Kimi No Na Wa – Musubi, O fio vermelho do destino
2 Capítulo Extra – Crepúsculo feliz.
Notas iniciais

Capítulo Extra – Crepúsculo feliz.
— Olá! Vovóooo? – Algumas batidas. – Oi, tem alguém?
— Oh. Espere um instante. – Sons de passos se arrastando. – Ah. Mitsuha. Que bom vê-la.
— Como está vovó? Vim ver como à senhora vai...
— Bem. Estou bem, minha neta. Vamos, pode entrar. – Fala esta avó, enquanto, a passos arrastados, se encaminha ao centro da sala de visitas, esperando ser acompanhada.
A senhora de cabelos branquinhos e de baixa estatura, observando bem quem estava esperando do lado de fora. Esta senhora, que já aparenta ter uma gama de experiência vivida, é a avó de Mitsuha e de sua irmã, Yotsuha.
Mesmo já possuindo tal avançada idade, esta matriarca da família Myamizu consegue esbanjar a felicidade e fervor de alguém que gosta de viver.
— Mas a que devo sua visita, Mitsuha?
— Ah. Bem... Além de que eu queria vê-la, também tenho outro objetivo.
— Sim. Certo. Acredito que se deva a este jovem e formoso rapaz que está em sua companhia. Então, sentem-se enquanto sirvo um revigorante chá.
Dizendo isso, ela foi adentrando o interior da casa.
Após o incidente catastrófico no pequeno vilarejo de Itomori, Mitsuha, Yotsuha e Hitoha, que é a avó das mesmas, se viram necessitadas a procurarem uma nova residência.
Todos os moradores fizeram isso, com o apoio do governo.
Muitos foram dispersos a outras províncias, mas Mitsuha e sua família decidiram morar na prefeitura de Tokyo. Já que este sempre foi o grande sonho da jovem.
O tempo foi passando e à medida que Mitsuha foi estabilizando-se como alguém independente, ela passou a morar sozinha em um apartamento. Fazendo visitas esporádicas a sua avó. Era mais conveniente e confortável ao seu estilo e necessidades de vida.
Yotsuha decidiu ainda viver e cuidar de sua avó. Ambas moram em uma residência mais tradicional. Algo que lembra a antiga construção em que viviam em Itomori. Uma casa ao estilo clássico japonês, mas com um ambiente acolhedor.
Após sentarem-se, os três presentes na casa passaram a beber o chá.
— Bem, vovó. Eu vim aqui principalmente para apresentá-los. Este é Taki. Tachibana Taki-kun, vovó. É alguém muito especial. Eu quero, muito mesmo, que a senhora o conheça...
— Entendo. Pois bem. Como vai, meu jovem rapaz? – Ela o cumprimenta e o observa cuidadosamente... – Me chamo Myamizu Hitoha.
— Bem. Vou muito bem, Myamizu-san. – Diz o rapaz curvando levemente a cabeça, em sinal de respeito.
— Oh, muito prazer, Tachibana-kun. – A senhora logo se interrompe o observando mais atentamente.
— Bem, tem algo mais que eu queria falar, vó. É algo muito importante que...
A avó logo balança a cabeça gentilmente em negativa.
— Não precisa ficar nervosa, minha neta. Já tenho uma frágil noção do que se trata.
Os dois prendem momentaneamente a respiração e a olham com semblante pacífico.
— Deixem-me contá-los uma pequena história. Algo para ajudá-los em suas vidas e em momentos turbulentos...
***
Hitoha conta sobre um rio. Como a fluência dele pode mudar. Ora mansa... Ora agitada. Desde a água que cai da cachoeira, até o lago calmo e sereno, passando pelo riacho turbulento.
Isso retrata a vida deles e o laço que os une.
Sua fala era ritmada e lenta, em parte devido a sua idade e por surpresa, além de sua personalidade.
Ela também comentou que sentiu simpatia por este rapaz e o achou familiar. Além disso, também contou um pouco da tradição familiar dos Myamizu.
Até olhar para o “cordão” no pulso de Taki e pronunciar.
***
— Poderia ser... Por acaso, meu jovem. Você sabe o real propósito deste cordão trançado que você carrega?
— Acredito que muito bem. Já tive uma boa lição de vida da importância dele.
— Então minhas suspeitas realmente fazem sentido. Acredito que o ‘sonho’ de vocês dois acabou por se concretizar. Estou equivocada?
— Não, não. É exatamente isso, vovó. Eu também suspeitei que, no momento que a senhora encontrasse o Taki-kun, logo desvendaria isso tudo.
— Minha neta. Eu já vivi por muito tempo e sei de coisas que somente uma senhora da minha idade poderia aceitar. Ainda mais um fato tão recorrente em nossa família. Mas também sei que o seu foi o único duradouro e que evoluiu a algo maior e mais genuíno que um simples conhecer. Muitos dos nossos antepassados viveram algo semelhante. E, até onde eu saiba, o seu foi o único que virou amor. Que superou os limites. Meus olhos não me traem. Enxergo muito bem isso.
— Então nem precisarei falar sobre. Eu vim para apresentá-lo e ouvir seus conhecimentos e conselhos.
Eles contam brevemente sobre tudo que aconteceu. Tanto em Itomori e o evento místico que aconteceu com eles, como sobre seu reencontro e futuros planos de vida.
— Estou humildemente aqui para sua aprovação. Quero ser aceito como parte da família da mulher que amo. Quero chamar Hitoha-san de avó, como já fiz e me acostumei.
— Então aceitarei muito feliz ter mais um neto a minha família. Seu destino o mostrou muito mais digno do que uma pobre e velha senhora como eu poderia supor e ansiar. Faça-a muito feliz à medida que forem formando sua família. Se dediquem mutuamente e felicidade lhes sorrirá, da mesma forma que a união e o vínculo que os une. Os parabenizo por tão importante passo e agradeço por me permitirem a fazer parte deste momento tão importante. Ahh... O amor dos jovens é tão lindo.
— Obrigado, minha nova avó.
— Sim. Muito obrigada, vovó. Isto foi tão importante para mim. Sua benção era tão aguardada... Estou tão feliz, Taki-kun. Obrigada. Obrigada.
— Eu vejo que suas vidas estão moldadas. Um para o outro. Quando o kumihimo conecta dois seres, algo incompreensível ocorre. Mas, ao vê-los aqui, posso muito bem desvendar... Não tenho um ensinamento ou presente para ajudá-los na próxima etapa. Mas sinto que o comprometimento de seguir em frente irá providenciar maiores conquistas do que as já superadas. Nunca deixem de sentir o que este musubi lhes proporcionou. E agradeçam por terem tido devolvido o que foi perdido, ao honrarem tal sentimento.
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Sejam felizes e me proporcionem lindos netos. Hu-hu-hu.
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Era tarde...
Os reinos da luz e da sombra começaram a se fundir. As silhuetas do mundo ao redor começaram a borrar. O céu ainda mantinha um pouco do seu brilho antigo, mas o chão já estava completamente envolto em sombras fracas. Somente uma luz indireta, escura e rosada, permaneceu.
— Katawaredoki.
— Katawaredoki.
Já era crepúsculo. Algo que os assustava um pouco. A mesma sensação. Mas o calor do companheiro incentivava a descer as escadas. A mesma escada de seu reencontro...
Ambos, novamente abraçados. Respirando fundo este ar tão misterioso e afetuoso.
Ao tomarem coragem... Eles andam dando um passo. Trilhando juntos o caminho de suas vidas. Ligados pelo amor.
“O que nos uniu não foi uma tragédia, como o fato de um cometa caindo;”
“O que nos uniu não foi à indignação, insatisfação com algo em nossas vidas;”
“Está além do destino... Além da compreensão.”
“Nem mesmo tais memórias são importantes.”
O que realmente
nos conectou...
Foi o melhor dos
sentimentos...
Eu te amo...
Eu te amo...
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Kimi No Na Wa: Musubi, o fio vermelho do destino.
Fim...
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