Killer X

9 Capítulo 8


Notas iniciais
Olha eu aqui! Espero que gostem de mais um capitulo :D

Laura não sabia o que fazer. Por um segundo, longo demais, seu coração parou de bater. A luz mostrava o rosto da tal pessoa que antes estava no escuro. Tinha a impressão que iria encontrar uma copia sua sentada na cadeira. Porém, lá estava um garoto de cabelos branquíssimos, olhos vermelhos, pele branca, cílios grossos e dentes charmosos ligeiramente tortos em um sorriso.

– Eu sou K — quebrou o silêncio, se levantou e parou em frente a Laura, esticando a mão para que ela apertasse.

– Hãn... Você já sabe meu nome — ela retribuiu o gesto.

– Estava ansioso para vê-la — sua voz era calma e boa de se ouvir.

– Como você me conhece — perguntou desconfiada.

– Digamos que eu conheça muita gente. E bem... Conheço sua irmã, ou melhor suas irmãs.

– Você conhece Ísis? — Laura deixou a desconfiança de lado e olhou para o garoto com olhos azuis enormes.

– É... Eu conheço — ele ficou meio sem jeito.

– Me diz, como ela tá? — deu um passo para frente.

– Esse é um dos motivos pelo qual eu queria falar com você — disse sério e Laura deu um passo para trás — Sente-se.

Ela sabia — na verdade todo mundo sabe — que quando alguém diz "sente-se" com uma voz grave e séria é porque lá vinha uma má notícia. Ela foi até o sofá, sentou-se e se preparou para o pior. Não sabia o que ele iria dizer, mas tinha uma impressão esmagadora que algo de ruim acontecera com Ísis.

– Não aconteceu nada de ruim com Ísis. — parecia que ele tinha lido sua mente — Mas pode vir a acontecer. Preciso de sua ajuda para conseguir salvá-la. Bem... Não só ela, mas como muitas outras pessoas que foram presas naquele lugar horrível.

Laura não conseguia dizer nada. Sua voz não saía, parecia que tinha engolido um caroço e ele ficara preso na garganta. Algo de ruim ia acontecer com Ísis, algo mau, muito mau.

– Olha, eu estou ciente do que você é capaz, então, preciso que você nos ajude. Você poderia?

– Se for para salvar Ísis eu faço qualquer coisa — conseguiu dizer com convicção.

– Ótimo — mas as palavras não saíram da boca de K.

Laura se virou e viu, no topo da escada, sua gêmea. Ela era mesmo parecida com Laura. Mas seus cabelos eram ainda mais negros e a boca um pouco mais rosada. Usava uma calça jeans e uma regata preta, que exibia seu corpo firme e definido, "exatamente como eu", pensou Laura.

– Sunny... — sussurrou involuntariamente.

– Laura, para ajudar Ísis você precisa se unir a nós — disse enquanto descia graciosamente a escada — E isso significa que irá lutar contra a organização. Nós, e isso inclui você, vamos declarar guerra a OPF. Usaremos o que nos ensinaram contra eles.

– Nós? Nós quem?

– Eu, Andrey, K, agora você, e outras cinco pessoas que você ainda vai conhecer.

– E vocês já tem um plano?

– Temos — K disse, e diminuiu a voz — Mas aqui não.

– Então ond...

– Vamos levar você. Confie.

– Tudo bem... Como já disse, se for por Ísis eu faço o que for necessário.

– Eu sei disso — Sunny se intrometeu — Por isso sei que podemos confiar em você Laura. Sei que você sempre se preocupou com Ísis.

– O que vai acontecer com ela?

– Vamos falar sobre isso em outro lugar. Sei que parece paranóia minha, mas acredite, pode se esperar qualquer coisa da OPF.

– Sei disso muito bem — Laura concordou.

Eles foram para o carro e pegaram a estrada. Laura não sabia onde estava. Se perdera lá atrás um minuto depois de terem saído da casa. Seu senso de direção não era muito bom. K dirigia como se já tivesse feito o caminho diversas vezes, e Laura sabia, que isso era verdade. Saíram do limite da cidade, e agora a paisagem se transformava em uma área deserta, com poucos cactos, vegetação rasteira e terra vermelha por todo lado.

Por fim a rota mudou. Ao invés de continuarem pela estrada de terra, viraram e foram em direção a uns morros. Laura observou o carro chegando cada vez mais perto e os morros se mostrando frágeis e quebradiços. Param em uma sombra que cobria todo o carro, mesmo que naquele momento o sol, e o céu inteiro, estava sendo tampado por nuvens carregadas. Saíram do carro e foram para onde os morros faziam um vale pequeno.

Laura estava curiosa, mas se obrigava a não demonstrar a curiosidade. Não sabia para onde olhar então pousou os olhos em Andrey. O lindo e radiante Andrey que contrastava com sua tristeza escura.

K estava na frente e Laura viu que abria alguma coisa de metal... Era um alçapão. Todos entraram. Lá dentro era mais fresco que do lado de fora por conta do ar-condicionado, era um lugar até grande e arrumado. Abarrotado de computadores, sensores e outras coisas que Laura não conseguiu identificar.

– Aqui é nosso esconderijo, onde pesquisamos e planejamos as coisas.

Duas garotas e três garotos estavam mexendo nos computadores. A de cabelo loiro se virou e encarou Laura. Ela tinha olhos verde-claros, pelo morena e era gordinha. Sorriu e acenou para Laura, que sorriu de volta.

– Essa é Jay — disse K — a do lado é Mary, o outro de cabelo ruivo é o irmã gêmeo dela Kaio, e o do canto é Marley.

Incrível como Kaio e Mary se pareciam, ambos eram ruivos de olhos castanho-escuros. Não estavam abaixo do peso, nem acima, estavam na medida certa. Eram extremamente brancos, provavelmente por ficarem o tempo todo naquele lugar, longe dos raios solares. Marley era completamente diferente do resto do grupo. Era magricelo, nariz longo e fino, olhos negros, sardas e espinhas pelo rosto, aparelho nos dentes e óculos de grau. Um verdadeiro nerd de computadores.

– Eu sou a...

– Nós sabemos quem você é — a garota chamada Mary interrompeu Laura rispidamente — Laura.

– Temos o maior prazer em conhecê-la — Kaio disse empolgado e em tom de desculpas, mesmo que fosse parecido com Mary na aparência era completamente diferente na personalidade.

– Obrigada.

– Bem, chega de apresentações, estamos aqui com um objetivo. Agora sente-se bem aqui Laura — disse K pegando nos ombros de Laura e guiou-a até uma cadeira giratória — e preste atenção no nosso plano.

– Tudo bem... — Laura foi obediente e se sentou quieta com expressão concentrada que fez K rir.

– Ok, vamos começar. Jay, faça as honras... — disse gentilmente e Jay sorriu, apertou um botão e imagens surgiram na tela do computador central.