferente.
Como disse antes, há muito tempo não nos víamos. Ou melhor, ela não me via. Nada da antiga Emma Swan havia restado, senão o amor por ela e ao nosso filho.
“Você-“ Regina começa, mas logo para, retirando a mão do rosto e guardando a adaga em sua saia. Terno preto, saia até os joelhos na cor preta também, apenas a camisa de baixo que era branca. Seu cabelo estava grande, na altura dos ombros.
“No que posso ser útil, prefeita?” Pergunto na esperança dela ter me chamado aqui para algo que não fosse me encarar.
Apesar do meu abandono, Regina não desistiu da custódia sobre minha adaga. O tempo todo com ela, ponderosamente longe de qualquer contato que não fosse o dela.
A única que eu confio plenamente para ter poder sobre mim.
“Sente-se!” Ela ordena e aponta para a cadeira perto de onde estava. Não sento de imediato, espero até que Regina de a volta e sente-se em sua cadeira de prefeita, e então faço o mesmo a sua frente. Regina coloca a adaga sobre a mesa, passando o dedo indicador pelo nome gravado na face do objeto.
Emma Swan.
Aproveito sua distração para conseguir encarar um pouco tudo a minha frente. Sua expressão ainda mais cansada agora pessoalmente. Os olhos fundos e inchados.
“Eu não sei o que fazer da vida sem você, Swan.” Regina diz em um tom baixo respirando fundo logo em seguida.
Isso parece uma confissão. Não estava preparada para aquilo.
Aquelas palavras vão direto para o meu coração, que parece acordar de um sono profundo ao bater contra meu peito.
“O que você quer dizer com isso?”
“Exatamente o que eu disse.” Seu olhar encontra o meu no mesmo instante. Consigo ver toda sua dor, seus medos, suas fraquezas, todas de uma vez e eu só queria poder trocar de lugar com ela, para que Regina não sentisse nada. Ela só merece ser feliz. “Tudo que você fez comigo, todos esses anos, só serviu para eu manter você viva dentro de mim.” Regina engole em saco antes de continuar. “Não você, mas sim a Emma...”
“Eu sou a Emma.”
“NÃO! VOCÊ NÃO É!” Regina exalta um pouco a voz ao proferir tais palavras. Seus olhos pegam fogo de raiva. E eu não a culpo. Não era a mesma Emma que ela conheceu. Conhece. “Eu busco em outros algum sentimento para suprir a falta dela.”
Cada palavra usada por Regina, cada frase formada, cada ponto final, só fazia crescer ainda mais a solidão dentro de mim. O único vestígio de felicidade restante era justamente por ela. E tudo o que eu queria era poder acabar de vez com isso.
“Eu me perco no vazio do abismo em que me deixou aqui...” Regina leva sua mão até seu seio esquerdo. “Sozinha.”
Senhora das Trevas não chora. Senhora das Trevas não sente. Então por que eu sinto meus olhos encherem de lágrimas, que podem ou não desabar a qualquer instante?
“Essa Emma não existe mais.” Disse com a voz mais fria que conseguia fazer. “Se você estiver disposta a aceitar, essa é a versão que sobrou.”
“Não!” Regina exclama e pega a adaga em sua mão, fincando com força a lâmina na madeira da mesa. Toda essa mágoa guardada... Não acredito que a culpa poderia ser minha. “Me devolve ela, eu preciso dela!” Antes que minhas lágrimas fossem as primeiras a cair, os olhos de Regina não resistiram à pressão do momento.
Levanto e me afasto de sua visão, quando Regina debruça sobre a mesa e se deixa levar pelo choro. Vou para o lado da sala com pouca iluminação, me perdendo no escuro. Não sabia como evitar. Não sei como ajudar. Eu estou presa a essa condição de vida. Eu escolhi isso.
“Essa foi uma escolha dela para te salvar, prefeita.” Comento com a voz fria. Odiava-me por fazer isso com ela, mas era preciso. “Se sacrificou por você. E hoje tudo o que resta dela é esta adaga a sua frente.”
“Você é uma idiota, Swan.” Diz ao levantar e limpar as lágrimas de seus olhos com as costas das mãos. “Você tem noção que desde que voltamos de Camelot, desde que tudo deu errado naquela bosta de lugar, tudo que eu venho fazendo é sofrer calada?”
Não olho para ela. Prefiro encarar o vazio do céu da noite através da janela, do que ser capaz de olhar para Regina.
“Tudo isso porque eu não suporto o pensamento de você estar longe. De você estar presa nesse corpo sem alma, apenas com as trevas. Sozinha. Sem sua família, sem nosso filho...” Pausa. “Sem mim.” Preciso olhar para ela. Aquilo tinha mais poder sobre mim do que eu imaginava. “Mas eu não posso fazer nada, se você não quer ser ajudada.” Ela respira fundo. “Por que todo esse egoísmo, Swan?”
Continuo sem dizer nada, apenas absorvendo tudo o que ela acabara de falar. Às vezes tomamos as decisões egoístas para poupar o sofrimento, sem ter a noção do que pode causar ao próximo. Sem ter a noção de que pode quebrar não só um, mas dois corações.
“ME DIGA SWAN!” Ela grita e coloca a mão na adaga, obrigando-me a responder. Porém eu não faço. Eu precisava ir contra sua vontade de escutar a verdade.
“N-ão.”
“Me diga agora!” Puxa a adaga da mesa e a levanta em minha direção. “Senhora das Trevas...”
“Regina...” Tento pedir para que poupe. Toda a relutância contra o poder da adaga, causava uma enorme dor dentro de mim. Era como se algo estivesse começando a me devorar por dentro e ficava mais forte o quanto mais eu resistisse.
Ela chega mais perto ainda com a adaga levantada para mim.
NARRADOR
O chão era marcado pela linha da sombra, que fazia de um lado da sala para o outro. De um lado na luz Regina Mills, do outro lado na escuridão Emma Swan. Duas forças que se atraíam, mas ao mesmo tempo se dispersavam.
Regina solta a adaga, que cai ao chão, livrando Emma da dor que a perturbava por dentro. Tudo que a morena consegue pensar em fazer e correr até Emma e a abraçar.
“Me desculpa. Me desculpa.” Regina diz várias vezes.
Swan não planejava sentir aqueles braços ao seu redor. Não imaginava a sensação que isso causaria, por tanto nunca pensou que pudesse alguma vez sentir. Principalmente agora. Mas lá estava Regina Mills vencendo duas barreiras: a dela mesma por todos esses anos negar esse sentimento; e a de Emma, que lutava todos os dias para não sentir todas essas emoções.
Sem conseguir resistir, Emma cede ao contato e deixa seus braços se levarem e envolverem Regina, que já tinha seus braços ao redor do pescoço da senhora das trevas.
“Você deve estar em algum lugar aí dentro...” Regina sussurra. Isso faz Emma fechar os olhos e desejar que nada daquilo tivesse acontecido; que Mr Gold não tivesse sido libertado das trevas, que isso não tivesse ido atrás de Regina, que ela mesmo não tivesse se sacrificado, só para que não estivesse sentindo tudo de uma vez agora.
O pouco de vida de uma alma boa que restava em seu coração batia desesperado ao sentir o calor do corpo de Regina sobre o dela. Sua pela fria não espantava a morena, pelo contrário, fazia ela apertar ainda mais.
“Eu nunca te falei isso antes, porque jamais alguém aceitaria a Rainha Má amando a Salvadora, filha do produto do amor verdadeiro. Mas saiba que eu te amo desde o momento que Henry lhe trouxe para Storybrooke.” Regina confessa com um suspiro em seguida. “Eu demorei para entender todo aquele ódio por você. Constantemente querendo te atacar, consequentemente te fazendo me afrontar.” Regina ri ao lembrar de tudo que passaram. “Você com toda sua petulância, Em-ma...” Escutar a forma como seu nome saia dos lábios da morena sempre foi música aos ouvidos de Swan, que fecha os olhos ao escutar e se delicia com a sensação. “Você nunca desistiu de mim. E eu não vou desistir de você!”
Regina afasta-se um pouco, sem soltar de Emma, o suficiente para que as duas pudessem uma encarar a outra. Sem medo algum, Regina leva uma de suas mãos até o rosto de Emma. Ao sentir a pele gelada e a leve deformação causada pela escama brilhosa, Regina sorri.
Emma busca alguma resposta nos olhos da morena, que pela primeira vez pareciam estar confortados com alguma coisa. Swan só queria entender o que era aquilo...
Esperança.
Aquilo era esperança. Regina tem esperança de que consegue salvar Emma. Belle quase conseguiu com Rumple, mas ele resistiu.
Emma não vai resistir.
O sorriso cresce ao perceber isso, o que fazia Emma mais e mais nervosa sem entender o que era aquilo.
Aos poucos Regina aproxima seu rosto mais e mais, até encontrar os lábios de Emma e capturar em um beijo cheio de vontade. Swan corresponde no mesmo momento.
Ao mesmo tempo em que dividiam um beijo desesperado, isso mostra tudo de uma vez. Os medos, as vontades, o amor, o receio, a confusão que habitava nas duas.
De repente uma faixa de luz na cor de um arco-íris explode por toda a cidade, fazendo Emma desaparecer dos braços de Regina e aparecer no mesmo lugar que foi levada pela escuridão meses atrás.
EMMA’S POV
Jamais me senti tão viva quanto agora. O sangue volta a circular normalmente pelas minhas veias, o coração recupera o vivaz, até meu respirar é mais leve.
Aquele beijo foi capaz de me transportar para lugares imagináveis e a sensação que tenho é de certeza.
Ao abrir os olhos, percebo que não estou mais com Regina e sim no meio da rua, literalmente jogada no meio da rua.
Todas as luzes ao meu redor começa a ser acesas, como se as pessoas quisessem entender o que havia acabado de acontecer.
E aconteceu a coisa mais inexplicável.
Regina quebrou o encanto das trevas com um beijo.
O beijo de amor verdadeiro.
Espera...
AMOR VERDADEIRO?
Levanto abruptamente do chão e reparo em cada detalhe visível do meu corpo. Estou com roupas normais, a jaqueta vermelha, minha pele não é mais uma escama e nem tampouco brilha. Passo as mãos em meus cabelos, agora soltos e em sua cor natural.
Ela quebrou mesmo a maldição!
“Emma?” Escuto a voz de minha mãe me chamar, levando toda minha atenção para o amontoado de pessoas que surge de repente.
“Mãe!!! Pai!!!” Corro até eles e os abraço com muita força, recebendo um beijo na testa pelo meu pai.
“Mãe...” Henry me chama, trazendo o melhor dos sorrisos.
“Eu estou de volta, kid!” Com um enorme sorriso, agarro meu filho em um abraço praticamente desesperado. Fecho os olhos ao sentir o aperto de seus braços, que mostravam todos seus sentimentos de uma vez só. Que saudade do meu garoto!
Os murmúrios ao meu redor começam a aumentar gradativamente, mas basta a presença de uma pessoa que tudo se cala.
Até Henry me solta sem dizer nada, e quando abro os olhos e me viro para encarar, lá estava Regina caminhando na minha direção. Começo a andar e vou ao seu encontro.
Agora é o momento de provar essa amor verdadeiro de novo.
NARRADOR
De um lado a Rainha, cujo todos aprenderam a respeitar ao longo dos anos e não a odiar mais.
Do outro lado a Salvadora, a inspiração e a esperança de dias melhores para toda a cidade.
Regina para e espera até Emma chegar em sua frente, que para assim que faz. As duas demoram mais do que pretendiam. Seus olhares se encontram e ali elas discutiam em silêncio o que era tudo aquilo.
Não da para esconder de ninguém o que aconteceu. Todos já percebem o que aconteceu. Se Hook não estava ali, e quando tentou não conseguiu, quem quebrou o encanto?
Regina Mills.
E ali, na frente de quem quisesse ver, as duas concordam no silêncio que era hora de provar outra vez o gosto do beijo de amor verdadeiro.
Emma passa suas mãos ao redor do pescoço de Regina, que a segura firme pela cintura e os lábios se chocam em mais um beijo, que causa a faixa de luz na cor de arco-íris de novo, mas dessa vez ninguém desaparece.
Ali estavam e ali ficaram. Dividindo o mais puro dos sentimentos.
Poucos conseguem entender o amor. Muitos dizem sentir, mas entender o que causa, o que é, como isso muda a vida de alguém, nem todos conseguem. O amor é o sentimento mais puro que duas almas podem dividir. Nele habita o desejo, a vontade, a atração, a confiança, a esperança, a complexidade e cumplicidade, entre muitas outras cosias. Quando dividido dessa forma, como as duas fazem, por salvação, mas ao mesmo tempo por libertação e realização, tudo ao redor parece sumir e só existem elas para aquele momento.
“Não tinha noção do tanto que te amava até esse momento.” Regina sussurra ao afastar o suficiente para Emma ouvir.
“Eu posso dizer que te amo muito.” Emma leva suas mãos até o rosto de Regina, acariciando as bochechas com os polegares. “Obrigada.”
FIM
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