Kevin Bryan e o Sumiço da Garota Dafne
14 Todo Fim Tem Um Começo, Até Pra Morrer
Notas iniciais
Dário Ronan já havia passado por uma das passagens secretas e estava na praia pilotando a moto com a Dafne sentada na sua frente ainda algemada a ele, que se dirigia ao encontro do avião para completar a sua fuga.
Muitíssimo ao longe ainda, ele avistou o avião e acelerou mais a moto que cortava bem a areia da praia para chegar ao avião mais rápido . Tudo estava dentro do previsto segundo seus planos Ele só havia esquecido um detalhe muito importante: Catarina!
No interior da tumba Claêncio procurava meios para fazer o que seu patrão mandara,: abrir a porta de ferro para os lobos entrarem e devorarem a todos. Esse seria o pior espetáculo caso fosse efetivado.
Os homens de Dário estavam sendo trancafiados em suas próprias celas, enquanto resolviam a libertação dos escravos e captura do Ronan,. Álex, Sargento Anderson, Cabo Aleph e demais soldados com ajuda dos outros soldados, acabavam de chegar a igreja e já estavam movendo o púlpito, porém, o maldito Ronan havia colocado um grande cadeado de aço na porta de ferro, muito diferente das outras vezes. Eram mais dificuldades para abri-la Todos ficaram alheios como fariam para abrir essa porta. O tempo era artigo de luxo nesse momento. Um outro Coronel deu a ordem:
— Vamos todos procurar as chaves! — mas Áleph imediatamente gritou:
— Não! Vamos explodir o cadeado!
— Boa ideia, garoto! — E Aleph continuou:
— Alguém tem uma granada pra mim emprestar?
Apareceram muitas granadas. Mas o Aleph só precisava de uma e pegou a granada de um soldado e disse:
— Se afastem que as coisas vão pros ares agora! Depois que os soldados se afastaram, Aleph colocou a granada bem próximo de cadeado e puxou o pino, correu e se protegeu. Pouco minutos depois a explosão forte foi ouvida pelos escravos que ficaram com medo de tudo desmoronar e Helter gritou:
— Eles estão tentando abrir a porta com explosões! Tomara que não desmorone nada! Vamos orar pessoal por que se desmoronar, vamos morrer sepultados aqui mesmo! Muitos escravos principalmente as mulheres, se ajoelharam e começaram as orações.
Lá fora a explosão não fora suficiente para quebrar o cadeado, nem ao menos abalou a porta e o Aleph falou:
— Rapaz, que droga de cadeado é esse?! Temos que colocar uma mais forte! Me deem uma granada mais potente!
Outro soldado levou uma granada mais potente. Dessa vez Aleph colocou a granada dentro da argola do cadeado e puxou o pino e correu para se ocultar da explosão, que foi mais intensa que a outra e o Coronel na aeronave escutando a explosão falou:
— É... parece que a festa começou lá na moradia do demônio! Meu receio e que desmorone tudo!
O capanga Claêncio chegara ao local onde deveria abrir a porta e colocou uma enorme quantidade de carne nesse corredor. Sorrateiramente, abriu a passagem secreta onde dava acesso ao lugar onde os escravos estavam, correu rapidamente e abriu a porta onde podia se ver a floresta, correu mais rápido e entrou num cubículo que só cabia uma pessoa. Fechou a portinhola por dentro, e se mandou com a sensação do dever cumprido.
Os enormes lobos já farejavam a carne e começaram a aparecer rumo onde estavam as carnes. Até nesse aspecto o Ronan era terrível, ele que deu a ideia de colocar a carne. Quando os lobos chegavam perto da porta o Helicóptero já estava a posto e mandava rajada de metralhadora abatendo os lobos que se aproximassem da porta. A ideia do Coronel Henrique dera certo. No entanto, era muito grande quantidade de lobos famintos, e não se sabe por quanto tempo era possível suportar essa matança de lobos.
Dentro da igreja, que foi abalada pela grande explosão destruindo parte do altar, o cadeado foi finalmente destruído. E todos desceram pela escada apostando que não houvesse cadeado nas outras portas, felizmente, Ronan só havia colocado na primeira porta. Eles abriram a segunda porta e correram imediatamente para abrir a outra.
Na praia Dário tinha aumentado a velocidade da moto em direção ao avião levando seu troféu de nome Dafne. Porém, quando estava nessa ânsia, a moto começou a falhar por falta de combustível e ele gritava desesperado:
— Droga, Dafne! Estamos sem combustível. Tenho certeza que isso é coisa da Catarina! Maldita! Ela sabia que iríamos fugir e tirou parte da gasolina! Devia tê-la matado!
— Você é uma pessoa muito ruim, Ronan! Como é possível matar alguém que sempre te ajudou? É muita maldade numa só pessoa !
Para chegar ao avião era preciso percorrer ainda uns quatros quilômetros. Com a moto seria fácil, mas a pé iria demorar muito mais. A moto parou e eles desceram e Dário estava tentando ligar para o piloto para vir pegá-los. Porém nesse momento o Helicóptero que levava Kevin, o interceptou. Com um megafone e Kevin o intimava:
— Atenção! Vocês que estão nesse avião rendam-se ou vamos abrir fogo! O piloto do avião de propriedade de Ronan pegou uma pistola e dava tiros na direção do Helicóptero, que revidou com uma rajada e Kevin gritava:
— Se entregue senão vamos bombardear tudo!
Por fim, o piloto sabia que não tinha a menor chance e se entregou. Do helicóptero desceram uma espécie de escada de cordas e o piloto subiu e entregou as armas e se rendeu para não morrer.
A escada de cordas é um equipamento que é formado por cordas forte e seus formatos são diversos, As cordas do Helicóptero que Kevin estava, eram feitas por três partes, eram largas permitindo a subida de três pessoas ao mesmo tempo no momento do resgate. Esse tipo de helicóptero, é usado exclusivamente para resgatar soldados caídos nas águas ou em qualquer lugar.
Nesse momento Catarina surgiu numa outra moto a procura de Dário. Ela se mostrou muito esperta ao tirar parte da gasolina dele. Após interceptar o helicóptero o piloto se dirigiu para onde estava o Dário Ronan que ficou desesperado ao ver o Kevin pedindo para ele se render. Mas Dário era muito teimoso. O piloto pensando que Dário estava desarmado desceu a escada de cordas e Dafne correu e pegou na escada puxando o Ronan, que insistia em não se entregar.
Nesse momento, Catarina vinha se aproximando numa moto, parou e atirava contra a aeronave aleatoriamente, pois não tinha prática em tiros. Kevin gritava ao megafone:
— Entreguem-se senão vamos revidar!
Nesse momento para piorar a situação de Dário, o Coronel apareceu na outra aeronave juntamente com o Jon e os seus pilotos. O Coronel portava uma carabina de precisão com luneta e longo alcance. Quando Catarina ia atirar novamente contra o Helicóptero onde o Kevin estava, com um tiro preciso, o Coronel acertou o pulso de Catarina fazendo a arma cair na areia. Dafne já estava a uns dois metros acima do chão sendo puxada para baixo por Ronan. Catarina xingava a Dafne de tudo que era nome. Porém, ao ver os lobos se aproximando, ela correu e se segurava nas cordas para não ser devorada. O cenário era terrível. Os dois Helicópteros faziam muito barulho e ventos com suas enormes hélices cortando o ar marinho.
Na tumba de Dário Ronan o grupo formado pelo Sargento Anderson, cabo Aleph, Álex e os soldados agora misturados derivado de tantos grupos, corriam contra o tempo para abrir a terceira porta, para evitar que os lobos chegassem primeiro aonde estavam os escravos e começassem a devora. Lá fora o helicóptero já havia matado muitos lobos e parece que quanto mais matava, aparecia mais. A principal dificuldade em chegar a terceira porta era a escuridão.
Felizmente, chegaram a porta que com muita dificuldade, a abriram e chegaram aonde estavam os escravos. Alex gritou:
— Vamos sair! Vocês estão livres! Até que enfim vocês poderão ir para onde quiserem! Viva a liberdade!
Quando os escravos perceberam a chegada de Álex e o restante do grupo anunciando a liberdade, ficaram loucos de emoção e se abraçavam choravam, beijavam os garotos, os soldados e agradeciam, foi uma loucura quando pensavam que não seriam mais escravizados. E começaram a caminhar em direção a saída e entoando cantos de liberdade que dava a impressão que purificava o ambiente tenebroso e caminhada de tanta gente ia demorar para chegarem a parte externa da igreja.
Lá na praia, o.impasse continuava e os lobos chegavam cada vez mais e esperavam devorar alguém. Dário Ronan puxava Dafne para baixo e Dafne o puxava para cima, Catarina estava ao lado de Ronan vendo que ele tirou a pistola e ameaçava atirar em Dafne se ela não soltasse as cordas e descesse com ele. Jon vendo aquilo gritava:
— Coronel ele vai matá- la! O que vamos fazer? A Dafne é teimosa ela não vai descer!
— Temos que acertá- lo — dizia o Coronel — mas a Dafne está na frente. Podemos, acidentalmente, acertá-la, mais é um risco que temos que correr! Dafne continuava segurando as cordas e tentando subir e Ronan disse:
— Se você não for minha, não será de mais ninguém e apontava a pistola para Dafne.
Nesse momento o Coronel mirou e esperou o momento exato e atirou. O projétil atravessou o ombro de Ronan que desmaiou largando a pistola e ficou pendurado sustentado por Dafne que estava ainda algemada a ele. Catarina ferida gritava desesperada dizendo que a culpa de tanto mal era ela. Vendo o sofrimento de Dafne Kevin gritou:
—Vou descer lá senão ela cairá junto com o Ronan e serão devorados pelos lobos!
E Kevin começou sua descida rapidamente, não havia tempo a perder, quando chegou, Ronan estava desmaiado pendurado pela algema no braço de Dafne. Catarina estava ferida.Kevin passou pelo lado de trás e se dirigiu ao Dário para ver se ele estava com as chaves das algemas. O Dário estava pendurado pelas algemas e com os pés enganchados nas cordas, Kevin olhou nos bolsos dele e achou as chaves das algemas. Ele gritou para Catarina:
— Catarina! Catarina! Tente acordar Ronan para a gente subir! — Catarina com o pulso ferido dizia:
— Estou sentindo tanta dor que não me aguento! Estou saturada disso tudo! Eu não aguento mais essa ilha, esse Dário! Essa vida de escrava! Esse sofrimento que não se acaba! Estou cansada de amar esse homem e ser desprezada e trocada por outra! A morte pra mim seria a melhor saída agora! — Catarina em desespero chorava aos prantos e Kevin sentia muita pena da coitada que não merecia ter sido tão somente, usada por Dário.
Se Kevin soltasse as algemas, Dafne ficaria livre, porém o Ronan cairia e os lobos o devorariam. O vento era insuportável, o barulho de dois helicópteros eram ensurdecedores, a aeronave não poderia colocá-los chão devido o ataques dos lobos e todos viam ao drama de Kevin. Finalmente, ele teve uma ideia. Pediu para Catarina ir subindo e com muita dor, ela foi aos poucos se erguendo.
Depois ele tirou o próprio cinto que por sorte era de couro, e amarrou na cintura de Ronan e nas cordas, subiu e libertou Dafne que quase não se aguentava mais. Dafne foi subindo e foi finalmente resgatada. O Ronan estava pendurado agora pelo cinto do Kevin. Catarina estava muito debilitada e Kevin insistia:
— Catarina! Tente subir como Dafne subiu! Senão todos irão cair! Anda coragem!-Mas Catarina estava desanimada para continuar vivendo, sem o Ronan que iria ser preso ou coisa pior! Kevin desceu. Tirou o cinto de Ronan e o amarrou nas cordas para ficar mais seguro e evitar que ele caísse e tentava acordar o Ronan sacudindo-o:
— Ronan! Ronan! A corda, cara!- batendo em seu rosto.Nesse instante Catarina subia vagarosamente. Ronan sangrando no ombro começou a recobrar os sentido:
— O que está acontecendo? Ai meu ombro! Cade a Dafne?! Nesse momento Kevin disse:
— Você foi atingido! Senão você mataria alguém! Agora vamos subir! Acabou Dário! Se renda que é melhor para todos! Eu vou te ajudar a subir!
— Cadê minha Dafne?! Catarina! Maldita o que você fez comigo?! — Dário! Acabou! Se entregue! Você não vai poder fugir! Acabou! Chega de tanta maldade! — Catarina gritava assim enquanto subia.
Dário Ronan sabia que seu destino estava complicado, ele só tinha duas saída: uma era se entregar, seria julgado condenado e preso, a outra era a morte. Ele estava perdido e se fosse para os Estados Unidos seria pena de morte. Ele não ia suportar viver preso pro resto da vida. Era o fim. Kevin continuou a negociação:
— Vamos Ronan! Já era, Se entregue que você terá um julgamento justo!
— Está bem Kevin! Me ajude aqui! Estou sentindo muita dor!
Kevin inocentemente desceu e tentava ajudar. Ele por um momento esqueceu com quem estava lidando. Tirou os dois cintos e inocentemente ajudava o Ronan a subir. Kevin ao abrir as algemas, liberou a parte de Dafne, porém Ronan ainda continuava com a outra parte da algema em seu pulso. Ele esperou Kevin tirar os dois cintos que o segurava e fingia sentir muitas dores e ainda gritava. Por sorte, o projétil que atingiu seu ombro, não fez muito estrago, atravessou o ombro sem maiores consequências, mas sangrava!
Na tumba de Dário os escravos estavam saindo, mas ia demorar para sair todos. Álex chamou Aleph e disse:
— Sabe cara, eu estava aqui pensando.., não será melhor a gente averiguar se esses lobos serão impedidos de entrar mesmo? Qualquer animal desse se entrar, causará muito estrago! pois, esse pessoal vai demorara sair é muita gente!
— Então, vamos lá ver! Os dois rapazes, voltaram correndo em direção a sala das caveiras e ao chegarem a entrada estava aberta e no corredor eles podiam ver muitas carnes e la fora do lado da floresta, muitos lobos mortos e muitos outros querendo entrar para comer a carne colocada por Claêncio, de repente os tiros cessaram. As munições da aeronave havia acabado e enquanto os pilotos colocavam mais munições os lobos começaram a se aproximar da entrada.
Álex correu pelo corredor em direção a porta para fecha-la antes que os lobos entrassem. Ele tropeçava nas carnes mas tinha que ser rápido. E correu, porém ja havia um lobo atravessando a porta para entrar. Foi quando Aleph o abateu com o risco de atingir o Álex, que acabara de chegar a porta e a fechava, mas muitos lobos batiam na porta impedindo de fechá- la foi quando Aleph chegou e ajudou Álex a fechar, pois ele só não conseguiria.
Os lobos do lado de fora batiam violentamente querendo entrar para pegar a carne e em seguida os escravos.
— Cara?! Se a gente não tivesse vindo aqui, todo o trabalho estaria perdido! — falou aliviado Aleph — Álex cansado e suado, sentou-se no chão perto das carnes e desabafava:
— Quando tudo isso vai ter um fim?! Eu não aguento mais, cara! Desde que cruzamos o caminho desse psicopata é só sofrimento a começar pelos pobres escravizados!
— Acho que hoje termina tudo, cara! Vamos! Que não quero perder por nada a saída dos coitados! Álex levantou-se e os dois caminhavam para a saída, mas olhavam em torno e viam entristecidos, todos os vestígios da tantas maldades nas paredes ocultas pelas trevas. Eles caminhavam rápidos quando escutaram pedidos de socorro:
— Socorro! Por favor, soltem-nos! Eles dirigiram-se para onde vinham os pedidos de socorro lamurientos. Ao chegarem ao local que era muito oculto, perceberam que era os três negros que tinham sido amarrados. Com o sorriso no rosto, eles libertaram os negros que perguntaram:
— O que está acontecendo aqui?
— Tudo terminou. A maldade foi banida para sempre! Aqui não existem mais escravos! Todos estão livres!
— Que bom! Não aguentávamos mais ver tanto sofrimento!
Mas vocês não! Têm umas coisas ainda a acertar com a justiça. Agora vamos sair daqui chega de trevas!
Eles saíram junto com os ex escravos brancos e se depararam com tanta gente nunca vista junta.
Lá na praia dos lobos, Kevin insistia em ajudar Dário. Aparentemente, ele estava aceitando a ajuda de Kevin, porém, num momento de descuido o Ronan prendeu o outro lado da algema no pulso de Kevin que não esperava por tanta maldade. Ele infelizmente na sua inocência, subestimara o Dário mais uma vez. Dário disse:
— Se eu tiver que morrer, você virá comigo? Não vou passar o resto de minha vida numa prisão de brancos! -e assim se jogou tentando puxar Kevin para cair com ele na praia!
Kevin se segurou e mais uma vez o maldito Ronan estava pendurado puxando o Kevin para cair na praia junto com ele em meio aos lobos. Kevin gritou:
— Dário não faça isso! Venha comigo! Deixe eu te ajudar! Você está doente! Você vai ser tratado e até nem vai ser preso!
— Não quero depender de brancos.para viver! Prefiro morrer! E agora garoto tá na hora de morrer! Vamos morrer juntos! Você nunca devia ter se metido no meu caminho! Vamos nós dois ao encontro da morte! Está com medinho?! — Ronan dava uma risada terrível.
Kevin estava numa situação terrível, pois Dário era muito pesado principalmente com a mochila de dólares e ele não ia suportar por muito tempo, seu pulso já estava sangrando. Então falou:
— Dário essa é a sua última chance! Venha comigo! Você terá um julgamento justo!
— Não garoto! Tá na hora de morrer!
— Dário até na hora da morte você é mau!
— Venha garoto! Vamos ao encontro da morte! Você que pediu isso! Quando me desafiou! — Sinto muito Dário mas ainda não vai ser dessa vez, que o mal vencerá o bem!
O Coronel procurava o momento exato para atirar em Dário, mas tinha medo de atingir Kevin, o seu grande amigo.
Kevin num momento de muita esperteza, tirou a chave das algemas do bolso da blusa do uniforme militar e com muita dificuldade, destrancou-as se libertando de Dário Ronan que caiu na praia, Kevin ainda disse: — Sinto muito Ronan, mas se você não gosta de viver, tem muita gente que gosta inclusive: EU!
Ronan caiu com a mochila de dólares de uma altura de uns cinco metros. A sua queda foi dentro da água mais rasa que foi amortecida. Ele correu para a moto que Catarina havia trazido. Ligou- a e se mandou com os lobos no seu encalço. O Coronel ia atirar, mas Jon não deixou, pois sabia que ele não escaparia,
Dário desesperado gritava para os lobos: :
— Vocês não podem me devorar! Eu que criei vocês! Vocês foram treinados para devorar só os brancos! Não os negros! Me deixem em paz!
Todavia, nada disso adiantou, a perseguição era implacável, Ronan ainda tentou chegar ao seu avião que seria usado na sua fuga que estava ainda parado na praia. No entanto, um lobo enorme, deu uma voada e o derrubou da moto sendo arrastado em seguida para o meio da floresta, onde seria o lugar do banquete e todos tripulantes dos dois Helicópteros viam seu sofrimento.
Ele gritava muito, mas era tarde demais, uma quantidade enorme de lobos,surgiram igualmente quando Dafne foi atacada por eles. E começaram a devora. Os gritos de Ronan eram desesperadores, as mordidas de seus lobos estraçalhava sua carne igualmente os escravos inocentes.
Nesse momento os helicópteros passaram e ele os viu e sob as mordidas dos lobos ele deixava as lágrimas descerem dos seus olhos, porém, a dor das mordidas não eram maior que a dor de ter perdido aquela que ele tanto amou e que pra Dafne nada significara, porém, a pior dor foi ter perdido Catarina, essa sim, merecia ser amada por ele com todas as suas forças. Nem sua esposa era tão importante, quanto a Catarina nesse momento.
Mas só agora, ele via a realidade que muita gente vê, que só valoriza algo realmente quando perde. A mochila com os dólares foi rasgada pelos lobos e as notas estavam sendo levadas pelo vento. Os gritos lamurientos de Dario Ronan ecoavam por toda ilha no momento de sua morte.
Os lobos gostavam de devorar suas vítimas ainda vivas ao som de uma boa sinfonia aos seus ouvidos, que eram os gritos desesperados de suas vítimas morrendo aos poucos, quando suas vísceras e seu sangue eram deglutidos.
Mas o grandioso Dário Ronan estava bem, estava em boa companhia daquilo que ele tanto lutou e tanto adorou, mais que os seres humanos, que eram os dólares e seus lobos, com certeza ele morrerá em boa companhia.
E lentamente as luzes, o céu azul da Africa, bem como a vegetação e o som do mar, foram silenciando-se e ficando escuro para sempre para o Dário Ronan. Ali terminava seu reinado de maldades por que, ele, o Dário Ronan morrera.
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