Kian, a assassina
16 Capítulo 14 - Ela ainda está viva
Notas iniciais
~P. O. V. ??? – estalagem em Stadt~
—Ela está viva. Irá ficar bem. Por hora, ela apenas precisa descansar.
—Obrigado, doutor. É sempre bom contar com sua ajuda.
—De nada. Veja, ela está abrindo os olhos.
Eu acordei e não sabia onde diabos eu estava. Era um quarto com as paredes e o teto de madeira. Havia dois homens estranhos me encarando, e mais dois sentados em duas cadeiras que estavam por ali. Sentei-me na cama e procurei minhas coisas. Estava com um vestido preto no estilo Lolita gótica – que, por sinal, não combinava comigo – e com o cabelo cuidadosamente penteado.
—Bom dia, princesa. Como foi o seu sono? – o homem estranho nº 1 perguntou.
—O que raios está acontecendo? – perguntei.
—Então, senhorita... Redflash. Posso chamá-la assim? – o homem estranho nº 2 falou. – Seu corpo estava morto quando o encontramos, porém, com a habilidade do nosso querido amigo Gesund, você voltou a viver, ainda que temporariamente inconsciente. – o tal cara acenou e sorriu. – E você deve ser uma menina de sorte mesmo, porque nós somos a Obskuren, a maior guilda da região! – ele se empolgou um pouquinho demais.
—Se essa é a maior guilda, imagina a menor... – sussurrei.
—Obviamente os outros membros estão na sede da guilda, senhorita. – o homem estranho nº 1 ajeitou seu capuz e falou. – Bem, já que está consciente, consegue andar? – ele me ajudou a levantar da cama e a andar.
—Creio que sim, meu caro Warz. Venha, senhorita, iremos lhe mostrar seus novos amigos. – ele abriu a porta para mim.
~P. O. V. Nikarel – no dia seguinte, Capital de Kyrista, 17:30~
Kian tinha que se inscrever para certo torneio ou algo do tipo. Eu a acompanhei só para saber o que exatamente ela iria fazer – preciso preparar minha mente para o caso de ser um torneio mortal entre assassinos de alto nível ou algo do tipo, e provavelmente esse campeonato (torneio, que seja) se encaixa perfeitamente nessa descrição.
—Espere aqui. – ela repentinamente disse. Eu fiquei lá, esperando um século até que ela finalmente chegou.
—Nossa, foi fazer uma inscrição ou uma aula experimental de teatro? – perguntei.
—Vou fingir que não escutei isso. – ela cerrou os olhos e continuou andando.
—Ei, Kian... – chamei.
—O que foi? – ela se virou em minha direção.
—Me prometa que você vai ficar bem, okay? – eu disse, sério.
—Não precisa se preocupar comigo. Pedir isso é o mesmo que implorar para um imortal não morrer. – ela me respondeu, com um sorriso sarcástico, mas ao mesmo tempo confiante.
—Se você diz... – foquei o olhar no horizonte. – Vou só torcer por você então.
—Agradecida. – ela sorriu novamente. – Me prometa que ficará bem enquanto eu estiver nas batalhas, sim?
—Mas eu nunca fiquei em perigo enquanto você esteve fora! – eu me defendi. Ela começou a rir. – Tá bem, talvez uma ou duas vezes. Mas não era nada demais, e você só vai estar longe de mim enquanto estiver batalhando.
—Nada demais? Você quase morreu três vezes! Ou quatro, se contarmos o dia em que nos conhecemos... – ela olhou para cima e começou a pensar enquanto andávamos.
—Eu só me lembro dos ataques das guildas.
—As guildas, essa tal Redflash...
—Eu GANHEI dela! – exclamei.
—"Tipo, você ao menos se esforçou ou coisa parecida para vencer?" "E se eu dissesse que sim?”.
—Avá. Eu não sou igual a você, que fica se preocupando com o level e jogando partidas PvP sempre que sai de casa.
—Esse é o seu defeito. Mas eu te amo mesmo assim, tá? – fiquei sem palavras com essa frase. Ela... Me ama? Sério?
—Se preocupar com simples números também é seu defeito, mas também te amo mesmo assim. – revelei.
—Aham, sei. Podemos andar mais depressa? O sol já está se pondo. – pediu.
—Claro. – concordei.
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