Kingdom Pride

1 Capítulo I - Prólogo.


Notas iniciais
Yeeep! Espero que gostem da Fic x3 não vou abrir mais detalhes aqui. -q
Personagens:
England: Arthur
Scotland: Scott
France: Francis
Prussia: Gilbert
Austria: Roderich
Hai, hai, outros personagens aparecerão ao longo da trama~ Só aguardem ♥

Os olhos verdes e profundos do poderoso cavaleiro encaravam a paisagem plana, e o vento frio fazia seus cabelos loiros balançarem sobre a moldura de seu rosto. Empunhava uma polida espada, e observava a densa floresta que se localizava mais ao horizonte. Trajava sua brilhante armadura, que pelo seu ponto de vista era de muito bom gosto. Montava em seu cavalo albino, e sorria. Todas aquelas terras, tão esplêndidas. Arthur desviou o olhar para o céu, observando os pássaros que alto voavam. Eles eram tão livres... Um dia será que ele poderia voar com tamanha liberdade? Talvez sim, afinal, a esperança é a última que morre. Ouvira um animal trotar atrás de si, e por impulso sacou sua resplandecente espada, apontando-a para o intruso que o observava, ao constatar a presença do francês, guardou-a, bufando um pouco:

- Como ousas chegar tão furtivamente perto de mim, Francis?

- Creio que tenha que me desculpar, afinal, chamei-te pelo nome umas três vezes, e a vossa senhoria ignorou-me. Quem deve pedir desculpas é você, Arthur. – ele sorriu, postando-se ao lado do bufante inglês. O qual o recebera fazendo pouco caso:

- Já disse que não gosto dessas aparições repentinas. É desagradável.

- Eu precisava entregar-te o recado do Rei. Você tem conhecimento de que os malditos saxões estão nos invadindo, não? – ele sussurrou, ajeitando o chapéu que utilizava.

- Sim, ouvi os boatos. Mas não imaginava que o caso era de tamanha magnitude. Sabes dizer-me em que escala de invasão eles estão? – Arthur perguntou, utilizando o mesmo tom, aproximando-se do francês.

- Creio saber pouco desse assunto. A única coisa que sei é que eles estão nos invadindo pelo sul, já que nossa força é enfraquecida no local. Os malditos germânicos já saquearam e dominaram cerca de vinte e cinco aldeias da região e estão avançando em uma velocidade estrondosa.

Arthur juntou as sobrancelhas, espantado. A igreja era realmente astuta, encobrindo os fatos, para não apavorar a população. Francis, ao perceber a expressão preocupada que o inglês fazia, ergueu a mão, colocando-a carinhosamente em seu ombro, por fim, piscou, confiante:

- Não se preocupe. Estamos seguros em suas mãos, e é claro, nas minhas! Afinal, eu sou um dos melhores cavaleiros da Távola Redonda!

- Ora, não gabe-se tanto, francês. Coloque-se no seu lugar e vá arrumar o que fazer. – ele desviou o olhar, irritado. Mas um sorriso brotou no canto de seus lábios, discretamente. A companhia do outro sempre o animara. Afinal, por mais que não quisesse admitir, Francis era seu melhor amigo durante toda a sua vida. Por fim, pronunciou-se:

- Então o rei quer nos fazer de fantoches mais uma vez, é?

- Pode acreditar que sim, mon petit. – ele concordou, dando ênfase ao movimento positivo que fazia com a cabeça. Arthur socou o francês no ombro, e puxou as rédeas de seu cavalo, cavalgando pelos verdes campos da região. Francis observou-o com o olhar, suspirando. Até quando o inglês o trataria daquela maneira, tão rude?

- Tudo bem, esse é o charme dele! – ele riu, dando meia volta e dirigindo-se ao portão que guardava o reino.

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O albino encarava as chamas escaldantes que dançavam pelos céus, salpicando o ar com cinzas. As chamas provinham de um grande incêndio, o qual provocara dali a poucos minutos. Suas orbes avermelhadas observavam o poderoso fogo tomar a pequena aldeia saqueada, como se o hipnotizasse diante da catástrofe. Passou o anular pela lâmina tingida de sangue, levando-o até os lábios, logo lambendo o dedo. Riu ainda mais, ao dirigir o olhar ao local à sua frente, onde havia milhares de aldeões mortos, e crianças e mulheres sendo escravizados:

- Isso não é incrível, Roderich? – Gilbert abrira os braços, possessivamente. – Kesesesese, eu sou mesmo um máximo não? Quem mais, se não o poderoso Eu para conseguir invadir o maldito inglesinho tão rapidamente? Ninguém, pois eu sou demais!

- É claro, é claro. Serei obrigado a lembrar-te que eu fui grande responsável nisto, seu albino ingrato? – ele ajeitou a cabeleira perfeitamente arrumada, alisando as vestes logo em seguida. Pigarreou e recomeçou:

- É claro que por mim, não seria necessário essa matança toda. Sorte que pelo menos, estás a poupar as pobres crianças e mulheres.

- Kesesesese! É claro! Afinal, o incrível eu além de muito esguio, é misericordioso. Mas cá entre nós, nossos homens precisam de uma “diversãozinha” durante essa guerra toda, não? – o prussiano passou um dos braços pelos ombros do austríaco, sussurrando.

- Isso é realmente repugnante! Que mate todos então! – o moreno retrucou, afastando-se do albino, e dirigindo-se até seu cavalo. Gilbert seguiu até seu encontro, puxando-lhe pelo braço:

- Kesesesese, por acaso estás com ciúmes, Roderich? – ele provocou, acariciando o queixo do outro, deslizando o dedo sobre a pintinha que o outro tinha, claramente de nascença. O austríaco sentiu um calafrio tomar-lhe a espinha:

- É c-claro que não, seu pervertido. Apenas não acho digno o que pretendes fazer com as crianças e mulheres... N-Não que eu me importe, de alguma forma. Se quiseres ser um grande Hurensohn, o problema é todo seu. – ele deu de ombros.

O albino sorriu maliciosamente, empurrando ambos para algum beco remoto da pequena aldeia, prendeu as mãos do austríaco acima de sua cabeça, e com a outra passou a deslizar sobre a pele pálida do abdômen do outro, beijando-lhe o pescoço:

- E eu posso ser um grande Hurensohn se fizer-te isso, Roderich? Kesesese – sussurrou, contra a pele macia do austríaco, o que o fez estremecer:

- P-Pare seu tolo. Olhe o local em que nos encontramos e a hora. – ele tentou, sem muito esforço, soltar-se das garras do prussiano, que permaneceu imóvel:

- Kesesesese, o incrível Eu não se importa com o lugar e a hora, mas sim com o incontrolável desejo que flui do meu maravilhoso corpo. Roderich, esqueceu-se da última vez? – ele indagou, olhando-o nos olhos.

- Eu estava bêbado, e você aproveitou-se da oportunidade. Agora que estou sã, nunca cogitaria em fazer algo do gênero com você... Ainda mais em uma invasão! O que pensa? És tolo? E se um dos seus soldados o vir, agarrando outro homem? Pensei que sua religião não permitisse tal proeza, Gilbert. – ele anunciou, sem perceber o rubor subindo-lhe o rosto. –

- Kesesesese, a culpa é minha por você seduzir-me todo o tempo? Tem vezes em que eu não consigo me controlar... – ele subiu os beijos, pressionando os lábios contra os dele, pedindo passagem com a língua. Entretanto, fora rejeitado:

- Por favor, controle-se, Gilbert. Eu sei que você não passa de um pervertido e... – o austríaco arregalou os olhos de repente, chocado. O prussiano acompanhou seu olhar, até dar de cara com um de seus subordinados, que os encarava, um pouco sem jeito. Gilbert largou Roderich, e dirigiu-se ao homem, com um sorriso na face. Agiu como se nada tivesse acontecido:

- Heeey, por que estás a me atrapalhar em uma hora como essa, meu jovem?

- B-Bem... Senhor, vim avisar-te que estabelecemos o controle sob esta aldeia, e que capturamos todas as crianças e mulheres. Qual será o destino delas? – o loiro perguntara, um pouco tímido. Gilbert deu tapinhas amigáveis nas suas costas, olhando de relance para o austríaco:

- Mudança de planos, meu jovem. Não haverão prisioneiros desta vez. Elimine todos. – ele piscou para Roderich, erguendo o dedo indicador até os lábios, simbolizando segredo. Roderich corou mais uma vez, desviando o olhar, até voltá-lo para o albino, que sumira em meio à tênue névoa, causada pelas chamas do incêndio. Suspirou, limpando o suor da testa.

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Arthur dirigia-se em direção ao salão real, escancarando a imponente porta com certa violência, entrando majestosamente no seu interior. Ajeitou o chapéu e as roupas casuais que utilizava no momento, caminhando em direção ao trono e assim, ao rei. Ajoelhou-se à sua frente, retirando educadamente o chapéu:

- Soube que queria ver-me, minha excelência.

- Arthur, O Grande Cavaleiro da Távola Redonda, peço-lhe que ajude seu reino, na invasão contra os impiedosos saxões. – o senhor pronunciou, claramente, erguendo a taça de hidromel que bebia.

- Pensei que a missão da qual acabara de voltar seria a última que faria, como alguns dos integrantes do Alto Clero me haviam prometido. – ele respondeu, erguendo-se novamente.

- Creio eu que pensaste errado, meu jovem bravo. Mas se queres tanto assim, livrar-se do cargo de cavaleiro real, acredito que conseguirás assim que acabar esta nova missão, que tem extrema importância. – o rei retrucou, olhando-o com certa curiosidade, ou até mesmo desaponto. Por fim, recomeçou. – Reúna seus companheiros, e preparem-se para a batalha.

O loiro nada disse, apenas assentiu com a cabeça, pedindo licença e afastando-se, rumo à porta. O rei chamou-lhe mais uma vez a atenção, fazendo-o voltar alguns passos:

- Esqueci de avisar-te, Arthur. Terás mais um integrante ao grupo, um dos melhores cavaleiros que tivera a honra de conhecer. Hey, Sir Scott, venha até aqui. – o nobre ordenou, fazendo com que um rapaz ruivo, e que, de acordo com Arthur, era extremamente atraente, ao ponto de fazer o pequeno inglês corar intensamente. O ruivo então, aproximou-se, rindo, ao ver a reação do tão famoso Cavaleiro Arthur, fazendo uma cortês reverencia:

- É um imenso prazer conhecê-lo, Sir Arthur. Sou da Escócia e poderás chamar-me de Scott.

- Igualmente. – o inglês escondeu o rosto vermelho sob a franja, concordando levemente com a cabeça. Não era possível alguém alcançar tal grau de beleza! O Escocês chegava a ser desumano! Sentia os olhos do ruivo penetrá-lo, o que fez seu coração disparar. O rei, posto entre todo aquele silêncio, apressou os jovens:

- Certo, certo! Quero que mostre as instalações do Sir Scott, por favor. E por favor, detenham os saxões.

- Como a vossa alteza quiser. Com sua licença. – Arthur fez uma pequena reverencia à majestade, puxando o ruivo porta afora, ainda muito vermelho. Era estranho... Arthur jamais sentira-se assim, e aquilo tudo parecia muito divertir o maior.

Ambos andaram em silêncio pelos corredores do castelo, e Arthur esforçava-se para não olhar nenhuma vez sequer para o escocês. Porém, fora traído pelo próprio impulso, desviando o olhar rapidamente para o ruivo, e constatou que este o encarava fixamente. Corou:

- P-Por que diabos estás a olhar para mim? – ele murmurou, irritado e extremamente desconfortável.

- Não é nada... Tenho a sensação de conhecer-te de algum lugar. – em um movimento repentino, Scott encurralara Arthur contra a parede, apoiando seu corpo na parede, com o auxílio do braço esquerdo, este erguido contra a superfície plana. Sorriu, encarando-o cada vez mais próximo. – Eu tenho a sensação de que já nos vimos.

- N-Não diga besteiras, por favor, Sir! Nós nunca nos vimos antes, seu bastardo! Eu... Lembraria-me se conhecesse alguém como... – calou-se, corando ao máximo. Por que seu coração batia tão depressa e suas pernas tremiam? O que era aquela sensação, tão incômoda?

- “... de alguém como”? – o ruivo repetiu, fazendo o inglês encará-lo nos olhos. – alguém como eu? Que interessante. – ele riu, sarcástico. E a situação do inglês apenas piorava.

- Solte-me, por favor. – ele sussurrou, com toda a voz que sobrara de sua garganta rouca.

- Não quer me ajudar a conhecer meu quarto? Ou quem sabe... Ajudar-me a conhecer a cama? – ele sussurrou, próximo ao ouvido de Arthur. Aquilo fez o loiro despertar, empurrando o outro rispidamente, e afastando-se:

- Não tenho tempo para coisas do gênero, celta pagão. – disse, em certo tom de desprezo. – Tenho ordens a cumprir. – e com isso, afastou-se.

Scott observou-o ir, apoiando-se na parede posta atrás de si. Seguiu o olhar para a janela ao lado, observando o céu sob a penumbra da hora avançada. E Arthur, até estar ciente de que afastara-se ao máximo do escocês, sentou-se no chão do corredor mal iluminado, escondendo o rosto entre os joelhos, estes juntos ao seu corpo. Fechou os olhos com força, lembrando-se de Scott, e estremecendo ao lembrar-se da sensação de seus olhos encarando-o.

- O quê... Está acontecendo, afinal? – ele murmurou baixinho. –

- Estamos em uma guerra, combatendo a invasão dos comedores de batatas, mon petit. – O francês sentou-se ao lado do inglês, rindo.

- Mas que coisa! Já disse que não quero essas aproximações sorrateiras, Bastardo! – ele gritou, em pânico. –

- Ora, ora, desculpe, meu caro amigo. Você estava tão indefeso... E seu rosto está tão vermelho! Puxa! – ele tocou a bochecha de Arthur, rindo. O outro a afastou com um tapa violento:

- C-Calado, idiot! – ele corou ainda mais com a declaração do francês.

- Hmm... O que lhe aflige, mon amour? – Francis perguntou, sorrindo.

- O escocês que acabara de... Chegar. Ele... – o inglês começara a murmurar, escondendo o rosto mais uma vez entre os joelhos. Ouviu então, alguém chamar-lhe o nome, colocando-se de pé rapidamente:

- S-Sim! O que é? – fitou o homem que se aproximara, percebendo este ser o Grande Coronel da Corte Real. Acenou de leve em sua direção e se aproximou dele. -

- Ah, Sir Arthur, temos notícias de que os saxões estão a três quilômetros daqui, e que atacarão quando chegar o entardecer de amanhã. – o coronel disse, tossindo um pouco. Parecia aflito. – Devo reunir as tropas?

- Compreendo. – Arthur murmurara, saindo do transe passageiro, e confirmando. – É claro! Irei ajudá-lo nos preparativos... Ah, Francis, com sua licença, precisarei ir. – e com isso, Arthur, acompanhado ao coronel, seguiu rumo à sala de reuniões estratégicas, para abortar alguma emboscada. Francis suspirou, levantando-se e observando a rosa que tinha em mãos:

- Acho que precisarei ter uma conversa com esse tal escocês... – ele apenas disse, pela primeira vez, realmente sério. Ninguém roubaria-lhe seu precioso Arthur. Nem mesmo o acaso da morte. Se fosse o caso, Francis morreria para poupar-lhe da indesejável. E se tivesse que se livrar do tal escocês, o faria.

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Todos os presentes na magnífica cidade ouviram soarem os sinos da igreja, anunciando para que seus fiéis rezassem para o bem de seu amado rei, e que pedissem à Deus, que lhes submetessem a misericórdia, poupando-os da morte, que vinha junto com a chegada dos saxões.

“Pai nosso que estais no Céu,

Santificado seja o Vosso Nome,

Venha a nós o Vosso reino,

Seja feita a Vossa vontade,

Assim na terra como no Céu.

Por favor, poupai-nos de todos os males, e de toda a ameaça que nos está posta.”

“Amém.”

Notas finais
E esse foi o primeiro capítulo ^u^ Gostaram? Espero que sim!
Traduções:
Mon petit: "Meu pequeno" em francês.
Hurensohn: "Filho da put*" em alemão (LOL)
Idiot: "Idiota" em inglês (precisava traduzir mesmo? u-u -q)
Mon amour: "Meu amor" em francês.
Entom, mereço reviews? >u