Kibou
1 Capítulo 1
Adormeci mal me deitei no sofá… logo depois de ter discutido com Morita. Não era suposto termos discutido, mas não fazia parte da minha personalidade conseguir guardar o que sentia na verdade. O que será de mim se ele aceitar a proposta de ir estudar para uma faculdade fora do nosso país?! “ Os teus lábios estavam próximos dos meus, o teu hálito doce fez com que não me consegui – se conter, até chegar ao meu verdadeiro objectivo. Agarrei-te na face com as duas mãos encaixando os nossos lábios. Quando abri os meus olhos já não estavas, em meu redor tudo estava envolvido em uma paisagem de cravos vermelhos o céu estava coberto pela cor azul e pelo encanto da luz do sol. Nunca tinha visto tal coisa, pensei que só podia ser um sonho, se pudesse chamar de sonho. Tudo era tão surreal tão belo e assustador, ocorreu um misto de emoções naquele momento indescritível. Levantei-me automaticamente como se alguém me tivesse acordado. Uma brisa forte começou a vir de baixo do subsolo, o meu corpo de repente começou a ficar tão leve como uma pena, quando dei conta flutuava pelo enorme céu. De cima consegui ver a infinita paisagem possuído pela beleza dos cravos vermelhos. No meio reparei num pequeno feixe de luz, essa luz envolvia um pequena amendoeira em flor. Por momentos não quis acordar queria certificar-me o que poderia significar o que estava a ver.” — Está morto?? – perguntava uma voz de criança enquanto me tocava com os seus dedos no meu cabelo alaranjado. ” Só podia ser Hagumi…” Uma segunda voz começou aparecer no meu sonho. — Hagumi aproxima-te, achas que ele morreu por causa da discussão com o Shinobu? –riu-se — uhhhhh!! Acho que poderá ser sim – respondeu a loira em voz baixa num tom de gozo “ Shinobu…..” Quando ouvi a disseram o seu nome acordei saltando logo da cama em direcção há janela. -Haaaaaaaaa!! – gritaram ambas agarrando-se uma há outra -Takumi o que se passa? – perguntaram-me ambas um pouco assustadas parecendo que tinham visto um fantasma. Não respondi logo há pergunta, o mais importante naquela altura era encontrá-lo. Desviei as pequenas cortinas olhando de seguida para fora da janela. “ Esta a NEVAR” – pensei para mim — Ayumi! – Gritei virando-me de seguida muito com um ar mais serio do que o normal. – A que horas é o avião de Shinobu para nova York? Ao aperceber-me o que Ayumi me ia dizer achei que poderia ser demasiada tarde. Procurei pelas chaves do carro e sai porta fora sem me lembrar que estava nevar. Cheguei rápido ao carro, sem demoras entrei e arranquei logo em direcção á escola de artes. Só poderia lã estar era para onde ele ia nos seus momentos menos felizes ou quando se chateava com alguém. Demorei uns 25minutos a lá chegar, nesses minutos tentei ligar-lhe infinitas vezes e todas as chamadas ficavam por atender. Comecei a correr para dentro da escola olhava para todos os lados, passava pelas pessoas conhecidas ignorado as por completo. Estava cada vez com menos esperanças do encontrar, comecei abrandar depois de pensar nisto em cada passo dado ia ficando cada vez mais lento até que parei sem reacção alguma — ufff! – suspirei metendo as mãos na cabeça – Shinobu… onde andas?! Encostei me há uma das paredes mais próxima, notei que alguém se aproximava com imensa rapidez o som dos sapatos a bater no chão era cada vez mais ativo. — Takumi- chan…! – chamava repetidamente a pessoa que se aproximava. – Que fazes aqui com essa cara, estas com algum problema? – perguntou me o professor de cabelos negros. — Não o encontro…! – respondi quase sem folgo — Ouve, o que se passa contigo? – perguntou agarrando me no ombro As palavras saiam me com alguma dificuldade, sentia me cansado de tanto correr, além disso tremia por todos os lados tinha saído de casa sem um agasalho, a única peça de vestuário que tinha por cima do corpo era uma simples camisa de tecido fino branco. — Nobu… — repeti novamente o seu nome como se já não suasse a nada. — Ahhh! Nobu-chan, estava no jardim da escola ainda há pouco, também o achei estranho parecia me um pouco abatido, não sei… “Só poderia significar algo” – pensei libertando-me dos outros pensamentos negativos — OBRIGADO SENPAI!! – Agradeci saindo a correr de ao pé dele O jardim ficava mesmo atrás do pavilhão onde normalmente tinha quase todas as minhas aulas. Mal lá cheguei reparei que ele estava ajoelhado de costas dentro do jardim de cabeça baixa olhar pró chão “pintado” de branco acinzentado. Aproximei-me dele em pequenos passos, estava cada vez mais gelado e mais coberto de flocos neve. Ajoelhei-me em sua frente, não estava acreditar no que acabava de ver…as lágrimas caiam lhe pelo seu rosto pálido — Não chores. – Pedi, tirando a franza de frente dos seus olhos negros, de seguida limpei-lhe as pequenas lágrimas em volta dos seus olhos — Desisti da Viagem – confessou agarrando-me na mão que lhe limpava as lágrimas. Mesmo com aquele dia gélido conseguia sentir o calor das suas mãos suaves a percorrer me por dentro. — Mas… — xiuuuuu! – interrompeu o jovem com a voz tremula. – Darás o teu sermão depois do que te tenho para dizer. Sem fazer quais queres perguntas, observei-o olhar-me nos olhos como se tivesse a ganhar coragem para me dizer algo, a neve continuava cair em nosso redor como uma intensa chuva branca. Os seus lábios mexeram-se… — Takumi- chan Amo-te! Num beijo apaixonado de sabor a neve acabamos por selar aquela palavra cheia de sentimentos e emoções. “ Também te amo…Nobu” -abracei-o sem pensar em mais nada. Fim! Significados – Cravo vermelho – Amor vivo Amendoeira em flor – Esperança Kibou — Esperança
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