Kingdom Pride
5 Capítulo V- Mehr als nur Freunde.
Notas iniciais
Capítulo especial totalmente PruAus ouo
E nom me matem depois de ler~
Espero que gostem ~
O pequeno albino brincava por entre as pastagens do campo da casa onde viviam. Roderich o observava, com certa curiosidade e até mesmo, admiração. O prussiano percebera que o outro o olhava, e com um sorriso divertido nos lábios, correu em direção ao moreno, pulando em suas costas:
– Heeeey, Roderich, kesesesese!
– Você não tem modos não, seu rato branco idiota? –murmurou o austríaco, corando de leve.
– O incrível Eu não precisa de modos! Sou um bárbaro, kesesesese! E você também é, Rode! – ele sorriu, abraçando mais o pescoço do outro, o qual estava agarrado.
– Eu não sou um bruto como você. E… q-quer fazer o favor de sair de cima de mim?
– Kesesesese, você é tão tímido, Rode. –suspirou o albino, saindo de cima do outro em um pulo travesso. Colocou-se à frente dele, abrindo os braços, e observando todas aquelas terras, com o olhar brilhando:
– Sabe, Rode? Um dia todas essas terras serão minhas! Tudo o que vê e é claro, o que não pode ver, serão do incrível Gilbert! – riu-se, colocando as pequenas mãos sobre a cintura. Roderich o observou por um longo tempo. Aqueles olhos vermelhos, que exuberavam determinação e sonhos. Sim, Roderich o admirava:
– V-Você é tão convencido… -murmurou, levemente irritado. O seu comentário chamou a atenção do prussiano, que virou seu rosto sorridente para encará-lo. Com isso, Gilbert pegou ambas as mãos do austríaco, segurando-as fortemente:
– Espere e verá, Rode! E você irá comigo, é claro!
– E por que diabos eu teria que ir com você? – indagou, desviando o olhar e torcendo para que outro não visse que corara:
– Ora… É porque você é meu amigo. – disse apenas. E apenas aquela frase, fizera o moreno sentir o coração acelerar, assim como o resto do mundo desaparecer, sobrando apenas os dois, e é claro, o sorriso do albino.
– Vamos conquistar todas as terras juntos! – exclamou Gilbert.
– S-Sim…! – confirmou o moreno, sorrindo timidamente para o outro, que devolveu-lhe o gesto.
Naquela época os dois eram apenas crianças inocentes.
–-------------------------------------------------------------
– Heeeeey, Rode! Rooooooooderich, idiota! – gritava o prussiano, nos ouvidos do distraído Roderich. Aquilo fizera o moreno finalmente sair do transe, que memórias distantes lhe proporcionaram. Grunhiu, empurrando o outro para longe, ríspido:
– Pare de me irritar, seu imbecil.
– Kesesese, desculpe se eu irritei a donzela, mas é que eu estou realmente feliz! – exclamou ele, sempre animado. E deveria estar, depois de matar o conhecido Cavaleiro Arthur e logo depois o Rei de Camelot, dominando enfim, o prestigiado reino:
– Se você não estivesse feliz, eu te castraria. – resmungou o moreno, debruçando-se na murada da grande sacada que se encontravam. Sim, haviam dominado finalmente este reino. E é lógico que Gilbert insistira em ficar no castelo real, e ali, era o quarto do falecido Rei.
– Eu estou realmente feliz, kesesese! – Gilbert aproximava-se sorrateiramente do moreno, envolvendo sua cintura com os braços:
– H-Hey, seu idiota! Me largue, isso não é hora para ficar me agarrando! – tentava se soltar o moreno, em vão.- E você não está bêbado para isso…!
O sorriso de Gilbert sumira, sendo substituído por uma expressão irritada e levemente séria. Puxou o moreno bruscamente pelo quarto, jogando-o na grande cama central do cômodo. Se livrou das pesadas vestes, típicas daquela época, e logo depois da camisa de ferro, deixando apenas uma blusa branca desbotada, com os botões desatados. A clavícula do prussiano à mostra fez o austríaco corar ao máximo.
– Você realmente achou que eu fiz aquilo naquela vez porque estava bêbado? – perguntou o albino, ficando por cima de Roderich, que corava cada vez mais. Aqueles olhos avermelhados o encaravam fixamente, sem descanso:
– É… é claro que f-foi o que a-aconteceu…
– Rode… O incrível Eu jamais faria aquilo com um homem se não sentisse algo por ele.
– O… O q-quê? – sussurrou o austríaco, engolindo em seco. Seria isso uma… Declaração de Gilbert?
– Deixa o papo de lado. Eu sei que você também quer. – sussurrou Gibert, deliciando-se ao ver o rosto do outro, completamente vermelho. Não conseguiria conter-se mais, atacou os lábios despreparados do outro, iniciando um beijo voraz.
Roderich entrou em pânico, ao sentir a língua do outro invadir-lhe a boca, e de suas sorrateiras mãos, que começavam a despí-lo habilmente. Não queria isso novamente. Não queria tornar-se um brinquedinho do albino. Ele o amava demais para isso. Era isso mesmo, Roderich amava Gilbert, desde sempre. Amava sua voz irritante, sua personalidade metida à maioral, seus olhos rubros como o sangue, de seus cabelos, brancos como a neve. De seu perfume e infelizmente de seu corpo. E mesmo que a relação fosse apenas sexual, Roderich sentia-se mais digno que isso. Se fosse apenas pelo sexo, que Gilbert estuprasse uma das prisioneiras, oras!
– Seu insolente! Saia de cima de mim! – gritou ele, empurrando-o com certa força. Arfava e tinha seu rosto tomado pelo vermelho.
– Ora essa seu tocador estraga-prazeres! Por que me empurrou?! – exclamou o albino, completamente descrente.
– Porque… — Roderich recuou alguns passos, encolhendo-se na beirada da gigantesca cama. Por fim, abraçado aos joelhos, recomeçou.- Eu não quero ser sua prostituta, Gilbert. Eu… Me recuso a ser taxado desta maneira, mesmo você s-sabendo o que e-eu s-sinto e… -calara-se. Roderich não podia acreditar no que estava dizendo.
Gilbert apenas fitou o menor se encolher no canto, suspirando. Ele não entendia o porquê do austríaco não perceber o que sentia por ele. Os sinais estavam tão evidentes! O albino engatinhou até onde o austríaco estava, abraçando-o cuidadosamente, como jamais fizera antes. E isso fez Roderich corar com nunca corara na vida. Dessa vez, o outro o abraçara de um modo diferente. Sem malícia, desejo ou brutalidade. Era como se todos os sentimentos do prussiano o tivessem alcançado, todos de uma vez.
– Roderich, não seja tão injusto. –sussurrou ternamente, puxando o rosto corado do moreno para cima, de modo que pudesse encará-lo nos olhos:
– Você sabe do que eu sinto por você. Eu já lhe disse isso. –suspirou o garoto de cabelos alvos, encostando a testa na do outro.- Eu disse isso, naquela tarde de verão.
–---------------------------------------------------
O dia estava quente, e as libélulas sobrevoavam a relva umidecida. Dois garotos brincavam entre as árvores, em um jogo inocente de pega-pega. Até que um deles, este com seus cabelos morenos, tropeçou em uma pequena pedra e caiu, barranco abaixo.
– Rode! Roderich! Por favor, acorde! –o outro garoto, este mais alto e com seus cabelos alvos, segurava o austríaco, que desmaiara devido à queda que sofrera. Um extenso e profundo arranhão localizava-se na parte posterior da coxa do moreno, e a dor que sentia o fez acordar, gemendo. Foi aí que deu de cara com os olhos avermelhados de Gilbert, estes desmanchados, pela primeira vez, por lágrimas cristalinas:
– G-Gil…? P-Por que está c-chorando assim? – o outro então, abraçou Roderich firmemente, com o corpo trêmulo:
– Mas que merda, Rode! Nunca mais assuste o incrível Eu desta forma! Pensei… Q-Que tivesse m-morrido… N-Não ouse fazer mais isto! –gritava o albino, tentando conter as lágrimas:
– M-Me desculpe… foi um acidente. – murmurou o menor, que retribuíra o abraço.
– Me prometa. Prometa que não vai mais se fingir de morto! – sussurrou o prussiano.
– Eu… Prometo, Gilbert.
Gilbert apertou-o com mais força, parando com os soluços. Separou-se enfim do abraço, secando os olhos no dorso da mão esquerda. Encarou-o com certa coragem, e seu rosto adquirira um tom rosado:
– Ich liebe dich, Rode. – isso fez Roderich corar intensamente, desviando o olhar.
“Naquela tarde de verão, quando o Sol atingira o centro do céu. Os raios solares iluminvam o seu rosto, e no silêncio das árvores eu pude ouvir sua voz, tão nítida, a voz do fundo de seu coração.
Seus sentimentos chegaram até mim, carregados pela brisa suave daquele dia, tão distante. E não há um único dia em que eu não me arrependa, de ter fugido de você naquele momento, e não ter sorrido para você….
… E dito que eu também te amava. Desde sempre. “
–-----------------------------------------------------------------
Notas finais
É que eu precisava escrever sobre os dois~ Eu A-M-O PruAus ;u;
E também aumenta a fic! Assim, teremos mais dois capítulos ainda! Espero que tenham gostado....
traduções:
Ich liebe dich: eu te amo > alemão
Bom, vai ser uma série semanal isso então até a próxima terça! Byeni ♥
Fale com o autor