Notas iniciais
Desculpem a demora para postar.

Os alunos foram liberados mais cedo naquela manhã por conta do acidente. Apesar de todos falarem para Nina que ela não estava em condições para sair por aí dirigindo sozinha, ela insistia que estava bem, que podia dirigir, até que, por fim, deixaram ela ir. Enquanto caminhava na direção da minivan, pensava nos motivos que alguém teria para assassinar seu avó, até que sentiu o celular vibrar no bolso de seu shorts. O coração parou. Com as mãos um pouco tremulas, ela pegou o celular e o desbloqueou, logo vendo que tinha recebido uma mensagem daquele número restrito...

Nina, Nina, Nina... O seu tempo está acabando. Vamos lá, eu sei que você não é burra, preste mais atenção nos detalhes, logo logo você vai me descobrir.

Nina mordeu o lábio e bloqueou o celular, abriu a porta da minivan e se jogou no banco de motorista, colocando o celular no banco do lado. Fechou a porta e colocou o cinto, então ligou o carro, e pisou fundo na ré, saindo daquele estacionamento. Enquanto passava pela frente da escola, podia ouvir de longe as sirenes de uma ambulância e de viaturas. Naquele momento, dirigir era a única coisa que Nina podia fazer sem reclamar. Certo, não ultrapasse os 80 km/h; cara, eu preciso descobrir quem matou meu avó, tá, hora de ultrapassar esse carro, ligar a seta, olhar pelo retrovisor, tentar enxergar o ponto cego, e agora sim, tá, faixa da direita.

Logo ela chegou em casa, estacionou o carro na rua, desligou-o, pegou o celular, e desceu do mesmo. Caminhou até sua casa. Estava vazia. Sua mãe tinha avisado que ia chegar tarde, e seu pai só chegaria de noite. Assim que colocou os pés no tapete da porta de entrada, começou a chover, então abriu a porta e entrou apressada dentro de casa, fechando a mesma com força. Subiu as escadas correndo e entrou no quarto, então se jogou na cama, enrolando-se nos cobertores. Sentiu lágrimas quentes brotarem em seus olhos, e sentiu as mesmas lágrimas escorrendo pelo rosto. Ali, ela não tinha que ser tão forte como na escola, ali ela não precisava chorar só quando estava sozinha, ali era o ponto de conforto de Nina, e ela se sentia segura nele. Com vários pensamentos vindo em sua cabeça, ela logo adormeceu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.