Kiss Me
1 E seu coração está contra meu peito
Hoje era o terceiro dia deles. Não que ela gostasse de contar os dias, pois alguns deles eram longos, mas desde que tudo começou ela passou a contar cada dia com ele. Eram quase 100 dias, quase, e eles conseguiram manter isso tudo em segredo e só entre eles. Ela era tão grata por ele ter beijado ela de volta. Ela era muito grata, porque depois de tocar seus lábios na porta de sua casa ela passou a se sentir mais “eles”, mais parte dele. Ela era grata por ele ter retribuído logo depois com um sorriso e por tê-la levado para casa e ela era ainda mais grata porque ele nunca quis apressar as coisas. Na primeira noite em que ela sentiu seus lábios, ele segurou suas mãos e a levou até a porta de casa. Ele beijou ela na testa e respeitou seu espaço e ela caiu ainda mais no amor por ele por conta disso.
Depois daquele dia, eles continuaram a agir como amigos no trabalho. O sentimento que borbulhava dentro deles era complexo demais para que qualquer um ali pudesse entender, e mesmo sem conversar sobre isso ambos decidiram que era melhor apenas aproveitar o momento a dois. Se eles problematizaram um jantar, o que seria nossos ardentes beijos para eles? Ambos pensaram.
Essa postura porém não inibiu seus sentimentos. No final do dia, acontecesse o que acontecesse, eles tinham um os braços do outro. O relacionamentos deles não era tão construído em palavras, embora ambos amassem um a voz do outro, mas a base do relacionamento deles era o toque. Quando ele tocava seus braços ela se sentia segura como nunca, e ele sentia-se cada vez mais forte a cada vez que ela o abraçava. Ambos eram conforto um pro outro. Foram dias e dias de borboletas no estômago até eles chegarem onde chegaram agora, mas nenhum dos dois se arrependem por terem esperados esses três meses.
Com a cabeça em seu peito, ainda ofegante, ela o olhou e seus olhos estavam tão… brilhantes. Ela poderia jurar que estrelas tinham habitado seu olhar, mas ela sabia que não eram estrelas mas sim ela. E ela sabia porque ela também se sentia assim por ele. Ela chegou ainda mais perto de seu corpo, ambos nus debaixo daquele lençol branco, e ela o beijou mais uma vez. Ele sorriu, como sempre sorria, fazendo-a delirar com a ideia de que aquele sorriso era por causa dela. Ela também sorriu e ele passou a mão em seu rosto.
— Eu mal posso acreditar que esse sorriso foi me concedido.- Ele sussurrou para ela.
Ela riu e afogou sua cara no pescoço dele, ele aproveitou e beijou sua bochecha.
— É pra você e por você. — Ela respondeu depois de um tempo.
Ele deslizou a mão na dela e ela o segurou firme. Tão firme quanto algumas horas atrás, quando ela finalmente o convidou para ir ao quarto dele. O quarto era dele, mas ela também estaria lá, pronta para se entregar inteiramente a ele e ele recebeu tal convite tão agraciado como quando alguém recebe um convite para casamento.
Não demorou muito e seus corpos estavam deslizando em cima da cama. Seus corpos, seus toques, suas almas.Agora, depois de todo o momento de êxtase ambos ainda não paravam de pensar no momento. Ela não parava de pensar no quão delicado e forte ele foi com ela, em como era gostoso ele agarrando suas mãos enquanto encarava seu corpo. Ela não se sentiu mal quando ele olhou para o seu corpo porque em seu olhar ela viu que ele não olhou somente para suas tatuagens, mas ele olhou para suas curvas, para cada uma delas com admiração e respeito, e principalmente com muita ternura. Ele não parava de pensar nas mãos dela. No quão firme ela o segurou quando ele entrelaçou suas mãos antes de sentir ela inteiramente. Era como se num gesto ela pedisse para que ele ficasse ali para sempre, e ele desejou que isso fosse fisicamente possível. Além disso, ele não parava de pensar na respiração dela. Ela envolvia seu peito e era como fogo em meio aquele incêndio que eles haviam produzidos.
Eles estavam juntos naquele dia. Mais juntos que nos dias anteriores. Ambos nus, ela com a perna sob o corpo dele e eles estavam enrolados pelo mesmo lençol. Não só pelo lençol, mas também pelo mesmo sentimento. Ambos não paravam de pensar um no outro mesmo os tendo ali colado.
— Que tal pararmos de pensar um pouco e voltarmos a nos amar? — Ambos disseram ao mesmo tempo.
Eles caíram na risada um pouco antes dele rolar ela pro lado e jogar novamente seu corpo nu para cima do dela. Eles se beijaram e pouco antes deles novamente se conectarem totalmente ele sussurrou.
— Nós podemos nos amar mesmo quando estamos pensando.
Ela sorriu pra ele depois de morder seus lábios.
— Ainda bem. — Ela respondeu rolando pra cima dele. — Porque o que eu mais pensei em te dizer quando estava pensando era que eu te amo.
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