Kimi ga kureta mono
4 Um segundo romance
Notas iniciais
Narração: Sora.
Quando as meninas chegaram em casa,não consegui tirar os olhos de Yume. Estava mais bonita que o normal. Elas tinham passado o dia fora, era de se esperar.
Tinha hidratado, aparado as pontas e lavado o cabelo no (provavelmente) melhor salão de beleza que Haru conhecia (no caso, ela conhecia todos). Vestia uma blusa de uma alça só, preta com flores de cerejeira em preto e branco no canto, uma jeans preta rasgada no joelho e uma bota preta com pedrinhas douradas que pareciam estrelas (agora todos acham que sou gay). Cada uma carregava oito bolsas (de novo), as marcas eram de comida (principalmente), jóias, perfumes, maquiagem e chocolate.
Enquanto Yume comia sushi, eu comia um hambúrguer que Meary me trouxe. Quando Haru e Meary foram embora, deitamos para dormir.
Narração: Yume.
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–-Kou!—Alguém gritou do quarto —Abra a porta!
–-Quem é?—Uma menina de, aparentemente, dez anos perguntou quando chegou perto da porta.
–-... Judal. —A voz de um menino “desinteressado” respondeu do outro lado da porta.
–-... —A menina chamada “Kou” abriu uma fresta e espiou antes de abrir tudo. O menino (Judal) encarou a menina de cabelos rosa, da mesma cor dos olhos. —O que quer?
–-... —Piscou como se estivesse voltando à realidade. —Meu irmão mora do lado. Vim buscar tinta para a obra.
–-Só um minuto. —Antes de ela se virar ele perguntou seu nome. —Kougyoku. Ren Kougyoku.
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Acordei com o som da porta batendo. Sora deve ter saído. Como ainda estava cansada e com sono, voltei a dormir.
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–-Vamos, Judal-chan...—Kougyoku resmungou.—A loja vai fechar!
–-Isso é tão clichê, Kou.—O menino que até então, Yume não tinha reparado tinha os cabelos pretos, a pele branca(mais que o normal) e os olhos vermelhos respondeu.—Tomar sorvete na noite de ano novo, vendo os fogos de artifício na praia.—Judal desviou o olhar do céu estrelado para a frente.—Kou?
–-Dois sorvetes de pêssego, bem antes da loja fechar.—A menina saiu da sorveteria com duas casquinhas na mão.
Os dois caminharam pela praia em silêncio.O moreno, entediado e a rosada, sorridente.Mas, mesmo em silêncio, as mãos dadas significavam tudo para os dois.
–-Cinco!Quatro!—Todos começaram a contar, distante dos dois.—Três!Dois!Um!
–-Feliz ano novo...—Judal virou-se para Kougyoku.—... e aniversário.—Puxou-a para si e a beijou, debaixo dos fogos de artifício.
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Acordei sozinha e com um pensamento: “Quem são aquelas pessoas?"
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