Kingdom Pride
2 Capítulo II- Are you Ready?
Notas iniciais
Nomes:
England: Arthur
France: Francis
Scotland: Scott
Prussia: Gilbert
Austria: Roderich
"Alemanha" (saxão version): Ludwig.
O inglês arfava e sentia o suor lhe escorrer pela testa, empapando as roupas pesadas que vestia. Desferia golpes por toda a extensão da madeira da árvore que estendia-se à sua frente, fazendo cortes com perfeição em seu caule. Ao perceber pela posição do Sol que já estará ali treinando há um bom tempo, cessou com o treinamento, deitando-se na grama macia e verde das grandes pastagens dos arredores do reino. Pousou seu chapéu sobre o rosto, para manter o brilho do Sol longe de seus olhos. Suspirava, esperando que a respiração voltasse ao normal, e por pouco não pegara no sono. Sentiu alguém sentar-se ao seu lado, o que viera o maldito francês à sua mente. Esperou até o pronunciamento idiota do outro, o qual não veio. Achou a falta de atitude e fala estranha para ser o francês e, quando resolveu ver quem era o tal indivíduo que lhe incomodava, constatou a presença de um certo ruivo.
- Você parece bem tranquilo para quem irá entrar em guerra em poucas horas. – o escocês disse, olhando-o pelo canto do olho. Aquilo fez Arthur corar levemente:
- C-Calado! Eu apenas estava dando uma pausa do meu treino! Como tudo está pronto, resolvi praticar...
- Hm... Você parece muito bom usando a “espada”. – ele riu, fazendo pouco caso do outro. Aquilo fez o loiro arder em ódio, e consequentemente, vergonha:
- Do que está falando, bastard?! Se tens tempo para perturbar-me, deves ter tempo para treinar! Andai-te, maldito escocês! – ele por fim pronunciou, retornando a cobrir-lhe o rosto com o chapéu.
Em um movimento rápido, Scott retirara o chapéu que cobria o rosto do outro, com o auxílio de um tapa. Riu ainda mais, sádico, ao ver o inglês perder a tão nobre compostura.
- Qual é a droga do seu problema, seu merda?! Vá logo importunar algum outro infeliz! – Arthur erguera o tronco, mantendo a coluna ereta, de tal modo que conseguisse desferir um soco na cabeça do ruivo. Entretanto, Scott fora mais rápido, bloqueando assim o ataque repentino do inglês, segurando sua frágil mão, pelo seu ponto de vista.
- Por que não tenta pedir-me desculpas, Arthur? – ele sussurrou, puxando o rosto do outro com certa violência, fazendo-o olhar em seus profundos olhos esverdeados.
- Eu t-tenho minha dignidade, bastard! – ele disse, com a voz tênue, ao desviar o olhar para qualquer outra direção, qualquer uma que não fosse ao encontro do olhar que tanto o hipnotizava. De repente, o ruivo forçava o corpo de Arthur contra o solo macio, pressionando seu próprio corpo contra o dele. O sorriso havia sumido, e a face estava preenchida por uma expressão demasiadamente séria. Com a mão direita, Scott habilmente prendeu as de Arthur, acima de sua cabeça, impossibilitando a fuga do loiro. E aproximou cada vez mais seu rosto ao dele, até o ponto em que o inglês conseguira sentir a respiração quente do ruivo contra sua pele. Fechou os olhos com força, tentando soltar-se:
- P-Pare com isso, por favor! Não estás sendo sensato! Deixe-me ir!
Scott permanecera calado, pressionando os lábios com força contra os do menor, pedindo passagem com a língua, o qual fora rejeitado. Deslizou a mão desocupada até a calça do loiro, acariciando, de modo provocante, o membro de Arthur, o que fizera-o gemer, possibilitando a passagem do beijo do mais velho. E Arthur apenas corava cada vez mais com a situação:
- N-Não! M-Me... Deixe ir! – ele murmurou, em meio ao voraz beijo do outro, gemendo cada vez mais à medida que o escocês acelerava os movimentos. Por fim, cedera às carícias do mesmo, percebendo que seu autocontrole perdera-se, no momento que o outro sussurrara em seu ouvido:
- Quero vê-lo perder a razão. – Scott sussurrara, antes de puxá-lo para outro beijo, este sendo retribuído desta vez.
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Francis observava toda a cena que ocorria atrás da árvore da colina, perplexo. Arthur se entregara ao... Escocês? Cerrou os punhos, seguindo apressadamente até o local, pulando e surpreendendo-os:
- Pour l'amour de Dieu! Pour l'amour de Dieu! Arthur! Que droga estás a fazer?! Quanta vergonha! – o francês gritava, empurrando o escocês para longe de seu precioso inglês. Pegou Arthur no colo, colocando-o sobre um dos ombros, e saiu correndo, gritando:
- Pervers écossais! Este Petit é propriedade de moi! MOI, entendeste?! – ele gritava, até faltar ar em seus pulmões, e nem ao menos percebera a expressão de vergonha, humilhação, choque, desaponto e ódio que o inglês fazia. Podia ter perdido o controle naquela situação, mas... Não é como se quisesse ser salvo ou algo do gênero!
Os dois já haviam se afastado suficientemente do lugar de tal encontro tão vergonhoso, e Francis, pela primeira vez no dia, desceu o inglês de seu ombro, ajudou-o a manter-se em pé e pronunciou:
- O que estavas a fazer, seu monstro? Não sabes que és propriedade minha? – ele disse, encarando-o com certa fúria. Visto que Arthur não pretendia responder-lhe, Francis segurou-lhe pelos ombros, o encarando de modo aflito:
- Arthur! Não vás a ignorar-me agora, vais?! Eu estou preocupado com você!
- N-Não... Não precisa. Eu estou bem. – o outro finalmente dissera de cabeça baixa.
- Mas, per Dieu! Quase foras violentado neste momento! É claro que preciso preocupar-me! – ele retrucou, apertando mais os ombros do inglês, com as mãos trêmulas.
- Por que estás preocupado? – o loiro perguntara, levemente curioso.
- Porque eu...! – Francis engoliu em seco, calando-se. Não poderia arriscar agora, e por tudo a perder. Apenas respirou fundo, soltando o ar com força. Olhou uma última vez para o inglês, tendo uma súbita vontade de abraçá-lo. E nunca mais soltá-lo. Entretanto, manteve-se sã, desferindo dois tapinhas amigáveis na cabeça do menor, por fim afastando-se.
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Os cavalos cavalgavam velozmente pelas ambíguas florestas, e os olhos avermelhados do prussiano já podiam avistar as grandes muralhas do Reino de Camelot.
- Kesesesese! Chegamos finalmente! – Gilbert gritava, sendo saudado por seus subordinados, que seguiam atrás de si e do austríaco.
- Parece-me que sim... Iremos atacar de frente mesmo? – Roderich perguntara, olhando o prussiano pelo canto do olho. O que ele estaria pensando? Agiria novamente sem uma estratégia formada?
- É claro que o incrível Eu merece uma entrada triunfal, Kesesesese! Atacaremos pela frente! – ele sorriu, animadamente.
- É claro... Por que não pedes um chá e bolinhos quando for fazer isto, caro imbecil? – perguntou o austríaco, claramente em deboche. E isso fez a atenção do albino ser desviada totalmente à ele, de tal modo que dera a ordem para que parassem:
- O que queres dizer com isso, maldito tocador de meia tigela? – retrucou o outro, com os olhos queimando em ódio. Qual era o problema de uma entrada triunfal, afinal?
- O termo é músico, seu retardado. E sim, estou a dizer que obviamente o Rei de Camelot não é da mera raça que os outros simples senhores donos dos pequenos feudos que já conquistaste. Este deve ter algum plano em mangas. – respondeu Roderich, claramente se exaltando.
- Impossível! Pois o Gênio Eu é demais! Ninguém é páreo para as minhas incríveis habilidades! – ele riu, fazendo pose.
- Pode até achares isso, meu caro albino com parcos recursos cerebrais, mas devo avisar-lhe que Camelot conta com os mais nobres e habilidosos cavaleiros de toda a Inglaterra. Pois fora isso que eu ouvi, afinal. – ele deu de ombros, bufando um pouco. Afinal, estava deixando bem claro que o albino não passava de um mero metido à besta. E isso fez o prussiano congelar, sua mente mergulhada em puro ódio e vontade de matá-lo:
- R-Roderich... Se achas que és melhor do que o incrível Eu, faça você mesmo esta missão! E se falhares, terás que ser minha empregada sexual por doze meses! Não! Anos! – ele encarou-o, em desafio. Roderich hesitou um pouco, até finalmente dizer algo:
- Concordo. E mostrarei a você, como eu fui o grande responsável por essa invasão. Se fosse por você, teríamos sido chutados até pelo mendigo caolho daquela mísera aldeiazinha!
- Ora essa! Eu irei matar-te seu tocador medíocre! – pronunciou Gilbert, sacando sua resplandecente espada.
- Eu já avisara-te, que o termo é músico. Músico. É tão difícil assim seu cérebro equivalente à de um rato processar e aprender tal palavra? – indagou o austríaco, também sacando a própria arma. E lá iam os dois novamente, envolvidos em uma luta estupidamente homossexual, em plena invasão. Pelo menos este era o pensamento de um dos saxões que assistia toda aquela discussão, e por fim, metendo-se entre os dois igualmente retardados:
- Vocês querem fazer o favor de agirem feito homens? Deixem de infantilidade! Parecem dois homosexuell! – gritou o saxão, empurrando ambos os líderes no chão.
- Hei Ludwig! Não se meta nos assuntos do incrível Eu! –protestou Gilbert, com o rosto enfiado na terra úmida da floresta:
- Calado, seu idiota! Suas brigas não possuem fundamentos! Trate de agir logo como um irmão mais velho! – o adolescente reclamara. Este, apesar da idade precoce, era um rapaz que aparentava ter quinze anos, e que segurava uma poderosa espada, incrustada de rubis. E este, era o irmão prodígio, do atrapalhado Gilbert. – Queres ser punido pelo papa novamente?
- N-Não... O incrível Eu não quer... – murmurou Gilbert, claramente mais calmo.
- Creio que nada tenho a ver com o assunto tão constrangedor de ambos irmãos ditadores, portanto, acho que o pequeno Reizinho, deve tirar o pé de minhas nádegas, para que eu possa sair de tal pose humilhante. – reclamou o austríaco, com o rosto vermelho. O mais jovem cedeu, afastando-se dos dois e voltando para o seu cavalo. Os dois finalmente levantaram-se, e trocando olhares mortais, prosseguiram com o atual plano de Roderich, que consistia em atacar o Reino por trás, o que demoraria mais um longo dia de cavalgada. Pelo menos isto iria pegá-los despreparados, e assim, os conquistariam fácil.
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Arthur e seus outros milhões de guerreiros estavam postos à frente da entrada do Reino. O inglês via familiares despedindo-se e desejando sorte aos seus filhos, maridos ou pais, que iriam para o combate. Teria que trazê-los em segurança... Custe o que custar.
Notas finais
OH NOES, DESCULPEM-ME O PALAVRIADO, OKEY? Ok. -q
Enfim, eu sei, eu sei, ficou uma le merdê (waat?), mas foi. -qq
Traduções:
Bastard: "Bastardo" em inglês. (jura? e_e -q)
Pour l'amour de Dieu! : "Pelo amor de Deus!" em francês
Pervers écossais: "escocês pervertido" em francês
Petit: "pequeno" em francês
Per Dieu! : "Por Deus" em francês
homosexuell! : "homossexuais" em alemão
Papa: "papai" em alemão
Até o próximo capítulo!
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