Kevin Bryan e o Sumiço da Garota Dafne
4 Pra Uma Terra Desconhecida! Aqui vamos nós!
Notas iniciais
Já se passaram cinco dias que os meninos aventuravam e espreitavam pela chegada do avião do mal. Eles já estavam perdendo a paciência. Todo material que iriam levar para o resgate de Dafne, já estava todo organizado. E comentavam entre si:
— Jon qual a desculpa que você deu para sua mãe sobre essa viagem?
— Disse que íamos para um seminário inter colegial e que íriamos demorar uns cinco dias por lá.
— A sua desculpa foi boa, eu disse a mesma coisa pra minha família.
— Eu disse que ia num encontro de bandas de rock, a gente não tava louco de dizer que íamos numa viagem de resgate, eles iriam pirar!
— Com certeza! Temos que preservá-los de mais preocupações.
Já passavam das quatro horas da tarde quando de repente o avião cruzou os céus. O caras, como chamava Kevin, trataram de se esconder. Quando o avião pousou e parou, desceram dele dois homens esquisitos, colocando uma moto retirada do avião no chão, montaram nessa moto e sumiram por uma estrada de chão. Os caras, demoraram um pouco e se aproximaram do avião. Verificaram como entrar e por sorte os estranhos deixaram a porta somente encostada. Eles entraram e não tinham mais ninguém, além dos dois homens que saíram. Os meninos fizeram uma boa vistoria dentro do avião.
Realmente, ao fundo do avião havia um compartimento de cargas onde eles iriam se esconder. Kevin foi para a cabine do piloto e sentou-se na cadeira e ficou identificando todos os controles, conforme tinha visto na internet. Eram exatamente igual.
Nesse momento escutaram um barulho de moto e viram os homens retornando de onde tinham ido, eles correram e se ocultaram no compartimento de cargas :
— Por favor, não façam barulho e fiquem escondidos!
Os homens pararam a moto e traziam uns sacos de ração. Colocaram os sacos de ração dentro do avião juntamente com a moto, e subiram e sentaram se na cabine de piloto, esperando dar a hora do furgão trazer a próxima vítima. Eles falavam inglês, Jon e Álex tinha pouquíssimo conhecimento dessa língua, mas Kevin conhecia razoavelmente para entender o que eles falavam e nessa conversa, ele escutou além de outras coisas, falavam da África. Compreendeu que iam pra África, mas não falou para os outros, para eles não entrarem em pânico. As horas se arrastavam. Os meninos aguardavam ansiosos, o momento certo para decolarem. Quando passava pouco da meia noite, o furgão preto surgiu na escuridão da noite. Parou próximo do avião e dessa vez era um jovem que estava sendo sequestrado. Colocaram o jovem desacordado dentro da avião. O furgão sumiu não se sabe pra onde. Sua aparência era muito tenebrosa. Depois disso por fim, o avião fez o retorno na pista de chão, pegou velocidade e decolou para o céu azul escuro, levando os rapazes para uma aventura incerta e sem garantia de sucesso.
Mais um rapto terrível que teve a participação de Boris. Ele era uma figura tenebrosa desde o sequestro da Dafne. Ele era alto, com um rosto muito feioso devido mal formação genética, despertava medo nas pessoas sendo excluído da sociedade. Em sua casa, ele costuma apagar as luzes e ficar num ambiente em trevas, com luzes proveniente de antigo candeeiro a querosene, tomando seu café com leite. Uma certa vez, ele estava nas trevas e no momento que levava a sua caneca a boca, havia uma barata preta que andava pela sua caneca, ela rastejava pelo fundo da caneca e ele continuava sugando o líquido que estava em seu interior. A barata passava por cima de sua mão, e o seu comportamento era como se nada estivesse acontecendo, uma pessoa normal, já teria jogado fora a caneca e matado a barata. Mas ele não, continuava com esse comportamento estranho e o pior que, quando o inseto entrava para dentro da caneca ele continuava tomando o líquido juntamente com a barata. Esse comportamento dizia muito de sua personalidade estranha.
Quando não era isso, ele colocava aranha pelo orifício do nariz e tirava pela boca,Todo esse comportamento denunciava uma personalidade doentia, que Dário Ronan tinha afinidade.
Nos seus aposentos, Dafne estava triste e solitária. O tédio foi o que sobrou para sua vida, que não passava de solidão, leituras de péssimo gosto e muito dificilmente, conversa com a garota que lhe trazia a comida. Na casa de Dafne seus pais estavam relegados a tristeza e solidão, alguns amigos faziam visitas para aliviar o sofrimento, os colegas de Dafne sempre perguntava por ela em visitas solidárias.
Os pais de Dafne espalharam cartazes, com sua foto, por toda cidade na esperança de alguém tê-la visto, mas até o momento, ninguém aparecia com nenhuma notícia. A polícia foi acionada, logo após seu sumiço, houveram muitas investigações, no entanto, não houve progresso nenhum.
As vezes, em sua clausura, Dafne ficava numa janelinha mirando a lua, imaginando que aquela mesma lua, seus pais, seu irmão e seus amigos, poderiam estar olhando também.
Amanheceu o dia, numa viagem demorada que ia além das oito horas de duração, o avião cruzou os céus em meio as brancas nuvens da Africa. Finalmente, a aeronave se aproximou da cabeceira da pista e aterrizou, trazendo mais uma pessoa de aparência branca para ser escravizada. O avião parou, abriram-se as portas e os homens desceram trazendo um jovem adormecido numa maca que foi levado para um quarto para ficar confinado. Como de costume, os homens entraram nas dependências das casas e no avião, os rapazes esperavam a noite chegar para saírem e começar a colocar o plano de resgate em ação.
Pelas pequenas janelas, eles viam todo movimento, as pessoas caminhavam de um lado pro outro levando objetos de trabalhos, conversavam, mas havia também um bando de pessoas negras armadas. Que mandavam nas pessoas, ameaçando-as e forçando-as a serem mais rápidas nas atividades. Kevin falou:
— Vocês já perceberam onde viemos parar?
— Não!
— Onde Kevin? Não tenho a menor ideia!
— Rapaz...- disse Kevin. Viemos cair num lugar onde a escravidão ainda é exercida. Escravidão branca pra piorar!
— Estamos ferrados! Ta explicado por que raptaram Dafne: para fazer parte desse horror. Coitada da Dafne! Não merecia esse destino. Jon e Álex estavam tristes e desolados com a situação. Mas Kevin já sabia que a coisa toda não seria nada fácil. Ia ser uma verdadeira operação de guerra e eles teriam que se misturar aos ``escravos``para saber onde Dafne se encontrava.
Quando passava de meia noite que tudo estava em absoluto silêncio, os rapazes desceram do avião e se dirigiram-se, esgueirando-se na escuridão dos objetos que encontravam pelo caminho, todo cuidado era pouco, pelo menos, nessa fase da operação. Eles não poderiam ser descoberto de forma alguma. Eles chegaram no início de uma ruela. Com as mochilas grandes nas costas com todo material que achavam necessário para essa ação.
Kevin ia a frente sendo seguidos pelos demais. Ia ser questão de sorte esse primeiro contato. Chegaram à uma casa grande pelos fundos e bateram na porta, todos estavam já recolhidos, demoravam abrir. Bateram novamente e as luzes se acenderam, dali em diante tudo poderia acontecer. Uma voz de homem perguntou:
— Who is it?( Quem é )?
De repente a porta abriu-se e um senhor apareceu perguntando em inglês:
— O que vocês querem: ( Do You want? )
— A gente precisa falar com alguém! Por favor. ( We need to talk with someone, please! )
— Sentem-se por favor! ( Sit down, please! )
— Alguém fala português, aqui? ( Do someone speak english here?)
— Yes I do! ( Sim! )
— I go to call my friend! Helter! Come here please! (vou chamar meu amigo! Helter! venha aqui por favor)
A moradia era tipo um grande barracão havia uma cozinha grande onde eles estavam, dos lados direito e esquerdo tinham vários quartos que eram separados por um corredor comprido que ia terminar numa sala. Onde haviam uns móveis rústico como: bancos, tamboretes, mesas, iluminação precária, enfim um ambiente de total pobreza.
Nesse momento um jovem de aparência branca apareceu e começaram a ter um entendimento.
— Boa noite?! Vocês são de qual ala?
— Nós não somos de ala nenhuma, não!
— Vocês não trabalham aqui, não ?
— Não! Nós estamos chegando agora, tudo aqui é desconhecido para a gente. O jovem Helter pediu desculpas:
— Então me desculpe! Vocês são de onde mesmo? Querem o quê?
— É uma longa história! A gente vai contar para vocês desde o começo de tudo.
Kevin contou tudo que aconteceu e como chegaram ate ali. Outras pessoas surgiram e prestavam atenção na conversa e o jovem helter falava inglês por que ele era de procedência Britânica e fala Português devido ter feito intercâmbio no Brasil e tinha um conhecimento de Francês e Alemão, nesse aspecto os meninos deram sorte. O que Helter conversava com os rapazes ele explicava em outra língua para os que estavam presente compreenderem porque não entendiam o Português e o Inglês. E continuaram a conversa:
— Agora que você está sabendo de tudo. A gente gostaria de saber o que realmente é isso aqui, Helter? É um sistema de escravidão?
— E você tem noção de aonde a garota Dafne está?
— Olha Kevin... toda essa estrutura que vocês já devem ter visto, serve para escravizar pessoas de preferência branca!
— Jon perguntou:
— E por que isso? Quem ta fazendo isso?
— Vou contar para vocês... quem chefia isso tudo é um cara negro chamado Dário Ronan.
— E por que ele faz isso? — indagou Álex:
— Olhem... ele cresceu revoltado por que seu povo negro foi escravizado. Desde de criança que ele alimenta seu ódio dos brancos e esta fazendo a mesma coisa que os brancos fizeram com seu povo, ou seja, ele escraviza os brancos para se vingar.
,- E por que vocês não fogem, Helter?
— Não tem como. Essas muralhas são muito altas e mesmo que a gente saísse daqui do outro lado das muralhas tem uma floresta repleta de lobos. Muitos dos nossos já tentaram e morreram devorados pela matilhas de lobos que são vorazes. O Dário anda com um lobo enorme para cima e para baixo para mostrar a todos o que tem lá fora na floresta.
— A situação é horrível mesmo! Quanto tempo tem que você está aqui?
— Cheguei aqui com dezessete anos, tenho vinte dois anos. Tem cinco anos que estou preso aqui, longe de minha família e amigos. Já chorei muito, mas já estou me conformando com a ideia de ficar aqui para sempre. Tem gente que tem mais de dez anos que estão aqui, muitos já morreram sem nunca ter esperança de voltar para os seus. Álex perguntou:
— Helter... quantas pessoas estão confinadas aqui?
— Confinadas não! Escravizadas mesmo! Tem cerca de umas duas mil pessoas comandadas por uns duzentos negros vivendo no bom e no melhor às nossas custas. Não sei até quando isso tudo irá resistir!
— Olha Helter, nossa vinda aqui é resgatar Dafne, mas prometo pra vocês que se a gente conseguir escapar, voltaremos para resgatar vocês! Agora o importante é vocês manterem segredo para não estragar nossos planos.
— Nunca vieram pessoas daqui para ver isso tudo aqui, não? E tentar resgatar vocês? — indagou Álex:
— Já sim! Mas Dário é muito esperto. Ele mandou fazer uma câmara subterrânea debaixo do altar da igreja. Quando o povo chegou ele já tinha colocado a gente nessa câmara e colocou seus negros para fingir que estavam trabalhando e os visitantes achou a ideia maravilhosa em ritmo de colônia negra. Tudo foi pra camuflar a escravidão branca.
— Miserável! A gente tem que dar um jeito nessa situação, Kevin!
— Eu sei Álex! Ele não perde por esperar! A justiça está a caminho! No momento vamos resgatar a Dafne e voltaremos aqui com mais gente preparada pra resgatar todo esse povo, pode confiar Helter, tenham paciência que o fim desse sistema irá chegar ao fim logo! logo!
— Vocês sabem onde Dafne está escondida?
— Não! Quem deve saber é uma moça chamada Catarina que trabalha entregando comida nos quartos onde os novatos estão.
— Ela precisa saber que a gente veio resgatá-la para ela ficar de sobreaviso. Mas como vamos fazer isso?- perguntou Álex.
— Eu tenho uma ideia brilhante. Aqui tem biblioteca?
—Tem sim! Por que?
— Depois falarei para vocês!
Nesse momento houve um grande barulho quando todos estavam concentrado na conversa, alguém bateu violentamente na porta e falava raivosamente:
—Atenção! Vocês que estão aí dentro! Vamos parar de conversa e voltem para as suas cama e vão dormir! Que amanhã tem muito o que fazer!
— Ta bom! Já vamos!
Eles interromperam a conversa e foram dormir. Os rapazes dormiram num quarto que por coincidência estava desocupado. Planejavam um meio de avisar a Dafne e por enquanto os rapazes iam ficar muito bem escondido dos negros até organizarem o resgate da garota.
No dia seguinte, Dafne estava triste trancafiada.em seu aposento, a mercê dos acontecimentos. Ela vivia num tédio massacrante, já estava próximo ao meio dia quando alguém bateu à porta:
— Alô! Trouxe sua comida, garota! E como sempre livros para você ler.- A garota ria do outro lado da porta.
— Já estou enjoada de tanto ler. Não tem uma televisão, um celular, nada mais divertido que está sempre lendo! ô saco!
Dafne pegou a comida e os livros colocou em cima da cama e foi para uma mesinha se alimentar. Depois disso pegou os livros pôs em cima da mesa e foi tomar um banho num pequeno banheiro. Era pequeno, mas dava para tomar um bom banho. Depois penteou os lindos cabelos demoradamente diante de um espelho pequeno, pensava em sua mãe, seu pai, seu irmão e Jon e também sentia falta dos seus perfumes e cremes, seu estojo de maquiagem e suas bonecas. Mais uma vez as lágrimas surgiram em seus olhos. Mas mesmo assim, deitou-se na cama e dormiu. E dormir era a única coisa que se podia fazer a essa altura dos acontecimentos.
O dia tinha passado era começo de noite. Ela acordou-se com a garota batendo na porta, que trazia a refeição da noite. Dafne já havia chorado tanto nesses quatro meses de reclusão que nem tinha mais lágrimas para choro. O que sobrou para ela foi o tédio, a solidão, o nada e a revolta por estar cumprindo pena sem ter cometido crime algum. Até quando ela ia suportar viver assim? Essa pergunta ficou em sua mente.
Depois do jantar, ela lembrou-se dos livros e resolveu escolher um para ler. Haviam cinco livros e entre eles estava o livro que lhe marcou muito e começou encher os olhos de lágrimas. O livro era ``Diário de uma Paixão``de: Nicholas Sparks.
Ela segurava o livro junto ao peito lembrando-se de Jon. Ela o conheceu na biblioteca municipal onde ela foi procurar esse livro pra ler e fazer um trabalho de literatura. E por coincidência Jon procurava o mesmo livro para ler e fazer um trabalho similar ao seu e os dois se encontraram e foi amor a primeira vista. Leram o livro se emocionaram e marcaram para se encontrar e comentar a história do livro e foi inevitável, o namoro e como consequência um forte amor.
Ela resolveu iniciar a leitura e as lágrimas surgiam em seus olhos quando lembrava-se dos momentos que passara com Jon. O sorriso de Jon povoava sua mente. As tardes no shopping, o sorvete, a pipoca, os filmes que assistiam juntos, os abraços e os beijos ardentes. Onde estaria ele agora? Nos braços de outra? Não! Não podia estragar essas lindas lembranças com esses pensamentos negativos intrometidos.
Quando ela estava concentrada na leitura eis que entre as páginas surgiu do nada, um pequeno bilhete com a letra do Jon que dizia assim:
``Amor da minha vida, vim te resgatar desse sofrimento para sempre. Tenha paciência, não fale para ninguém. Eu, seu irmão Álex e Kevin viemos te salvar das mãos do passarinheiro. Te amo eternamente: Seu pra sempre,Jon! ``
Ela foi a loucura! Não estava acreditando no que vira. Agora era um choro diferente, era um choro de felicidade! Abraçava o livro cheirava o bilhete como se fosse Jon. Agora ela tinha uma pequena luz de esperança de sair dali. Seu coração se encheu de ânimo, pois sabia que o grande amor de sua vida não a tinha abandonado.
Enquanto isso, Kevin trajou-se de escravo e se infiltrou-se no meio deles. O traje de escravo era uma blusa branca com as mangas até próximo das mãos na tentativa de proteger o escravo do sol, uma calça branca tanto pra homem como para mulher, seu tamanho era apenas no meio da canela, o calçado era uma bota desconfortável de couro, para os homens e para as mulheres, uma sandália rasteira de couro também.
Toda roupa era padronizada e muito encardida. Esse uniforme distinguia os escravos dos patrões. Kevin queria conhecer a realidade deles. Mas não era somente isso, disfarçadamente, tirou algumas fotos no celular do sistema de trabalhos escravo, que iriam servir como prova da maldade da escravidão. A exploração de mão branca era terrível. Eram muitas atividades pesadas. E os escravos sofriam demais nesse sistema explorativo. Não tinham folga, trabalhavam todos dias.
Enquanto isso, os outros, Álex e Jon, permaneciam escondidos na casa grande para não despertar a suspeita de alguém. No próximo dia foi a vez de Álex se trajar de escravo e foi dar uma caminhada também para ver de perto a realidade do trabalho escravo. Ele ficou horrorizado com o trabalho pesado e desqualificado que era imposto os escravos brancos. Tinha bastante homens negros armados vistoriando tudo, De repente, de uma certa distância, ele viu desfilando elegantemente com seu lobo, o Dário Ronan, impávido colosso às custas do sacrifício alheio.Ele ficou muito revoltado, no momento não podia fazer nada, mas com certeza esse sistema de escravidão estava com os dias contados, nisso ele acreditava. Jon não ficou de fora. Na sua vez de testemunhar os horrores da escravidão ele foi ver como era o trabalho na mina e também ficou chocado.
Era um leva e traz de materiais, bem como a circulação de pequenas carroças que transportavam resíduos da mina. Os pobres mineiros não tinham direitos a usufruir do fruto do se trabalho. Muita injustiça também imperava ali. Quando estava voltando, ficou estarrecido ao ver um rapaz no pelourinho que acabara de ser chicoteado por desobediência e Jon e os que estavam em sua companhia se aproximaram do rapaz que tinha as costas marcadas com as chicotadas e disse:
— Por favor me tirem daqui! Estou morrendo de sede!
— Não podemos! Estamos sendo observados! Você é de onde?
— Sou do Brasil!
Jon já estava revoltado, com essa constatação, ele ficou muito mais e consolou o castigado:
— Procure ter paciência, que vamos dar um jeito de dar um fim nesse sofrimento de todos vocês.
Nesse momento um negro armado se aproximou e gritou:
— Vocês aí! Se afastem dele, é no que dá desobedecer seus superiores, todos desobedientes serão castigados no tronco e vocês o que querem?! Voltem pro seus afazeres se não quiserem ficar no lugar dele!
— Vamos cambada!
E Jon saiu com os companheiros para fingir que era escravo e estrava trabalhando.
A maioria dos negros eram cultos. Eles não trabalhavam, só comandavam e estudavam. Quase todos falavam mais que três idiomas. Porém, todo esse arsenal de conhecimentos, contrastava com o fato de escravizar pessoas. Logicamente, uma pessoa culta não é propensa, muito menos aceitável a essa prática desumana. Esse sistema escravidão além de tanto sofrimento, parecia muito com a Torre de Babel devido a misturas de línguas em um mesmo lugar.
Enquanto isso, Kevin planejava o resgate de Dafne. Ele ficou sabendo que tinha um rapaz que de vez em quando, passava nos quartos onde tinha escravos recentes para pegar roupas sujas para levar à lavanderia. Ele usava uma espécie de carroça branca para o transporte dessas roupas. Era exatamente por aí que Kevin estava planejando o tal resgate.
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