Kill Art

6 Capítulo 6 - Festa


Notas iniciais
Reviews?

- Julgamento? Como assim? — Elisa se assustou. Não podia enfrentar três jogadores, que aparentemente eram muito mais fortes que ela. E além disso, tinha a preocupação de cuidar de Track que estava desmaiado.

- É brincadeira!! Só estava brincando. Eu vi vocês lutarem contra esses dois criminosos e tenho um convite pra vocês.

- Como assim ‘brincadeira’? Você desmaiou o Track e me diz que é brincadeira?

Anne e seus amigos ficaram sem graça. Um deles deu um choque em Track, acordando-o.

- Agora está tudo bem. — confirmou Anne, sorrindo.

- E sobre o convite? — perguntou Elisa, cruzando os braços.

- Então... Precisamos de mais gente em nossa guilda. Quer se juntar a nós?

- Eu quero. — intrometeu-se Track.

- Cala a boca, Track. Não caia de pára-quedas em um céu que não é seu?

- Como assim?

- Nada. Voltando ao assunto, ANNE, nós aceitamos.

- Obrigado. Já solicitei convite no menu.

Os dois aceitaram.

- Agora podem voltar. Amanhã terá uma reunião e uma festa de fixação. Vamos festejar pelo sucesso da guilda. Vocês são bem-vindos na base da nossa guilda. Parabéns.

Anne e os demais desapareceram, como se fossem hologramas.

No dia seguinte, Track e Elisa estavam na festa. Havia muita gente, todos estavam bem arrumados.

- Então vocês vieram? — se surpreendeu Anne.

- Acha, que isso. Estamos lá no aeroporto ainda. Nós somos irmãos gêmeos dos outros. — respondeu Track, com seu humor sempre afiado.

- Engraçadinho seu namorado, não é, Elisa? — perguntou ironicamente Anne, despertando a raiva de Elisa.

- NAMORADO? Prefiro aquele boss do que esse.

- Tem certeza? — Track piscou para Elisa e fez um olhar sensual. Isto resultou em uma marca de uma tapa em seu rosto.

- Hi Hi Hi Hi. — Anne riu.

- Você é tão linda. — Track elogiou Anne.

- Obrigado... Assim eu fico sem jeito.

- Mentira, você é horrível.

Anne fez outra marca de tapa no rosto de Track e saiu correndo, aos prantos.

- Falei algo demais? — perguntou Track à Elisa, coçando o vergão.

- Nada. Você foi super gentil. Ama ferir as pessoas, não é? — Elisa foi atrás de Anne.

- Meninas. Por que elas nunca mudam, viu? Sempre emotivas e bravas. Espero que essas marcas sumam rapidamente.

- Falando sozinho? — diz alguém.

- Ahn? Que? Quem disse isso? — Track olhou para todos os lados e não viu ninguém.

- Aqui!! Atrás da janela.

- Mentira!! É você??

- Não. É tua vovó, aquela bicha velha.

Era Fred, irmão de Elisa e melhor amigo de Track. Eles se abraçaram, como verdadeiros amigos.

- Cara, que bom te reencontrar. Achei que estava morto.

- Estou vivo, não estou?

- É, deve estar. Se está dizendo...

- Cala a boca, pivete. Se enxerga. E minha irmã, tem noticias?

- Sim. Ela está morta.

- MINHA IRMÃ? MORTA?

- Mentira. Ela está aqui na festa. Foi atrás da Anne. Eu acho que magoei um pouco as duas.

- Você. Sempre você.

- Não tenho culpa. Acho que elas estão naqueles dias sabe.

Track e Fred começaram a rir feitos bobos.

* * *

Lá de longe, algo estranho vigiava a festa.

- Olha lá! A festa já começou. O plano vai seguir adiante?

- Com certeza.

- E como vamos entrar na festa sem sermos vistos?

- E quem disse que precisamos passar despercebidos?

- Como assim?

- Vamos chegar e acabar com todos. Estou faminto, e como compartilhamos o mesmo corpo...

- É mesmo, meu outro eu.

- Isso me soou estranho.

- Por quê?

- Sei não... Meio GAY.

- Tipo o Fred?

- Ah! Aquele lá é assumido. Mas é o player que está no rank 1. Não podemos subestimá-lo. Deve ser impossível derrotar um jogador de nível 79.

- Também acho. Acabei de ter uma idéia. Ela é meia estranha, mas pode dar certo.

- Aff. Tem certeza que quer fazer isso? É meio estranho e nojento. Além que vai degradar sua imagem.

- Como sabe o que eu pensei?

- Temos o mesmo cérebro, inútil. Tudo o que pensa, eu penso. Tudo que diz, eu digo. Apenas a voz muda, diferenciando quem fala. Minha voz é mais grossa que a sua. Muito mais grossa.

- É mesmo... Mas será que isso vai dar certo?

- Se você conseguir, vou desconfiar mais ainda.

- Vai ser moleza... Aposto que ele vai cair na minha.

- Novamente sua fala me soou estranho. Porquê não se assume... Ei, não precisa xingar.

- Preciso tentar controlar meus pensamentos. Ou senão temos que termos aquele corpo logo para podermos ser dois, invés de um só.

- Vamos começar o plano logo? Sem mais delongas.

- Vamos... Está pronto?

- Se você está, eu também estou. Estamos no mesmo corpo.

- Ok!! Essa noite promete!!

Notas finais
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