Killer blue eyes
1 Capítulo 1
Já era noite, Claulder caminhava lentamente pelas ruas de Detroit, com um olhar que ia se perdendo a cada esquina. Seus cabelos negros caiam sobre seu rosto pálido e destacavam seus lindos olhos azuis.
Usava um moletom desbotado, um jeans escuro e o seu velho par de All stars surrado de história. O frio do inverno lhe feria a pele do rosto enquanto esquentava as mãos nos bolsos da calça. Seu celular vibra, ele olha o visor e vê que é Jonhson, seu chefe e atende:
– O que quer? — disse Claulder grosseiramente.
– Greektown Casino, Agora! — disse Jonhson já desligando.
Claulder resmungou e foi o mais rápido possível em direção ao local indicado pelo chefe. Chegando lá retornou a ligação:
– Já estou aqui, quem é o alvo? — perguntou Claulder.
– Dianna Stone, 21 anos, 1.70 de altura, cabelos castanhos e olhos cor de mel, esta usando um vestido vermelho — disse Jonhson — sua roupa esta em uma maleta escondida na entrada de funcionários do Hotel.
– Entendido — repondeu Claulder.
Ele deu a volta no cassino, encontrou a maleta e se trocou. Dessa vez Jonhson havia caprichado, Claulder encontrara um Dolce & Gabbana preto com uma camisa social branca e um sapato preto Hugo Boss. Pelo visto esse trabalho era importante e renderia um bom dinheiro para seu chefe.
Claulder entrou sorrateiramente no hotel e usou um dos banheiros de funcionários para arrumar seu cabelo e trocar de roupa. Ele penteou seus cabelos negros para trás com gel o deixando com um aspecto molhado e finalmente entrou no cassino.
O hall do cassino era gigantesco e ele engoliu seco ao ver tanta gente, ele precisava encontrar apenas uma pessoa. Ele andara pelo cassino procurando seu alvo por aproximadamente uma hora quando sentiu sede foi ate o bar pegar uma bebida.
Chegando no bar chamou atenção da loira que cuida do balcão:
– Olá bonitinho — diz ela com um sotaque latino — que bebida quer que eu prepare para você?
– Quero um Martini, por favor! — respondeu Claulder.
Enquanto ela preparava sua bebida, Claulder avistou seu alvo andando pelo hall e indo em direção ao bar. Ele jamais vira uma mulher tão linda em toda sua vida, bebeu um pouco de seu Martini enquanto conferia se aquela mulher era mesmo seu alvo. Infelizmente era.
Jonhson nunca deixava muito claro o que Claulder deveria descobrir sobre os alvos mas desta vez seu chefe não deixara pista alguma.
A moça tinha lindos cabelos castanhos que seguiam lisos e brilhante ate a altura do ombros onde se formavam ondulosos cachos. Ela tinha um boca delicada que parece ter sido desenhada a mão. Seus olhos eram graciosos e chamativos e seu olhar doce encantaria a qualquer um. Ela se aproximou do balcão e pediu um Whisky, Claulder se aproximou devagar:
– Boa noite — disse Claulder bebendo um pouco do Martini.
– Boa noite — respondeu Dianna com um tom de desprezo.
– ei, não precisa me tratar assim, eu só quero conversar — retrucou Claulder — se quiser eu vou embora.
– Perdão, eu só não sou muito fã de cantadas e estava esperando uma — respondeu Dianna dando um gole no Whisky.
– Tem certeza? porque eu conheço uma irresistível — disse Claulder.
– me surpreenda então — disse ela.
– Seu pai é ladrão? — perguntou ele
– Hmmm.. — disse ela pensativa — Não, porque?
– Porque ele deve ter roubado os seus olhos do céu.
– Meus deus, que horror — disse ela rindo
– Eu sei é péssima, eu só queria ver você sorrir — disse Claulder sorrindo para ela.
O sorriso de Dianna era lindo e brilhante como as estrelas e fez Claulder se sentir anestesiado como se fosse um tipo de droga mas infelizmente trabalho era trabalho e Claulder não tinha tempo para ficar ali parado observando-a.
– Posso perguntar seu nome? — perguntou ele fingindo não saber a resposta.
– Que tal deixar as perguntas para outro dia? está meio tarde — respondeu ela — boa noite olhos azuis, até algum dia.
ela se afastou para ir embora mas Claulder a segurou delicadamente pelo braço, ela se virou e ele disse:
– Só me diz seu nome.
– Dianna — disse ela indo embora.
Claulder ficou olhando a moça se afastar dele e entrar no hotel, entao ele terminou seu Martini e ligou para Jonhson:
– Alvo localizado.
– Claulder descubra o máximo que puder sobre ela, você tem uma semana — disse Jonhson desligando.
Claulder estava acostumado com as conversas de 20 segundos com Jonhson, afinal, um mafioso cheio de inimigos como Jonhson não pode se expor muito. Claulder voltou para seu apartamento na Atwater Dr. precisava dormir pois no dia seguinte voltaria ao hotel para procurar Dianna.
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