Killing Us

1 Carinhosamente.... Saga


Notas iniciais
Oi galerinha. Mais umavez, sei que tenho outras fic que estão faltando serem concluídas, mas vou postar o primeiro chap desta. Já que esta, se brincar, está mais avançada que as outras.
Eu tinha pensando em começar logo com o principal, a história mesmo, mas mudei de idéia e fiz este chap em uma tarde, antes do meu treino de futsal (que, em falar nisso, está quase na hora). Se tiver algum erro, peço desculpas.
Outra coisa, por mais que eu goste muito de CDZ, e que foi este anime que me fez ver outros, não sei exatamente como todos os cavaleiros são. Até porque vi apenas o anime, e no anime o cabelo do Shun é verde, do Milo é azul, do Camus é uma não identificada que fica entre azul e verde. Então, me perdoem mas a maioria dos personagens terão as caractrísticas do anime.
Boa leitura.

“Querido irmão,

Como estais? É uma pena o fato de você não ter podido acompanhar-me em minha viajem. Ficaria admirado com as coisas que conheci e experimentei. Com as mulheres com as quais saí e as comidas que provei. Sem falar das bebidas.

Atualmente estou na Índia. Aqui a comida é mais picante e as mulheres mais sensuais. Não sei se já ouvistes falar, mas tive a oportunidade de ler o Kama Sutra e, se permiti dizer, pude até experimentar várias das posições mostradas no livro. Mandar-te-ei cópias para que possas experimentar com sua mais nova esposa. Sim, querido irmão, já estou sabendo que casastes que Cecília Bernut. Desejo-lhe felicidades e prosperidades.

Imagino que a morte de Sísifo ainda é um mistério. Sinto-me mau ao lembrar que uma pessoa tão digna como ele tenha acabado daquela forma. Espero que aches o assassino. Fico contente em saber que viraste o mais novo chefe da Scotland Yard. Faz-me pensar que, mesmo conhecendo muitas culturas novas e,de certa forma, fascinantemente esquisitas, estou perdendo muita coisa da vida londrina. Desejo-lhe sucesso neste novo trabalho.

Carinhosamente,

Saga.”

“Prezado amigo,

A vida tem me trazido diversas surpresas prazerosas durante minha viagem. Disse ao meu irmão e agora torno a dizer a você: é uma pena que não estais aqui. Sei que tens deveres a cumprir em Londres. Não poderias abandonar sua adorada Calista Xigis. Principalmente agora que esta está grávida.

Sua visão de mundo me fez ver o tanto que eu era ignorante quanto aos verdadeiros prazeres terrenos. Então, nada mais justo que demonstrar minha gratidão a altura. No pacote a parte que te enviei está os melhores charutos que pude encontrar no oriente. Sem falar no ópio verídico que consegui na China, terra de seu querido amante Dokho.

Ficaria abismado se eu te detalhasse cada experiência pela qual passei nesta viajem. Mas, para matar-lhe a curiosidade, direi de forma rápida e sucinta algumas destas. Na Índia, tive contato com uma culinária bastante diferenciada e exótica, lá a comida é naturalmente mais apimentada, deixando a refeição com um sabor mais forte, mais marcante. As mulheres. Ah, as mulheres! Sentirias inveja se as descrevesse detalhadamente. Digo-lhe apenas que os prazeres que tivemos em Londres, não se comparam aos que estou conhecendo aqui.

Passei por diversas cidades, freqüentando clubes noturnos e bares diversos. Cada dia mais disposto a experimentar o inusitado. Descobri que a dor e o prazer podem sim, andar de mãos dadas. E que, quando juntos, tudo fica mais divertido, mais excitante.

Contarei mais detalhes em uma futura carta, pois tenho um encontro marcado com o prazer agora.

Saudosamente,

Saga.”

“Olá, Kanon

Duvido que descubras onde estou neste exato momento. Já vou avisando que não vale dizer: em uma hospedaria, ou em um hotel. Refiro-me a cidade, ao estado, ao país. Decidi fazer uma pequena visita ao país da qual Sísifo mais se interessava. Imagino que agora já saibas onde estou. Sim irmão, não consigo tirá-lo da cabeça. Por mais que consiga manter-me distraído de dia, a noite as lembranças me assolam e me impedem de dormir. Nunca pensei que sentiria tanta falta das tediosas tardes em que passei em seu ateliê pousando para um quadro, sem que ele me dirigisse nenhuma palavra que não fosse: "olhe um pouco mais para a direita", "tente sorrir", "você não está mais na mesma posição", "não posso mudar a pintura agora".

É por isso que estou em Okinawa agora. Devo-lhe adverti-lo que por mais que o famoso peixe baiacu seja uma especiaria, não é tão seguro provar, é caro e ainda é uma forma de suicídio indireto. Se é que isso é possível. Mas garanto-lhe que o sushi que servem aqui nem se compara ao de Londres. Por mais que a troca de cultuiras e produtos entre os países esteja se alastrando rapidamente, a comida é sempre melhor do lugar de origem. Um dia deveriam inventar uma palavra que descreva melhor essa mistura. Algo que englobe o todo. Que exemplifique essa troca de informações entre países, às vezes, tão distantes.

Em Okinawa tive a honra de conhecer a casa onde Sísifo morou por cincos anos, enquanto seus pais tratavam de negócios no Japão. Não se compara a casa que ele tinha em Londres, mas era igualmente bela e aconchegante. Dava para vê-lo em seu quarto, nas paredes pintadas por ele mesmo, nas xícaras artesanais, em seus poucos quadros que aqui permaneceram. Era como se ele ainda estivesse vivo em sua arte. E acredito que esteja.

Imagino que esteja a pensar que tenho que esquecê-lo, que seguir adiante. Mas aqui lhe segredo que és impossível. Eu o amava. Culpo-me por perceber tão tarde, mas a verdade é esta. E, infelizmente, não posso mudá-la.

Terei que despedir-me aqui, pois acredito que não estejas interessado em ouvir meus lamentos de amor.

Até breve,

Saga”

“Shion,

Como andas? Acabei de aportar na Áustria, terra de Wolfgang Amadeus Morzat. Não imaginas como és belo aqui. Em poucos minutos estarei a caminho de Viena e poderei dar-lhe mais detalhes. Mas, no momento, quero falar-te sobre meu destino anterior. Imagino que Kanon já tenha lhe dito, mas há coisas que não disse a ele e gostaria que soubestes. Pode achar-me um tolo, mas, por estranho que pareça, confio meus mais profundos segredos a você e não a meu próprio irmão.

Em Okinawa conheci uma parte da vida de Sísifo que não conhecia. Soube um pouco de sua infância pelos vizinhos. E, o mais importante e inquietante, soube que esse me amava. Antes de desaparecer, talvez até umas semanas depois de nos conhecermos (Sísifo e eu), ele enviou uma carta para uma amiga que de datas, que agora está tendo uma vida calma ao lado de seu marido e dois filhos. Na carta, ele relatava de nosso primeiro encontro e dos que se seguiram. Ele falou todos os pormenores de nossos encontros e do que ele sentia a cada vez que me via. Não pude deixar de sentir-me mau. Pois nunca notara o tamanho afeto que ele nutria por minha pessoa. Mas, mais ainda por ter sido tolo a ponto de acreditar que se eu me declarasse a ele, este me expulsaria de sua vida. Sim, companheiro, eu estava aos cacos. Faltam-me suas palavras saibas para me aconselharem. Sei que não sou mais um garoto, não o que você conhecera, mas também não sou o dono da verdade.

É incrível como simples desabafos podem ajudar-nos a nos sentirmos mais leves. No momento você está impossibilitado de mandar-me uma resposta, pois, acredito eu, que quando leres isso, já estarei em outra cidade. Mas só por poder falar-te isso, já me sinto mais relaxado.

Amigavelmente,

Saga.”

“Olá novamente,

A vida sempre nos revela histórias e verdades indescritíveis.

Uma vez, quando ainda jovem. Ou pelo menos mais que atualmente. Ouvi falar da incrível cultura grega, das esculturas e dos templos. Mas nada do que imaginara se equipara a realidade. É simplesmente magnífico. Claro que nem todos os templos estavam em bons estados para visitação, mas nunca fui de me ater a regras. Um dos templos mais bonitos que visitei foi o Paternon, dedicado a deusa Athena. Dentro de poucos dias estarei rumando para Roma, onde poderei ver, também, o Panteon.

Bom, diferente de mim, sei que não se interessa pela arquitetura. Então falar-te-ei das pessoas que aqui conheci. Em geral são simpáticos, alguns bastante fogosos. Mas também são amigos valiosos e respeitosos. Assim como os japoneses tem sua honra, os gregos têm sua palavra, sua fé, seu senso de justiça. São, de fato, amigos valiosos. Infelizmente as mulheres gregas não são tão deslumbrantes quanto as do oriente. Já os homens... bom, digamos que não posso falar a mesma coisa destes.

Sinto que cada dia que se passa minha vida ruma por diversas direções, dependendo para que lado sopre o vento. As vezes se estagna, pois a brisa não é forte o suficiente para movê-la. É estranho o fato de podermos ter diversas sensações em apenas um segundo. Assim como também é desconcertante a audácia do ser humano de ignorá-las. Os jovens realmente não se dão conta do quanto é precioso o curto tempo que têm de beleza e juventude. Desperdiçando com sonhos surreais e bobos. Os velhos, não fazem nada melhor que invejar os jovens por portarem juventude. E as crianças, bom, estas são ignorantes demais para se preocuparem com a vida. Nenhum destes pensam em nada a não ser em futilidades. Não aproveitam cada sensação plenamente, não param para filosofar sobre o sentido da vida. Coisa pela qual ando pensando muito ultimamente.

Acredito que eu já deveria ter várias rugas de expressão. Os anos passam, e por mais que minha aparência não mude como deveria, meus pensamentos vão ficando cada vez mais decrépitos. É uma verdade incontestável e, ao mesmo tempo, inquietadora.

Pense nisso irmão: o que é a vida?

Saga.”

“Estimado amigo,

Lembro-me do dia em que suas palavras me despertaram para a realidade. Tenho que admitir que foi um choque em tanto. Nunca havia pensado no mundo da forma de tão peculiar. Mas agora vejo que eu não era o único ignorante na época. Não se sinta ofendido, mas com o passar do tempo andei imaginando coisas, pensando em perguntas sem repostas, filosofando sobre o sentido da vida. Sim, amigo, estou virando um daqueles asquerosos “só testas ou só narizes ”¹ que você tanto desprezava. A única diferença, é que minha aparência continua sendo a mesma que tanto elogiaste em tempos remotos.

Esta viajem tem sido muito mais do que apenas uma busca cega por prazer. Por diversão. Acabei por descobrir mais de mim mesmo. Por desvendar alguns dos milhares mistérios do mundo. Acabei por esgotar minha paixão pela vida.

Não olhe minhas palavras como frases escritas a esmo por um pobre homem que já não sabes mais o que pensar da ingratidão da vida. Pois sabes muito bem que sou diferente dos tolos que desperdiçam suas vidas escrevendo frases dramáticas mostrando com o mundo lhes parece negro. Sabes, melhor que ninguém que sei o que faço e que, por mais que não gostes, fui muito influenciado por você. Mas não a ponto de ser um reflexo seu. Não meu amigo. Eu fui muito mais ousado. Joguei-me de frente enquanto você fazia rodeios.

Infelizmente tive que rodar o mundo para descobrir que você nunca foi de acreditar plenamente em suas palavras. Sempre temera as conseqüências. Até mesmo Calista, a grega irmã de Sísifo, cometera mais pecados que vós. Tu tinhas apenas a lábia. Mas faltava-lhe coragem. Coisa, esta, que não faltou a mim.

Torno a repetir: não se sintas ofendido. Pois sabes que tudo que escrevi a cima é a mais pura verdade. Mas isto não diminui meu apreço por você. Pelo contrário, sinto-me muito mais intrigado e desvendar teus pensamentos. A saber, no que realmente acreditas. Sabes que adoro desafios, e você tem sido, até agora, o maior.

Atenciosamente,

Saga.”

Notas finais
Bom, aí está o primeiro capítulo.
Espero que tenham gostado.
Se tiverem alguma reclamação, conselho, elogio, ameaça de morte, avisos de sequestro. Mandem como reviews. *-*'
PS: O capítulo pode ser mudado. Por causa do tempo curto não pude revisá-lo, então pode ter algumas coisas que não estejam dando para serem compreendidas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.