Kingdom Pride

3 Capítulo III- Brothers Of Avalon.


Notas iniciais
prontinho, capítulo três aqui. c: obrigada pelos reviews! ♥ e puuuxa, temos 18 leitores *u* fico feliz que tem mais gente lendo do que comentando .-q enfien, aproveitem ♥
nom vou por os nomes agora. u3u

Arthur esperava pacientemente, encarando o horizonte, com certa cautela. Já havia escurecido, e nenhum sinal dos invasores. Havia ocorrido algum imprevisto, afinal?

- Arthur, desista. Já passou-se muito tempo... Eles não virão. – murmurou Francis, descendo de seu cavalo. Ele suspirou, tocando a mão enluvada do outro, com cuidado. — Posso dispensar o exército?

- Faça como quiser. Eu... Não vou deixar por assim. – dizendo isso, o inglês puxou as rédeas de seu alvo cavalo, cavalgando velozmente, rumo à floresta. O francês gritou o nome do inglês, como se pudesse pará-lo. Deixou que o outro fizesse o que quisesse, bufando, irritado:

- Muito bem! Estão dispensados! Andem! – esbravejou o francês, impaciente. Todos o obedeceram, retornando ao portão do reino e assim, para suas respectivas moradias. Entretanto, um certo ruivo permanecera imóvel, encarando o horizonte, e assim a floresta, por onde o pequeno inglês sumira. Obrigara o cavalo negro em que montava, trotar alguns passos adiante, mas este fora apreendido, pela mão do francês que segurava-lhe o pulso, de forma violenta:

- Nem se atreva, escocês. Não irás mais chegar perto de Arthur.

- Não é você quem irá me impedir, “francês”. – Scott retrucara, olhando-o tão rispidamente quanto o outro. Um silêncio mortal pairou diante deles por longos minutos, até Francis quebrá-lo, torcendo com demasiada força o braço do escocês:

- Serei eu, já que o loiro é tão vulnerável. Lembre-se... Ele é minha propriedade.

- Creio eu que já está na hora de reavaliar seu conselho, Francis. – ele riu, puxando o pulso com força. Olhou uma última vez para o loiro, em deboche, antes de sair cavalgando em direção ao inglês. – Porque o Arthur é...

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Arthur cavalgava sem rumo pela densa floresta, que estava mergulhada no mais profundo breu. O único som predominante em tal local, eram os cascos do cavalo prateado do inglês, em atrito com a terra parcialmente úmida do solo florestal, além do som das corujas, cigarras e outros animais que lá viviam. Precisava admitir, estava perdido. Um som inédito chamou-lhe a atenção. Sim, era o som de água corrente. Parou o cavalo, entrelaçando as rédeas em algum galho de um pinheiro qualquer, e seguiu o caminho a pé.

Depois de alguns minutos de caminhada, Arthur deparou-se com uma imensa caverna escura. Aproximou-se da entrada do lugar, cautelosamente. Nenhum ruído. Decidiu aproximar-se mais, até ser surpreendido por um brilho incomum, provindo de dentro da caverna. A luz forte, prateada era um tanto quanto familiar ao inglês. E com a ajuda dos raios de luz que saíam de dentro da caverna, o loiro conseguira ler as runas gravadas na superfície rochosa do lugar.

- “Grá, cúram agus gean a thógáil ar an cróga. Tá Foréigean, naimhdeas agus eagla, fools rugadh.” – leu Arthur, desconhecendo tal idioma. – “Beidh Avalon shealbhú dó agus é a chosaint, má tá tú ar fiú gníomh den sórt sin.” — arregalou os olhos, sentindo um aperto no coração. Cambaleou para o lado, arfando. – A-Avalon?

Arthur sentira uma tontura estranha, seguida da falta de ar. Caiu de joelhos em meio à relva úmida, vendo uma silhueta humana à luz que saía da caverna, antes de desmaiar.

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- S-Scott! Scott! A mamãe! E-Ela… Ela se foi! – choramingou o pequeno loiro, ao abraçar a cintura do maior, desatando a chorar contra o abdômen do ruivo.

- Arthur, trate de parar de chorar! Vamos logo! Está tudo pegando fogo! – gritou o mais alto, puxando o inglês chorão pela mão, e abraçando uma criança menor, também ruiva.

- M-Mas... A mamãe... E-Ela... – continuou a criança, ainda mais em pânico. O escocês soltou a criança que segurava, agachando-se para ficar da altura do loiro. Encostou a testa na de Arthur, segurando suas mãos:

- Arthur. A mamãe se sacrificou para nos proteger. Precisamos ser valentes agora, para honrá-la. Lembre-se, eu sempre estarei ao seu lado, protegendo-lhe. I Love ye, Arthur. – sussurrou por fim, selando um selinho nos lábios cálidos do outro. Arthur corara, entretanto, parara de chorar. Scott sorriu, um pouco envergonhado, ao pegar novamente o pequeno ruivo no colo:

- Vamos, precisamos correr, Arthur. É uma questão de tempo até nos encontrarem...! – o maior parou, em pânico. As três crianças estavam cercadas por cavalheiros, todos com elmos, que mais lembravam as formas de demônios. O menor, Cailean, começara a chorar. Scott entregou às mãos de Arthur o pequeno irlandês, ordenando em alto e bom tom para que os dois fugissem:

- Ande Arthur! Corra!

- Mas... E quanto a você, Scott?! Não posso deixá-lo aqui! – indagou o inglês, ainda muito assustado.

- Ande! Eu vou dar algum tempo a vocês! – gritou, empurrando os dois para o lado, ao retirar a sua espada. – Sigam em direção ao centro da floresta! Lá encontrarão Avalon, ande!

- Mas... Você irá morrer, e-eu... N-Não quero te perder...! –murmurou Arthur, com a voz fraca. Sentiu novamente o nó apertar sua garganta, e teve certa dificuldade em barrar as lágrimas. O escocês afagou os cabelos do menor, empurrando-o mais para dentro da floresta:

- Não se preocupe, Arthur. Eu prometo que iremos nos encontrar novamente. Apenas lembre-se do que lhe disse hoje. Eu te amo.

E Arthur mais nada ouvira e nem falara. Correu com a criança em seus braços, rumo à floresta, olhando para o escocês que lutava contra cinco homens, atrás de si. Vira-o sorrir em sua direção, antes da espada de um de seus oponentes furar-lhe o coração, e o sangue preencher a visão do pequeno inglês.

- B-Brother!

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Arthur abriu os olhos, assustado, e suando frio. Tudo não passara de um sonho. Não, não um sonho e sim, uma lembrança. O corpo todo tremia, e o coração batia depressa. Colocou-se sentado, apoiando o tronco nos braços. Onde estava agora? Olhou ao redor, e constatou estar dentro de uma caverna, que por sinal, era mal iluminada. Olhou veemente para o teto gotejante, e estremeceu ao sentir uma gota da água bater-lhe na nuca suada.

- Ah, já acordou? – perguntou uma figura, oculta por entre as sombras do local. Arthur estremeceu ao ver um ruivo se aproximar. Conhecia-o de algum lugar:

- Q-Quem és tu?! Exijo que se apresente!

- Ora, já se esqueceu de mim, seu inglesinho traidor? Sou eu, Cailean. – respondeu o irlandês, sentando-se ao lado de Arthur, bufando.

- C-Cailean? Meu... – os olhos do loiro arregalaram-se mais uma vez. Estava ao lado de seu irmão mais novo, do qual fora separado há tantos anos atrás. Sem pensar duas vezes, pulou em cima do menor, abraçando-lhe.

- M-Mas o que é isso, seu bastardo?! Solte-me, idiota! Ande! Solte-me seu insolente! Depois de tê-lo salvo do desmaio você vem me abraçando?! – gritava o mais novo, em desespero. – Eu devia tê-lo deixado de comida de lobo! Aaaargh!

- Cailean! Você está vivo! Eu não acredito! Pensei que estivesse morto! – continuava o inglês, abraçando o ruivo calorosamente. Por fim, Cailean desistira de afastar Arthur, entretanto não retribuiu o abraço:

- É claro que estou vivo, idiota! Ao contrário, não estaria aqui, não é?! Estúpido... – bufou, incrédulo. Se afastou do irmão mais velho, sentando-se um pouco mais longe desta vez:

- O que faz aqui, Arthur? Pensei que sua vida no palácio luxuoso fosse boa... Ou... Eles te expulsaram de lá? – Cailean riu com a ideia, fechando os olhos.

- Acabei me perdendo na floresta, quando saí à procura dos saxões. Mas isso não importa... O que você está fazendo aqui, Cailean? Que lugar é esse? Eu... Sinto que já estive aqui antes. – sussurrou Arthur, observando o menor, fixamente.

- Você não se lembra de nada? – indagou o ruivo, erguendo ambas as sobrancelhas.

- Não muito bem... Só de alguns fatos... É estranho, não se lembrar do passado. M-Mas... Acabei de ter um sonho estranho. – o loiro encolhera-se, abraçando os joelhos.

- Um sonho? Você não quis dizer, lembrança? Acho eu, que quando nos aproximamos de um lugar que marcou nossa vida, as coisas perdidas em nosso interior voltam à tona. Arthur, estamos no templo da Sacerdotisa Raven. Arthur... Esta é a porta para Avalon.

Arthur começara a tremer novamente, com o olhar vagando longe. Avalon... Ele já ouvira falar deste lugar! Quando criança, sua mãe contava histórias incríveis sobre Avalon, além da grande sacerdotisa Raven. Cailean, ao ver o que o outro calara-se, prosseguiu, um tanto preocupado:

- Traidor? Está tudo bem...? Você está pálido.

- Estamos tão... Perto de Avalon? – ele aproximou-se rapidamente do ruivo, segurando-o pela gola da camisa, e gritando, com lágrimas nos olhos:

- Por que... Não fizera contato comigo antes?! Mamãe está em Avalon? E o brother Scott? Onde estão todos...?!

- Creio eu que não podes entrar em Avalon. – retrucou o menor, afastando o inglês de si.

- Por que não?! Eu quero ver a Mamãe! E... E Scott!

- Scott não está aqui. Ele... Morreu, lembra-se? – murmurou Cailean, escondendo o rosto sob a franja. As bochechas sardentas estavam vermelhas. Finalmente o ruivo se levantara, adentrando mais a caverna, mas antes, pronunciou palavras que ficaram gravadas na mente do inglês:

- Arthur, lembra-se das regras de Avalon? “Apenas aqueles que são dignos de tais atos, serão abraçados por Avalon.” – Cailean fizera uma pequena pausa, limpando a garganta. – Achas mesmo... Que és digno disto, neste momento?

- Espere... Cailean... C-Cailean! – gritou Arthur, antes de ver o pequeno sumir em meio à escuridão da caverna, e o silêncio mortal da noite tomar conta do local.

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O prussiano e austríaco esgueiravam-se pelos altos muros da parte austral do Reino de Camelot, observando atentamente quaisquer movimentos suspeitos:

- Achas que esta muralha possui quanto de altura, Roderich? –sussurrara o albino, curioso.

- Creio eu que esta monstruosidade tenha uns dez metros de altura, Gilbert. – murmurou em resposta o moreno.

- Rá! E espera mesmo que todo o exército escale isso, seu grande imbecil?! Bem mais a minha entrada triunfal! – exclamou o prussiano, alterando um pouco a voz.

- Cale a droga da boca, Gilbert! Não iremos escalar nada, idiota. Nunca ouvira falar em traidores da pátria? – retrucou Roderich, com um sorriso maroto nos lábios, atípico do austríaco. Tirara um mapa do bolso, e mostrou ao albino.

- O que é isso, afinal? Um mapa pra quê? Não me diga que esse muro precisa de mapa para ser escalado! – reclamou Gilbert, em tom manhoso.

- Mas é claro que não, sua anta desprovida de cérebro! – Roderich desferiu um grande tapa na cabeça alva do outro, com o auxílio do mapa. Cerrou os punhos, tentando se acalmar. Por fim, recomeçou:

- Isto é o mapa que consegui com um sacerdote de uma igreja... Da última cidade que dominaste. Conseguiremos entrar no reino sem sermos vistos, por uma das 9 entradas secretas.

- Ah! Entendi! E escalar o muro é uma delas! É brilhante, Roderich, kesesesese! – riu o albino, desferindo tapinhas amigáveis no ombro do austríaco, que devolveu o gesto com um grande soco em sua face. Por fim, Roderich massageava as têmporas, respirando fundo:

- Não sei o que me é pior... Esqueça a droga do muro, mentecapto!

- Não precisa abusar tanto da violência! – reclamou novamente, manhoso.

- Que seja! Fique quieto e me siga. – ele fez sinal para que o albino o acompanha-se. Olhou para os quinhentos soldados atrás de si, ordenando:

- Meus caros! Chegara o grande momento! A primeira tropa atacará todos em seu caminho, pondo fogo em tudo que estiver ao alcance! A segunda tropa está oculta na floresta, com Ludwig no comando. Todos sabem que um passo fora do planejado arruinará tudo. Vamos, pela honra de nosso Rei!

Ambos os líderes foram seguidos por seus subordinados. Seguindo as instruções do mapa, Roderich achara a entrada secreta, em meio à arbustos, que ocultavam um desnível entre o muro e o solo. Empurrando as plantas para os lados, o moreno levantou a porta de um alçapão, e ordenou que todos entrassem, um por um, no túnel subterrâneo. E assim seguiu-se, até que os quinhentos soldados se infiltrassem nas terras de Camelot.

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O francês encontrava-se deitado em sua cama, fitando o teto. Sua expressão era de total desgosto, e o sono havia lhe abandonado naquela noite. Suspirava, de modo triste, ao pensar nas palavras do escocês, que ouvira horas atrás. Como assim... Os dois...

- Pare de se atormentar com uma simples mentira, Francis. – ele riu, falando consigo mesmo. Era óbvio que o que Scott lhe dissera era mentira. Fechou os olhos exaustos, procurando pelo sono perdido.

De repente, gritos romperam o silêncio da noite, seguidos por estrondos e por chamas demoníacas. Francis levantou-se rapidamente de sua cama, e seguiu até a janela do cômodo. Seus olhos arregalaram-se, e as pernas começaram a tremer. Os saxões haviam invadido Camelot. Seus olhos acompanharam as chamas do incêndio provocado pelos germânicos, que tomava rapidamente conta da cidade. As ruas, manchadas de sangue, e vários corpos jaziam, inanimados sobre as calçadas.

- Pour l'amour de Dieu! Qu'est-ce que c'est?! – exclamou o francês, vestindo a roupa de guerra o mais rápido que conseguia, pegando sua espada, e seguindo em direção à rua.

Os sinos badalaram três vezes, sinalizando a guerra que seguia-se na calada da noite, e as ruas foram tomadas por soldados de Camelot, trajando as poderosas roupas vermelhas de guerra. Os saxões eram mortos, um por um, e o grande soldado que se destacava na batalha, era ninguém menos que Francis.

- Deixem aquele loiro cabeludo com o incrível Eu! – gritou Gilbert, seguindo sorrateiramente ao encontro do francês, golpeando-o por trás.

Apesar de Gilbert ser rápido, Francis fora mais, bloqueando o golpe do germânico com a própria lâmina da arma. E os dois envolveram-se em uma luta, extremamente calculada e equilibrada, desferindo golpes simétricos por todos os lados. E o francês perguntava-se onde encontrava-se o maldito inglês, naquele momento.

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Arthur, ainda se recuperando do choque que acabara de sofrer, levantou-se do chão úmido da caverna, e começou a seguir em direção à saída. Mas fora barrado por alguém, que o jogara contra o chão:

- M-Mas o que é isso?! Quem atreve-se a tal ato?! – protestou Arthur, sem conseguir ver o rosto do agressor, devido a pouca luminosidade do local.

- Sabia que eu demorei um tempão até encontrá-lo? Pensei que estivesse morto, ao ver apenas seu cavalo largado à poucos metros daqui!

- S-Scott?! – ótimo. Justo ele, a única pessoa que ele não queria encontrar agora, já que estava chorando. Sorte que estava escuro. Assim o maior não poderia ver seu rosto inchado e, agora, corado.

- Hm... Esteve chorando? – murmurou o outro, agachando-se, para ficar à altura dele. Levou a mão até o rosto de Arthur, agindo do modo mais gentil até aquele momento. Isso fez o coração de Arthur se apertar... Conhecia aquelas mãos cálidas.

- A-Afinal... Q-Quem é... V-Você?... – sussurrou o loiro, em um fio de voz.

- Ora... Você não se lembra justo de mim? – sussurrou o outro de volta, percebendo-se pelo tom da voz, que estava irritado.

- Você me deixa confuso... Eu sinto que n-não ajo decentemente na sua p-presença... E-Eu... Reconheço você de algum l-lugar... – o inglês levou as mãos até a do escocês, que pousava sobre seu rosto. Não queria mais sentir tudo aquilo. Precisava de respostas.

- Talvez isso refresque sua memória... Arthur. – murmurou o ruivo, segurando o rosto de Arthur com as duas mãos, e o puxando para um selinho carinhoso. Ainda sem afastar os lábios, disse:

- I Love ye, Arthur.

- B-Brother... – exclamou, perplexo. Por impulso, abraçou-o firmemente, deixando as lágrimas escorrerem-lhe o rosto. Não se importava mais. O irmão, que tanto amava estava vivo. E isso era o que importava.

- Eu sempre cumpro minhas promessas, não é? – o ruivo sussurrou, sorrindo um pouco.

- Sim. – Arthur apenas disse, puxando o ruivo para um beijo mais profundo, entregando-se por completo ao escocês.

Os beijos tornaram-se mais e mais vorazes, depois de tanto tempo em que os dois estavam separados. Toda a saudade fora aliviada naquele momento, tão íntimo dos dois. Scott não perdera tempo, tirando as vestes de Arthur, com a mesma habilidade em que empunhava a espada. Distribuiu beijos por toda a extensão do abdômen e peitoral do inglês, não racionalizando na saliva. A cada carícia do mais velho, o inglês arfava, e soltava um ou mais gemidos, que tentava conter, ao levar o pulso e começar a mordê-lo com força. Scott percebera o que Arthur fazia, e gentilmente, puxou a mão, já machucada do inglês:

- Não faça isso consigo mesmo. Quero ouvi-lo, Arthur. – sussurrou o ruivo, livrando-se da blusa que vestia, deixando o peitoral à mostra. Arthur corou ainda mais:

- M-Maldito... S-Sádico. – dizia, em meio aos gemidos. E aquilo fez o escocês rir.

Scott abraçava Arthur por trás, e distribuía beijos por toda a nuca e coluna. A cada área que a língua do ruivo tocava na pele do inglês, o mesmo arrepiava-se. E ficara ainda mais difícil se controlar, quando o escocês começara a masturbá-lo, e acariciar a entrada do menor, com o próprio membro. Arthur sentiu as pernas tremerem, e a respiração acelerar de forma estrondosa. Até quando o outro o provocaria daquela forma?

- D-Desculpe-me... E-Eu não posso mais me segurar. – sussurrou o ruivo, entre um gemido e outro.

- F-Faça o que t-tiver que fazer... – respondeu, inaudível. E antes que pudesse protestar, Scott já infiltrara o seu interior, em ritmo acelerado. O inglês arfou de dor, mas com um tempo foi se acostumando, até que pudesse sentir algum prazer naquela situação.

- J-Já... C-Chega. – murmurou Arthur, não conseguindo mais manter-se em pé.

- F-Falta pouco...! – sussurrou, segurando o loiro nos braços. Arthur abraçou o pescoço de Scott, fechando os olhos com força. O escocês o puxou para outro beijo estonteante, e minutos depois, seguiu-se o orgasmo.

Os dois permaneceram abraçados, por um longo tempo, em silêncio, esperando a respiração e os sentidos voltarem ao estado normal. Scott depositou Arthur no chão da caverna, para que pudesse se vestir. Ergueu a mão para o loiro, querendo ajudá-lo a se levantar:

- Vamos Arthur. Ora de voltar para casa.

- N-Não... p-posso andar. – resmungou ele, vermelho.

- Hm... Será que eu investi forte demais? – ele abafou um riso, levantando o outro e ajudando-o a se vestir.

- C-Calado! – gritou Arthur, o mais alto que pôde, naquela situação. O escocês apenas riu novamente, levantando-o no colo e seguindo rumo à saída.

Ao chegarem aos cavalos, Scott colocou o inglês sobre o seu, subindo logo em seguida:

- Amanhã buscarei seu cavalo. – E assim, puxou as rédeas e cavalgou velozmente, em direção ao Reino. Arthur apenas abraçou a cintura do mais velho, um pouco envergonhado. Não gostava da ideia de ser comparado à uma princesa. Apesar de que parecia muito uma.

Ao chegarem perto o suficiente do reino, Arthur avistara as chamas que tomavam conta do local, e entrou em pânico:

- E-Essa... não.

Quando finalmente chegaram em meio ao caos do portão do Reino, este tomado por corpos e mais corpos, Arthur pulara do cavalo, correu em direção ao seu dormitório. Precisaria da Excalibur. Adentrou o castelo, lutando com os inimigos que encontrara no caminho, derrubando-os sem muita dificuldade. Ao entrar no seu cômodo, buscou o esconderijo da espada, e quando a encontrou, dirigiu-se à sacada do quarto. De lá, Arthur saltara, caindo habilmente sobre um dos saxões, que tentava estuprar uma aldeã. Com a fúria exalando de seu corpo, não fora muito difícil eliminar aqueles meros soldados.

- D-Desgraçados... – murmurou, ao passar a lâmina sobre o pescoço de um dos saxões, que ousara desafiar-lhe, decepando-o. Seu olhar seguiu-se pela batalha, até encontrar-se com o do francês, que lutava contra um albino.

- F-Francis! – correu, sem pensar, em sua direção.

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Francis e Gilbert continuavam a luta, já sentindo nos ombros o peso do cansaço. Os movimentos ficaram mais lentos e os sentidos retardatários. Os saxões estavam em vantagem, pois mais e mais hordas dos germânicos invadiam a cidade, e eliminavam os poucos combatentes de Camelot. A situação complicava, Francis sabia. E seu medo constante era se Arthur estivesse morto. O que faria? Por um descuido, o prussiano conseguira finalmente desarmar o francês, lançando sua espada longe. Apontou a ponta da lâmina ao pescoço do francês, e sorriu maliciosamente, vitorioso:

- És muito habilidoso, devo admitir. Entretanto, o incrível Eu, como sempre, vencerá essa batalha! Adeus, meu caro. – e com isso, ergueu a espada no ar. Entretanto, fora empurrado por alguém, indo ao encontro do chão, arranhando a face na áspera calçada.

- A-Arthur...! – exclamou Francis, ainda em estado de choque. – P-Pensei... Que estiveste morto.

- É claro que não, seu idiota! Imagine, se eu não tivesse chego à tempo? Estarias morto! – ele gritou, impedindo outro ataque do prussiano, que acabara de levantar-se.

- É inútil, Herrn. Como podes ver a cidade já está sob o domínio dos saxões. E todos irão morrer. – ele riu, com os olhos mergulhados no delírio.

Arthur encarou o saxão com ódio, mas não pode deixar de concordar com ele. Correu os olhos pela área, constatando que tudo já havia sido tomado pelas chamas, e seus soldados, mortos. Viu os poucos que resistiam, indo ao encontro do chão, e novas poças de sangue serem formadas. Seu olhar parou no ruivo que lutava bravamente com cinco oponentes, e seu coração apertou-se em dor. Não poderia perdê-lo de novo. Não poderia perder seu tão precioso amigo, que estava ao seu lado, como sempre. Lembrou-se então das palavras de Cailean, e tudo fazia sentido agora. “Apenas aqueles que são dignos de tais atos, serão abraçados por Avalon.” Se tornaria digno. Por Scott, Francis, Cailean, sua Mãe, os cidadãos de Camelot, e por fim, por ele mesmo.

- Quero fazer um acordo. – ele anunciou, por fim.

- Acordo? De que tipo? – os olhos vermelhos do prussiano brilharam de curiosidade.

- Irás poupar à todos os sobreviventes aqui, em troca do poder desta cidade. – ele fez uma pequena pausa, respirando fundo. Largou a espada no chão, recomeçando. – Mate-me no lugar de todos que aqui estão. E terás o poder de Camelot, além da fama de ter matado o Poderoso Cavaleiro Arthur.

- Kesesesese! Interessante! – o germânico gritou, satisfeito. Ordenou para que todos parassem a luta, e assim seus subordinados fizeram. Gilbert aproximou-se do inglês, segurando-o pelo queixo, rispidamente. Isso fez Francis e Scott tremerem de raiva, partindo para cima do prussiano. Entretanto, ambos foram detidos por soldados saxões, e postos de joelhos, em frente aos dois. O veriam morrer.

- És um tremendo altruísta, afinal! Kesesesese! – ele riu, sarcasticamente.

- Apenas quero pagar por todas as vidas que já tirei, em nome da igreja. Serei digno se fizer isso. – ele nada mais disse.

- De joelhos. – ordenou o albino, segurando a espada de Arthur, e erguendo-a no ar. – Eu sinceramente, nunca tive tempo para altruísmo.

- N-Não! Arthur! Reaja! Você não pode fazer isso! Arthur! – gritava o francês, desesperado. As lágrimas já desciam por seu rosto.

- Ouça o francês! N-Não me abandone... Arthur! – gritou o escocês também, tentando soltar-se. O inglês apenas sorriu, deixando as lágrimas lhe escorrerem as bochechas lisas:

- Goodbye. – ele murmurou, antes da sua própria lâmina deslizar sobre sua cabeça, fazendo sangue jorrar por todos os lados. Tudo ficara escuro, e não ouvia-se mais os gritos de Francis e Scott. Nada mais, apenas a mais absoluta paz.

- Arthur.

- Hmmm? – uma doce voz chamava-o, em meio à escuridão.

- Wake up.

Notas finais
Finish, mah honeys! >3 fico tão feliz que apareceu o Cailean ♥ eu amo muito o ireland >w< ele é um fofoloso. 'u' Ainda mais no próximo capítulo. *--* MAH LIFE IN CRACK q
E O MOMENTO LEMON FINALMENTE CHEGOU, BWAHAHAHA PALMAS PROS DOIS, MINHA GENTCHI. 8DDDD /apanhaforteeloucamente Q
Eu chorei escrevendo. É. Q /comosempre.
Traduções:
Grá, cúram agus gean a thógáil ar an cróga. Tá Foréigean, naimhdeas agus eagla, fools rugadh: "Amor, carinho e afeto constroem os bravos. Violência, hostilidade e humilhação constroem os tolos." em irlandês.
Beidh Avalon shealbhú dó agus é a chosaint, má tá tú ar fiú gníomh den sórt sin: "Avalon irá proteger-lhe e abraçá-lo, se fores digno de tal ato." em irlandês
Pour l'amour de Dieu! Qu'est-ce que c'est?!: "Pelo amor de Deus! O que é isso?!" em francês
Herrn: "Senhor" em alemão
Wake up: "Acorde" em inglês. (lol)
P.S.: O Cailean é o Ireland.
Fim! Continua no próximo! Reviews são bem-vindos! 8DDD