Killer Love.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Essa história é de minha autoria, Emmanuel Corrêa e Castro, e recomendo ouvir com a música: http://www.youtube.com/watch?v=ldEInTtHZWc

Ele se sentou em sua imensa cama, abaixou a cabeça, arrependido. Ele se levantou, aproximou-se do espelho, e examinou seu reflexo. Refletido no espelho, estava um assassino. Um psicopata, arrependido. Ele ainda sentia o gosto de sangue em sua boca, ainda ouviu o grito da vítima. Mas o pior, ele amava a vítima. Vendo o assassino à sua frente, socou o espelho, ele trincou. Ainda dava pra ver aquele assassino. Ele via o sangue dela, em seus braços. Ele fechou os olhos. Na pia, tinha alguns frascos, ele derrubou todos. Aqueles aromas fortes se juntando, o nauseou. Ele fechou a porta, pulou em sua cama. E então, com a cabeça no travesseiro, fechou os olhos, e se afundou em lembranças. Ele corria dela, em um parque, rolava na grama, rindo. Ela o amava, ele igualmente. E então, outra lembrança veio. Ela estendeu a mão, e disse: “Pegue minha mão, estamos sós”. Ele pegou, e então começaram a dançar valsa, ele era meio desajeitado, e ela o mostrou como dançava. As luzes brilhando em volta dos amantes. Ela apoiou a cabeça no ombro dele, e continuaram a dançar, em passos lentos. Ela então, a levantou, e fitou aquele futuro-assassino. Mas nessa hora, ele era inocente, bem inocente. E enquanto seus olhares se cruzavam, ele se aproximou mais, já sentindo a respiração dela. Então os lábios se tocaram, beijaram-se, dançando, aquela música romântica, predominando o momento. Aquela lembrança, foi se escurecendo, foi ficando pequeno cada vez mais, como, se fosse fechar em um círculo preto, e no final aparecer um grande “The End”. Então, outra lembrança surgiu, os dois na banheira, ela o abraçou, ele percebeu um pouco de sangue, perto de sua nuca, e então beijou, puxando esse sangue, suas presas se afiaram, e ele mordeu. Mordeu seu pescoço, ouviu o grito dela, mas o sangue era mais importante para ele. E então, ele percebeu que acabou seu sangue. Os olhos dela estavam abertos, e ela afundou, toda pálida. Essa lembrança de repente sumiu. E ele, estava em sua cama, se afundando em lágrimas. Ele se levantou, correu, desceu a escada, abriu a porta, e saiu de sua casa. Ele correu naquela rua, o vento frio, o envolvia. Correu até chegar a um cemitério, passava por cima de todos os túmulos, até chegar ao dela. Ele sacou um punhal prateado, e cravou-o em seu coração. Até cair, ajoelhado. E então, ele se viu em um abismo. Por sorte, viu ela. Mas não conseguia correr até ela, uma barreira de vidro, coberta de sangue o impedia. Ele gritou o mais forte que pôde: “EU TE AMO”, e quebrou a barreira com um chute, correu até ela, e lhe deu um beijo que valia por cem. E então, ele estava na banheira, junto com ela. Ele viu o sangue dela, pensou em morder, mas fitou seus olhos azuis, e baixou o olhar pra sua boca, e lhe deu um beijo. E então, levantou da banheira, colocou a toalha, acenou para a garota, e trancou-a no banheiro. Correu para o seu quarto, pegou uma carteira, e saiu de casa, de toalha. Correu descalço pela rua, cheia de pedras, entrou em uma loja, todos o olhavam, estranhando um homem só de toalha, em uma loja daquelas, mas o seu amor era mais importante. Ele tirou da carteira, o valor da caixinha preta. E então, o atendente, anotou algo no papel, e o entregou a caixinha, ele pegou-a, junto com a carteira, e correu para casa. Subiu as escadas, ofegante. Abriu a porta do banheiro, e lá estava ela, chorando, se sentindo abandonada. Ele jogou a toalha pro alto, e segurou a caixinha, pulando na banheira, ela se assustou, ele riu. Ela tentou ver o que tinha em suas mãos, que no momento, estavam pra trás. Ele a mandou fechar os olhos, e então abriu a caixinha, e disse: “Marry me”. Ela sorriu, e beijou-lhe, enquanto dizia sim. Eles se amavam.

Notas finais
Espero que tenham gostado, beijão.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!