Kingdom Pride
6 Capítulo VI - Memories of the Knight of dawn.
Notas iniciais
Desculpe o capítulo curto. No próximo vou dar tudo de mim e caprichar ~
Enjoy, please ~
As masmorras eram um lugar úmido, frio e escuro. O cheiro de mofo impregnava o local, e o francês estava encolhido, encostado em uma das paredes da cela, a qual dividia, infelizmente, com aquele que mais odiava. Scott:
- Então aquela história, de que você e Arthur são irmãos é real? –murmurou Francis, afim de quebrar o silêncio, que reinara por longas horas. Scott voltou o olhar para o francês, confirmando com a cabeça.
- E mesmo sendo irmãos… Vocês… I-Isso não é justo… -indagou o loiro, escondendo o rosto sob os joelhos. Já sentia as lágrimas voltarem, e não havia nada que poderia fazer agora. Sua maior preciosidade se fora, e nessa vida inútil não lhe restava mais nada.
- Eu sinto muito. Compreendo que você ama Arthur… Mas eu estou apaixonado por ele há seculos… Muito antes mesmo de você conhecê-lo. Dei a coisa que me era mais preciosa, para protegê-lo, naquele dia longínquo.
- E o que era? – perguntou Francis, tentando esconder o súbito interesse. O escocês, em resposta, levou o indicador até os lábios, simbolizando segredo. Francis bufou irritadamente, virando a cara, voltando a encarar a interessante parede.
Scott voltou o olhar para a pequenina janela do estabelecimento, observando as estrelas cintilarem nos céus enegrecidos. Ergueu inconscientemente a mão esquerda até o peito, onde jazia uma extensa e profunda cicatriz. Afagou-a carinhosamente, fechando os olhos. A mente do ruivo rapidamente preencheu-se de lembranças, nem boas nem ruins, apenas lembranças.
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- Scott! Scott! Veja! Eu peguei um peixe! – gritava animadamente o menor, que carregava uma cesta confeccionada artesanalmente, e dentro dela, jazia um grande peixe de água doce. Scott apenas observou o pequeno inglês, afagando-lhe os cabelos loiros:
- Muito bem, Arthur.
- Bro… Você não parece muito bem… Aconteceu alguma coisa? – perguntou Arthur, fazendo o maior esforço para alcançar o rosto do ruivo, acariciando-lhe o queixo. Scott encarou-o, um tanto surpreso. Sabia que cedo ou mais tarde,a vila seria tomada pelos romanos, e era questão de tempo até que sua mãe caísse. E precisava pensar em algum modo de proteger seus queridos irmãos.
- Ora… Não é nada que crianças pequenas precisem se preocupar.
- Criança?! Eu sou um homem! Já posso fazer coisas de homem, idiot! – indagou o loirinho, fazendo o maior beiço que podia. Criança e “pequeno” na mesma frase o fazia ficar duplamente irritado. E Scott apenas riu da inocência do menor:
- Coisas de adulto, é? Tudo bem, tudo bem.
- Você não acredita em mim! Scott, seu idiotaaaaaa! – gritou Arthur, já com lágrimas nos olhos. Jogou a cesta que carregava no outro, saindo em disparada, à procura de seu esconderijo secreto. “Droga! Por que ele tem que me tratar como uma criancinha?! O Cailean que é um bebê!” pensava irritadamente o loiro, enquanto balançava as perninhas no galho mais alto de sua árvore preferida. Ninguém conseguia subir onde ele subia, e por isso, esse, era seu esconderijo secreto.
- Me diga, dona árvore… Por que o idiota do Scott me trata como uma criança?! – murmurou o garoto, tristonho.
- Deve ser porque você age como uma, não? – uma nova voz fez Arthur levar um susto, quase caindo da àrvore. Ao olhar para baixo, vira o irmão, olhando-o curiosamente:
- Vá embora, eu não quero falar com você.
- Eu preciso falar com você. Vamos Arthie. Ouça o que eu tenho a dizer.
- Não quero. Você vai me enrolar, eu não quero. Vá.
- Arthur, me dê dez minutos para me explicar.
- Não.
- Arthur… — respirou fundo. O menor era incrivelmente irritante quando queria. O amava demais. Mas tinha vezes que queria estrangulá-lo e entregar seu corpo ao rio mais profundo de toda Britannia. Ah! Como queria! E olha que ele nem era um sociopata ou algo do gênero.
- Tudo bem. Você tem cinco minutos, e nada mais. – anunciou por fim, mandão como sempre.
- Olha, Arthur… Me desculpe por te chamar de criança e pequeno. Não era minha intenção te ofender. Mas você precisa entender que para mim, você ainda é meu irmãozinho.
- É claro que sou. Eu sei muito bem que você está pensando em me matar agora. – cerrou os olhinhos esverdeados, encarando-o, em desafio.
- Não Arthur… Eu nunca imaginaria isso…
- Imaginaria sim.
- Você está fugindo do assunto…
- É claro. Foi você que começou a me imaginar morto. A culpa é sua.
- Arthur… Pare.
- Não.
- Pare com isso, é sério.
- Me obrigue.
- Estou falando sério.
- Ah, que medo.
- Agora eu realmente estou pensando em te matar!
- E eu com isso.
- Arthur Kirkland… Não ouse. – e assim, o menor mostrara a língua, fazendo o maior perder completamente a compostura. Começou a subir na árvore rapidamente, fazendo o menor se desesperar:
- E-Espere, eu estava brincando!
- Agora é tarde.
- Não venha! Você vai cair, é gordo demais e…
- Não tem como você fugir. – Scott pegara o outro pelo pé, fazendo-o cair até o galho onde estava. Forçou-o a encará-lo nos olhos, com a expressão séria:
- Ande.
- O quê?
- Se desculpe.
- Eu não fiz nada de errado.
- Me desobedeceu e me desafiou.
- … Não.
- Arthur…!
- Tudo bem! Me desculpe! – Scott sorriu, apertando a bochecha do menor, descendo da árvore, e carregando-o no colo:
- Vamos voltar.
- Eu não quero. Me deixe sozinho.
- Eu nunca vou te deixar sozinho. Sempre estarei com você, Arthie. – o silêncio súbito do menor deixou o ruivo desconfortável. De repente, um cheiro de queimado tomou conta do local, assim como algumas cinzas serpenteavam pelos ares:
- O que é isso? Estou sentindo cheiro de algo queimando… -murmurou Scott, olhando para os lados. Foi então que o inglês pulara de seu colo, gritando e correndo em direção à aldeia:
- S-scott! Está pegando fogo! – O ruivo seguira o menor com o olhar, chocando-se com um grande incêndio, que tomava a aldeia rapidamente, sentiu o corpo tremer, e apenas correu até o local por instinto.
Ao chegar lá, vários corpos jaziam o chão, sem vida. Rapidamente correu na esperança de encontrar a mãe viva, assim como seu irmão, Cailean. Tirou a espada da bainha, e começou a distribuir golpes em todos os soldados romanos que encontrava pela frente.
A visão seguinte ficara marcada em sua memória para sempre. O corpo de sua mãe jazia, completamente mutilado, protegendo Cailean, que chorava descontroladamente.
Scott estava sozinho, e sobrava-lhe apenas Cailean, que herdara o sorriso de sua mãe.
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Um único ruído acordou à todos no reino de Camelot. As trombetas dos soldados germânicos soaram apenas uma única vez, pois estes foram mortos rapidamente. Em um piscar de olhos, diversas criaturas estranhas adentraram o grande Reino, destruindo tudo que encontravam pela frente. Muitos religiosos condenaram tais criaturas de serem frutos do Diabo.
Uma simples figura humana se destacava entre os seres fantásticos. E os poucos aldeões que sobraram, aplaudiram-no pelo retorno. O conderado Cavaleiro havia enfim voltado, e assim com ele, a esperança. Francis e Scott despertaram do sono que os castigava, com os estrondos e gritos de guerra. Scott levantou-se, olhando para for a da pequenina janela, e viu chamas estranhas tomarem os céus do Reino. já havia visto tais chamas verde-azuladas antes. Era a magia antiga dos celtas. Arthur e Cailean estavam aqui.
- Arthur retornara.
Um pequeno sorriso surgira nos lábios do Francês, concordando veemente com o outro
“Eu sabia que ele não nos abandonaria. “
Notas finais
A batalha vai ser a mais caprichada de todas as que eu já escrevi, por isso vou levar uns três dias pra escrever Q
Bom, até terça que vem! ~ (or not :I)
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