Killer X

8 Capítulo 7


Notas iniciais
Meus queridos lindos, voltei com mais um capitulo. Agradeço a LadyPin por favoritar. E espero que vocês mandem reviews sobre o capitulo u.u Kissus com maracujá

Andrey não conseguiu disfarçar a tensão e a seriedade do assunto.

– Sua mãe fazia parte da OPF. Ela ficou grávida e quis sair da organização, mas eles não deixaram. Viram na gravidez uma oportunidade perfeita para fazer experiências. Trancaram-na até que o dia do nascimento chegasse, e assim que chegou eles prepararam tudo. Duas lindas garotinhas nasceram e a mãe morrera por causa de fortes hemorragias. Angel, a melhor amiga da sua mãe, e uma das poucas confiáveis, conseguiu fugir com você para longe da central. Mas o plano para tirar sua irmã não foi bem sucedido. Ela fora submetida a experimentos e treinamentos exaustivos durante toda a infância. Quando acharam que estava pronta para agir, implantaram um chip dentro dela e a mandaram "caçar", e se não fizesse isso, seria morta.

"Você foi criada por Angel, que era a líder da segurança da OPF. Ela lhe ensinou tudo que você deveria saber, além de treiná-la com os melhores métodos de luta. Angel teve uma filha: Ísis. Depois de anos cuidando de vocês duas e se escondendo, Angel foi achada e morta por agentes da OPF. Você ficou responsável por Ísis e, por um bom tempo, tiveram que fugir para que eles não as encontrasse. Mas ano passado conseguiram encontrar vocês duas. Pegaram sua irmã e a prenderam, obrigando você a torturar pessoas para conseguir informações".

– E... — Laura estava trêmula e quase não acreditava que tinha uma irmã, ainda mais gêmea — Essa garota... Minha irmã gêmea... Qual é o nome dela?

– Sunny — ele disse sorrindo de leve.

– E por que ela não falou comigo? Digo, ela sabe até mesmo onde eu moro, por que não disse nada?

– Por medo. A organização sabe muito bem que vocês duas são gêmeas, mas ela acha que eles iram fazer algo de ruim se virem vocês duas juntas. Sunny já sofreu muito e não quer mais sofrimento.

– É, eu sei bem o que ela sente — Laura olhou para as próprias mãos pousadas no colo.

– Ei — ele esticou a mão direita, pegou de leve no queixo dela e a fez levantar a cabeça, olhando diretamente para ele — Você não está sozinha Laura. Todos nós temos dores que carregamos nas costas, mas não é por isso que precisamos ficar sozinhos.

– Mas... — ele colocou o dedo indicador em sua boca para fazê-la parar de falar.

– Eu também pensava que ficaria melhor sozinho, mas ai conheci sua irmã. Ela se tornou minha melhor amiga. Por mais que ela faça o que faz, nunca deixou de sorrir para mim. E eu aprendi que ter amigos também é bom — ele sorriu radiante.

– Não sei se consigo ser assim... Tão otimista.

– Só seja você mesma. Aquela Laura que vi pensando sonhadora enquanto olhava a chuva, que chorou e não teve receio de esconder, a Laura que teve curiosidade de me seguir — ele sorriu — Não a Laura sombria, racional e sem emoção que demonstra ser para todo mundo. Tente tirar a parede que construiu entre você e o mundo. E se tiver dificuldades, conte comigo.

– Contar com você...

Os dois estavam naquele transe novamente. Um preso no olhar do outro. Laura sentia que queria mudar. Tinha receio de se machucar mais, porém achava que seria bom ter alguém para compartilhar coisas... Não ser mais sozinha parecia uma boa ideia. Ouviu as asas outra vez. Não se importou em escondê-las, na verdade, queria saber como seria abri-las. Ele chegou um pouco mais perto. Suas bocas quase se tocavam. Eram uma questão de chegar um pouquinho mais perto... Mas eles não estavam com pressa. Ela olhava os olhos castanhos dele, ele olhava fascinado o tom azul prateado dos olhos dela. Laura sentiu uma mão em sua nuca. Estava tão gelada em contraste com sua pele que o toque produziu uma carga elétrica por todo seu corpo.

O celular tocou. Os dois se separaram abruptamente com o susto. Laura sentia o sangue subir-lhe a face. Andrey atendeu.

– Alô? — ele perguntou com a voz meio vacilante e limpou a garganta.

– Sou eu– a pessoa da outra linha falou e Laura conseguiu ouvir

– Do que você precisa? — Andrey ouviu atentamente, mas Laura não conseguiu ouvir, a pessoa do outro lado falava baixinho demais — Tem certeza?

– Tenho­– agora a pessoa aumentara o volume. Andrey olhou para Laura, e ela não conseguiu decifrar a expressão.

– Tudo bem... Estamos indo — ele desligou.

– E então... Quem era? — Laura estava ansiosa.

– Você precisa ir ver uma pessoa.

– Quem? — sua ansiedade e curiosidade aumentava a cada segundo.

– Surpresa — ele sorriu.

Pegou na mão de Laura e a puxou para fora de casa. Na calçada um Chevrolet Impala 1967 preto estava estacionado. Andrey abriu a porta do passageiro.

– Um Impala?! Sério? — disse surpresa e alegre — Meu sonho era andar em um desses!

– Tá falando sério ou tá sendo sarcástica com o carro?

– Falando sério!

– Tá... Então entra ai, temos que ir logo.

– Pra onde?

– Já disse que é surpresa! — disse com certa irritação.

Laura não disse nada. Entrou no carro e observou a rua e as casas enquanto "voavam" pelo asfalto. Chegaram em uma rua onde as casas eram praticamente todas iguais e as árvores estavam sem folhagem. Pararam em uma casa com o número 208 dourado cravado na porta branca. Desceram e foram até a porta. Laura achou que ele iria bater na porta ou apertar a campainha, mas não, ele entrou com tudo. Sem perguntar nem nada, simplesmente entrou e arrastou Laura consigo.

Alguém estava sentado em uma cadeira giratória. Naquele instante o coração de Laura batia muito rápido, mais do que ela achava que podia. Não sabia quem era, e a curiosidade estava corroendo suas entranhas. A única luz na casa vinha da porta aberta. Nenhuma lâmpada ou vela estava acessa para iluminar. Todas as janelas estavam cobertas com cortinas pesadas e escuras.

A pessoa oculta girou a cadeira, e ficou de frente com Laura. Agora a luz que entrava pela porta iluminava seu rosto, tornando visível a aparência da pessoa.

– Laura, estava esperando por você.

Notas finais
Hohoho... E o que será que irá acontecer? °-° "Veja no próximo episódio de Killer X" kkkk